Eclipse de uma Paixão / Total Eclipse


Nota: ★★☆☆

Anotação em 1998: A trágica, cruel, insana, sadomasoquista história de amor entre os dois grandes poetas, Verlaine e Rimbaud, é contada pela polonesa de nascimento, cineasta do mundo Agnieszka Holland com visível encantamento pela arte de Rimbaud.

O problema principal é que, além de a história ser desagradável e desagradavelmente agressiva, os personagens (da peça e do roteiro de Christopher Hampton, também autor do roteiro de Carrington) são igualmente desagradáveis, em absolutamente nada sedutores ou interessantes. É uma história de loucura em que os personagens – embora todos saibamos que são bons poetas – são pessoas abjetas. Assim, o filme acaba sendo o tempo todo desagradável e abjeto.

O Cinemania diz, erradamente, que é uma co-produção França-EUA. Roger Ebert fez excelente resenha no Cinemania, o que torna desnecessário gastar mais um segundo com esta anotação.

Eclipse de uma Paixão/Total Eclipse

De Agnieszka Holland, França-Inglaterra-Bélgica, 1995

Com Leonardo DiCaprio (Arthur Rimbaud), David Thewlis (Paul Verlaine), Romane Bohringer   (Mathilde Verlaine), Dominique Blanc (Isabelle Rimbaud), Felicie Pasotti Cabarbaye (Isabelle criança), Nita Klein (a mãe de Rimbaud)

Roteiro Christopher Hampton

Produção Jean-Pierre Ramsay Levi

Cor, 111 min.

3 Comentários para “Eclipse de uma Paixão / Total Eclipse”

  1. Acabei de assistir.
    Gostei das atuações do DiCaprio e do Davis Thewlis mas do filme, não.
    É isso mesmo, uma verdadeira insanidade, uma loucura a relação dos dois.
    É como voce disse, são pessôas abjetas.
    Eu sempre disse e digo que não tenho nada contra a sexualidade de cada pessôa. Cada um é o que é mas, que seja de maneira saudável.
    E não vi isso na história,relação, seja lá o que for, deles.
    Muito estranho, muito esquisito mesmo.
    Não desceu.
    Um abraço !!

  2. Eu não sabia nada sôbre Rimbaud e Verlaine.
    Hoje li um pequeno artigo sôbre Rimbaud e fiquei sabendo com mais detalhes que ele escreveu tôdas suas obras primas entre os 15 e 18 anos.
    E com apenas 20 anos parou de escrever.
    Hemingway , Fitzgerald , Ezra Pound entre outros foram influenciados por ele.
    Morreu muito novo, com apenas 37 anos.
    Ele era um “cara” muito rebelde.
    Li que aquela bala do Verlaine atingiu o pulso e não a mão do Rimbaud.
    Aquela relação maluca , turbulenta dos dois acabou com aquele tiro e , interessante que nesse momento o Rimbaud odiou Verlaine mas, quando ele enfiou a faca na mão do Verlaine, achou tudo muito normal .
    Abjeto , é uma palavra que tem vários sinônimos e todos se encaixam na relação dos dois.
    ” O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos” .
    Sergio, esta frase é de Nelson Rodrigues.
    Foi pura brincadeira , sarcasmo , ironia ou “coisa” de escritor ?
    A mãe de meus filhos, é a minha mulher. Eu desejá-la é mais do que normal.
    O que há de abjeto nisto ?
    Como interpretar esta frase ?
    O autor de “toda unanimidade é burra” e “os idiotas da objetividade” entre outras , me deixou encucado.
    Desculpe – se for o caso – minha ignorância mas, tá martelando na minha cabeça.
    Um abraço !!

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