
Nota: 



Anotação em 2007, com complemento em 2008: Delícia de filme sobre dois vigaristas agindo em Buenos Aires, um mais esperto que o outro, numa história cheia de surpresas e viradas, à la David Mamet, à la Golpe de Mestre/The Sting.
O novo cinema argentino está com tudo.
O filme começa com Marcos (o papel de Ricardo Darín), um vigarista escoladíssimo, e que se acha o maioral, vendo um rapaz mais novo, Juan (Gastón Pauls), dando um conhecido golpe de troco na caixa de uma loja; em seguida, quando Juan tenta dar o mesmo golpe em outra loja, ele é flagrado, mas consegue fugir. Marcos vai atrás dele, se oferece para ensiná-lo outros truques, outras sacanagens mais rentáveis.
Os dois acabarão envolvidos em um golpe milionário, relacionado com a venda de preciosíssimos selos, as Nove Rainhas do título. Evidentemente, Marcos vai tentar passar a perna em Juan. A questão é que Juan é, ele também, escoladíssimo, sabe de todas as malandragens possíveis e um pouco mais.
O filme é cheio de cenas filmadas nas ruas de Buenos Aires, com extrema habilidade e competência. Parece coisa de um diretor experiente, veterano – e no entanto foi o primeiro longa-metragem dirigido por Fabián Bielinsky, autor também do argumento original e do roteiro.
Nove Rainhas colecionou nada menos que 21 prêmios em festivais mundo afora.
Nove Rainhas/Nueve Reinas
De Fabián Bielinsky, Argentina, 2000.
Com Ricardo Darín, Gastón Pauls, Letícia Brédice
Argumento e roteiro Fabián Bielinsky
Música Cesar Lerner
Cor, 114 min.
***1/2
Um Trackback
[...] Ricardo Darín, além de um belo rapaz, com cara (mesmo) de cantor de tango argentino, é o protagonista. Só isto [...]