A Tortura do Silêncio / I Confess

Nota: ★★★☆

Montgomery Clift estava em ascensão na carreira e no auge da beleza – Um Lugar ao Sol, em que ele brilha ao lado de Liz Taylor, é de 1951. Anne Baxter também estava no ápice; havia feito A Malvada em 1950. E Alfred Hitchcock já era aclamado, reconhecido, endeusado, quando fez A Tortura do Silêncio, no original I Confess, lançado em 1953, um ano antes de Disque M para Matar e de Janela Indiscreta. No entanto, o filme é menos conhecido de que várias outras obras do mestre.

Deve ser visto e revisto. É um belo Hitchcock.

E é Hitchcock puro. Eis o que acontece nos 15 primeiros minutos de filme:

Um homem é assassinado. Um homem usando batina sai da casa onde o outro acaba de ser morto. É noite alta.

Na manhã seguinte, um padre – o padre Michael Logan, o papel de Monty Clift – vai até a casa do homem assassinado, um advogado, Laffitte (Ovila Légaré). Uma multidão de curiosos cerca a casa, a polícia está lá. O padre Logan entra, diz que tinha um encontro com Laffitte. O inspetor encarregado do caso, Larrue (Karl Malden), fala com ele, diz que gostaria de conversar com ele mais tarde. Enquanto interroga o homem que encontrou o corpo, Otto Keller (O.E. Hasse), o inspetor vê pela janela que, lá fora, na rua, o padre se encontra com uma mulher.

A câmara mostra o padre com a mulher, Ruth Grandfort (o papel de Anne Baxter, ótima atriz, linda, e, neste filme, louríssima). Ele diz a ela que Laffitte foi assassinado, e Ruth responde, com uma expressão de alívio no rosto:

– “Morto? Estamos livres!”

Estamos aí exatamente com 15 minutos de filme.

O espectador viu um homem de batina sair do local do crime. O padre Logan local vai ao local do crime na manhã seguinte. Fica diante da casa do morto, chega uma mulher, diz “Estamos livres!”.

E a partir daí surgirão indícios contra o padre Logan – e indícios de que o padre a bela Ruth Grandfort, então casada com um político importante, Pierre Grandford (Roger Dann), têm muitas histórias no seu passado.

A maioria dos diretores contaria a história do jeito como contei acima

Qualquer diretor adoraria uma trama dessas – ou, pelo menos, a grande maioria dos diretores. Uma boa trama policial, um padre suspeito de assassinato, e ainda por cima um padre que tem histórias com uma bela mulher.

Eventualmente, ao longo da trama, poderiam surgir indícios de que talvez o padre não fosse culpado. E aí o espectador ficaria na dúvida, em suspense: foi o padre, ou não foi o padre?

Quem foi? Whodunit?

Muitas, muitíssimas das novelas policiais, dos filmes policiais, se baseiam nessa pergunta: quem foi? whodunit? Em inglês, whodunit, corruptela, simplificação da pergunta who has done it?, virou o nome para esse subgênero de histórias policiais. Nove de cada dez livros de Agatha Christie, por exemplo, são whodunit. A Wikipedia tem um bom verbete sobre whodunit.

Mas é um filme de Hitchcock, e, com Hitchcock, as coisas funcionam de forma bem diferente

Pois é. Acontece que este é um filme de Hitchcock, e não é assim que as coisas funcionam com o velhinho louco.

Em A Tortura do Silêncio, o espectador vê um homem no chão, morto; ao lado dele há um objeto com que ele foi atingido na cabeça. O espectador vê uma cortina se mexendo, e em seguida vê um homem de batina deixando o local do crime – e logo depois vê o homem tirando a batina. O homem entra numa igreja. O padre Logan vê, da janela de seu quarto, o homem entrar na igreja, e vai até lá. Encontra o homem: é Otto Keller, empregado da casa paroquial.

Keller pede ajuda ao padre Logan, pede para se confessar. E, no confessionário, conta tudo: matou Laffitte, e roubou dinheiro dele. Precisava do dinheiro para sair dali e começar uma vida nova com sua mulher, Alma (Dolly Haas), ela também empregada na casa paroquial. Alma trabalhava demais, de manhãzinha até a noite; Keller não aguentava vê-la trabalhando tanto. Queria dinheiro, e então foi até a casa de Laffitte, matou-o e pegou uma grande soma de dinheiro dele.

E então o espectador vê Keller chegar aos aposentos dos empregados, onde vive com Alma. Keller conta tudo para a mulher; Alma fica apavorada, diz: “Mas o padre Logan vai contar para a polícia”. E Keller responde: “Ele não pode contar para ninguém. É segredo de confissão”.

Um padre não pode jamais revelar o que ouviu numa confissão.

O espectador é obrigado a compartilhar da dor, do terror do padre Logan

É o jeito Hitchcock de contar história, de fazer suspense. Não é deixando o espectador em dúvida sobre quem matou. Isso ele conta de cara. É deixando o espectador em suspense, sabendo que o personagem central da história não pode revelar o que ouviu no confessionário. O espectador passa o filme inteiro sofrendo juntamente com o protoganista, dividindo com ele a sua tragédia.

Ao longo da imensa maior parte dos 95 curtíssimos minutos de A Tortura do Silêncio, o espectador compartilha da dor do padre Logan. O espectador sabe que o padre é inocente – mas como vai escapar, se tudo aponta contra ele?

A Tortura do Silêncio é, também, mais um filme em que Hitchcock vai fundo em uma de suas obsessões: a polícia muitas vezes pega o homem errado. Em 1957, entre a segunda versão de O Homem que Sabia Demais e Um Corpo que Cai/Vertigo, Hitch filmaria O Homem Errado, em que um erro da polícia destrói a vida de um homem de bem, interpretado, magnificamente, por Henry Fonda.

O diretor de fotografia cria belíssimas tomadas em preto-e-branco, num visual noir   

A ação de A Tortura do Silêncio se passa em Québec, a mais francesa das cidades canadenses. Faz todo sentido ser uma cidade de cultura basicamente latina, e portanto de maioria católica. O fato de ser Québec, uma cidade com muitas construções antigas, de grandes muralhas de pedras, muitas igrejas católicas, pequenos becos, ruas escuras de calçamento de paralepípedos, debruçada sobre o gigantesco Rio São Lourenço, ajuda o fotógrafo Robert Burks, que trabalhou com Hitchcock em diversos de seus filmes dessa época, a obter belíssimas tomadas em preto-e-branco.

A Tortura do Silêncio tem um visual esplêndido, magnífico. É um dos filmes de visual mais sombrio, noir, feitos pelo mestre, segundo lembra o crítico e historiador Richard Schikel.

E, sob as ordens de Burks e Hitchcock, a câmara faz belíssimos movimentos. Há uma seqüência, bem no início do filme, de deixar os cinéfilos babando. É de manhã, a manhã seguinte ao assassinato de Laffitte. O padre Logan senta-se à mesa para o café da manhã com os seus dois colegas, os padres Millais (Charles Andre), mais velho, severo, um tanto dominador, e Benoit (Gilles Pelletier), mais jovem, um tanto desajeitado, que está sempre deixando sua bicicleta cair no chão com grande barulho. Alma, a serviçal, a mulher do assassino, que sabe que o padre Logan sabe do crime, e morre de medo de uma denúncia à polícia, serve o café. O padre Logan está, é claro, atordoado com a confissão que ouviu na noite anterior. Sabe que está sendo servido pela mulher do assassino.

E então a câmara, como se fossem os olhos apavorados de Alma, passa por trás do padre Logan-Montgomery Clift, de um lado para o outro, lentamente.

O padre Logan, então, para surpresa de seus colegas e de Alma, levanta-se da mesa, o café não tomado, e sai para a rua.

É uma beleza de seqüência, um pequeno show de cinema.

A mulher do assassino tem um nome simbólico, revelador: Alma. Como a mulher de Hitch

Especialistas em Hitchcock ouvidos para um especial que está no DVD de A Tortura do Silêncio dizem que é um de seus filmes mais pessoais; lembram que o realizador foi criado sob rígida educação católica, numa escola de jesuítas. Lembram também que ele viu a peça Nos Deux Consciences, de Paul Anthelme, ainda nos anos 30, em Londres, décadas antes de levá-la ao cinema.

E apontam ainda um detalhe pequeno, mas revelador: o nome da mulher do assassino – interpretada por Dolly Haas, atriz que havia tido uma carreira importante no cinema alemão, mas fez poucos filmes após se radicar nos Estados Unidos – é Alma. Um nome simbólico – não só pelo sentido da palavra, como pelo fato de ser o nome da mulher e eterna colaborada do realizador, Alma Reville.

É um caso raro de um filme de Hitchcock que teve boa parte filmada em locações reais – em Québec, de fato, e não em um estúdio, onde ele sempre preferia trabalhar. Ainda bem que ele topou sair de dentro do estúdio: as tomadas externas de Québec são de fato maravilhosas.

Os críticos implicaram com Monty Clift, com a escolha de Anne Baxter, com tudo

Não foi das melhores a recepção da crítica ao filme, na época. Implicaram com a interpretação de Monty Clift, por exemplo, como se verá logo abaixo. Talvez o tipo de atuação, mais contida – que Monty aprendeu com o Método de Stanislavsky, ensinado por Lee Strasberg no Actors Studio –, fosse ainda muito novo na época; pouco depois dele, outros atores formados no Actors Studio (Marlon Brando, James Dean) seriam unanimemente aclamados pelos mesmos críticos.

Na minha opinião, a atuação de Montgomery Clift é ótima, irrepreensível. Seu estilo contido, de gestos bem pequenos, a voz sempre baixa, se adequa perfeitamente ao personagem, um padre sério, devotado, que de repente é pego num contrapé do destino, suspeito de um crime que ele não cometeu, mas incapaz de acusar o verdadeiro criminoso por uma questão de voto, de fé. O olhar de Monty Clift é o mais expressivo que pode haver: através de seus olhos se percebe o turbilhão que se passa em sua mente.

Não é que pensa Pauline Kael, a grande dama da crítica americana. Ela escreveu: “Um padre com um segredo no passado (Montgomery Clift) colhido numa armadilha: ou trai o segredo da confissão de um assassino ou será ele próprio condenado pelo assassinato. A premissa desse thriller de Hitchcock é promissora, mas o filme, passado no Québec e em parte filmado lá, é tão reticente que se torna sobretudo chato. Clift parece decidido a não mover nada além dos mais miúdos músculos faciais. Com uma Anne Baxter mal escolhida para o papel, e Brian Ahere, O. E. Hasse, Karl Malden e Dolly Haas.”

Gosto é gosto, opinião é opinião, e não se discute. Mas de fato não  consigo entender por que Dame Kael achou Anne Baxter mal escolhida para o papel de Ruth Grandfort. Ela tem a beleza, o porte, a elegância e a sensualidade para interpretar a mulher hoje casada com um político, rica, mas ainda atada ao passado.

Leonard Maltin deu 2.5 estrelas em 4: “Um padre (Clift) ouve a confissão de um assassino e é acusado ele próprio pelo crime. Um Hitchcock menor, feito em locação em Québec, é no entanto intrigante pela sua fotografia severa e simbolismo.”

Um Hitchcock menor. É o que normalmente se diz. Não é, na minha opinião, um filme menor – é apenas menos conhecido do que deveria.

Os jovens críticos franceses de meados dos anos 50 – muitos dos quais se tornariam cineastas com a nouvelle vague, a partir do final da década – adoraram o filme, segundo lembra, nos especiais do DVD, o diretor e estudioso Peter Bogdanovich.

Nas entrevistas dadas a Truffaut, Hitch tenta mudar de assunto; Truffaut insiste em falar mais do filme

François Truffaut, um daqueles jovens críticos, gostou muito mais de A Tortura do Silêncio – que na França se chamou La Loi du Silence – do que o próprio realizador. Isso fica muito claro no maravilhoso livro HitchcockTruffaut, que reproduz a série de entrevistas que o genial cineasta francês fez com o genial cineasta inglês nos anos 60. Na verdade, mais que propriamente entrevistas, o que houve entre os dois foi um uma série de diálogos.

No capítulo em que se aborda A Tortura do Silêncio, Truffaut fala tanto quanto Hitch. Faz elogios a diversos pontos do filme – como a interpretação de Monty Clift e o uso da câmara na sequência do café da manhã, que citei lá acima na minha anotação (antes, devo dizer, de ir ao livro HitchockTruffaut). Enquanto Truffaut faz os elogios, Hitch por vezes tenta se desviar de I Confess. Tenta mudar de assunto. É preciso que, lá pelas tantas, Truffaut diga: “Não gostaria que abandonássemos A Tortura do Silêncio tão depressa assim” – e faz nova pergunta sobre o filme.

Seleciono alguns trechos:

Truffaut: – “Acho que você não ficou muito satisfeito com A Tortura do Silêncio, cujo roteiro é primo do de Pacto Sinistro. Quase todos os seus filmes contam a história de uma troca de assassinatos. Em geral, vemos na tela quem cometeu o crime e quem poderia tê-lo cometido. Sei que você ficou muito espantado quando os jornalistas franceses o fizeram descobrir isso em 1955 e creio que o seu espanto era sincero, mas é indiscutível que quase todos os seus filmes contam a mesma história. É perturbador que esse mesmo tema seja ilustrado em A Tortura do Silêncio graças à adaptação de uma peça francesa ruim, de 1902.”

(…)

Truffaut: – “Com certeza você enfrentou dificuldades com o roteiro de A Tortura do Silêncio por causa da mescla de elementos escabrosos com elementos religiosos.”

Hitchcock: – “Muitas dificuldades, e creio que o resultado ficou pesado. Faltaram humor e finura ao tratamento dado ao tema. Não quero dizer que fosse necessário pôr mais humor no filme, mas pessoalmente deveria ter posto mais humor na minha atitude, como em Psicose: uma história séria contada com ironia. (…) Nos filmes de mistério e suspense não se pode dispensar o humor, e acho que A Tortura do Silêncio e O Homem Errado sofrem de falta de humor. (…) Creio que alguns de meus filmes ingleses foram demasiado leves e alguns de meus filmes americanos, pesados demais, mas essa dosagem é o mais difícil de controlar. Em geral, só percebemos isso depois. Você acha que o peso de A Tortura do Silêncio está ligado à minha educação com os jesuítas?

Truffaut: – “Não creio. Eu o atribuiria mais ao ambiente do Canadá, ao que se soma a influência alemã trazida pelo casal de refugiados, Otto Keller e sua mulher…”

Hitchcock: – “De fato, há aí um certo embaraço, que sempre aparece quando uma história nos leva a uma comunidade mista: ingleses e americanos, ou americanos e canadenses franceses. Assim como nos filmes rodados em país estrangeiro com todos os personagens falando inglês; nunca me habituei com isso.”

Hitch diz com todas as letras: não queria Anne Baxter

Hitchcock (em seguida, logo após o parágrafo acima: ) – “Por outro lado, não queria Anne Baxter para o papel feminino, queria Anita Björk, que havia trabalhado em Senhorita Júlia. Ela tinha chegado aos Estados Unidos com seu amante e um bebê ilegítimo dentro de um cesto, e os dirigentes da Warner Bros ficaram com medo, mais ainda porque outra sueca acabava de provocar uma tempestade em Washington: Ingrid Bergman e sua história com Rossellini. Então a Warner Bros despachou Anita Björk para os fiordes e fui informado por telefone que tinham escolhido Anne Baxter, a qual encontrei em seguida, pela primeira vez, no restaurante do hotel Château-de-Frontenac, no Québec. Agora, faça a comparação entre Anita Björk e Anne Baxter, e me diga se não era realmente uma substituição imprevisível.”

Truffaut: – “Com certeza, mas em compensação Montgomery Clift está notável. Realmente, tem uma única atitude, e inclusive um só olhar do início ao fim do filme: uma dignidade absoluta com um levíssimo toque de espanto. O tema do filme é, mais uma vez, o da transferência de culpa, mas aqui renovada pela religião e por uma idéia intransigente da confissão. A partir do momento em que Montgomery Clift recebe no confessionário a revelação do crime cometido por Otto Hasse, é ele que de fato se torna o culpado, e é exatamente assim que pensa o assassino.”

(…)

Hitchcock: “Em A Tortura do Silêncio nós, católicos, sabemos que um padre não pode revelar um segredo da confissão, mas os protestantes, os ateus, os agnósticos pensam: ‘É ridículo se calar; nenhum homem sacrificaria sua vida por uma coisas dessas’.”

Truffaut: – “Portanto é um erro de concepção do filme?”

Hitchcock: – “De fato, esse filme não deveria ter sido feito.”

Truffaut: – “Mesmo assim há coisas lindas em A Tortura do Silêncio.”

Vixe. A frase de Hitch é definitiva: “Esse filme não deveria ter sido feito”.

Prefiro a de Truffaut: há coisas lindas em A Tortura do Silêncio.

Não tem jeito. O cara é bom demais. Até mesmo no filme que ele, numa boutade, numa frase de efeito, de marqueteiro de si mesmo, diz que jamais deveria ter sido feito.

Anotação em junho de 2012    

A Tortura do Silêncio/I Confess

De Alfred Hitchcock, EUA, 1953

Com Montgomery Clift (Padre Michael William Logan), Anne Baxter (Ruth Grandfort), Karl Malden (inspetor Larrue), Brian Aherne (Willy Robertson, o promotor), O.E. Hasse (Otto Keller), Dolly Haas (Alma Keller), Roger Dann (Pierre Grandfort), Charles Andre (Padre Millais), Ovila Legare (Vilette, o advogado), Gilles Pelletier (Padre Benoit)

Fotografia Robert Burks

Musica Dimitri Tiomkin

Roteiro George Tabori e William Archibald

Basedo na peça Nos Deux Consciences, de Paul Anthelme

Produção Warner Bros. DVD Warner.

P&B, 95 min

R, ***

Título na França: La Loi du Silence. Em Portugal: Confesso! 

Um Comentário

  1. Anderson Plácido
    Postado em 14 julho 2014 às 2:07 am | Permalink

    Linda crítica!!!

4 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » A Garota / The Girl em 8 fevereiro 2013 às 3:38 pm

    […] Alfred Hitchcock não é apenas um realizador genial: é também um extraordinário marqueteiro de si mesmo, muito provavelmente o maior de todos da história do cinema. Nem Fellini nem Tarantino, outros grandes marqueteiros, são tão competentes quando o velhinho inglês louco. […]

  2. Por 50 Anos de Filmes » Hitchcock e Psicose / Psycho em 30 setembro 2013 às 5:33 pm

    […] agora, 2013, 53 anos depois do original de Alfred Hitchcock, vem a série Bates Motel, mostrando a adolescência de Norman Bates, com a ótima Vera Farmiga […]

  3. […] A foto no alto do post é de Viridiana, de Buñuel. A foto logo acima é de I Confess, de Hitchcock, no Brasil A Tortura do Silêncio. […]

  4. […] A Tortura do Silêncio […]

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