No Caminho dos Elefantes / Elephant Walk


Nota: ★☆☆☆

Anotação em 2003: Uma enorme bobagem, um desperdício da beleza esplendorosa de Liz Taylor na flor da juventude, uma daquelas porcarias que os colonialistas gostam de fazer sobre o exotismo da paisagem das colônias – no caso, o Ceilão dos anos 40, hoje Sri Lanka. 

Liz faz a noiva inglesa de um fazendeiro (Peter Finch) radicado no Ceilão, onde o pai dele construiu uma mansão exatamente no local usado como caminho das manadas de elefantes; a princípio encantada com a possível aventura de viver num lugar exótico, a moça logo se cansa daquilo tudo, inclusive do marido, e se apaixona por um recém-chegado (Dana Andrews). A localização da mansão do fazendeiro indica o que irá acontecer – os elefantes vão chegar! Bela merda.

Os alfarrábios não acrescentam muito, a não ser a informação de que a primeira atriz escalada para o papel da noiva havia sido Vivien Leigh – inglesa como Liz, de olhos radiantes como Liz. Vi em algum lugar que algumas cenas chegaram a ser filmadas com Vivien Leigh, antes que ela fosse substituída por Liz. Menos um filme ruim na carreira de uma, mais um filme ruim na carreira da outra.

aliz

No Caminho dos Elefantes/Elephant Walk

De William Dieterle, EUA, 1954.

Com Elizabeth Taylor, Peter Finch, Dana Andrews

Música Franz Waxman

Cor, 103 min

*

Título em Portugal: A Senda dos Elefantes

3 Comentários

  1. Ricardo de souza lea
    Postado em 9 junho 2009 às 10:45 am | Permalink

    O meu amigo é muito acido, o filme tem amor
    uma boa interpretação não classico como a Malvada e muitos outros e lembrar que Vivien Leigh não é inglesa como Elizabeth Taylor, mais sim indiana. Ele deve se informar mais sobre os artistas.

  2. Sérgio Vaz
    Postado em 9 junho 2009 às 3:12 pm | Permalink

    De fato, Vivien Leigh nasceu em Darjeeling, na Índia, em 1913, quando a Índia era uma colônia britânica. Filha de pais ingleses, educada no Convento do Sagrado Coração, em Roehampton, ela é tão absolutamente inglesa quanto o chapéu coco, Sherlock Holmes e os Beatles.

  3. cristiane
    Postado em 23 fevereiro 2014 às 10:58 pm | Permalink

    Gostei do filme,achei legal,divertido!

3 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Laura em 5 novembro 2010 às 2:05 pm

    […] Mas não é só. Quando a ação começa, Waldo Lydecker está sentado em uma banheira que nos remete diretamente às grandes salas de banho romanas. O sujeito é tão metido, tão emproado, tão exibicionista de sua riqueza e de sua suposta inteligência, que tem em casa uma grande banheira à la Roma dos Césares. E é sentado nela, água até o umbigo (e o umbigo de Waldo Lydecker é o umbigo do mundo), uma máquina de escrever diante de si, numa tábua que cobre a banheira, que ele recebe a visita do policial, o tenente-detetive Mark McPherson (o papel da Dana Andrews). […]

  2. […] um médico de meia idade, o dr. Daniel Hirsh (uma interpretação soberba, magnífica de Peter Finch), atendendo a um de seus pacientes. Depois conhecemos Alex Greville (outra atriz espetacular em […]

  3. […] O Retrato de Jennie, produzido em 1948 por David O. Selznick, com direção de William Dieterle, é interessante, fascinante mesmo, mais como peça de museu do que propriamente como […]

Postar um Comentário

O seu email nunca é publicado ou compartilhado. Os campos obrigatórios estão marcados com um *

*
*