Um Barco e Nove Destinos / Lifeboat

Nota: ★★★★

Lifeboat, no Brasil Um Barco e Nove Destinos, lançado em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial, é um dos melhores dos 53 longa-metragens dirigidos por Alfred Hitchcock. É também – tive certeza disso ao revê-lo agora – um dos mais sérios, mais pesados, mais densos filmes de sua extraordinária obra. Continue lendo “Um Barco e Nove Destinos / Lifeboat”

Coronel Blimp: Vida e Morte / The Life and Death of Colonel Blimp

Nota: ★★★★

Coronel Blimp: Vida e Morte, da dupla inglesa Michael Powell e Emeric Pressburger, de 1943, é uma obra-prima, um filmaço, dos maiores que já houve. E tem uma história de vida, se é que se pode usar a expressão, tão rica, complexa e séria quanto a trama que conta. Continue lendo “Coronel Blimp: Vida e Morte / The Life and Death of Colonel Blimp”

O Fotógrafo de Mauthausen / El Fotógrafo de Mauthausen

Nota: ★★★☆

“Seguramente nenhum evento da História da humanidade foi tão dissecado pelo cinema quanto a Segunda Guerra Mundial”, escrevi em 1995, quando fazia exatos 50 anos que ela havia acabado. A afirmação continua valendo hoje, quase um quarto de século depois que foi feita, 74 anos após o final do conflito. Até porque de lá para cá dezenas e dezenas de novos filmes sobre a guerra foram e continuam sendo produzidos. Continue lendo “O Fotógrafo de Mauthausen / El Fotógrafo de Mauthausen”

1945

Nota: ★★★★

1945, produção húngara de 2017, do realizador Ferenc Török, é um filmaço, uma obra-prima, uma maravilha. E a proeza de ser um filme surpreendente, novo, forte, vigoroso, sobre um tema tão exaustivamente examinado ao longo dos 72 anos que separam as duas datas acima é apenas uma de suas qualidades. Continue lendo “1945”

Ser ou Não Ser / To Be or Not To Be

Nota: ★★★★

Ser ou Não Ser, de Ernst Lubitsch, é um filme absolutamente brilhante. Tem inteligência faiscando, como no mais feérico show de fogos de artifício. Mas cometeu um crime: fez graça com a tragédia do nazismo no momento exato em que o Eixo – Alemanha, Itália e Japão – estava em guerra contra praticamente o resto do mundo. Continue lendo “Ser ou Não Ser / To Be or Not To Be”

Juventudes Roubadas / Testament of Youth

Nota: ★★★☆

O começo do filme é espetacular, um brilho, uma maestria. A primeira imagem que vemos é o rosto de uma jovem e bela mulher, em close-up, ocupando a tela inteira – Alicia Vikander, essa atriz fantástica, que já surgiu com o brilho de uma supernova. A câmara se distancia um pouco do rosto dela, e vemos que ela está na rua, no meio de uma multidão em festa. Continue lendo “Juventudes Roubadas / Testament of Youth”

Até o Último Homem / Hacksaw Ridge

Nota: ★★★½

A vida de Desmond Doss é uma história riquíssima, fascinante, fantástica. Era sem dúvida preciso contá-la no cinema, para que milhões e milhões de pessoas a ficassem conhecendo. Mel Gibson, essa figura que se tornou tão polêmica, fez um filme à altura da vida do homem. Uma vida espetacular, um filme espetacular. Continue lendo “Até o Último Homem / Hacksaw Ridge”

Dunkirk

Nota: ★★★★

Dunkirk é um daqueles poucos filmes para os quais toda exaltação, todo pleonasmo, todo superlativo é pouco. É um filme chocantemente belo, uma obra-prima. Continue lendo “Dunkirk”

Glória Feita de Sangue / Paths of Glory

Nota: ★★★★

Quando a obra de arte é boa demais, o tempo – ao contrário do que canta o Cazuza – pára. Glória Feita de Sangue, que Stanley Kubrick lançou em 1957, tem portanto 61 anos, mas não envelheceu absolutamente nada. Poderia perfeitamente ter sido lançado um mês atrás. Continue lendo “Glória Feita de Sangue / Paths of Glory”

O Destino de uma Nação / Darkest Hour

Nota: ★★★½

Darkest Hour, no Brasil O Destino de uma Nação (2017), do jovem talentosérrimo Joe Wright, defende uma tese: a de que foi Winston Churchill que fez o Reino Unido lutar contra a Alemanha nazista. Foi obra dele – e ele teve que enfrentar dura oposição de muita gente que preferia tentar um acordo de paz com Adolf Hitler. Continue lendo “O Destino de uma Nação / Darkest Hour”

Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not

Nota: ★★½☆

A mística em torno de To Have and Have Not, no Brasil Uma Aventura na Martinica, é imensa, densa, gostosa, passional – e enfumaçada, como eram os bares de antigamente. O filme, na verdade, é muitíssimo menor que a mística, a lenda, a fama, a glória, mas fazer o quê? Nada é perfeito. Continue lendo “Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not”