3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 2000: Diferentemente de Entre a Mulher e o Diabo/Beauté du Diable, de René Clair, que vi no mesmo dia, e é mais fraquinho, este filme é uma beleza.
Tem uma trama extremamente interessante – a mão que vai sendo passada adiante, século após século; o encontro de todos os que ficaram com ela, para decidir o que fazer; o diabo que aparece na forma de um comerciante burguês. E um monte de efeitos visuais moderníssimos para a época, plena Segunda Guerra, a França ocupada pelos nazistas. Uma beleza.
Foi o antepenúltimo filme do diretor Maurice Tourner, nascido em 1876 e que morreria em 1961; ele só trabalhou até 1948, quando fez seu último filme, L’Impasse de Deux Anges. O Dicionário de Cinema – os Diretores, de Jean Tulard, diz que Tourner foi mais considerado nos Estados Unidos do que na França; seu primeiro filme é de 1913; no ano seguinte, radicou-se em Hollywood, de onde saiu em 1926 brigado com o todo-poderoso Irving Thalberg. Jean Tulard define este filme como “obra-prima”, “notável filme fantástico”.
A Mão do Diabo/La Main du Diable
De Maurice Tourner, França, 1942.
Com Pierre Frasnay, Palau, Noel Roquevert, Jean Coquelin
Roteiro Jean-Paul La Chanois
Baseado em novela de Gérard de Nerval
P&B, 77 min.