As Mães dos Pinguins / Matki Pingwinów

3.0 out of 5.0 stars

(Disponível na Netfix em fevereiro de 2025.)

Densa. As Mães dos Penguins, série polonesa de 2024, é densa. Mary usou o adjetivo quando terminamos de ver o primeiro dos seis episódios, e ele ficou na minha cabeça durante os três dias que levamos para ver a série.

Densa, pesada, séria. Não poderia ser diferente: o tema são crianças com deficiências, e como os pais lidam com elas – as crianças e as deficiências.

Densa, pesada, séria – e também extremamente sensível, feita com talento, competência, muito amor e, parece, com conhecimento do assunto.

É uma obra de mulheres. São mulheres as diretoras, as autoras dos roteiros dos seis episódios, a diretora de arte, a criadora dos figurinos. A autora da história, diretora e responsável pelo roteiro de quatro dos seis episódios, Klara Kochańska-Bajon, é uma jovem profissional nascida na Cracóvia em 1984 – e estava, portanto, com 40 anos quando a série foi lançada em todo o mundo pela Netflix.

A história que Klara Kochańska-Bajon criou focaliza quatro famílias com filhos com deficiência; em três delas, quem carrega a pesada tarefa de cuidar das crianças é a mãe. Na quarta, é o pai, sozinho, que segura toda a barra. Eventualmente, o espectador ficará sabendo, ali pelo meio da série, que aquele pai é homossexual.

A história se concentra mais em Kama, jovem lutadora de MMA

Três mães e um pai e seus filhos. Mas a trama se concentra principalmente, basicamente, em uma daquelas mães, Kamila, que todos chamam pelo apelido-diminutivo de Kama (o papel de Masza Wagrocka, à esquerda na foto acima e também na foto abaixo ). Kama, mulher bela, jovem, aí na faixa dos 30 anos, é uma lutadora de MMA, a sigla de mixed martial arts, artes marciais mistas, aquela coisa que parece o que antigamente se chamava de luta livre, em que valem os golpes usando punhos, pés, cotovelos, joelhos, chaves de braço, chaves de pernas, estrangulamentos. E é das boas lutadores de MMA, talvez a melhor da Polônia: na época em que se passa a imensa maior parte da ação, ela está se preparando para enfrentar, em Las Vegas, uma mexicana que é uma grande campeã da modalidade, Maria Fernandez.

A autora e diretora Klara Kochańska-Bajon usou, para abrir a história, o que chamo de narrativa-laço, aquele recurso de começar mostrando um evento importante, tipo um pênalti aos 44 minutos do segundo tempo, para só então voltar atrás e contar como a história começou, como foi o jogo desde o começo.

A primeira imagem que vemos é um garotinho aí de cerca de 7 anos, bem bonitinho, cabelo grande, na tela de um celular: – “Oi, mamãe! Eu queria ligar antes, mas a Iwona não deixou. Ela disse que eu devia deixar você dormir porque aí são 9 horas da manhã.”

Close-up do rosto da mãe que segura o celular, recostada na parede atrás da cama – o rosto com marcas de pancadas, com esparadrapos em três lugares. Kama sorri ao ver o filho, e, quando responde – “É isso mesmo… E como você está?” – expõe a falta de um dos dentes da frente. – “Ei, mamãe, você está banguela!”, diz o garoto Jas (o papel de Jan Lubas, extraordinário, na foto abaixo).

– “Uma mulher fez isso”, diz Kama, riso aberto, “mas amanhã já vão consertar”.

A conversa prossegue mais um pouco. Há uma tomada de uma luta de MMA que dura menos de meio minuto, corta de novo, e vem o letreiro: “Três meses antes”.

Voltamos para três meses antes, e aí a narrativa seguirá em sólida ordem cronológica. Só chegaremos de volta aos dias da luta de Kama em Las Vegas contra a campeã mexicana no sexto e último episódio da série.

Kama se recusava a admitir que o filho tinha problemas

Três meses antes daquela ligação do filho Jan, Kama estava voltando de viagem – havia ido a uma luta fora de Varsóvia e voltava vencedora. No táxi para casa, recebeu uma ligação da escola do filho: durante uma brincadeira com uma colega que o desafiava a pular corda, Jas a agredira duramente – a garota por pouco não teve ferimento grave em um dos olhos. A diretora da escola havia decidido expulsar Jan. Em uma entrevista tensa, diz para Kama que o garoto é autista – e indica uma escola especializada em crianças com deficiência, chamada Porto Maravilha.

Essa escola é fundamental na trama da série. É na Porto Maravilha, ou em torno dela, que se passa a maior parte dos seis episódios. É onde Kama vai conhecer as duas outras mães e o pai que serão os personagens centrais da história, além dela própria.

Veremos que Kama se recusa a admitir que o filho tenha problemas, que seja autista. Jamais havia consultado um psicólogo, um psiquiatra, pedido algum exame.

Pelo que dá para o espectador compreender, ela havia se separado do pai quando o filho ainda era bem pequeno. O pai, creio que Maks (Maciej Miszczak), logo havia se casado de novo, com Iwona (Kamila Bujalska), a quem o garoto Jas se refere naquele primeiro diálogo por telefone com a mãe. E com Iwona tinha tido um casal de gêmeas. Ele mantinha com a ex-mulher uma relação se não de amizade, proximidade, ao menos de civilidade. Falavam-se de tempos em tempos, ele ajudava nas despesas de Jas e o garoto convivia com as gêmeas. Médico, o pai sabia que Jan era do que se chama do espectro autista. Mas (e isso talvez seja uma falha na elaboração da história) nunca havia insistido com Kama para que enfrentasse de frente a realidade.

E Kama ainda não havia enfrentado de frente a realidade – até Jas ser expulso da escola, e logo depois, em um acesso de fúria enquanto brincava com as gêmeas suas meio-irmãs, ter quebrado a televisão da casa do pai.

“Eu entendo você. O mundo da deficiência é assustador”

A série vai fundo nessa coisa de como é difícil aceitar uma realidade que é dura demais.

O grande Bob Fosse falou muito disso em All That Jazz (1979). O personagem do filme que está sendo finalizado por Joe Gideon-Roy Scheider, o alter ego do próprio Fosse, não admite sequer os cinco estágios do processo de aceitar a morte – negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. – “Tem uma mulher em Chicago, cara, que escreveu um livro – dra. Kübler-Ross, com um tracinho. Essa dama, cara, sem ter tido o benefício de ela própria morrer, dividiu o processo de morrer em cinco estágios: anger, denial, bargaining, depression and acceptance. Parece o nome de um escritório de advocacia de judeus: ‘Bom dia, Anger Denial Bargaining Depression Acceptance!”

Bob Fosse faz rir em alguns momentos de seu maravilhoso filme sobre um artista que está chegando ao fim da vida. A polonesa Klara Kochańska-Bajon não brinca com coisa séria, não. Sua série Matki Pingwinów não é soturna, lúgubre – e até tem momentos de alguma leveza. Mas é uma série densa, sobretudo densa – e o processo que essa pobre Kama enfrenta, exatamente nas semanas que antecedem o maior desafio de sua vida profissional, a luta em Las Vegas contra a mexicana campeã, é extremamente doloroso.

Há uma frase impressionante, creio que no segundo episódio da série (ou, diacho, seria no terceiro?). Ela é dita por Tatiana (Magdalena Rózczka, ótima, excelente, na foto acima), mãe de Michal (Maksymilian Mlodawski, também na foto acima), um garoto inteligentíssimo, portador de distrofia muscular. Tatiana passa todo o tempo em que Michal está na escola Porto Maravilha dentro de sua van, estacionada ali ao lado, pronta para atender ao chamado do filho sempre que ele precisar ir ao banheiro.

(Diante da doença de Michal, não há como evitar a lembrança do grande cientista Stephen Hawking, tão bem retratado em A Teoria de Tudo. de 2014. Creio que a criadora e diretora Klara Kochańska-Bajon tinha mesmo a intenção de trazer ao espectador a imagem do físico genial.)

Ao perceber que Kama ainda se recusa a aceitar que o filho tenha que ficar naquela escola em que há crianças com os mais diversos tipos de deficiência, e ainda tenta encontrar uma escola de crianças “normais” para ele, Tatiana diz o que talvez seja a fala mais impressionante desta bela série:

– “Eu entendo você. O mundo da deficiência é assustador. Se você acha que seu filho aguenta uma escola regular, vá em frente.”

O que por sua vez me faz lembrar de outro filme, produzido por Stanley Kramer e realizado por John Cassavetes, com Burt Lancaster e Judy Garland, Minha Esperança é Você/A Child is Waiting, de 1963. Corajoso, forte, bem à frente de seu tempo, o filme discute exatamente como tratar crianças com deficiência.

Escrevi em 2010, ao revê-lo: “O filme defende a tese de que os jovens deficientes mentais, como se falava na época, ou os com necessidades especiais, como se diz hoje, devem ser cuidados em instituições especializadas, voltadas para eles, onde há apenas outras pessoas como eles. Devem sentir que estão entre pares, entre iguais; conviver com crianças diferentes deles só os fará ter mais e mais problemas. Mais ainda: eles devem ser ensinados a ter disciplina e nunca vergonha do que são; devem ser preparados para ter algum tipo de habilidade que permita de alguma forma sua inserção na sociedade. Devem ter dignidade. Além de defender essa tese, o filme se dedica a demonstrar que os pais devem vencer o medo, o preconceito, e admitir o quanto antes que seus filhos com deficiência têm deficiência.”

Mais adiante, escrevi que, ao defender a tese que em 1963 era corajosa, avançada, A Child is Waiting resvalava para “o drástico defeito de ser didático”.

Bem diferentemente daquele belo filme norte-americano de 1963, a série da polonesa Klara Kochańska-Bajon passa longe, mas muito longe de qualquer didatismo.

Sim – fica claro que As Mães dos Pinguins defende a mesma postura do filme de John Cassavetes. Mas não há, em momento algum, uma sensação de defesa de uma tese, de algo cheio de certezas para distribuir entre os espectadores.

Bem ao contrário. As Mães dos Pinguins mostra muito mais dúvidas, questões, que certezas absolutas.

Uma mulher que parece uma dondoca tola, fútil

Nem tudo é o que parece. As aparências muitas vezes enganam.

Essas verdades límpidas a série mostra bastante, com vários exemplos. Mas o maior deles com certeza é o de Ula (Barbara Wypych, na foto acima), a outra das três mães de crianças que estão na escola Porto Maravilha e são as personagens principais da série.

Ula parece – para Kama e também para, imagino, a imensa maioria dos espectadores – uma dondoca babaca, um suco concentrado de futilidade, uma pessoa completamente sem noção. É uma lourinha certinha sempre muito bem vestidinha; bastante rica, mora numa casa imensa.

Tem três filhas, e a mais jovem delas, aí de uns sete anos, Tola (Tola Bedzikowska), tem síndrome de Down. E Ula – é o que fica parecendo de início – industrializa o problema da garota, passa a usar a condição da garota para aparecer nas redes sociais. Está sempre se filmando e filmando Tola, e mostrando como a garota é lindinha e fofa.

Acontece – as coisas acontecem sem que os pais queiram, planejem – de Tola se engraçar com Jas, e Jas também gosta da garotinha. Refratária à socialização com a maioria dos outros coleguinhas, com Jas ela se sente absolutamente à vontade, na boa.

A princípio, Ula acha Kama muito estranha – comenta que ela usa roupas como se fosse uma mendiga, algo assim. Mas, ao saber que ela é uma esportista conhecida, respeitada, com um número de seguidores nas redes sociais dez vezes maior que o dela, passa a bajular Kama, a tentar, de todas as formas, se aproximar dela – estar perto de celebridades dá celebridade, ela obviamente pensa.

No final do primeiro dos seis episódios, uma ação de Ula deixa Kama abaladíssima, violentamente desgostosa com aquela mulher que surgiu na sua vida. Como é ainda no primeiro episódio, creio que a rigor não é spoiler, e vou relatar – mas, caso o eventual leitor ainda não tenha visto a série, poderia pular para o próximo intertítulo.

Kama ainda não havia sequer admitido claramente que Jas era autista – e evitava ao máximo comentar, até com pessoas próximas, sobre os problemas do filho. Aí acontece de ela levar Jas à casa de Ula, para que as duas crianças brinquem juntas. À noite, vê um post de Ula em que as duas aparecem com os filhos: “Conheci uma mãe maravilhosa que luta no ringue e por uma vida melhor para o filho no espectro autista”. Abaixo do post vinham vários, vários, vários comentários, tipo “Coitadinho”, “Tive asperger, sofri bullying”, “Talvez nunca seja auto-suficiente”, “Vi a Barska com o filho na psicóloga”, “Precisa de cuidados especiais”.

O primeiro episódio termina com Kama Barska berrando um doloroso “Filha da Puta!”

As aparências enganam: Ula é uma pessoa do bem

Não, Ula não é uma filha da puta, nem uma dondoca babaca, um suco concentrado de futilidade. É claro, é óbvio que cometeu um erro absurdo que deixou Kama absolutamente possessa. Como todos nós, comete erros, às vezes erros imperdoáveis, como esse – mas é uma pessoa do bem, que, da maneira dela, tenta enfrentar os problemas, os obstáculos, as dificuldades que os pais de crianças com necessidades especiais enfrentam.

Ao longo dos seis episódios da série, Kama vai aprendendo isso – e os espectadores também.

Nos três meses em que se passa a ação, Ula vai enfrentar, em casa, um terrível tremor de terra. O marido, Maciek (Piotr Glowacki), esconde, por trás da aparência gentil, suave, amável, segredos terríveis.

Tatiana, a mãe do garoto com atrofia muscular, também enfrenta barras pesadas – além das diretamente ligadas ao filho, já pesadíssimas. Depois de um exame nos seios, médicos indicam a necessidade de uma biópsia. E o marido, que pouco ajuda nos cuidados com Michal, parece estar tendo um caso.

Kama e também o espectador são surpreendidos com algo bastante inesperado na última sequência da série. Creio que dizer isso, apenas, sem, é claro, relatar o que é esse “algo” não chega a ser um spoiler.

(Na foto abaixo, Jan Lubas, que faz o garoto Jas, filho de Kama.)

A criadora e diretora se inspirou em experiências pessoais

Dá para imaginar que seja uma forma de os realizadores abrirem, dessa maneira, a possibilidade de eventualmente haver uma segunda temporada da série – é claro que se ela tiver sucesso de audiência. Até porque há um ou outro pontinho que também abre essa janela.

Mas o interessante é que não é, de forma alguma, algo que deixa a história em aberto, a ser concluída. Nada a ver, por exemplo, com Lupin, a deliciosa série francesa de 2021, que tem toda a aparência de que terminará no final do quinto episódio – mas termina o quinto episódio em momento de grande suspense, tipo o final de um capítulo de novela que deixa o espectador doidinho para chegar ao dia seguinte para ver o que afinal de contas rolou.

Não. A coisa aqui foi muito bem feita. A história termina. Tem começo, meio e fim – com algo bastante inesperado na última sequência, é verdade, mas que, afinal, é da vida, acontece volta e meia, com muita gente. Aconteceu com a minha filha linda, maravilhosa.

Bem. As Mães dos Pìnguins foi lançada mundialmente pela Netflix em 13 de novembro de 2024, e nós a vimos na primeira quinzena de fevereiro de 2025. No momento em que escrevo, ainda não há muito sobre ela na internet. O site agregador Rotten Tomatoes sequer tinha registrado a série The Mothers of Penguins. No IMDb, ela está bem cotada, com média 7,4% em 10 – mas ainda com pouco menos de 700 votos de leitores.

Tive grande curiosidade em saber um pouco que fosse sobre Klara Kochańska-Bajon – em especial se ela fala por experiência pessoal.

Como foi dito mais acima, Klara Kochańska-Bajon nasceu em 1984 na Cracóvia – a segunda maior cidade da Polônia, da qual Karol Woytila era cardeal-arcebispo quando foi escolhido papa – e estava, portanto, com 40 anos quando a série foi lançada. Estudou durante cinco anos na Universidade de Varsóvia, no Departamento Interdiscisplinar de Estudos Humanísticos, e em 2009 ingressou na respeitadíssima Escola Nacional Polonesa de Cinema em Lodz, por onde passaram Andrzej Wajda, Roman Polanski, Krzysztof Kieślowski, Jerzy Kawalerowicz, Andrzej Munk…

Antes desta série Matki Pingwinów, ela dirigiu três curtas-metragens, o filme Via Carpatia (2018) e quatro episódios de outra série de TV, Stulecie Winnych (2021).

Como agora, com a internet, tudo fica muito fácil, fiquei sabendo, sim, a resposta àquela minha questão. A Wikipedia em polonês diz que “Fabuła serialu była inspirowana osobistymi doświadczeniami reżyserki Klary Kochańskiej-Bajon”. O que, segundo o tradutor do tio Google, é

“o enredo da série foi inspirado nas experiências pessoais da diretora Klara Kochańska-Bajon”.

Só poderia mesmo.

Uma bela série, Densa, pesada, séria –feita com talento, competência, muito amor e com conhecimento do assunto.

Anotação em fevereiro de 2025

As Mães dos Pinguins/Matki Pingwinów

De Klara Kochańska-Bajon, criadora, roteirista, Polônia,2024

Direção Klara Kochańska-Bajon (4 episódios), Jagoda Szelc (2 episódios)

Com Masza Wagrocka (Kamila Barska, que todos chamam pelo diminutivo Kama)

e Barbara Wypych (Ula, a influencer, mãe de Tola),Magdalena Rózczka (Tatiana, a mãe de Michal), Tomasz Tyndyk (Jerzy, o pai de Hela), Jan Lubas (Jasiek, Jas, o filho de Kama), Tola Bedzikowska (Tola), Maksymilian Mlodawski (Michal, o garoto com atrofia muscular), Amelia Sarzynska (Hela), Maciej Miszczak (Maks), Kamila Bujalska (Iwona, a mulher do pai de Jan), Sebastian Perdek (Marcin, o agente de Kama), Roman Gancarczyk (o diretor da escola), Weronika Krystek (professora Ania), Dominika Kluzniak (a mãe de Andrzejka), Agnieszka Suchora (Goska, a mãe de Kama), Piotr Glowacki (Maciek, o marido de Ula), Maciej Kosmala (Nauczyciel Wspomagajacy), Karol Bernacki (Robert, o fisioterapeuta e amigo de Kama), Maksymilian Obst (Franek), Grazyna Bulka (mãe Uli)

Roteiro Klara Kochańska-Bajon (4 episódios), Dorota Trzaska (1 episódio), Nina Lewandowska (1 episódio)

Argumento Klara Kochańska-Bajon

Fotografia Maciej Sobieraj

Música Jerzy Rogiewicz, Bartlomiej Tycinski

Montagem Bartlomiej Piasek, Piotr Wójcik, Anna Garncarczyk

Casting Julia Popkiewicz

Direção de arte Alicja Kazimierczak

Figurinos Ewa Kania, Paulina Sieniarska   

Produção Agnieszka Kurzydlo.

Cor, cerca de 300 min (5h)

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Título nos EUA: “The Mothers of the Penguins”.

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