Desonrada / Dishonored

Nota: ★☆☆☆

Na primeira sequência de Desonrada, de 1931, Marlene Dietrich levanta a saia até um pouquinho acima do joelho direito, e dá uma acertadinha na liga que segura a meia de nylon em sua coxa – uma das duas coxas que ela havia mostrado amplamente um ano antes em várias, várias sequências de O Anjo Azul, o filme que a havia transformado em grande estrela e fez com que Hollywood a importasse. Continue lendo “Desonrada / Dishonored”

O Estranho Que Nós Amamos / The Beguiled

Nota: ★☆☆☆

Desde sempre, desde seu primeiro longa como diretora, As Virgens Suicidas (1999), Sofia Coppola caiu nas graças dos críticos e dos jurados dos festivais de cinema mundo afora. Já recebeu 58 prêmios, inclusive um Oscar pelo roteiro original de Encontros e Desencontros (2003), fora outras 79 indicações. Continue lendo “O Estranho Que Nós Amamos / The Beguiled”

Mago, o Falso Deus / The Magus

Nota: ★☆☆☆

Há duas opiniões deliciosas, sensacionais, sobre The Magus, no Brasil Mago, o Falso Deus, a história criada pelo inglês John Fowles e transformada em filme com roteiro do próprio autor – o único roteiro que ele se aventurou a fazer na vida. Dirigido pelo inglês Guy Green, o filme foi lançado em 1968, no auge da psicodélia, do tremor de terra na política e na sociedade de diversos países, como a França, os Estados Unidos, a Checoslováquia, o Brasil. Continue lendo “Mago, o Falso Deus / The Magus”

Brumas / Moontide

Nota: ★☆☆☆

Como muito bem diz a sabedoria popular, nem tudo que reluz é ouro. Ou, como já escrevi ao menos uma vez aqui, nem tudo que tem grandes nomes e é da época de ouro de Hollywood presta. Este Moontide, no Brasil Brumas, de 1942, que tem duas figuras maravilhosas, fortes, icônicas – Jean Gabin e Ida Lupino – é uma perfeita prova disso. Continue lendo “Brumas / Moontide”

Desaparecida / Perdida

Nota: ★☆☆☆

Uma das características do cinema argentino das últimas décadas é a qualidade das interpretações. Os detratores de nuestros hermanos costumam gozá-los dizendo que eles se acham ingleses – mas a verdade é que os danados conseguiram mesmo obter um padrão de qualidade dos atores invejável, admirável, quase britânico. Continue lendo “Desaparecida / Perdida”

A Lenda dos Beijos Perdidos / Brigadoon

Nota: ★☆☆☆

Poderia chamar Dois Americanos na Escócia. Ou Dois Americanos no Mundo da Lua, ou na Ilha da Fantasia. Três anos depois do extraordinário sucesso de público e crítica de An American in Paris, o diretor Vincente Minnelli e o ator-dançarino-coreógrafo-cantor Gene Kelly voltaram a trabalhar juntos neste Brigadoon. Continue lendo “A Lenda dos Beijos Perdidos / Brigadoon”

Correspondente Estrangeiro / Foreign Correspondent

Nota: ★☆☆☆

Para fazer seu segundo filme nos Estados Unidos, em 1940, logo após o êxito de Rebecca, a Mulher Inesquecível, Alfred Hitchcock pediu muita coisa. “Construam para mim um pedaço de Amsterdã, um bom trecho de Londres, um avião do tamanho de um Atlantic Clipper, alguns hotéis, um moinho holandês e um pedaço do campo da Holanda”, ele pediu. E a produção entregou tudo. Continue lendo “Correspondente Estrangeiro / Foreign Correspondent”