Star 80


Nota: ★★★☆

Anotação em 2003, com complemento em 2008: Cruel, duro, pesado, sombrio – apesar da beleza solar da Mariel Hemingway. É perfeitamente claro o motivo pelo qual a história real da coelhinha da Playboy que teria um caso com um diretor de cinema  (Peter Bogdanovich) interessou Bob Fosse, esse diretor extraordinário que era encantado com os personagens do showbiz e o seu lado negro.  Continue lendo “Star 80”

Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful


Nota: ★★★☆

Anotação em 2002, com complemento em 2008: Um classicão que eu nunca tinha visto, embora tivesse ouvido falar muito nele na adolescência. Um bom filme, sem dúvida, na linha de A Condessa Descalça, de Joseph L. Mankiewicz, de 1954, e Crepúsculo dos Deuses, de Billy Wilder, de 1950, todos feitos num período de cinco anos e todos retratando a máquina de Hollywood. Possivelmente é o menos forte dos três – acaba sendo otimista, até -, mas, mesmo assim, é um filmão, desses que merecem ser revistos de tempos em tempos. Continue lendo “Assim Estava Escrito / The Bad and the Beautiful”

Um Lugar Chamado Notting Hill / Notting Hill


Nota: ★★½☆

Anotação em 2000: Ao mesmo tempo, uma total bobagem (afinal, o romance entre a atriz de cinema mais famosa do mundo e o dono de uma pequena livraria de Londres é absolutamente inverossímil) e uma delícia. Tem ecos de A Princesa e o Plebeu/Roman Holiday – afinal, o que temos aqui senão uma princesa e um plebeu? Continue lendo “Um Lugar Chamado Notting Hill / Notting Hill”

Mera Coincidência / Wag the Dog


Nota: ★★★★

Anotação em 1998: Deliciosa, afiada, inteligente, arrasadora sátira. Tem muitos pontos em comum com Bob Roberts, que, junto com este filme, é a sátira mais avassaladora sobre a política feita nos Estados Unidos nos últimos anos – possivelmente desde Dr. Fantástico, de Kubrick. Continue lendo “Mera Coincidência / Wag the Dog”

O Céu de Lisboa / Lisbon Story


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Virou moda: a cada novo filme de Wim Wenders, a crítica desce o pau. Foi assim com Até o Fim do Mundo, foi assim com Tão Longe, Tão Perto, a continuação de Asas do Desejo, que eu perdi, e agora com este Lisbon Story. A crítica que vá à merda. O filme prossegue na catilinária de Wenders sobre a banalização das imagens, mas é um belo – embora propositadamente lento e sem qualquer ação, mas cheio de monólogos – manifesto de amor ao cinema no ano do seu centenário, à Europa unificada, à interligação entre culturas diferentes. Continue lendo “O Céu de Lisboa / Lisbon Story”

Um Homem, Uma Mulher Vinte Anos Depois / Un Homme et Une Femme Vingt Ans Déjà


Nota: ★★★★

Texto para a revista Afinal de 14 de outubro de 1986: Vinte anos atrás era um fiapo de história. Um homem e uma mulher encontravam-se na vida; apaixonavam-se, desencontravam-se na hora da cama, separavam-se, encontravam-se de novo. Vinte anos depois são muitas histórias que se entrecruzam e se modificam. Continue lendo “Um Homem, Uma Mulher Vinte Anos Depois / Un Homme et Une Femme Vingt Ans Déjà”