Regresso do Vietnã / Welcome Home


Nota: ★★★☆

Anotação em 2007, com complemento em 2008: Eu nunca tinha ouvido falar deste filme, o último do diretor Franklin J. Schaffner (1920-1989), que fez Patton e O Planeta dos Macacos – os dois, como este aqui, uma condenação do poderio militar americano.

Dei uma olhada nos alfarrábios, e todo o mundo desprezou o filme – com a única e honrosa exceção do Roger Ebert, um sujeito que realmente gosta de cinema. Uma resenha chega a dizer “ah, de novo, não!” De novo, sim, e por que não? Quanto mais o cinema mostrar a trágica imbecilidade que foi a guerra do Vietnã, e criticar o militarismo americano, melhor.

E, além disso, não é, não, uma repetição. Eu nunca tinha visto uma história como esta: a de um soldado americano dado como morto em batalha (Kris Kristofferson), e que, 17 anos após o fim da guerra, reaparece – e o fato de ele estar vivo, em vez de ser comemorado, se torna um grande estorvo para as forças armadas e para a família da ex-mulher (JoBeth Williams).

Este é o grande ponto forte do filme – mostrar que a tragédia de uma guerra é tão grande que mesmo a sobrevivência pode tumultuar a vida das pessoas.

O guia da Time Out critica até a canção de Henry Mancini, cantada pelo eterno believer Willie Nelson, com letra (forte, clara, sem subterfúgios) dos grandes Alan e Marilyn Bergman, o casal autor de pérolas como a versão em inglês de Les Moulins de Mon Coeur, de Michel Legrand, usada em Crown, o Magnífico/The Thomas Crown Affair.   

Nos créditos finais há uma homenagem ao diretor Schaffner, que morreu durante a pós-produção do filme.

Regresso do Vietnã/Welcome Home

De Franklin J. Schaffner, EUA-Inglaterra, 1989.

Com Kris Kristofferson, JoBeth Williams, Sam Waterston, Brian Keith

Roteiro Maggie Kleinman

Música Henry Mancini, canção de Henry Mancini-A.&M. Bergman cantada por Willie Nelson

Cor, 96 min (nos EUA), 88 min (na Inglaterra)

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