1.500 posts!

Mas p q p, este site já tem 1.500 posts!

Mil e quinhentos posts. Uma bobagem, comparado aos 18 mil filmes do Cinéguide francês, ou dos mais de 17 mil filmes do Movie Guide de Leonard Maltin.

Pior: tem mais furos que queijo suíço, que discurso de improviso do agora felizmente quase ex-presidente do Brasil. Não tem Amarcord, Acossado, O Sétimo Selo, Blade Runner, A Doce Vida, All That Jazz, Titanic, Rastros de Ódio, e por aí vai.

Não tem sequer Jules et Jim, que ilustra a página.

De que serve um site sobre filmes com tantos furos?

Bom, há pessoas que gostam de coisas que encontram aqui. Alguns viraram leitores reincidentes, acabamos trocando mensagens, ficando amigos de infância, como Jussara Ormond, de Cuiabá – o que é uma absoluta maravilha. Há quem me honre transcrevendo um ou outro texto em seus próprios sites ou blogs – Maria Helena R. R. de Sousa, do Rio, Tuka Scaletti, de Curitiba. Um amigo de muitas décadas, Elói Gertel, brinca que ando fazendo com que ele gaste dinheiro comprando DVDs de filmes que elogio, e uma amiga nova, Luciana, que nunca vi pessoalmente, reclama da falta de tempo para rever filmes adorados por ela sobre os quais falo aqui.

Claro, recebo mensagens indignadas de pessoas que discordam totalmente do que escrevo, me chamam de imbecil e dizem que eu não entendo coisa nenhuma de nada.

Mas a relação custo-benefício entre os que parecem gostar e os que detestam é muito positiva. Não tenho do que me queixar.

E o site serve para eu me divertir. Tem me dado muita alegria, desde que o botei no ar, dois anos e meio atrás, em julho de 2008.

Sempre escrevi sobre os filmes que vejo, desde muito cedo. Gosto de ver filmes, e gosto de escrever; escrevi algumas poucas vezes a trabalho – a imensa maioria das vezes foi por puro gosto. Melhor assim. Quando o prazer vira obrigação, deixa de ser prazer, é claro.

Agora, com o site, escrevo mezzo por puro gosto, mezzo por uma obrigação auto-imposta de renovar sempre o alto da primeira página, no mínimo dia sim, dia não.

Mas a parte puro gosto, na verdade, é a preponderante. E ando escrevendo cada vez mais. Acho que é vingança depois dos 37 anos de jornalismo em que escrevi pouco, tendo que mexer no texto dos outros, em vez de fazer os meus.

Nem precisava, mas ainda por cima tem o Google Analytics, com a número de visitas crescendo, a média de visitas aumentando sem parar, 360 mil acessos registrados, vindos de mais de 3.600 cidades de 144 países.

Ainda bem que já estou velho demais para ficar com peito ou ego estufados.

14 de dezembro de 2010

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