Tiros na Escuridão / Do Not Disturb


Nota: ★★☆☆

Anotação em 2000: A trama até que é razoável, embora em nada original: calma família americana vai à Europa (no caso, Amsterdã, mostrada literalmente como a Sodoma e Gomorra do fim do século) e se mete numa complexa trama que inclui assassinatos.

Já vimos coisas assim faz tempo, desde O Homem que Sabia Demais (Amsterdã, embora na Europa, aqui parece tão estranha, incivilizada, quanto qualquer país da África), até Busca Frenética, de Polanski, e se eu parar para pensar um pouco outros dez serão lembrados. É um autêntico exemplar daquele subgênero que eu chamo de Sobre Americanos Sofrendo no Selvagem Universo que Existe Além das Fronteiras do Umbigo do Mundo.

Mas a trama vai funcionando, e prendendo a atenção do espectador, e o deixando angustiado com o destino da menina Melissa, de dez anos, muda, que se desencontra dos pais no lobby do hotel e presencia um crime – a atriz que faz a garota, Francesca Brown, rouba o filme.

Jennifer Tilly aparece aqui quase tão recatada quanto uma freira, diferente do normal dela, que são papéis de sensualidade muito explícita; William Hurt está bem e sóbrio como de costume.

Na meia hora final, o diretor Maas se perde ao fazer a overdose de violência, correria e outras bobagens que Hollywood acha que os filmes de ação têm que ser – e aí tudo vira uma piada indigesta.

Tiros na Escuridão/Do Not Disturb

De Dick Maas, EUA, 1999.

Com William Hurt, Jennifer Tilly, Denis Leary, Francesca Brown

Roteiro Dick Maas

Cor, 100 min.

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