Anna dos 6 aos 18 / Anna: Ot shesti do vosemnadtsati


Nota: ★★★☆

Anotação em 1995: A idéia em si já é brilhante: Nikita Mikhalkov mostra a evolução de sua filha Anna dos 6 aos 18 anos – e, paralelamente, a história da União Soviética durante esse período. Foram 13 anos, portanto, para completar o filme. Uma vez por ano, ao longo de 12 anos, ele filma a filha e lhe pergunta o que ela mais ama, o que ela mais odeia, o que ela teme. Fez uma história dos últimos anos do império soviético até sua explosão.

Filho de dois escritores (o filme é dedicado a sua mãe), descendente de um pintor famoso, irmão do cineasta Andrei Konchalovsky, Mikhalkov filosofa, além de mostrar cenas de 13 anos de história. Diz que procura saber os paralelos e as diferenças entre uma criança personagem de um filme seu anterior, que viveu no velho império russo, e a sua filha Anna, vivendo no império soviético. E chega à conclusão de que o que separa seu personagem de sua filha é que esta vive num império onde se perdeu a noção de Deus.

 As cenas da grande arte socialista e dos grandes encontros dos dirigentes comunistas em cerimônias oficiais são de um ridículo atroz. Mikhalkov quer mostrar que os russos substituíram Deus pelos grandes líderes, Lênin, Stálin, Brejnev (ele pula Kruschev), Andropov, Chernenko. Gorbachev, Yeltsin. Mostra o ridículo de todos eles, com exceção de Gorba, o único que ele respeita.

Anna dos 6 aos 18/Anna: Ot shesti do vosemnadtsati

De Nikita Mikhalkov, Rússia, 1993.

Roteiro Nikita Mikhalkov e Sergei Miroshnichenko

Música Eduard Artemyev

Cor, 100 min.

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