
(Disponível no Mubi em 4/2026.)
A trama é de uma simplicidade franciscana, impressionante, acachapante. O elenco é formado por não-profissionais, gente do lugar em que se passa a ação, um vilarejo perdido numa região rural. Tudo é despojado, cru, direto, e em diversos momentos as coisas se repetem, de uma maneira que pode até cansar o espectador habituado apenas ao cinemão comercial.
Onde Fica a Casa do Meu Amigo? trata de temas sérios, fundamentais, como o dever moral de se fazer a coisa certa, mesmo nas circunstâncias mais adversas; a firmeza de caráter; o absurdo da rigidez excessiva na educação das crianças; o poder das estruturas repressivas da sociedade; o valor da solidariedade.
Onde Fica a Casa do Meu Amigo? foi lançado em 1987, apenas oito anos após a revolução islâmica que derrubou a ditadura pró-Ocidente do xá Reza Pahlevi e instaurou no lugar a rígida ditadura teocrática dos aiatolás – e nesse processo destruiu toda a estrutura do cinema iraniano, acusado de ser simpático ao antigo regime. O filme chamou a atenção da crítica para Abbas Kiarostami, um dos cineastas que reconstruíram a duras penas a indústria de cinema do país e criaram um movimento que encantou os cinéfilos do mundo inteiro.
Aplaudido e premiado no Festival de Locarno, foi o primeiro do que ficou conhecido como a Trilogia Koker. O terceiro, Através das Oliveiras (1994), concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes – prêmio que Kiarostami levaria com O Gosto Cereja, em 1997, quando já era amplamente reconhecido como um dos maiores realizadores do cinema mundial.
Como todos os seus colegas da nova onda iraniana – Mohsen Makhmalbaf, Asghar Farhadi, Jafar Panahi, para citar só alguns -,
Kiarostami desagradou a ditadura dos aiatolás na mesma medida em que agradou os aficionados pelo bom cinema.
Ditaduras, obviamente, não gostam de crítica. Qualquer tipo de crítica. E é impossível não ver neste belíssimo filme um claro, vigoroso, corajoso libelo contra o autoritarismo, todo tipo de autoritarismo.
O garoto sente que tem o dever de ajudar o colega
Uma trama simplíssima, simplérrima. O garoto Mohammad, de uns 8 anos de idade, é durissimamente criticado pelo professor por não ter feito a lição de casa. E ele ameaça: se o menino deixar de apresentar o dever mais uma vez, será expulso da escola.
Ahmad – o protagonista da história – se senta bem ao lado de Mohammad. Os dois saem juntos da escola. Pouco depois de chegar em casa, Ahmad percebe que acabou ficando o caderno do colega. E entende de imediato que, se não devolver o caderno naquele mesmo dia, seu amigo será expulso da escola.
Essa é a base da história, apresentada ao espectador – com brilho – ao longo dos primeiros 13 dos 83 minutos que dura o filme. O que se passa durante praticamente todos os 70 minutos que vêm a seguir é a luta firme, tenaz, obstinada, incansável do garoto Ahmad para encontrar a casa do colega Mohammad, que fica em um outro vilarejo, distante do seu alguns quilômetros, do outro lado de um morro íngreme.
(O vilarejo em que Ahmad mora, e onde fica a escola, chama-se Koker – daí o nome da trilogia de Kiarostami. O de Mohammad é Poshteh. Vejo agora que Poshteh tem cerca de 1.200 habitantes. Koker tem tamamho semelhante.)

Ahmad é interpretado por Babak Ahmadpour (à esquerda), e Mohammad, por Ahmed Ahmadpour. Os dois são extraordinários. Volto a falar da interpretação dos garotos mais adiante.
Tudo, absolutamente tudo conspira contra Ahmad em sua luta para salvar o amigo da expulsão da escola.
O primeiro grande empecilho é a mãe do garoto (interpretada por Iran Outari). Assim que Ahmad chega da escola, e começa a mexer na pasta, preparando-se para fazer a lição de casa, a mãe o enche de tarefas relacionadas ao irmãozinho bebê – pegar isso, pegar aquilo, buscar tal coisa, balançar o berço, botar o bico da mamadeira com água açucarada na boca do bebê…
Assim que Ahmed consegue abrir a mala, e descobre que o caderno do coleguinha está com ele, explica a situação para a mãe:
– “Mamãe, peguei o caderno do Mohammad Reza por engano. Preciso devolver.”

A mãe está lavando roupa ali perto – e não dá qualquer atenção ao filho.
Ahmad diz “Mamãe, Mamãe!” várias vezes. Quando a mulher pergunta “O que foi?”, ele repete: – “Peguei o caderno de Mohammad Reza. Preciso devolver.”
A mãe parece surda: – “O quê?”
O garoto expõe a questão pela terceira vez: – “Peguei o caderno de Mohammad Reza. Preciso ir devolver.”
A mulher parece surda: – “Faça seu dever de casa. Depois você pode ir brincar.”
– “Não quero brincar. Quero devolver o caderno dele.”
A mulher parece um disco quebrado: – “Faça seu dever de casa. Depois você pode ir brincar.”
Ahmad tem que enfrentar todo tipo de empecilho
A coisa fica emperrada. Lá pelas tantas, o dever fala mais alto na consciência de Ahmad do que o medo de desobedecer à mãe, e então ele põe o caderno do amigo por dentro da roupa, contra a barriga, e sai de casa em direção ao vilarejo vizinho.
Antes de sair de Koker, no entanto, passa por onde está o avô – e o avô dá nele uma danada de uma canseira, pedindo para o garoto ir comprar cigarros.
Quando finalmente consegue se livrar do avô, Ahmad enfrenta a distância – que inclui a subida do morro íngreme que separa sua aldeia da do amigo,
E, em Poshteh, tem pela frente um empecilho ainda pior do que a mãe, do que o avô: a dificuldade de descobrir onde é a casa do Mohammad. Ele sabe o nome completo do colega – Mohammad Reza Nematzadeh. Mas aquele é um nome comum, há muitos Nematzadeh ali, diz para ele uma pessoa que admite ao menos falar com ele.
É uma situação terrivelmente desoladora.
Kiarostami conseguiu um desempenho incrível dos garotos
A narrativa, a forma de encenação de Abbas Kiarostami é, como foi dito no início do texto, despojada, crua, direta. Realista a não mais poder.
Mas a situação é tão desoladora, apavorante, o garoto está diante de um beco tão sem saída, que é impossível o espectador não se emocionar.
A interpretação desse menino Babak Ahmadpour é fundamental para isso.
Ele age de forma tão absolutamente natural, seu olhar, seu jeito, sua voz – é tudo tão impressionantemente real, que o espectador se põe no lugar dele.
Bem… Nem todo espectador reage da mesma forma, é claro. Há quem se mantenha distante. Há realizadores que preferem deixar o espectador distante. Bertold Brecht defendia esse distanciamento, entendia que, longe das emoções, o espectador teria mais condições de compreender de maneira crítica as situações colocadas diante dele no palco.
Quanto mais velho fico, mais longe do distanciamento brechtiano me vejo; me emociono com os bons filmes, me identificado com os personagens, sofro com eles, me angustio com eles.
A falta de perspectivas diante desse garoto inteligente, doce, determinado, solidário com o amigo me deixou muito mal – e não foi coisa só minha. Ali ao lado, Mary também se angustiava com o beco sem saída em que o pobre Amad se meteu.
E é fantástico, é incrível como Abbas Kiarostami conseguiu extrair tais interpretações desses dois meninos da região de Koker, naquele fim de mundo rural, pobre demais, quase miserável, longe das grandes cidades, longe de tudo que tem a ver com civilização.
Digo os dois, porque, além desse extraordinário Babak Ahmdpour, que, na pele de Ahmad, está sempre presente em cena, há também Ahmed Ahmadpour, que faz Mohammad, o garoto ameaçado de expulsão por ter esquecido o caderno de lições na casa de um primo.
Ver o garotinho Mohammad chorar de tristeza absoluta, de desespero, diante da saraivada de críticas do professor, é de cortar o coração do frade da pedra mais dura.
A arte de saber dirigir crianças
Ah, a fantástica, esplendorosa arte de saber dirigir crianças…
Já contei nestes comentários aqui a teoria do grande repórter de cultura e crítico de cinema Geraldo Mayrink sobre François Truffaut, Steven Spielberg e a arte de saber dirigir crianças., mas aqui cabe contar de novo.
Truffaut foi inegavelmente um mestre dessa arte. Desde sempre: seu primeiro longa-metragem, Os Incompreendidos/Les Quatre-Cents Coups (1959) é sobre um garotinho – extremamente parecido com ele mesmo – que por pouco, muito pouco, não caiu na marginalidade. Jean-Pierre Léaud tinha 15 aninhos quando interpretou pela primeira vez Antoine Doinel, esse alter-ego do cineasta.
Antes mesmo de Os Incompreendidos, em 1957, quando ele mesmo tinha apenas 25 anos, Truffaut fez o delicioso curta Les Mistons, Os Pivetes, sobre um grupo de sete pirralhos apaixonados pela beleza de uma mulher.
Mas sua maestria na arte de dirigir mistons, pivetes, pirralhos chegou ao ápice em L’Argent de Poche, literalmente dinheiro de bolso, trocadinho, que nos países de língua inglesa foi lançado como Small Change, no Brasil Na Idade da Inocência (1976), em que todos os personagens importantes são crianças, garotos mal entrando na adolescência.
Pois bem. Em um dos deliciosos, ricos textos que escreveu para a revista Afinal, em que tive a honra de trabalhar ao lado dele e de mais um bando de bambas, Geraldo Mayrink desfiou a seguinte teoria:
Quando, na segunda metade dos anos 1970, Steven Spielberg, então o grande mago dos filmes sobre crianças e para o público infanto-juvenil, convidou François Truffaut para fazer o papel do cientista Claude Lacombe em Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), ele estava, na verdade, querendo ver se pegava com o cineasta francês esse toque, essa magia, essa arte de saber dirigir crianças.
Não dá para saber se Abbas Kiorastami era um apaixonado pelos filmes de Truffaut, mas creio que dá para imaginar, com boa chance de acerto, que ele viu mais de uma vez, e com muita atenção, o desempenho do garoto Enzo Staiola. Segundo Vittorio De Sica, foi San Gennaro que mandou Enzo Staiola para ele, para interpretar o filho do personagem central de Ladrões de Bicicleta (1948),
Digo que há uma boa chance de acerto nisso porque, como se sabe, o neo-realismo italiano foi uma forte influência sobre os realizadores da nova onda do cinema iraniano. (Como de resto foi uma forte influência dos franceses da nouvelle vague, dos britânicos angry young men do início dos anos 60, dos brasileiros do cinema novo, do surpreendente cinema da Romênia pós-comunismo, dos chatos dos dinamarqueses do Dogma 95.)
Como no neo-realismo italiano do pós-guerra, muitos dos filmes da nova onda iraniana – este Onde Fica a Casa do Meu Amigo? entre eles – usaram não-atores para os principais papéis, em busca de um realismo maior. Foram rodados, em grande parte, ou na quase totalidade, fora de estúdios, ao ar livre, com luz natural. E tratavam, basicamente, de pessoas pobres, humildes, simples.
O professor é um ditadorzinho, uma coisa absurda
Mas volto ao professor dos garotos – e depois ao avô de Ahmad.
Esses dois personagens expõem, verbalizam, defendem uma visão de mundo nojenta, abjeta – a da autoridade que impõe aos outros, à força, suas próprias leis, seus próprios princípios.
É, em suma, a base, a essência do autoritarismo. O manda quem pode, obedece quem tem juízo. A lei do mais forte. A lei da selva.
O exato oposto de qualquer coisa parecida com diálogo, aceitação do que é díspar, convivência de diversos. O exato oposto de civilização, democracia.
Abbas Kiariostami abre seu filme com um close-up de uma porta fechada – veremos que é a porta da classe que deve corresponder ao nosso antigo segundo ano primário, à atual terceira série do Fundamental I. Uma classe de meninos da faixa dos oito anos de idade, como Ahmad e Mohammad. Só meninos, é claro – diacho, aquilo é um fim de mundo, mas está dentro das fronteiras da República Islâmica do Irã, em que mulher é bicho de segunda categoria.
Enquanto a câmara está parada diante da porta, rolam os créditos iniciais – e ouvimos o alarido de vozes de duas dezenas de crianças juntas.
Ao fim dos créditos iniciais, o professor (interpretado por Khodabaksh Defai) abre a porta e entra dando bronca: – “O que é isso? Por que essa bagunça? Chego dez minutos atrasados, e vocês esquecem o que prometeram? Não disseram que ficariam em silêncio? Por que não ficaram sentados? Sentem-se. Chego cinco minutos atrasado, e vocês viram a sala de aula de cabeça para baixo. O diretor está gritando de novo. Vocês atrapalharam as outras turmas. Peguem seus deveres de casa.”
Meu… O que é isso? Como pode dar aula para crianças um sujeito que acha que meninos de oito anos têm que ficar quietinhos, sentados em suas cadeiras, durante dez minutos?
Ninguém virou a sala de cabeça par baixo – os meninos apenas conversavam enquanto o professor-ditador não chegava!
E o cara prossegue, incansável: – “Já disse: se estou atrasado, é porque aconteceu alguma coisa. Comecem a estudar em vez de fazerem bagunça.”
Ele começa a olhar os cadernos dos garotos da primeira fila.
Na segunda fila estão Ahmad e Mohammad. Diante do dever que Mohammad apresenta em uma folha solta de papel, o professor vocifera: – “O que é isso, Mohammad? Quantas vezes eu já te disse para usar um caderno? Quantas?”
A câmara do diretor de fotografia Farhad Saba faz um close-up do rostinho bonito e apavorado de Mohammad- Ahmed Ahmadpour, em seguida do seu vizinho de banco escolar, Ahmad-Babak Ahmadpour.
– “Quantas vezes? Quantas vezes já disse isso? Quantas?”
O quadro, um pouco mais amplo do que o de um close-up, mostra os dois garotos, lado a lado.
Mahammad fala que foram três vezes.
O professor pega o papel em que ele havia feito a lição e rasga em pedacinhos: – “Estou rasgando isto para te ensinar uma lição.”
Close-up do rostinho de Ahmad. Close-up da cabeça de Mohammad, escondida pelos seus braços, enquanto o garoto chora de vergonha, de humilhação.
O garoto é como o povo iraniano, brutalizado pela ditadura
O avô de Ahmad, por quem ele passa em sua saga para entregar o caderno do colega, é uma figura feia, difícil de a gente olhar, os dentes dianteiros absolutamente podres, furados. Dá para imaginar que Kiarostami e sua equipe procuraram o idoso de aparência mais desagradável para fazer o papel do avô do protagonista da história. O sujeito se chama Rafia Difai.
O avô manda Ahmad comprar cigarros. Depois que o garoto sai, apressado, um amigo do velho, sentado ao seu lado, diz que tem cigarros. O avô diz que também tem, mas a questão é outra:
– “O menino deve ser educado direito. Quando eu era criança, meu pai me dava uma moeda por semana, e uma surra a cada duas semanas. Às vezes ele podia esquecer das minhas moedas, mas nunca se esquecia de me dar uma surra. para que eu fosse bem educado. Você viu como meu neto ficou ali, e eu tive que repetir três vezes.”
– “Ele não ouvia”, diz o amigo (o papel de Ali Jamali).
– “Queremos que ele seja educado direito”, prossegue o avô. “Se ele crescer preguiçoso, não será útil para a sociedade. E se ele não obedecer mesmo depois de levar uma surra? É como eu disse: meu pai me dava uma moeda por semana, mas mesmo que esquecesse das moedas, ele nunca se esquecia da surra, para me ensinar disciplina. Na sociedade, uma criança deve ter disciplina, e aprender a obedecer ao pai logo de primeira.”
O professor, o avô – dois idiotas, autoritários, com uma distorcida, grotesca visão de educação. E a mãe que é absolutamente surda diante do que diz o filho.
O pobre Ahmad, garoto bom, bem intencionado, solidário, parece o povo iraniano, brutalizado por um governo autoritário, ditatorial.
Um cineasta que personifica o novo cinema iraniano
Três anos depois que o filme foi feito, um forte terremoto abalou a região em que ficam os vilarejos de Koker e Poshteh, Kiarostami voltou à região com a sua equipe, à procura dos meninos que haviam trabalhado em Onde Fica a Casa do Meu Amigo?, e fez lá, o segundo filme do que seria a Trilogia Koker, E a Vida Continua (1992). É um semi-documentário: mostra um cineasta (interpretado por Farhad Kheradmand) visitando o lugar em que havia feito um filme e procurando os meninos que trabalharam nele.
Eis trechos do livro Tudo Sobre Cinema, um gigantesco catatau organizado por Philip Kemp e lançado no Brasil pela Sextante em 2011, no capítulo “Nova Onda do Cinema Iraniano”:
“A Revolução Iraniana que derrubou o xá Mohammad Reza Shah Pahlavi e instaurou o Aiatolá Khomeini como líder supremo do país em 1979 foi seguida por um ano de manifestações violentas. Por serem associadas à antiga ordem, as atividades cinematográficas foram paralisadas. A nova ordem instalada trouxe uma onda de raiva contra a mídia, que era considerada uma ferramenta do regime derrubado. Quando a Revolução chegou ao fim, 180 cinemas haviam sido destruídos. No decorrer dos anos seguintes, pouquíssimos filmes foram realizados. Em 1983, o governo criou a Fundação Farabi de Cinema, que supervisionava a produção cinematográfica e exercia papel crucial em garantir que as películas fossem feitas dentro dos valores acalentados pela cultura islâmica. Ao fim do ano, 22 longa-metragens já haviam sido produzidos.”
Mais adiante:
“Nenhum cineasta foi tão identificado internacionalmente com o cinema iraniano quanto Abbas Kiarostami (nascido em 1940) Seu trabalho mais aclamado dos anos pós-Revolução foi a trilogia de Koker: Onde Fica a Casa do Meu Amigo? (1987), Vida e Nada Mais (1992) e Através das Oliveiras (1994), no qual uma mistura de ficção e documentário apaga as fronteiras entre a história contada e seu processo de criação. O estilo frugal desses filmes foi aprimorado em Gosto de Cereja (1997), ganhador da Palma de Ouro em Cannes, sobre um homem de meia-idade (Homayoun Ershadi) decidido a se matar, e O Vento nos Levará (1999), que conta a história de um conflito entre dois mundos quando um engenheiro da cidade (Behzad Dorani) vai até um vilarejo curdo remoto para participar da vigília de uma mulher moribunda”
Anotação em abril de 2026
Onde Fica a Casa do Meu Amigo?/Khane-ye doust kodjast?
De Abbas Kiarostami, Irã, 1987.
Com Babak Ahmadpour (Ahmad Ahmadpour)
e Ahmed Ahmadpour (Mohammad Reza Nematzadeh), Khodabaksh Defai (o professor), Iran Outari (a mãe de Ahmad), Ayat Ansari (o pai de Ahmad), Sedigheh Tohidi (um vizinho), Payman Moafi (Ali, um vizinho), Teba Soleimani (o marido), Aziz Babai (o garçom), Nader Gholami (o dono da propriedade), Rafia Difai (o avô), Ali Jamali (o amigo do avô), Akbar Moradi (o velho do Azerbaijão), Mohammad Reza Parvaneh (o homem confundido como Ali), Maria Chdjari (a garota que gagueja), Hamdollah Askarpour (o velho), Kadiret Kaoiyenpour (o velho religioso), Hajar Farazpour (o vendedor de maçãs), Mohammad Hossein Rouhi (o carpinteiro), Agakhan Karadach Khani (o vendedor)
Argumento e roteiro Abbas Kiarostami
Fotografia Farhad Saba
Musica Amine Allah Hessine
Montagem Abbas Kiarostami
Figurinos Hassan Zahidi
Produção Ali Reza Zarrin, Kanoon Parvaresh Fekri
(Kanoon), Farabi Cinema Foundation
Cor, 83 min (1h23)
****
