
Nota: 



Anotação em 2003 e 2008: Um filme pesado, denso, com seqüências horripilantes, com um clima que lembra o cinema noir. A ação se passa na Alemanha dos anos 50, no auge da guerra fria: Leonard, um jovem oficial inglês (Cambell Scott), especialista em comunicações e vigilância, se apresenta perante um grupo de militares aliados em Berlim, chefiado por um oficial americano, Bob Glass (interpretado pelo galês Anthony Hopkins), cuja missão é instalar uma escuta em um túnel escavado sob a área soviética.
Leonard é bom no que faz, o trabalho com os fios, mas, de resto, é muito jovem, ingênuo, completamente despreparado para a vida, em especial para entender a situação complexa em que aquela ação de espionagem está metida. Bob Glass o leva para conhecer coisas da ex-capital do Reich, então ocupada pelos Exércitos vencedores e dividida ao meio; num dos passeios, em um cabaré, ele conhece Maria, uma bela e misteriosa mulher que tem segredos que Leonard jamais poderia imaginar.
Maria é interpretada por Isabella Rossellini, no auge da beleza, aos 41 anos, tão absolutamente esplendorosa quanto a mãe.
O pobre Leonard vai sofrer miseravelmente nas mãos de Maria. A forma como o jovem casal se vira com o cadáver do ex-marido dela é de uma violência de arrepiar, mesmo depois de décadas de todo tipo de violência explícita no cinema.
No final há um tributo a Casablanca, o filme fetiche que a mãe de Isabella fez quando tinha 27 anos – a decisão sobre várias vidas sendo executada no aeroporto, na hora do adeus.
Aqui preciso lembrar, de novo, mais uma vez, que estamos sempre vivendo e aprendendo, wimwenders e aprendenders. Só agora, em 2008, revendo a anotação original que fiz logo depois de ver o filme em 2003, é que vejo que o roteiro é de Ian McEwan, baseado em uma obra dele mesmo. Só vim a saber da existência de Ian McEwan no final de 2007, quando li Na Praia; logo depois foi que li Reparação/Atonement. Ele realmente é um dos escritores mais extraordinários dos últimos tempos. Dá vontade de ir atrás do livro que originou este filme.
O Inocente/The Innocent
De John Schlesinger, Inglaterra-Alemanha, 1993.
Com Campbell Scott, Isabella Rossellini, Anthony Hopkins,
Roteiro Ian McEwan
Baseado em seu livro
Cor, 118 min


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[...] de variadas formas. Pode-se mostrar isso como um imenso, amargo drama – como, por exemplo, John Schlesinger fez em Perdidos na Noite/Midnight Cowboy, o caipirão chegando a Nova York achando que vai se dar [...]
[...] este Domingo Maldito/Sunday, Bloody Sunday, tido como o mais pessoal da carreira do diretor inglês John Schlesinger [...]