Stardust – O Mistério da Estrela / Stardust


Nota: ★★½☆

Anotação em 2008: Uma fantasia moderninha, com produção caprichadíssima e doses de romance, aventura e comédia. Só não é muito recomendável para crianças – ou, pelo menos, não seria para as crianças como elas eram entendidas até umas décadas atrás, por causa da quantidade de sangue, mortes violentas, machados na cabeça, e quetais.

É uma história de fadas criada com a imaginação de quem tomou muito ácido, valorizada pelo bom humor e pelo ótimo elenco, principalmente os dois pesos-pesados que fazem participações especiais: a esplendorosa Michelle Pfeiffer como a bruxa velhíssima em busca da beleza da juventude perdida, e o cara-de-mau Robert De Niro como o pirata caçador de raios que na intimidade é um doce de pessoa e uma tremenda bicha-louca.

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O autor da história é Neil Gaiman; eu jamais tinha ouvido falar dele, porque sou um tremendo ignorante. Ou talvez seja porque existem coisas demais para conhecermos e não dá para conhecer nem 10% do que nos passa à frente? Quem sabe? É uma forma mais benigna de encarar nossa própria ignorância.

Neil Gaiman é um escritor e quadrinista inglês famoso e muito respeitado, criador do famosíssimo personagem Sandman. Sandman, muito prazer, eu sou Sérgio Vaz.

Tomo a liberdade de me apropriar da bem feita sinopse de Érico Borgo, que encontro no site omelete.com.br:

“A trama conta a história de Tristan Thorn (Charlie Cox), um garoto comum da pequena cidade de Muralha, que se apaixona pela menina mais bonita das redondezas (Sienna Miller). Para provar seu amor, o jovem promete buscar uma estrela cadente que ambos viram cair. Entretanto, o corpo celeste não caiu no mundo em que vivem, e sim, nas terras além-muro – no mundo das fadas. Assim, cabe a Tristan juntar coragem para iniciar sua jornada e adentrar o reino mágico, se quiser conquistar sua amada. Acontece que há outras forças em jogo, como a bruxa Lamia (Michelle Pfeiffer) e os príncipes de Stormhold, todas igualmente interessadas na estrela…”

Érico Borgo parece conhecer bem esse universo de ficção/fantasia, que não é exatamente a minha praia. Ele argumenta que “O Senhor dos Anéis e Harry Potter prestaram um certo desserviço ao gênero fantasia, ‘porque, depois deles, toda a Hollywood saiu buscando alucinadamente a “próxima grande franquia fantástica’. E tome novas séries medíocres, feito Eragon, criadas com o intuito descarado de ter continuações e infames trilogias.”

Este filme Stardust, segundo ele, vai na contramão dessa tendência: “É um resgate da fantasia oitentista, quando filmes contavam histórias originais com começo, meio e fim. A Lenda, O Feitiço de Áquila, Willow, Labirinto, A História Sem Fim são exemplos dessa excelente década para o gênero.”

Chiquérrima, a coisa do oitentista.

Taí, então. Obrigado, colega Érico.

Stardust – O Mistério da Estrela/Stardust

De Matthew Vaughn, EUA-Inglaterra, 2007

Com Charlie Cox, Claire Danes, Michelle Pfeiffer, Robert De Niro, Sienna Miller, Ruppert Everett

Roteiro Matthew Vaughan e Jane Goldman

Baseado em história de Neil Gaiman

Produção Paramount. Estreou em São Paulo 12/10/2007.

Cor, 122 min.

**1/2

Um Comentário

  1. Mary Zaidan
    Postado em 16 dezembro 2008 às 10:57 pm | Permalink

    Os tais dos oitentistas são o máximo: acho que realmente eles têm uma visão da fantasia mais LSD do que os mundos não tão ficção da Nova Zelândia. Em Stardust, mundo real é real, mundo da fantasia é da fantasia, onde em cenas aburdas(que beiram o terror Z), e muitíssimo divertidas, uma família de príncipes se digladia para ocupar o lugar do Monarca pai. Concordo em gênero, número e degrau com Borgo: a fantasia oitentista é oitocentas vezes mais divertida.

Um Trackback

  1. […] (1997), As Horas (2002), A Bela do Palco (2004), Garota da Vitrine (2005), Ao Entardecer ( 2007), Stardust: O Mistério de uma Estrela (2007), Temple Grandin […]

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