A Lula e a Baleia / The Squid and the Whale


Nota: ★☆☆☆

Anotação em 2006, com complemento em 2008: Este filme foi premiado no Sundance, o festival dos filmes independentes criado por Robert Redford, e teve até indicação para o Oscar de melhor roteiro original. Não consigo entender por quê.

Qual é o sentido, em 2005, de se fazer um filme sobre adolescentes que enfrentam problemas psicológicos por causa da  separação dos pais? Coisa mais antiga, já resolvida faz tanto tempo.

Os personagens são todos detestáveis, chatos, emproados, cheios de si, intelectuaizinhos de merda. Uma grande besteira, um desperdício.

A historinha, chata, boba, bocó, se baseia nas memórias do próprio roteirista e diretor, cujos pais se divorciaram quando ele era adolescente. E o que o pobre espectador tem com o fato de que ele não conseguiu enfrentar direito essa coisa tão absolutamente comum que é a separação dos pais?

A Lula e a Baleia/The Squid and the Whale

De Noah Baumbach, EUA, 2005.

Com Jeff Daniels, Laura Linney, Anna Paquin

Roteiro Noah Baumbach

Cor, 81 min.

6 Comentários

  1. Postado em 15 abril 2009 às 2:23 am | Permalink

    Não acredite numa única palavra acerca de The Squid and the Whale publicada nesse post.
    Pelo contrário, assista o quanto antes. Atuações fora de série, filmaço.

  2. Jussara
    Postado em 7 julho 2009 às 1:12 am | Permalink

    Esse filme é mesmo horrível, chato até não mais poder. Só acho que ele não focou apenas nos adolescentes, mas tb no pai deles que, pelo pouco que lembro, não aceitou muito bem a separação e o sucesso da mulher. Um desperdício mesmo, do tempo e da paciência de quem assiste. Isso que dá pegar filme no escuro, só pq ganhou um prêmio. Nessas horas os atendentes das locadoras deveriam intervir, rsrs.

  3. Jussara
    Postado em 13 maio 2010 às 11:07 pm | Permalink

    Estava lendo alguns textos de filmes com cotação de uma estrela e parei nesse aqui. Lembrei que quando o peguei na locadora passei numa loja logo depois pra comprar não sei quê, e a dona da loja, uma senhora chata que estava lá na hora, pediu pra ver os filmes (oh céus, como brasileiro é entrão!)
    E ainda tirou um sarro pq leu “A Lula” e achou que estivessem fazendo troça com o Lula presidente. Ô carma. Deve ter sido um sinal pra eu não ver o filme, rs.

  4. Postado em 18 outubro 2010 às 10:02 pm | Permalink

    Você erra ao desqualificar os personagens por serem pseudointelectuais se a intenção do filme é justamente mostrar o pai, um escritor fracassado, que sabota os filhos como se quisesse fazer deles uma coisa pequena como ele próprio. O filme aborda exatamente como o filho mais velho, que idolatra o pai, vai descobrindo a fraude e o “intelectualzinho de merda” que ele é, por isso ser um “intelectualzinho de merda” no caso do pai, faz todo o sentido, e também nesse filho que imita o pai. E na minha opinião, filmes não devem ser feitos porque seus temas sejam relevantes da opinião de alguém exceto de quem os faz, esse argumento que você usa é o mesmo que poderia servir para alguém defender o Brasil quase só fazer filmes sobre a miséria, porque faz mais sentido falar sobre ela aqui que sobre dramas pessoais, por exemplo. Separação ser coisa comum tudo bem, mas daí não se poder fazer filme sobre isso é absurdo. Acho que você acabou jogando a sua visão pessoal do assunto sobre a sua visão do filme, que pode não ser bom, mas uma estrela só é exagero.

  5. José Luís
    Postado em 10 janeiro 2011 às 11:26 pm | Permalink

    É curioso que vi este filme a semana passada e até gostei. Não é uma grande obra, mas é agradável de ver, sem grandes emoções nem sobressaltos. Não me aborreci.

  6. Maria B.Marques
    Postado em 13 julho 2011 às 4:39 pm | Permalink

    Gostei. Centrado nas posições psicológicas de cada um dos personagens. Até o título é adequado. Gigantes(baleias) é como os filhos(lulas) vêem os pais que muitas vezes são pouco sensiveis às
    suas ansiedades. Tentando analizar, ou melhor, passar um recado poder-se-ia dizer que a separação não deve abalar tanto os filhos. E isso não é impossível….(Desculpem dar uma de conselheira…)

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