Mulheres Divinas / Die Göttliche Ordnung

Nota: ★★★½

Deste Mulheres Divinas, produção suíça de 2017, dá para dizer o mesmo que eu disse sobre o inglês As Sufragistas/Suffragette, de 2015, que trata do mesmo tema: “É um daqueles filmes que são, além de belas obras de arte, também importantes documentos sobre episódios relevantes da História”. Continue lendo “Mulheres Divinas / Die Göttliche Ordnung”

Essa Loura Vale um Milhão / Bells Are Ringing

Nota: ★★★½

A trama da comédia musical Essa Loura Vale um Milhão, no original Bells Are Ringing, de 1960, é uma absoluta delícia, cheia de boas idéias piadas gostosas, inclui uma gozação do meio artístico de Nova York e uma sensacional quadrilha fora-da-lei operando como se fosse uma gravadora de música erudita – mas parte de um ponto absolutamente incompreensível para as novas gerações. Continue lendo “Essa Loura Vale um Milhão / Bells Are Ringing”

Lola Montès

Nota: ★★★½

Os adjetivos mais ácidos, mais avassaladores – e também os mais babantes, mais superlativos – foram usados para classificar Lola Montès, de 1955, o último filme de Max Ophüls. Fascinante – porque, se existe filme inclassificável, é Lola Montès, exatamente como, se houver realizador inclassificável, é Max Ophüls. Continue lendo “Lola Montès”

O Destino de uma Nação / Darkest Hour

Nota: ★★★½

Darkest Hour, no Brasil O Destino de uma Nação (2017), do jovem talentosérrimo Joe Wright, defende uma tese: a de que foi Winston Churchill que fez o Reino Unido lutar contra a Alemanha nazista. Foi obra dele – e ele teve que enfrentar dura oposição de muita gente que preferia tentar um acordo de paz com Adolf Hitler. Continue lendo “O Destino de uma Nação / Darkest Hour”

Dá-me um Beijo / Kiss Me, Kate

Nota: ★★★½

História dentro de história é isso aí: Kiss Me, Kate, o filme de George Sidney de 1953, é a transposição para o cinema da peça musical Kiss Me, Kate, que havia estreado na Broadway de Nova York em 1948 e no West End de Londres em 1951, e conta a história de como foi encenado na Broadway uma versão musical da peça A Megera Domada, escrita por William Shakespeare entre 1590 e 1592. Continue lendo “Dá-me um Beijo / Kiss Me, Kate”

Adorável Vagabundo / Meet John Doe

Nota: ★★★½

O cinema de Frank Capra é tão otimista, tão esperançoso, tão believer, de um humanismo tão amplo, tão positivo, tão generoso, que, ao rever Adorável Vagabundo/Meet John Doe agora, nestes nossos tempos tão sórdidos, desesperançados, desalentados, cheguei a achar, por alguns momentos, que o filme era ingênuo, bobinho, tolo. Naïf, como as pinturinhas. Continue lendo “Adorável Vagabundo / Meet John Doe”

Victoria e Abdul: o Confidente da Rainha / Victoria & Abdul

Nota: ★★★½

Há filmes demais sobre os reis e rainhas britânicos. Demais, demais da conta. A culpa, creio, não é do cinema, é da família real. Quem manda que ela tenha tantas histórias maravilhosas, sensacionais, algumas tristes, trágicas, outras divertidas, engraçadas, mas todas sempre fascinantes? Continue lendo “Victoria e Abdul: o Confidente da Rainha / Victoria & Abdul”

O Bosque / La Forêt

Nota: ★★★½

La Forêt, produção francesa de 2017, é tudo o que uma série policial – um thriller, ou polar, como se diz lá – pode pretender ser. A trama é muitíssimo bem engedrada, absorvente, fascinante; os atores, embora desconhecidos internacionalmente, têm interpretações impecáveis, e é tudo bem realizado, em cada aspecto técnico. Continue lendo “O Bosque / La Forêt”

A Noiva Estava de Preto / La Mariée Était en Noir

Nota: ★★★½

A Noiva Estava de Preto (1968) é muito provavelmente um dos mais hitchcockianos de todos os filmes que não foram feitos por Alfred Hitchcock. É Hitchcock puro, até a medula – François Truffaut estava no auge de sua paixão pelo mestre inglês quando fez o filme. Continue lendo “A Noiva Estava de Preto / La Mariée Était en Noir”

11 Minutos / 11 Minut

Nota: ★★★½

As coincidências, as peças que o destino – ou Deus, os deuses, o fado, as fadas, a aleatoriedade, seja lá o que for – prega na gente são a matéria-prima de muitas das histórias de François Truffaut, Claude Lelouch, Jacques DemyKrzysztof Kieslowski. Com 11 Minutos, o polonês Jerzy Skolimowski parece ter querido fazer o filme definitivo sobre esse tema. Continue lendo “11 Minutos / 11 Minut”

Dégradé

Nota: ★★★½

Tudo em Dégradé é extraordinário, admirável, desde a idéia inicial até os detalhes da realização. Extraordinário, admirável – e também chocante, apavorante, lancinante. Corta a pele do espectador feito peixeira de baiano. Corta e remexe a ferida, e vai enfiando mais para o fundo. Continue lendo “Dégradé”