
[Rating:3]
Resenha na coluna O Melhor do DVD, no site estadao.com.br, em2000: Amores e Bossa Nova. Eis aí dois bons filmes que vale a pena ver e/ou rever. Têm um monte de traços em comum – e, claro, outro monte de dessemelhanças, de especificidades, gostosas de se comparar. São, antes de mais nada, dois filmes cariocas, feitos por diretores cariocas, os dois com um jeito leve, gostoso, carioca de ver a vida, o amor, o encontro e o desencontro. Continue lendo “Amores e Bossa Nova”
Crime Verdadeiro / True Crime

3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Não é o melhor Clint Eastwood dos anos 1990, depois que ele se estabeleceu definitivamente como um dos melhores diretores do mundo com o glorioso Os Imperdoáveis. Na verdade, entre os filmes de Clint pós Os Imperdoáveis, é um dos menores. Mas um filme menor de Clint ainda assim é um grande filme. Continue lendo “Crime Verdadeiro / True Crime”
Cidade dos Anjos / City of Angels

3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999, com acréscimo em 2008: Todo mundo comparou com o original, Asas do Desejo, e meteu o pau, chamou de meloso, xarope, etc. Bobagem. Um filme bonito, terno. Ele até consegue fazer Los Angeles parecer bonita. Wim Wenders não deve ter desaprovado. Continue lendo “Cidade dos Anjos / City of Angels”
Anjos do Arrabalde

2.5 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Tem qualidades. Há tomadas muito bonitas, é corajoso na coisa de mostrar a vida dura na periferia de São Paulo. O Carlão tem talento, sim, além de muita paixão pelo cinema. Continue lendo “Anjos do Arrabalde”
Kundun

4.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1999: Um deslumbre. Um dos filmes visualmente mais bonitos da história. Para rever muitas vezes. Continue lendo “Kundun”
Ela Vai Ter um Bebê / She’s Having a Baby

[Rating:3]
Anotação em 1999: Uma surpresa. Um filme ferinamente anti american way of life, uma espécie de Little Boxes, a canção símbolo da Malvina Reynolds, dos anos 50 e muitos ou 60 e pouquíssimos. Continue lendo “Ela Vai Ter um Bebê / She’s Having a Baby”
Uma Chance para Ser Feliz / No Looking Back

[Rating:2.5]
Anotação em 1999: O terceiro filme dirigido por Edward Burns – depois de Os Irmãos McMullen, de 1995, e Nosso Tipo de Mulher/She’s the One, de 1996 – é o mais fraco deles. Não que seja ruim; não é, não; é muito bem feito, trata de relações afetivas, os personagens são pessoas comuns, normais, de uma cidadezinha do litoral (é Costa Leste, mas não se define exatamente o local; deve ser Nova Jersey, até pelo fato de tocar três Bruce Springsteen), o ritmo é suave e lento como a vida. Continue lendo “Uma Chance para Ser Feliz / No Looking Back”
Central do Brasil

Anotação em 1998: Emocionante, comovente. Um filme sério, maduro, denso, que alia total domínio da técnica (como diversos outros filmes do renascimento do cinema brasileiro pós-Collor) a conteúdo admirável. Chorei de emoção no final – como quase todo o mundo – e fiquei absolutamente emocionado ao ver a fila gigantesca para a sessão seguinte. Continue lendo “Central do Brasil”
Viva Maria

3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1998, com complemento em 2008: O pessoal papo-cabeça que não perde um filme iraniano na Mostra de Cinema de São Paulo não gosta muito desse tipo de coisa, mas a verdade é que uma das muitas artes do cinema é divertir. Continue lendo “Viva Maria”
Matador em Conflito / Grosse Pointe Blank

[rating:2,5]
Anotação em 1998, com complemento em 2008: Um filme estranho. Me deixou um tanto perplexo. É bem feito, inteligente. Tem boas piadas. É um humor negro absolutamente corrosivo. Tem um lado de fortíssimo, violentíssimo anti-establishment – mas que eu suspeito só passe para os espectadores mais informados. (Bem, mas é sempre assim, não é?) Continue lendo “Matador em Conflito / Grosse Pointe Blank”
Tieta do Agreste

3.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1997: Terminando de ver agorinha mesmo, é o seguinte: Quem não viu deve ver. Houve má vontade de boa parte da imprensa para com o filme – enquanto houve, ao contrário, apenas loas ou desculpas àquele besteirol ginasiano à la Casseta e Planeta que é Carlota Joaquina. Continue lendo “Tieta do Agreste”
Striptease

1.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1997: Comedinha que deve ter custado caro, típico produto de Hollywood nos anos 90, rasinha que nem um pires, que resulta em algumas risadas (há piadas boas, de texto); mistura drama familiar, um toque de trama de thriller (o cinemão padrão de Hollywood atual parece não conseguir fazer nada sem um toque de trama de thriller), imensas pitadas do exagero mais over e do over mais exagerado, e uma indisfarsável tendência para pornô leve mas safadinho. Continue lendo “Striptease”
O Povo Contra Larry Flynt / People vs. Larry Flynt

4.0 out of 5.0 stars
Anotação em 1997: O texto abaixo foi escrito quase um mês antes de eu ver o filme:
Milos Forman. Meu Deus, como eu admiro esse cara. Como ele é brilhante. Continue lendo “O Povo Contra Larry Flynt / People vs. Larry Flynt”
Mistério na Neve / Smilla’s Sense of Snow

2.5 out of 5.0 stars
Resenha para a Agência Estado, em 1997: Mistério na Neve tem dois pontos excelentes. O primeiro é a abertura do filme, a seqüência inicial. (Como diriam os jornalistas, o lead. O lead, o primeiro parágrafo de um texto, tem que ser atraente, fisgar o leitor, fazê-lo se interessar pelo assunto.) O lead do diretor Bille August é absolutamente brilhante. Continue lendo “Mistério na Neve / Smilla’s Sense of Snow”
Meus Queridos Presidentes / My Fellow Americans

{rating:2.5]
Anotação em 1997: Uma comedinha até melhor do que a encomenda. Não conhecia esse diretor Peter Segal, mas ele leva jeito. A comédia funciona, é engraçada, tem boas piadas, boas gags; James Garner está careteiro como sempre, e Jack Lemmon exagera nos seus cacoetes, mas eles são muito divertidos. Continue lendo “Meus Queridos Presidentes / My Fellow Americans”
