As Duas Vidas de Audrey Rose / Audrey Rose


Nota: ★★½☆

Anotação em 2008: Este filme dirigido pelo veterano Robert Wise  defende, com toda a seriedade, a tese da reencarnação. Achei isso corajoso, interessante.

Anthony Hopkins faz um sujeito rico e estudado que tenta convencer um casal (Marsha Mason e John Beck), em plena Nova York, capital do mundo, de que a filha deles é a reencarnação da sua própria filha, Audrey Rose, que morreu queimada em um acidente de carro.

Aparentemente, pouca gente levou o filme a sério, apesar do peso do nome de Wise, vencedor de quatro Oscars, diretor de A Noviça Rebelde/The Sound of Music, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos, e do extraordinário Amor, Sublime Amor/West Side Story, para citar apenas duas obras de sua vasta filmografia – que inclui o trabalho de montagem de Cidadão Kane/Citizen Kane.

O livro The United Artists Story diz que o filme é “uma história improvável de reencarnação”, e que ele próprio é uma reencarnação de O Exorcista/The Exorcist. Leonard Maltin o define como “um thriller de reencarnação longo demais e com atuações ruins”.

Já o AllMovie, numa crítica assinada por Craig Butler, dá importância ao filme. “Audrey Rose, parte do ciclo de filmes de terror dos anos 1970 causado pelo enorme sucesso de O Exorcista, é um exemplo mais inteligente, cheio de nuances, do gênero – o que é ao mesmo tempo sua bênção e sua maldição. Robert Wise o dirigiu numa maneira relativamente suavizada, mas ainda assim tem diversos momentos apavorantes. Trabalhando sobre um roteiro muito palavroso – e que tenta discutir racionalmente o conceito de reencarnação ao mesmo tempo em que mantém uma atmosfera de horror -, Wise inteligentemente faz das palavras uma vantagem. Mantém o foco no diálogo – ou, muitas vezes, monólogo -, enquanto sutilmente dá grande ênfase aos movimentos para criar tensão ou suspense. Wise também dá ao filme um estilo visual, e a cena do homem de neve na escola é particularmente bem feita. Ele é ajudado pela atuação intensa, cheia de dor, de Anthony Hopkins, e pela mudança impressionante por que passa Susan Swift no papel título. Ao fim e ao cabo, as pretensões do roteiro impedem que ele seja um thriller de primeira linha, mas ainda assim é uma alternativa decente a outros thrillers mais conhecidos.”

Outros filmes de Robert Wise no site:

O Enigma de Andrômeda/The Andromeda Strain;

Quero Viver!/I Want to Live!;

Cidade Cativa/Captive City;

Homens em Fúria/Odds Against Tomorrow.

 As Duas Vidas de Audrey Rose/Audrey Rose

De Robert Wise, EUA, 1977.

Com Anthony Hopkins, Marsha Mason, John Beck, Susan Swift

Roteiro Frank de Felitta, baseado em sua novela

Produção United Artists

Cor, 113 min

**1/2

5 Comentários

  1. Jussara
    Postado em 7 janeiro 2010 às 12:57 am | Permalink

    Bom filme, gostei. Tem algumas coisas com as quais não concordo, mas no geral foi bem. Pena que perdeu a mão no final. Não o considero filme de terror, não fiquei com medo em nenhum momento e nem acho que ele é assustador.
    As atuações são mesmo fracas. Os mais corretos, digamos assim, são o Anthony Hopkins e a menina Susan Swift, que alternou cenas boas com outras nem tanto. Do meio pro final ela melhorou bastante e até me fez ficar com um certo receio da carinha de “louca” que ela fazia, rs.

    Não acho que a cena do boneco de neve tenha sido bem feita, não; pela simples lei de ação e reação, ela teria fugido da fogueira, e talvez até entrasse em pânico. O roteiro tem uns furos assim…

    O diretor* foi mesmo corajoso em abordar o tema com tanta ênfase, ainda mais naquela época (mesmo que tenha travestido o filme como sendo de terror).

    Engraçado foi ver a edição e os cortes.

    *não liguei o nome à pessoa e não lembrava que ele foi o diretor de A Noviça Rebelde, único musical (pra mim, ele é hors concours) que consigo assistir.

  2. Jussara
    Postado em 7 janeiro 2010 às 9:22 pm | Permalink

    Eu quis dizer lei de atração e repulsão, e não lei de ação e reação. Preciso parar de comentar quando estiver com sono :D.

  3. Postado em 24 outubro 2011 às 8:47 pm | Permalink

    òtimo filme,bom tema e bons atores…quem não gostou,vai assistir estes filminhos ridículos que passam hoje em dia!O mercado cinematográfico caiu do ruim para o péssimo!Só efeitos(muito bons) e atuação zero!E pra piorar,refilmar bons filmes,o que mostra o total esgotamento de boas idéias!lamentável…

  4. Ivan
    Postado em 20 maio 2012 às 9:13 pm | Permalink

    Tento até hoje acreditar na vida após a morte, na reencarnçao, mas ainda não consegui. Os filmes que mostram o tema, alguns são fantasiosos demais. Este aqui até que foi mais fundo na questão e, me impressionou mais.
    Minha vida na outra vida tbm é muito bom.
    Mas, continuo no mesmo.

  5. Fernando
    Postado em 1 julho 2013 às 3:10 am | Permalink

    Quem falar mal desse filme, certamente tem gosto duvidoso para tal. Eu adorei e não sei aonde estão as más interpretações nesse filme. Quem quer que julgue, o que chama de boa interpretação? Bom, quem não gostou vai falar mal de tudo mesmo!! Uma pena!

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Quando nasceram as estrelas em 31 maio 2011 às 7:50 pm

    […] Hill (1951); A Estrela/Star! (1968); O Enigma de Andrômeda/The Andromeda Strain (1971); As Duas Vidas de Audrey Rose/Audrey Rose […]

  2. […] Crítica do filme no 50 anos de […]

Postar um Comentário

O seu email nunca é publicado ou compartilhado. Os campos obrigatórios estão marcados com um *

*
*