O Grande Pecado / Valborgsmässoafton

Nota: ★★★☆

O quinto dos 55 filmes de Ingrid Bergman, Valborgsmässoafton, de 1935, quatro anos antes de ela ser importada por Hollywood, é um drama que fala de amor, da chegada da primavera – a estação do ano e toda a simbologia que ela carrega –, da questão de ter filhos, de querer ou não querer ter filhos, e da importância disso tanto para cada pessoa, cada casal, quanto para a economia de um país. Fala também, e bastante, de aborto. Mas a questão “pecado” só existe na cabeça dos exibidores brasileiros. Continue lendo “O Grande Pecado / Valborgsmässoafton”

O Diabo Disse Não / Heaven Can Wait

Nota: ★★★½

Belzebu, segundo Ernst Lubitsch, o homem do toque de elegância e inteligência, não tem rabo ou chifre, não é feio feito a fome, não carrega uma lança. É um homem alto, belo porte, elegante. Sua sala de trabalho, na entrada de Hades, é imensa, gigantesca, pé direito altíssimo. Em O Diabo Disse Não/Heaven Can Wait, de 1943, Belzebu tem toda a aparência de um CEO de uma poderosa corporação. Continue lendo “O Diabo Disse Não / Heaven Can Wait”

A Última Vez que Vi Paris / The Last Time I Saw Paris

Nota: ★★★☆

Os irmãos Julius e Philip Epstein, autores do roteiro de Casablanca, entre muitos bons filmes, e o diretor Richard Brooks – três grandes roteiristas – foram os responsáveis por transformar um conto de apenas 25 páginas de F. Scott Fitzgerald, “Babylon Revisited”, neste filme de quase 2 horas de projeção. Continue lendo “A Última Vez que Vi Paris / The Last Time I Saw Paris”

O Caminho da Tentação / Pitfall

Nota: ★★★½

John Forbes, o protagonista de O Caminho da Tentação/Pitfall, que André de Toth lançou em 1948, tem tudo que uma pessoa pode querer na vida – e milhões e milhões e milhões de seres humanos não têm. Uma mulher muito bela, boa pessoa, que o ama, um filho aí de uns 8, 10 anos legal, inteligente, esperto, que o adora. Uma casa ampla, gostosa, confortável, num bom bairro de Los Angeles, um emprego sólido. Continue lendo “O Caminho da Tentação / Pitfall”

Interlúdio / Notorious

Nota: ★★★★

Notorious, no Brasil Interlúdio, de 1946, é o longa-metragem número 32 dos 53 que Alfred Hitchcock realizou. O décimo-primeiro depois que trocou a Inglaterra natal pelos Estados Unidos. O segundo dos três em que dirigiu Ingrid Bergman, o rosto mais belo que já passou diante de uma câmara de cinema. O segundo dos quatro com Cary Grant. Uma obra-prima, uma maravilha. Continue lendo “Interlúdio / Notorious”

Corações Desertos / Desert Hearts

Nota: ★★★☆

Corações Desertos/Desert Hearts, de 1985, é um daqueles filmes absolutamente independentes – feito com orçamento baixíssimo, longe, bem longe do cinemão de Hollywood – e absolutamente femininos. É dirigido por mulher, o roteiro é de uma mulher, o romance em que se baseia é de uma mulher, as personagens centrais são mulheres. Continue lendo “Corações Desertos / Desert Hearts”

Brumas / Moontide

Nota: ★☆☆☆

Como muito bem diz a sabedoria popular, nem tudo que reluz é ouro. Ou, como já escrevi ao menos uma vez aqui, nem tudo que tem grandes nomes e é da época de ouro de Hollywood presta. Este Moontide, no Brasil Brumas, de 1942, que tem duas figuras maravilhosas, fortes, icônicas – Jean Gabin e Ida Lupino – é uma perfeita prova disso. Continue lendo “Brumas / Moontide”

Adorável Pecadora / Let’s Make Love

Nota: ★★☆☆

Let’s Make Love, de 1960, que no Brasil ganhou o absurdo título de Adorável Pecadora, foi o penúltimo filme de Marilyn Monroe. Depois dele viria apenas Os Desajustados/The Misfits, de 1961. Quando morreu, em 5 de agosto de 1962, com apenas 36 anos, estava começando a filmar Something’s Gotta to Give, com George Cukor, o mesmo realizador deste Let’s Make Love. Continue lendo “Adorável Pecadora / Let’s Make Love”

Num Dia Claro de Verão / On a Clear Day You Can See Forever

Nota: ★★☆☆

Barbra Streisand aos 28 anos, em seu terceiro filme, depois dos sucessos Funny Girl (1968) e Alô, Dolly (1969). Yves Montand com seu absoluto charme chegando aos 50 anos. Na direção, Vincente Minnelli, o mestre do musical  e da comédia elegantes. Continue lendo “Num Dia Claro de Verão / On a Clear Day You Can See Forever”

Amarga Esperança / They Live By Night

Nota: ★★★☆

A abertura de They Live by Night, no Brasil Amarga Esperança, é sui generis, única, diferente de tudo o que já se viu. O filme começa como se fosse um trailer. Vemos um casal de jovens, em close-up, e, enquanto eles se olham, apaixonadamente, vão surgindo as seguintes palavras na tela: “Este rapaz… e esta moça…” Continue lendo “Amarga Esperança / They Live By Night”

O Caminho das Tormentas / Khozhdenie po mukam

Nota: ★★★☆

O Caminho das Tormentas, minissérie russa de 2017, é a terceira adaptação da trilogia escrita por Aleksei Nikolaievich Tolstói e publicada entre 1921 e 1940. Concentra-se no primeiro período retratado na trilogia – uma das épocas mais turbulentas da História da humanidade, entre 1916 e aí por volta de 1920, os anos da Revolução Russa que derrubou o czarismo e instaurou o regime comunista.  Continue lendo “O Caminho das Tormentas / Khozhdenie po mukam”

Quando Fala o Coração / Spellbound

O dr. Sigmund Freud, de Viena, o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, o londrino Alfred Hitchcock, a sueca Ingrid Bergman, o húngaro Miklós Rózsa, mais os americanos David O. Selznick, Ben Hecht e Gregory Peck juntaram esforços em Hollywood, em 1945, o ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial, para contar a história de como a mais bela psiquiatra que já houve ou haverá no mundo se apaixonou perdidamente por um homem que se dizia um assassino. Continue lendo “Quando Fala o Coração / Spellbound”