A Nova Força / Skiftet

3.0 out of 5.0 stars

(Disponível na Netflix em 12/2025.)

Em 1958, a Suécia admitiu pela primeira vez mulheres como policiais, para participar, uniformizadas, da patrulha nas ruas, ao lado de colegas homens. A série A Nova Força, lançada mundialmente pela Netflix no início de outubro de 2025, se inspira neste fato real – e conta a experiência de três moças que participaram do primeiro grupo de mulheres policiais naquele país que há tanto tempo é um dos mais desenvolvidos, avançados, ricos e de melhor qualidade de vida entre todos os do planeta.

É uma beleza de série, muitíssimo bem realizada em todos os quesitos.

É uma obra séria, sem qualquer tipo de apelação, de exagero.

E, além da qualidade como cinema (faz anos que muito do que melhor se faz de cinema é para a televisão, e agora para o streaming), é uma obra importante.

Mostra uma realidade que a gente não associaria à Suécia, exatamente por ela ser desenvolvida, avançada, rica, de ótima qualidade de vida. A ação se passa em uma região pobre, muito pobre de Estocolmo, o bairro Klara. Eu não imaginaria jamais que, em 1958, houvesse tanta pobreza na capital de um dos países nórdicos – e creio que a imensa maioria das pessoas que virem a série também não.

Um ano antes de A Nova Força, a Dinamarca lançou A Garota da Agulha, igualmente baseado em fatos reais, que também mostrava uma realidade de profunda pobreza, tanto material quanto de moral, de costumes – mas, diacho, aquilo era logo após a Primeira Guerra Mundial, a Dinamarca ainda sofrendo os efeitos do conflito.

Aqui, não. Por mais que os jovens possam achar que 1958 é um passado distante, 1958, meu Deus do céu e também da Terra, foi logo ali atrás. São 67 anos apenas – o que, em termos de História, é menos que a poeira do cocô do cavalo do bandido.

Em 1958, a Suécia sediou a Copa do Mundo – e foi vice-campeã, derrotada pelo Brasil de Garrincha, Pelé, Zagalo, Didi, Nilton Santos, Vavá. (A Copa é bastante mencionada na série.) Vivia-se sob a tensão da Guerra Fria, mas já estavam bem distantes os horrores da Segunda Guerra Mundial. Estados Unidos e União Soviética disputavam os avanços na corrida espacial.

E no entanto, como muitíssimo bem mostra a série A Nova Força, na desenvolvida, avançada, rica Suécia, em 1958 o aborto ainda era ilegal. As mulheres ainda morriam ao serem obrigadas a fazer aborto fora de hospitais, em condições precárias.

E a sociedade era machista, profunda, desgraçadamente machista.

É irônico, tristissimamente irônico pensar, depois de ver A Nova Força agora – neste 2025 de um mundo que parece querer voltar à Idade Média, com esses absurdos como Trump, Putin, Netanyahu, Erdogan, Bolsonaro – que, de 1958 para cá, houve tantos momentos em que parecia que estávamos indo para a frente, rumo a uma sociedade melhor.

Três jovens mulheres, da classe média baixa

A série abre com estas informações:

“Estocolmo teve as primeiras policiais mulheres fazendo patrulha em 1968. Isto é baseado na vivência delas.”

As três mulheres que os diversos autores da série criaram para serem as protagonistas da história, do grupo das primeiras policiais mulheres em atuação na capital sueca – são bem jovens, aí na faixa dos 30 e poucos anos, da classe média baixa, que precisam necessariamente trabalhar para sobreviver, pois não têm ajuda de parentes com dinheiro. Duas são de cidades pequenas, do interior. E – no que me pareceu um belo acerto dos realizadores – nenhuma delas é linda. As atrizes escolhidas para representá-las estão muito bem, todas as três, e duas são bonitas – mas nenhuma delas é deslumbrante, naquele país de Ingrid Berman, Greta Garbo, Anita Ekberg, Ann-Margret, Lena Olin, Rebecca Ferguson, Alicia Vikander.

Eis algumas informações básicas sobre cada uma das três protagonistas da história – e as atrizes que as representam.

* Ingrid Gustafsson (o papel de Malin Persson, na foto abaixo) é a única da capital, Estocolmo, pelo que dá para inferir, e de família um pouco menos pobre que as outras duas. Herdou da avó, Kateryna (Jessica Zandén) o apartamento em que vive – e no qual acolheu as duas colegas que, como ela, fazem parte da primeira equipe feminina de policiais do país, e que trabalha no bairro barra pesada de Klara, ainda de forma experimental, como um teste. Kateryna, a avó, vive em um asilo; numa das visitas de Ingrid à avó, ficamos sabendo que elas são judias, e, apesar de a Segunda Guerra e a perseguição dos nazistas aos judeus terem ficado para trás, a moça esconde sua origem.

Todas as três moças enfrentarão barra pesada como policiais em Klara. Ingrid – veremos – pensará muito em desistir. A avó, que exerce forte e boa influência sobre ela, vai estimulá-la a resistir.

A atriz Malin Persson é de Estocolmo, classe 1992, e estava portanto com 33 anos quando a série foi lançada. Tinha 24 títulos na filmografia. Pelas fotos, dá para imaginar que houve um trabalho para torná-la menos bonita do que é na verdade para interpretar essa Ingrid, uma personagem simpática, mas sem aparência atraente.

* Siv Morrell (o papel de Agnes Rase, na foto abaixo) é interiorana, chegou a Estocolmo não faz muito tempo. É uma jovem mulher vistosa, atraente; quando bem jovem, a mãe a colocara no concurso para miss de sua cidade. E Siv parece se achar o máximo – tanto na aparência quanto nos talentos. Vai demonstrar para todos que acha que poderia trabalhar como detetive – e não apenas como policial que patrulha as ruas.

A série deixa muito claro, o tempo todo, que há duas classes distintas de policiais no distrito policial de Klara. Uma, mais baixa, dos policiais de ronda, de patrulha nas ruas. Outro, mais elevado, o dos detetives, investigadores – que inclusive não precisam trabalhar uniformizados.

Agnes Rase é de 1994, e estava portanto com 31 anos no lançamento da série. Tinha 9 títulos na filmografia – e um décimo em fase de produção, com o título, talvez ainda provisório, de Jo Nesbo’s Detective Hole. Uau! Vem aí um novo filme (ou uma nova série, sei lá) com Harry Hole, o fascinante detetive criado pelo norueguês Jo Nesbø, um dos mestres do que tem sido chamado de noir nórdico.

Carin parece frágil, e vai enfrentar experiências duríssimas

* E, at last but not at least, temos Carin Eriksson (o papel de Josefin Asplund). Na minha opinião, Carin é, das três protagonistas, a mais personagem mais rica, mais complexa, mais interessante – assim como essa garota Josefin Asplund tem a melhor atuação das três atrizes. Nada contra Malin Persson e Agnes Rase, que estão muito bem. Mas Josefin Asplund se sobressai exatamente porque sua personagem é a mais fascinante, e que enfrenta a barra mais pesada das três colegas.

Assim como Siv, Carin é do interior, de cidade pequena. Lá pela metade da série de seis episódios ficamos sabendo que seu pai é um homem violento, que agride sua mãe. Talvez por isso, certamente por isso, Carin é uma pessoa que automaticamente sai em defesa de qualquer mulher que possa estar sendo ameaçada por um homem.

Tem uma aparência frágil, parece menor e menos vigorosa que Siv e Ingrid – mas é absolutamente corajosa, destemida. Até demais – e por causa disso vai passar por experiências apavorantes.

É a única das três que tem um namorado – e o namoro com Arne Grahn (Rasmus Luthander) parece firme. Os dois estão obviamente apaixonados um pelo outro, mas há problemas, é claro. Arne vem de uma família mais rica – e a mãe dele, Aina (Annica Liljeblad), uma mulher um tanto pomposa, cheia de si, demonstrará clara insatisfação com a escolha do rapaz. E o próprio Arne, que parece ser um bom coração, tem aquela postura machista tradicional de querer se casar com uma mulher que fique em casa, cuidando do lar e dos filhos.

Josefin Asplund é de Estocolmo, classe 1991, 34 anos de idade em 2025, 20 títulos na filmografia.

Os policiais todos se mostram machistas

Fica estabelecido que cada mulher policial fará a patrulha das ruas ao lado de um colega homem. Alguém com mais experiência, mais conhecimento – uma espécie assim de instrutor e guardião.

A rigor, a rigor, nenhum dos policiais escolhidos para acompanhar cada uma das três moças vai se mostrar propriamente um ótimo colega de trabalho – todos são, em maior ou menor grau, machistas, e demonstram que prefeririam não fazer a ronda das ruas ao lado de uma mulher. Mas o pior deles, sem dúvida alguma, é Wallin (Jimmy Lindström), o que é designado para acompanhar Ingrid.

De início, as atitudes de Wallin – um policial mais velho, aí de 50 e tantos anos – são quase abertamente agressivas. Ingrid suporta aquilo estoicamente. Lá pelo meio da série, no entanto, acontece de a moça sacar o revólver com rapidez e dominar um tipo suspeito – e com isso ela ganha pontos com o veterano policial. Wallin passa a confiar nela.

Aí a coisa acaba ficando pior ainda para Ingrid. O sujeito demonstra então que, assim como alguns colegas, tem – por baixo do pano, sem alardear para as chefias – um prazer sádico em espancar suspeitos. E quer que Ingrid entre no grupo.

A moça passa a pensar em desistir de tudo, deixar o emprego, sumir dali.

O policial Rossi (Pablo Leiva Wenger), destacado para acompanhar Siv, não parece um mau caráter. Mas acontece de, num dia de patrulha, um suspeito sair correndo da dupla, e Siv consegue correr muito mais rapidamente que Rossi e dominar o fugitivo antes dele. O caso vira motivo de galhofa na delegacia, os colegas gozam a cara dele – e Rossi então comete uma baixaria. Espeta nas paredes da delegacia fotos de pin-ups seminuas com foto do rosto de Siv colocada por cima. Claro que aí ela vira o motivo de gozação da homarada.

Cheia de si, e certa de que seria uma boa detetive, Siv vai se aproximar cada vez mais de um dos detetives do distrito, Oscar Thornberg (Hannes Fohlin), um rapaz de fina estampa e jeito de gente boa. Diz que quer saber como o pessoal da investigação trabalha. Fica evidente que a moça está a fim do bonitão.

O chefe dos detetives, Carl Gustaf Fischer (Dominik Henzel), é um sujeito mostrado como mais que simplesmente machista – um misógino. A cada vez que vê Siv perto de Oscar, fica à beira de um ataque de nervos.

Carin se envolve numa luta com uma mulher na rua

O policial indicado para acompanhar Carin, Johan Reimer (o papel de Christopher Wagelin), também não é um mau caráter – mas comete, talvez até com boa intenção, uma besteira. Em uma das primeiras rondas que ele e Carin fazem, a moça se envolve numa luta com uma mulher na rua – e, naquele momento, sem perceber, é claro, deixa cair no chão o distintivo da polícia.(Na foto acima, Josefin Asplund, que faz Carin.)

[A superior das mulheres na delegacia, Jenny Berg (Cilla Thorell), havia advertido as novatas: se acontecesse de uma delas perder o distintivo, nem deveria se apresentar de novo no trabalho – deveria se considerar demitida.

A pobre Carin entra em parafuso quando percebe que perdeu o distintivo. Volta até o lugar do entrevero, vai atrás da mulher com quem tinha brigado para ver se estaria com ela o pequeno objeto. Só depois de algum tempo o policial Johan revela que o distintivo estava com ele; ele havia percebido que Carin o deixara cair, e o apanhara. E deixou que a situação chegasse a um limite para aí então devolver o troço, dizendo aquele tipo de coisa: tem que prestar mais atenção, e coisa e tal.

Essa besteira, no entanto, é a maior, e creio mesmo que a única que Johan comete. Fora isso, ele se mostra um parceiro correto.

A briga física de Carin com aquela mulher no meio da rua é um elemento fundamental de toda a trama desta série A Nova Força, Skiftet na língua de Ingmar Bergman, The New Force nos países de língua inglesa.

A mulher da briga com Carin vai aparecer morta

O encontro casual da dupla de policiais com Monica (o papel Camila Bejarano Wahlgren) acontece bem no começo da série, quando estamos com apenas uns 10 minutos do primeiro dos seis episódios.

A mulher sai correndo de um carro, o motorista grita para ela – e isso chama a atenção de Carin e Johan. Eles vão até o carro, perguntam ao homem o que aconteceu. Ele diz que ele e aquela mulher haviam conversado rapidamente, e ela conseguira roubar a carteira dele. Carin diz então que deveriam registrar a ocorrência, mas o homem diz que não quer registrar nada – e será que poderia ir embora?

Johan saca de imediato a situação; o homem era casado, tinha se encontrado com uma puta, ela roubara sua carteira, mas tudo o que ele não queria era mexer com a polícia.

Por vontade de ensinar alguns fatos da vida para a novata, Johan vai com Carin atrás da mulher. Eles a encontram de pé junto de um carro, falando com o motorista. Carin pede para assumir a partir dali, e se aproxima da mulher. Exige que ela lhe mostre o que tem na bolsa – e a partir daí começa a briga entre as duas no meio da rua.

Mais tarde, ao dar pela perda do tal distintivo, Carin começa uma solitária busca pela mulher, Monica. Vai dar no bordel que ela trabalha – de propriedade de um bandido importante ali no bairro pobre, um tal Jack Hellman (Leonard Terfelt). Carin vê Monica sangrando abundantemente pela vagina – e no dia seguinte o cadáver da mulher é encontrado em um canal.

A moça tem motivos para suspeitar que a prostituta foi assassinada pelo dono do bordel.

Bandido importante no bairro em geral tem relação corrupta com autoridade do distrito policial – era assim em 1958, séculos antes de 1958, mais de 60 anos depois de 1958, em Botswana, no Haiti, no Brasil, nos United States of fucking America, nos países nórdicos desenvolvidos, avançados, ricos e de melhor qualidade de vida entre todos os do planeta.

Carin vai comer o pão que o diabo amassou. A partir do primeiro encontro com a prostituta Monica, quando estamos com 10 minutos do primeiro episódio, até o finalzinho do sexto e último.

A igualdade entre homens e mulheres só viria em 1971

Bem. Acho que relatei até detalhadamente demais sobre os personagens principais e sobre a trama – que, como disse mais acima, foi criada por diversas pessoas.

Diz a Wikipedia: “A série foi criada por Patrik Ehrnst e Rojda Sekersöz. Sekersöz foi o diretor conceitual da série como um todo, e co-dirigiu com Julia Lindström. Ehrnst, Antonia Pyk e Elin Randin escreveram o roteiro, e a história foi desenvolvida por Ehrnst, Randin e Per Gavatin.

Na semana do lançamento da obra, o site da revista Time fez uma longa, detalhada reportagem com o título “A verdadeira história por trás do drama de época sueco A Nova Força, da jornalista Isadora Wandermurem. Eis o início do texto:

“A Netflix está levando os espectadores de volta à Suécia dos anos 1950 com The New Force (Skiftet), seu primeiro drama de época sueco. A série dramatiza um capítulo marcante mas muitas vezes esquecido da história sueca: a introdução das primeiras policiais mulheres.

“Passado inteiramente na Estocolmo de 1958, The New Force acompanha um pequeno grupo de mulheres que se formaram como as recrutas pioneiras da polícia sueca. (…) Os personagens da série são fictícios, e não baseados em pessoas reais, criadas para evocar o espírito daquela era.

“Em vez de serem celebradas como pioneiras, aquelas mulheres eram zombadas pela imprensa, menosprezadas pelos seus colegas e pela sociedade. Forçadas a patrulhar as ruas da capital em saias que irritam ‘como lixa contra suas coxas’, as mulheres tinham que enfrentar não apenas um dos distritos mais perigosos de Estocolmo – Klara – , como também a resistência profundamente enraizada à igualdade de gênero nas forças policiais.”

Este início de reportagem é um belo resumo do que é a série. Eu nem precisaria ter escrito o que abre esta anotação aqui…

Bem. Mais adiante, o texto de Isadora Wandermurem mostra os fatos históricos sobre o início do trabalho das Carins, Sivs e Ingrids da vida real:

“No outono de 1957, foram admitidas pela primeira vez mulheres na Academia de Polícia Nacional Sueca nas mesmas condições que os homens. (…) As mulheres admitidas em 1957 foram autorizadas a treinar como perfeitos membros da força policial. No ano seguinte, 1958 – o período mostrado em A Nova Força -, as primeiras mulheres formadas começam a patrulhar as ruas usando uniformes, lado a lado com seus colegas homens. Entre elas estava Monika Kvarngard, designada para Klara, então considerado o distrito mais violento de Estocolmo, e escolhido como o cenário da série.

“Apesar desse progresso, a realidade não era rósea: aquelas mulheres enfrentavam desconfiança de seus colegas, eram tratadas com condescendência pela imprensa e tinham que usar uniformes que restringiam seus movimentos, como as saias que se tornaram um símbolo das dificuldades que tinham que enfrentar. Ao longo dos anos 1960, houve muito debate sobre as mulheres na patrulha das ruas. Em 1964, o Conselho Nacional de Polícia, juntamente com a Associação da Polícia Sueca, lançou um programa experimental para a colocação de mulheres em tarefas especiais, de novo limitando seu trabalho a tarefas de investigação, reconhecimento e patrulha de segurança, sem participação no serviço regular, normal. Muitas policiais mulheres ficaram insatisfeitas com o arranjo.

“A igualdade formal só foi atingida em 1971, quando o Ministério de Justiça autorizou as mulheres a executarem erviços externos de polícia, e o Conselho Nacional de Polícia acabou com o programa experimental. Daí em diante, policiais de ambos os sexos passaram a ter os mesmos papéis, treinamento, equipamentos e salários, consolidando a presença de mulheres na polícia sueca e acabando com décadas de restrições simbólicas e práticas. Hoje, as mulheres representam de 35 a 38% do total de policiais na Suécia, de acordo com o pesquisador Patrik Thunholm.”

Os críticos torceram o narizinho empinado para a boa série

Segundo a Wikipedia, a crítica sueca não se encantou pela série. Apesar de o site agregador Kritiker, versão sueca do Rotten Tomatoes, ter dado uma média de 2.8 em 5 para a série, houve avaliações bem duras. Uma crítica, Karolina Fjellborg, falou em “forma pouco sutil” de tratar o tema, personagens masculinos “rasos” – mas elogiou as interpretações, os figurinos e a fotografia, concluindo que, no geral, a série tinha muitos clichês mas valia a pena ser vista. Um outro, Dagens Nyheter, escreveu que “com amigos como a série, o feminismo não precisa de inimigos”. E Ingvill Dybfest Dahl disse que os vilões caricatos e a insipidez dramática resultam em uma “bagunça desigual”.

Ah, os críticos de cinema, com seus narizinhos arrebitados… Credo…

Gostei bastante de ver a série.

Anotação em dezembro de 2025

A Nova Força/Skiftet

De Patrik Ehrnst e Rojda Sekersöz, criadores, Suécia, 2025.

Direção Rojda Sekersöz e Julia Lindström

Com Agnes Rase (Siv Morell),

Josefin Asplund (Carin Eriksson),

Malin Persson (Ingrid Gustafsson),

Christopher Wagelin (Johan Reimer, o policial que acompanha Carin), Hannes Fohlin (Oscar Thornberg, detetive), Rasmus Luthander (Arne Grahn, o namorado de Carin), Jimmy Lindström (Wallin, o policial que acompanha Ingrid), Cilla Thorell (Jenny Berg, a chefe das policiais), Pablo Leiva Wenger (Rossi, o policial que acompanha Siv), Peter Eriksson (Gunnar Svärd, o chefe da delegacia policial do bairro Klara), Dominik Henzel (Carl Gustaf Fischer, o cjefe dos detetives), Leonard Terfelt (Jack Hellman, o bandido dono de bordel), Camila Bejarano Wahlgren (Monica, a prostituta), Annica Liljeblad (Aina Grahn, a mãe de Arne), Jessica Zandén (Kateryna, a avó de Ingrid)

Roteiro Patrik Ehrnst, com Antonia Pyk e Elin Randin

Fotografia Andréas Lennartsson

Montagem Sofia Lindgren

Castng Lovisa Bergenstråhle

Desenho de produção Teresa Beale

Direção de arte Klara Alfredson Jofs. Jovanna Remaeus Jönson

Figurinos Mia Andersson

Produção Hadis Jabbari, Cecilia Forsberg, Art & Bob Television.

Cor, cerca de 270 min (4h30)

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