O Profissional / Léon, ou The Professional


Nota: ★★☆☆

Anotação em 1995: Primeiro filme americano de Luc Besson, diretor de Nikita, Brilhante na forma, mas padecendo daquela coisa desagradável do excesso de violência.

Na verdade, tem até uma leitura positiva – mostra que o fato de a droga ser ilegal é que corrompe tudo e fode tudo, que a corrupção e a violência estão necessariamente ligadas ao fato de a droga ser ilegal. Mas é uma overdose da estética da violência, e portanto desagradável e deplorável.

A garotinha Natalie Portman merecia um Oscar.

Anotação em 2008: Embora erre em muitos julgamentos, várias vezes eu acerto direitinho. Este aqui foi um dos meus acertos: Natalie Portman me deixou impressionadíssimo neste filme de 1994. Nascida em em 1981, era uma menina de 13 anos quando fez o filme.

Cinco anos mais tarde, em 1999, ela contracenou de igual para igual com a grande Susan Sarandon em Em Qualquer Outro Lugar, de Wayne Wang, e teve a sorte (talento só é pouco, no show business) de ser escolhida por George Lucas para o papel da princesa Amidala em Guerra nas Estrelas: Episódio I – A Ameaça Fantasma, e virou estrela. A partir daí, faria diversos belos filmes, inclusive Sombras de Goya/Goya’s Ghosts, de Milos Forman. Foi indicada para o Oscar por Closer, de Mike Nichols, de 2004, e até 2008 tinha sete prêmios e 33 indicações em vários festivais. Essa moça é realmente um dos maiores talentos da geração dela.

O Profissional/Léon ou The Professional

De Luc Besson, EUA, 1994

Com Jean Reno, Natalie Portman, Gary Oldman, Danny Aiello

Argumento e roteiro Luc Besson

Cor, 110 min

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2 Comentários

  1. Jussara
    Postado em 7 julho 2009 às 9:45 pm | Permalink

    Eu gostei desse filme a primeira vez em que vi e gostei de novo agora que vi pela segunda vez. Realmente tem muita violência, mas tb, olha a “profissão” do cara. A Natalie Portman está mesmo ótima, já prometia. Só não consigo gostar do Gary Oldman…
    No caso de Guerra nas Estrelas, sorte = rosto bonito.

  2. Dininha Torres Luize
    Postado em 1 novembro 2011 às 2:35 am | Permalink

    Podem me chamar de maluca, mas eu adooooro o Jean Reno. Ele tem aquele jeito machão-desajeitado-fofo do Robert Mitchum, tão raro atualmente. Por pior que seja o filme (que aqui não é o caso) ele sempre acaba por salvá-lo.
    A Natalie Portmann já se revelava com um potencial dramático fantástico, confirmado pela Inés (Sombras de Goya) e pela Nina (Cisne Negro), pelo qual ganhou o merecido Oscar.
    O Gary Oldman – excelente como sempre – convence em mais um dos seus estranhos papéis, nos quais ele parece ter se expecializado.
    É um filme que trata, principalmente, de extremos: a menina, ao mesmo tempo em que é uma criança vulnerável, desperta como mulher; o matador frio tem um coração de manteiga; o policial corrupto e violento é um amante da música clássica e até o próprio Tony, personagem indefinido (mafioso, agenciador, traficante de armas ou tudo isso?) de Danny Aiello tem sua ética como “banqueiro informal”. E todos os personagens convivem bem com suas idiossincrasias.
    Quanto à violência desbragada, nada mais é do que um sinal dos tempos! Infelizmente.

Um Trackback

  1. Por 50 Anos de Filmes » Dúvida / Doubt em 6 dezembro 2010 às 8:52 pm

    [...] Natalie Portman – a maravilhosa atriz que esbanja talento desde os 13 anos de idade, quando fez O Profissional/Léon/The Professional – recusou o papel da Irmã James. Sabem-se lá as razões de Natalie Portman, mas o fato é que a [...]

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