A Rainha Tirana / The Virgin Queen


Nota: ★☆☆☆

Anotação em 1999: Filmezinho danado de chato. É daquele pior tipo de filme histórico de Hollywood. Pra começo de conversa, não tem qualquer tipo de compromisso com a verdade histórica; e é daquele tipo – felizmente enterrado por filmes mais recentes – em que o passado é todo estúdio e limpinho, as roupas limpinhas, as ruas limpinhas.

Desse ponto de vista, é interessante a comparação com Shakespeare Apaixonado, onde as pessoas, as ruas, os interiores, tudo é sujo – num choque diante dessa coisa pasteurizada, horrorosa, dos filmes históricos mais antigos.

Sequer Bette Davis dá encanto ao filme – sem closes, com roupa pesada assim como a maquilagem, com um inglês que tenta ser estilo British mas só consegue – foi o que me pareceu, pelo menos – ser o mais canhestro possível.

O filme foi programado pela TV a cabo por se tratar de uma das muitas aparições cinematográficas de Elizabeth I, num momento em que estão em cartaz na cidade Elizabeth, com Cate Blanchett, e Shakespeare Apaixonado, dois filmes recentes, da safra do Oscar, com a rainha virgem como personagem.

Rápida olhada no Cinemania só revela de interessante que este foi o segundo filme em que Bette Davis interpretou Elizabeth I. O primeiro havia sido em Elizabeth The Queen, em 1939. Os ridículos figurinos concorreram ao Oscar, e perderam.

A Rainha Tirana/The Virgin Queen

De Henry Koster, EUA, 1955.

Com Bette Davis, Richard Todd, Joan Collins

Roteiro Mildred Lord

Baseado em história de Harry Brown

Cor, 92 min

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Quando nasceram as estrelas em 1 junho 2011 às 10:39 pm

    […] (1938); A Carta/The Letter (1940); Satã Janta Conosco/The Man Who Came to Dinner (1942); A Rainha Tirana/The Virgin Queen (1955); Nas Garras do Ódio/The Nanny (1965);  O Aniversário/The Anniversary (1968); Morte Sobre […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » Santa Joana / Saint Joan em 24 abril 2017 às 10:24 pm

    […] Para assombro de todos, Joana obtém a aprovação do delfim para tentar executar o que ela diz que é seu dever. Parte, então, para encontrar o pequeno exército francês situado do outro lado do Rio Loire, chefiado por Dunois (Richard Todd). […]

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