Grandes Esperanças / Great Expectations


Nota: ★☆☆☆

Anotação em 1999: Acho que o Romeu + Julieta recente, com o Leonardo Di Caprio, deve ter sido a fonte de inspiração dessa nova versão do romance de Dickens. É uma modernização americana da história originalmente passada no campo inglês no século XIX profundo. Modernização americana, para agradar ao gosto médio americano deste final de século XX.

O filme é todo exagerado – os dois grandes monstros que têm participação especial, Robert De Niro e Anne Bancroft, são só um exemplo disso. E tudo é muito simples, sem nuance alguma – como é fácil para o pobretão da Flórida ir para Nova York e rapidamente fazer a exposição de arte em galeria lotada de ricos e finos. E tudo é muito glamour na capital do mundo – e é tudo muito chato, com a única exceção, realmente, da beleza estranha da menina Gwyneth Paltrow.

Dá uma saudade danada da adaptação respeitosa do romance de Dickens dirigida em 1946 por David Lean, com Alec Guinness no papel que agora foi de De Niro, John Mills no que agora foi de Ethan Hawke, e Jean Simmons no que agora foi de Gwyneth.

É bom lembrar que o mexicano Alfonso Cuarón fez o elogiado Y tu mamá también.

Grandes Esperanças/Great Expectations

De Alfonso Cuarón, EUA, 1998.

Com Gwyneth Paltrow, Ethan Hawke, Anne Bancroft, Robert De Niro, Chris Cooper

Roteiro Mitch Glazer

Baseado no romance de Charles Dickens

Cor, 111 min.

5 Comentários para “Grandes Esperanças / Great Expectations”

  1. Aqui na “real”, o garoto poderia mesmo ter sido o Ethan quando menino, tal a semelhança.
    Tinha tudo para ser um filme muito bom.
    Tem o Ethan, a Gwyneth, o De Niro e a Anne.
    Não precisava mais nada. Mas, é superficial demais. Como disseste, exagerado.
    Os personagens da Anne e do De Niro não convencem, são caricatos demais.O Finn é um ilustre joão ninguém e, da noite para o dia vira uma celebridade.
    O Finn era um homem bom, simples. A Estella era o oposto: mimada, arrogante,altiva e, sacana.Ela não merecia o amor que ele sentia.
    Pisou e escarrou no cara e, ele lá,”broxado” por ela. Há momentos em que é preciso amar à si mesmo, se respeitar.
    Quanto mais ela o esnobava, mais ele a amava.
    Será esse o tal amor “cego e incondicional”?
    Tenha dó !!
    Gostei da Trilha sonora e daquela cena no bebedouro quando eles eram crianças.
    Quero muito ver esse “Y tu mamá también” mas não encontro nas locadoras nem online.
    Um abraço, Sergio!!

  2. O que eu havia dito aqui quando houve aquele problema, é que vi na Internet que uma outra versão deste filme com Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Jeremy Irvine e H. Grainger, está para ser lançada em junho deste ano.
    Está disponível até mesmo online.
    Só não vi porque como já não havia gostado deste, não me aventurei.
    Um abraço Sergio !!

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