Para Roseanna / For Roseanna


Nota: ★☆☆☆

Anotação em 1997: O filme é ruim, mas é ruim demais. O personagem principal, Marcello, um italiano interpretado pelo francês Jean Reno falando em italiano, é absolutamente caricatural, grotesco. O pobre Reno, normalmente bom ator, está absolutamente perdido, fazendo gestos absurdos, sem sentido; mais caricato seria impossível.

O tema central da trama é risível, bobo, cretino, grotesco: o tal Marcello, casado com Roseanna, condenada à morte (o filme não diz que doença ela tem, e a personagem, na verdade, é bem serelepe, anda pra cima e pra baixo numa boa), vive a tentar impedir que alguém morra, na sua cidadezinha, porque só sobram três vagas no cemitério e o grande desejo de Roseanna é ser enterrada em sua terra.

A partir desse tema central cria-se uma trama em que entram um ex-seqüestrador que sai da prisão, mortes, ocultação de cadáveres, o escambau, para agradar platéia americana que não consegue ver filme em que não haja trama policial e cadáver.

Até que dei risadas de piadas imbecis. Mas, por várias vezes, eu, assim como a Mary, tive vontade de desligar o vídeo, com aquela sensação horrorosa de estar perdendo tempo com bobagem.

É tudo ruim, é tudo ruim demais. A começar do grotesco de se verem atores interpretando italianos e falando em inglês tentando dar um sotaque italiano! O filme parte de uma coisa asquerosa, nojenta, que é o estereótipo. Parte-se do estereótipo de que os italianos são falastrões, passionais, gesticuladores, românticos, apegados a tradições.

Segundo a Vejinha, esse diretor Paul Weiland é responsável pelos esquetes humorísticos do Mr. Bean na TV inglesa. Explica-se. Aparentemente, esse Mr. Bean é todo baseado em estereótipos – e é uma bobagem danada. Humor inglês da pior espécie, babaca, raso, burro, explorando estereótipos nacionais. Argh.

Para Roseanna/For Roseanna, ou Roseanna’s Grave

De Paul Weiland, EUA-Itália, 1997.

Com Jean Reno, Mercedes Ruehl, Polly Walker

Argumento e roteiro Saul Turteltaub

Música Trevor Jones

Cor, 98 min

8 Comentários para “Para Roseanna / For Roseanna”

  1. Filme maravilhoso para pessoas sensiveis. Trilha sonora fabulosa de Trevor Jones. Traz grandes momentos e surpresa, onde viver é a melhor coisa de nossas vidas. Infelizmente não disponivel em DVD no mercado brasileiro. Visto apenas na TV Bandeirantes.

  2. O filme Roseanna é ótimo…sensível , alegre… e muito divertido e Jean Reno é um charme e excelente como sempre… Quem diz que é ruim… é porque naõ entende nada de cinema… e apenas vê as coisas e o cinema com uma visão terrena e consumista da possessão da loucura de agir… O filme faz jus a sua natureza comédia romantica.. cheia de situações que envolvem e ainda com um intrigante e suspense de mistério no final… Cala a boca maldita quem tiver essa horrorosa atitude tão critico destrutivo assim.

  3. Pô, o nome do blog prometia na busca do Google, mas só de ler essa resenha que não agrega valor a nada já perdi o interesse. FUI!!!

  4. Ruim eh essa merda d crítica q termina com “Argh”. Q porra eh essa meu amigo? Vai assistir mais filmes, dps vem enche o saco. O filme eh feito para quem sabe interpretá-lo, pois á ironia, sarcasmo, crítica. Tontão!

  5. A pobreza de argumentação dos comentários 2 e 3 e mais a falta da mínima
    polidez e o absurdo analfabetismo do comentário 4 indicam, na minha opinião,
    que este filme e seus admiradores se merecem.
    Sérgio Vaz

  6. realmente não entende nada de cinema mesmo!!!!!! o filme é muito bom, não há necessidade de muita argumentação quando vc gosta realmente de alguma coisa!!!!!

  7. Argh! Você só pode estar de brincadeira ou ser xarope para bater de modo tão, usando um adjetivo teu, grotesco, um filme com esta sensibilidade! Acho que você deve curtir mesmo é Rambo e outras porcarias e marmeladas que infestam as salas de cinema e torturam quem curte produções que fogem de clichês! O pior problema dos críticos é querer parecer inteligentes demais ao ponto de serem insensíveis…

  8. Considero um dos filmes mais lindos que já vi! Cheio de caricaturas, comédia romântica bobinha, história absurda, mas feliz! Que trata o amor e as relações com a delicadeza que falta no mundo real. Despretencioso, só quer nos tirar do chão algum tempo e assim o faz. E com uma trilha sonora doce para a sobremesa. Uma pena vc não ter curtido. Abraços, Silmara

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