Arquivos do Rótulo: 2010’s

Iris

Nota: ★★½☆

Tem uma trama muito boa, inteligente, envolvente, este suspense francês de 2016 – um polar, a palavra deles para thriller. Começa contando uma mentira para o espectador – e logo, logo mostra uma surpresa, que será a primeira de muitas. Ler Mais »

Uma Repórter em Apuros / Whiskey Tango Foxtrot

Nota: ★★★☆

Duas coisas ficaram remoendo na minha cabeça logo depois de ver Whiskey Tango Foxtrot, produção de 2016 que conta a história quase real de uma jornalista de televisão americana que trabalhou durante alguns anos em Cabul, capital do Afeganistão: como é o ridículo o título do filme no Brasil, e como Tina Fey é boa atriz. Ler Mais »

Dégradé

Nota: ★★★½

Tudo em Dégradé é extraordinário, admirável, desde a idéia inicial até os detalhes da realização. Extraordinário, admirável – e também chocante, apavorante, lancinante. Corta a pele do espectador feito peixeira de baiano. Corta e remexe a ferida, e vai enfiando mais para o fundo. Ler Mais »

Estrelas Além do Tempo / Hidden Figures

Nota: ★★★☆

Hidden Figures, no Brasil Estrelas Além do Tempo, se baseia em fatos reais – “baseado numa história real não contada”, como diz a frase promocional. Trata de temas tão importantes, impactantes, e se coloca tão apaixonadamente a favor dos valores bons, corretos, que a gente até acha que é um grande filme. Ler Mais »

A Criada / Ah-ga-ssi

Nota: ★★★½

A Criada, produção sul-coreana de 2016, é estupidamente bem realizado, em todos os quesitos, das interpretações magníficas ao visual primoroso, requintado, da direção de arte à bela trilha sonora. Ler Mais »

Anestesia / Anesthesia

Nota: ★★★☆

Anestesia é um belo, sensível drama sobre opções, as escolhas que podemos fazer – e sobre como a vida a cada momento passa por cima de nós e de nossos planos, sem que possamos fazer nada para evitar isso. Ler Mais »

A Professora / Ucitelka

Nota: ★★★★

A Professora, do checo Jan Hrebejk, é um filmaço, uma obra-prima, um brilho, 102 minutos de primoroso cinema. É também um contundente, forte, violento, bem documentado libelo contra os totalitarismos, um minucioso estudo de como o autoritarismo vai se enraizando em absolutamente tudo, em cada detalhe da vida das pessoas que vivem sob uma ditadura. Ler Mais »

O Apartamento / Forushande

Nota: ★★★½

O Apartamento, de 2016, veio para reafirmar uma vez mais: o realizador iraniano Asghar Farhadi é um fenômeno, um talento extraordinário. Ler Mais »

Águas Rasas / The Shallows

Nota: ★★★½

Águas Rasas/The Shallows, co-produção EUA-Austrália-Espanha de 2016 dirigida pelo espanhol Jaume Collet-Serra, é uma impressionante mistura de dor e beleza. É um filme de uma excelência plástica, visual, absolutamente admirável, esplendorosa – e, ao mesmo tempo, um filme difícil de se ver, porque é doloroso demais, angustiante demais. Ler Mais »

Amor por Direito / Freeheld

Nota: ★★½☆

Amor Por Direito, no original Freeheld, é um filme que conta uma história real importante: um dos muitos episódios da aparentemente interminável luta pela igualdade de direitos entre os seres humanos. É, portanto, um filme coalhado de belas frases – belas frases de pessoas que defendem o que é justo, o que é certo, o que é de direito. Ler Mais »

Verónica

Nota: ★★☆☆

A direção de Verónica, produção mexicana de 2017, é assinada, nos bem cuidados créditos iniciais, por Los Visualistas. Assim: uma entidade, um grupo. Se a reunião de músicos tem nome – Los Hermanos, The Beatles, Les Luthiers -, por que um conjunto de diretores de cinema não pode ter também? Ler Mais »

O Bar / El Bar

Nota: ★★½☆

O Bar, do realizador basco Álex de la Iglesia, tem muito de O Anjo Exterminador, a ópera surrealista que o iconoclasta profissional Luís Buñuel cometeu no México em 1962. Isso é óbvio demais, salta aos olhos. Mas tem também, na minha opinião, uma boa pitada de Os Pássaros (1963), de Alfred Hitchcock, e um tanto do odor de A Comilança (1973), de Marco Ferreri. Ler Mais »

Rock em Cabul / Rock the Kasbah

Nota: ★★★½

Rock em Cabul, no original Rock the Kasbah (2015), é um filme furiosamente engraçado, desavergonhada, deliciosamente anti PC (não Partido Comunista, mas politically correct), louca, alucinadamente fantasioso. É muito doidão, e no entanto se baseia – em parte – numa história real. E, no fim, vira o que diz o título original: uma ode à luta contra a opressão, a tirania. Ler Mais »

Nossas Noites / Our Souls at Night

Nota: ★★★☆

Ao trabalharem juntos pela quarta vez, em 2017, 51 anos depois da primeira, 38 anos depois da mais recente, Robert Redford e Jane Fonda, gloriosamente belos na velhice, fizeram o que deveríamos mesmo esperar deles: uma beleza de filme. Ler Mais »

Muito Amadas / Much Loved

Nota: ★★★☆

Muito Amadas acompanha o dia-a-dia de três prostitutas, de forma frontal, direta, crua. Mostra, portanto, uma realidade dura, barra pesada, que inclui humilhação, violência, abuso, e também consumo de vários tipos de droga – álcool, cocaína, maconha, haxixe –, festas desregradas, bacanais, sacanagem, safadeza. Ler Mais »