Tudo em Família / All Night Long


Nota: ★★½☆

Anotação em 2004: Eis aí um filme muito doido. É de 1981, começo da década do yuppismo e do fim da promiscuidade adoidada por causa do medo da aids, mas ele é ainda típico dos anos 70, e contesta a obrigatoriedade de se ter que trabalhar. Há vários casos de infidelidade, inclusive o de uma mulher madura (Barbra Streisand) com um garoto, primo distante dela (Dennis Quaid, bem garotinho). Depois de transar com o garoto, ela transa com o pai dele (Gene Hackman).

O personagem principal, Hackman, cai de posição na empresa (por ter jogado uma cadeira da sala do chefe na janela), e vira gerente noturno de um supermercado, e um gerente bem trapalhão, para depois mandar tudo para o espaço. Ou seja: é extremamente contestatório dos padrões; vinha logo após a revolução comportamental dos anos 60, mas é mais ardido do que outros transgressores que Hollywood produziu na época, tipo Bob and Carol and Ted and Alice. Vou ver os alfarrábios.

Os críticos americanos se dividiram. Leonard Maltin diz que é “uma comédia gentil, subestimada”, e dá 3 estrelas e meia (em quatro). Roger Ebert, que em geral gosta dos filmes e é mais condescendente com os que acha ruins, diz que é uma imensa besteira, uma coisa horrorosa, uma perda de tempo para os dois bons atores, Hackman e Barbra. Pauline Kael adorou, diz que o filme “tem uma sensibilidade cômica diferente; às vezes sugere Jacques Tati, às vezes W.C.Fields e depois, talvez, Lubitsch ou Max Ophüls.

E eu nunca tinha ouvido falar.

Tudo em Família/All Night Long

De Jean-Claude Tramont, EUA, 1981.

Com Gene Hackman, Barbra Streisand, Diane Ladd, Dennis Quaid

Roteiro W.D.Richter

Produção Universal.

Cor, 88 min

Um Comentário

  1. luan correia
    Postado em 8 outubro 2009 às 12:07 am | Permalink

    a pauline adorou. então tá né. vou respeita-la um pouquinho mais agora. porque só de ler a sinopse já fico na maior pra ver essa ‘bobageira’. auhuahauaha
    vai ser o proximo filme a ver se eu acha-lo. já vi tanta coisa…

Um Trackback

  1. […] Conversação gira em torno de Harry Caul (uma interpretação magnífica do grande Gene Hackman), um especialista em escuta e gravação clandestinas em fitas, o […]

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