As Diabólicas / Les Diaboliques

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Nota: ★★★★

As Diabólicas, que o grande Henri-Georges Clouzot lançou em 1955, é um filme extraordinário, um marco do cinema, um dos melhores thrillers que já foram feitos, nestes primeiros 110, 120 primeiros anos de cinema.

Isso, a rigor, qualquer cinéfilo já nasce sabendo.

Ao rever o filme agora, exatos 60 anos após ele ter sido feito, me peguei pemsando: sim, é bem verdade – mas exatamente o que faz o filme ser genial? Exatamente que detalhes o transformam numa obra-prima?

E aí fui vendo que há muitas, muitas respostas a essa pergunta que de resto é um tanto fútil.

Por exemplo: o fato de que, quando a ação começa, as duas mulheres já haviam combinado executar o crime.

Isso é uma maravilha: antes mesmo de a ação começar, de o espectador começar a ver a história, a mulher e a amante do cara já haviam combinado que iriam matá-lo. E já haviam planejado tudinho, nos mínimos detalhes, toda a corrente, a seqüência de acontecimentos.

A história já vinha acontecendo. Quando os espectadores começaram a vê-la, já estava rolando, e os planos todos já haviam sido feitos, estava tudo combinado.

No Merchandising. Editorial Use Only. No Book Cover Usage. Mandatory Credit: Photo by Moviestore Collection / Rex Features (1661283a) Les Diaboliques Film and Television

Outro ponto brilhante: o fato de que o espectador – mesmo os mais opositores da pena de morte, como eu – se vê torcendo pelas duas mulheres, contra o homem vilão filho da mãe.

Os detalhes, os detalhinhos mínimos – eles são outros elementos que fazem deste filme uma obra-prima.

Quando o gigantesco baú está saindo do apartamento da amante do morto, na cidadezinha do interior, um pedacinho da porta dele se abre. A câmara então mostra o rosto de Nicole (Simone Signoret), a amante, em close-up, ela assustadíssima. O vizinho que a ajuda a carregar o baú propõe retirar algumas das coisas do baú, para distribuir o peso – mas abrir o baú seria mostrar que ali dentro, enrolado por uma toalha de nylon, estava o corpo do morto, e então a amante fica ainda mais apavorada. Mas em seguida a mulher do vizinho oferece uma cordinha, um barbante, para fechar o baú – e tudo se resolve.

Quando a piscina da grande propriedade em que funciona a escola está sendo esvaziada – porque mulher e amante da vítima não aguentavam mais o suspense, e queriam que o corpo aparecesse –, Christina, a esposa (o papel de Vera Clouzet), não consegue se conter: abandona a aula que está dando, aproxima-se da piscina, que é o centro de todo o plano longamente arquitetado. A câmara faz um contre-plongée, mostra a mulher da vítima de baixo para cima. Como se ela, a câmara, estivesse dentro da piscina – mas a câmara, quando os filmes são feitos de maneira escorreita, correta, sem criativóis, fogos de artifício, mostra o que os olhos das pessoas em cena veriam, e então só mesmo o morto, lá de dentro da piscina, poderia ver a esposa daquele ângulo. Mas os mortos, pelo que a gente sabe, não enxergarm, e então aquela posição de câmara é inusitada. Tão inusitada quanto a sequência inicial de Crepúsculo dos Deuses/Sunset Boulevard, que tem tomadas feitas do fundo da piscina em que bóia o corpo de um morto.

Então, em As Diabólicas, a câmara está como se estivesse dentro da piscina, e então vemos, de baixo para cima, Christina cair desmaiada no chão. Christina desmaia quando vê, aos 71 minutos de filme, que o marido que ela matou e jogou na piscina não está lá no fundo da piscina que ela mesma mandou esvaziar porque não aguentava mais o suspense, a espera do momento em que o corpo da vítima afinal viria à tona, como o corpo do personagem de William Holden tinha ido à tona na piscina hollywoodiana no filme lançado cinco anos antes deste As Diabólicas.

Ao lançar Psicose, Hitchcock copiou a estratégia de marketing de Clouzot

zzdiabo3A verdade é que Les Diaboliques é um filme genial por um número imenso de razões. Essas que falei aí são só algumas poucas.

Quando, em 1960, Alfred Hitchcock, um dos maiores marqueteiros de si mesmo que já pisaram na casca deste planeta, bolou o esquema de publicidade de Psicose, todo mundo babou.

O gênio de marketing fez com que grandes cartazes avisassem que era proibido entrar nos cinemas algum tempo depois de o filme ter começado. E pediam que as pessoas que já tivessem visto o filme pelamordeDeus não contassem para ninguém o final da história,

Alfred Hitchcock copiou Henri-Georges Clouzot. Plagiou. Fez igual, igualzinho, igualinho o francês havia feito cinco anos antes.

Ao final de Les Diaboliques, surge na tela o seguinte letreiro:

“Não sejam diabólicos! Não destruam o interesse que seus amigos poderiam ter por este filme. Não contem a eles o que vocês viram. Obrigado por eles.”

Um triângulo amoroso esquisito, estranho, nada normal

Acho que me entusiasmei demais ao rever o filme, e comecei esta anotação como se todos os meus três ou quatro eventuais leitores tivessem também revisto Les Diaboliques nos últimos dias. É necessário algum tipo de sinopse, de apresentação da trama.

Recorro ao Cinéguide, o guia que consegue a proeza de fazer as sinopses mais curtas que já foram feitas no mundo.

Epa! O Cinéguide faz a sinopse em única frase – mas aapresenta um spoiler horroroso, inadmissível. Les Diaboliques tem duas gigantescas, inesperadas reviravoltas, e a sinopse do Cinéguide entrega a última das duas, que o espectador só vê no minuto final do filme. Faz o que o próprio filme pede para ninguém fazer: “Não destruam o interesse que seus amigos poderiam ter por este filme”.

Um absurdo!

zzdiabo4O IMDb traz uma sinopse interessante:

“A mulher de um diretor de colégio cruel e sua amante conspiram para matá-lo, mas, depois que o crime é cometido, seu corpo desaparece, e acontecimentos estranhos começam a atormentar as duas mulheres.”

É um triângulo amoroso estranho, esquisito, nada normal. Christina (o papel, repito, de Véra Clouzot) é uma mulher rica, que seguramente herdou da família uma bela fortuna. Casou-se por amor com um pobretão, Michel Delasalle (o papel de Paul Meurisse). Com o dinheiro dela, criaram uma escola, um internato para garotos, na periferia de Paris. Ele tornou-se o diretor, o patrão, o dono. Christina – que dá aulas de várias matérias na escola – é uma mulher fraca, em todos os sentidos. É pequenina, frágil, insegura, e sofre do coração. O marido abusa dela, de sua fraqueza.

Tornou-se amante da outra professora da escola, Nicole (o papel de Simone Signoret).

Christina não tem força para exigir fidelidade do marido – que, além de infiel, é tudo o que um ser humano pode ser de pavoroso: considera-se dono da verdade, é cruel, agressivo, violento – uma pustema, um horror, um nojo de pessoa.

Vivem ali os três, moram no mesmo prédio da escola, convivem o dia inteiro, a mulher, o marido e a amante.

E então a amante se aproximou da esposa. Ficaram amigas, trocaram confidências. Chegaram juntas à conclusão de que a melhor coisa a fazer seria matar o brutamontes, livrar-se dele.

Tudo isso acontece antes de a narrativa começar. Quando a narrativa começa, o espectador vai entendendo muito rapidamente o que havia acontecido antes na história.

Na primeira sequência, na manhã da véspera de um feriado prolongado, Nicole, a amante, aparece para o café da manhã no internato com grandes óculos escuros. Ela quer demonstrar, muito mais do que esconder, que havia levado porrada do amante.

Um dos dois outros professores do internato comenta que havia ouvido vozes discutindo às 4 da manhã.

E aí vem o fim de semana prolongado. Nicole havia anunciado para todos que iria para a sua cidade natal, Niord.

Para surpresa de Michel, o marido filho da mãe, Christina viaja a Niord com Nicole.

Mulher e amante planejam matar o sujeito.

Diabólicas.

A última sequência do filme desmentirá o título. Paciência. Para fazer surpresa total ao espectador, vale até mentir no título.

As duas atrizes estão absolutamente perfeitas em seus papéis

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Uma das coisas mais impressionantes neste filme impressionante em tudo por tudo é como as duas atrizes centrais estão perfeitas.

Simone Signoret é grande. É alta, tem ombros imensamente largos. (Não é à toa que, na vida real, aguentou o fato de o marido, Yves Montand, ter tido um caso com Marilyn Monroe, na época das filmagens de Let’s Make Love, no Brasil Adorável Pecadora, de 1960. Ela confiava no seu cacife, e estava certa: viveu com Montand até a morte dele, em 1991.)

La Signoret é a imagem acabada da mulher forte, poderosa, porreta.

Véra Clouzot, bem ao contrário, é a imagem da mulher fraca, tíbia. É pequena, mignon, franzina.

Essa relação mulher grande = poderosa x mulher pequena = fraca é fundamental ao longo de todo o filme.

La Signoret fez filmes a dar com o pau – a filmografia dela tem mais de 70 títulos. Já Madame Clouzot, estranhamente, fez apenas e tão somente três filmes – todos dirigidos pelo marido.

Neste filme aqui, a personagem de Véra Clouzot é apresentada como sendo venezuelana, com certeza para justificar um sotaque – que eu não fui capaz de reparar, mas que os franceses seguramente reconheceriam. Na realidade, ela nasceu no Rio de Janeiro, em 1913, como Vera Gibson-Amado. Seu pai era um diplomata; ela se casou em 1941 com Léo Lapara, um ator de teatro da trupe de Louis Jouvet que estava em turnê pela América do Sul e se apresentou no Rio. O casal se instalou em Paris logo após a liberação da cidade dos nazistas pelos aliados, e Véra teve pequenos papéis em peças encenadas por Louis Jouvet.

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Ela e Clouzot se conheceram em 1947 e, segundo consta, foi paixão à primeira vista. Coup de foudre.

Estreou no cinema em O Salário do Medo, que seu marido lançou em 1953, e em que Yves Montand faz o papel central. Depois ela faria este filme aqui, e em seguida, o último, Os Espiões (1957).

Em 1960, assinou, com o marido e outras quatro pessoas, o roteiro de A Verdade, com Brigitte Bardot, então estrela em ascensão meteórica, e Paul Meurisse, o ator que faz o papel do marido infiel em As Diabólicas.

Exatamente como sua personagem neste As Diabólicas, Vera tinha um coração fraco: morreu de um ataque cardíaco, aos 47 anos, apenas um mês após a estréia de A Verdade.

Vera é uma das 130 brasileiras conhecidas internacionalmente retratadas pelo jornalista Ludenbergue Góes no livro Mulher Brasileira em Primeiro Lugar, da Ediouro.

“Uma atmosfera inquietante”, “um clima negro e desesperado”

“Grande nome do filme ‘noir’, começou fazendo de tudo um pouco. Supervisionou versões francesas de operetas alemãs, sem contar a redação de um número impressionante de roteiroas para Gallone, Baroncelli, Litvak. Sua primeira tentativa já é um golpe de mestre”, diz de Henri-Georges Clouzot (1907-1977) o grande Jean Tulard em seu Dicionário de Cinema – Os Diretores. “O Assassino Mora no 21, um dos melhores policiais já rodados na França, vale pela inteligência da adaptação do romance de Steeman, uma interpretação magnífica, e pela forma de criar uma atmosferada pesada e peculiar a Clouzot. Segue O Corvo, uma das obras-primas do cinema francês.”

Em seu Guide des Films, Tulard dá três estrelas para Les Diaboliques, algo que poucas obras merecem: “Uma atmosfera inquietante e uma angústia surda pairam neste filme perfeitamente controlado, em que reina um clima negro e desesperado. De seus ambientes sombrios nasce uma poesia mórbida que amplia o valor deste hábil suspense. Prêmio Louis Delluc 1955.”

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O livro Off-Hollywood Movies, de Richard Skorman, diz que, em termos de puro suspense que faz o espectador roer as unhas, Les Diaboliques está no mesmo nível dos melhores trabalhos de Hitchcock. E, depois de fazer uma boa sinopse, conclui: “Embora Clouzot nos mantenha atentos até a última cena de Les Diaboliques, o filme, ao contrário dos de Hitchcock, não tem um herói elegante, uma sedutora linda ou um detetive inteligente. Os personagens principais de Les Diaboliques são mais sombrios e sinistros. Michel é desprezível desce o primeiro momento, mas Nicole também é fria e calculista, e Christina, o único personagem aparentemente simpático, demonstra ser capaz de cometer um crime feroz. Todas as atuações são maravilhosas, com Signoret e Meurisse em interpretações particularmente intensas. Com grande talento, Clouzot dirige as luzes, os ambientes e os ângulos da câmara para acentuar o tom assustador da narrativa.”

Roger Ebert nota que um personagem secundário deu origem a Columbo

Leonard Maltin dá 3.5 estrelas em 4. Diz que o filme, um clássico de suspense, começa um tanto devagar, mas nas sequêndias finais vai fazer o espectador quase subir pelas paredes. E informa que, em 1994, reestreou nas salas de cinema dos Estados Unidos em uma versão restaurada, com nove minutos a mais do que na versão que havia sido apresentada originalmente.

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Em seu texto, escrito depois desse relançamento do filme nos cinemas americanas, Roger Ebert chama a atenção dos leitores para um personagem secundário – mas importantíssimo –, Monsieur Fichet (interpretado por Charles Vanel, na foto abaixo). Fichet havia sido inspetor de polícia, estava aposentado e trabalhava como detetive particular. Ele começa a reparar em Christina num determinado momento da história, e passa a segui-la, a observar o que acontece na escola.

Ebert diz que Monsieur Fichet foi a inspiração para a criação do detetive Columbo da série de TV, aquele delicioso personagem interpretado ao longo de décadas por Peter Falk.

Fichet – conta Ebert – aparece com um velho sobretudo, mastigando um charuto e fazendo perguntas que aparentemente não levam a lugar algum. Sua técnica favorita é repetir a pergunta, fingindo que não ouviu a resposta, embora seja bastante claro que ele espera flagrar uma contradição. De fato: tudo exatamente como o Columbo de Peter Falk!

“Na aparência, nos maneirismos e na estratégia, Fichet é Columbo; Falk acrescentou um sobretudo mais sujo, e mais humor”, escreveu Ebert. E lá pelas tantas diz: “O filme foi feito por Signoret em seu apogeu, como uma versão francesa de Marilyn Monroe, mais carnuda. Ela faz um contraste dramático com a pequena Vera Clouzot, a mulher do diretor; ele várias vezes a filme com Nicole e Michel dominando a cena. Há a possibilidade, apenas insinuada, de que Nicole tenha intenções lésbicas sobre Christina. E há uma depravaçãozinha na forma com que Christina é tão dominada pelo marido a ponto de que ela deixa que ele continue a dirigir a escola dela (e abuse dela) mesmo depois que ele começa um caso aberto com a personagem de Signoret.”

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Segundo Ebert, no final o filme se aproxima um pouco de Gaslight, no Brasil À Meia Luz, ótimo thriller que George Cukor dirigiu em 1944, com Charles Boyer e Ingrid Bergman. Concordo com Ebert: tem a ver, sim, mas falar sobre exatamente o ponto que une os dois filmes seria um terrível spoiler.

E Ebert termina o texto dele contando o que ele chama de uma das piadas mais sensacionais sobre o mundo do cinema. Um sujeito escreveu para Alfred Hitchcock dizendo o seguinte: “Depois de ver Diabolique, minha filha passou a ter medo de banheira. Agora ele viu Psicose e passou a ter medo de chuveiro. O que devo fazer com ela?” E Hitch então respondeu: “Mande ela para a lavagem a seco”.

É preciso registrar: em 1996, os americanos tiveram a coragem de refilmar este grande clássico. Botaram duas mulheres lindíssimas para fazer, respectivamente, Nicole, a amante, e Christina, a mulher: Sharon Stone e Isabelle Adjani. No papel do marido filho da mãe, Chazz Palminteri. O diretor foi Jeremiah Chechik. Eu até cheguei a ver o filme: não é porcaria, não, de jeito nenhum. É só desnecessário, absolutamente desnecessário.

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Anotação em agosto de 2015

As Diabólicas/Les Diaboliques

De Henri-Georges Clouzot, França, 1955.

Com Simone Signoret (Nicole Horner), Vera Clouzot (Christina Delasalle), Paul Meurisse (Michel Delasalle)

e Charles Vanel (Inspector Fichet), Jean Brochard (Plantiveau), Noel Roquevert (M. Herboux), Therese Dorny (Mme. Herboux), Pierre Larquey (M. Drain), Michel Serrault (M. Raymond), Yves-Marc Maurin (Moinet)

Roteiro Henri-Georges Clouzot, Jerome Geronimi, Frederic Grendel e Rene Masson

Baseado no livro Celle Qui N’etait Pas, de Pierre Boileau e Thomas Narcejac

Fotografia Armand Thirard

Música Georges Van Parys

Montagem Madeleine Gug

Produção Henri-Georges Clouzot, Filmsonor, Vera Films.

P&B, 114 min

****

2 Comentários

  1. Miguel Moreira
    Postado em 23 novembro 2015 às 10:10 pm | Permalink

    Fantástico, soberbo, majestoso, implacável! As Diabólicas é um filme excepcional. Suspense e surpresa, tudo junto. Apesar de ser daquele filmes que tem mais piada quando se vê pela primeira vez (pois, a partir daí, já se sabe o desfecho), o filme continua a poder agradar o espectador. Tão claustrofóbica essa escola! As interpretações são fantásticas! Um dos melhores suspenses que já vi

  2. Claudio
    Postado em 20 março 2016 às 8:53 am | Permalink

    O filme é ótimo, mas sempre pensei como seria se Alfred Hithcock o tivesse digigido. Hicthcock queria fazer um filme baseado no livro, mas o diretor Henri-Georges Clouzot comprou os direitos de filmagem do romance original, derrotando Hitch por questão de horas. Os autores escreveram um outro romance e ofereceram ao mestre do suspense que transformou o romance no filme Um Corpo Que Cai.
    Sempre fiquei pensando quem Hitchcock escalaria para o elenco. Penso que Audrey Hepburn ficaria perfeita como esposa, (ela e Hitch conversaram sobre fazer um filme juntos , mas quando estava para acontecer, Audrey não pôde aceitar). Lana Turner, Marlene Dietrich ou até mesmo Kim Novak seriam interessantes escolhas como a amante. George Sanders ou Ray Milland fariam bem o marido. E como detetetive Fichet, eu coloaria Henry Travers. Que tal?

Um Trackback

  1. Por 50 Anos de Filmes » Paixão / Passion em 20 maio 2016 às 8:56 pm

    […] refilma, mas ninguém refilma tanto quanto os americanos. Refilmam obras-primas, como é o caso de Les Diaboliques (1955), de Henri-Georges Clouzot, refeito por um diretor mediano, para dizer o mínimo, Jeremiah S. […]

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