O Beco das Almas Perdidas / Nightmare Alley

Nota: ★★★☆

Eis aí um filme estranho, esquisito, fora do padrão, fora da curva. Os títulos, tanto o original quanto o escolhido pelos exibidores brasileiros, fortes, dramáticos, na verdade melodramáticos, indicam bem o clima: Nightmare Alley, o beco do pesadelo. O Beco das Almas Perdidas. Continue lendo “O Beco das Almas Perdidas / Nightmare Alley”

Brumas / Moontide

Nota: ★☆☆☆

Como muito bem diz a sabedoria popular, nem tudo que reluz é ouro. Ou, como já escrevi ao menos uma vez aqui, nem tudo que tem grandes nomes e é da época de ouro de Hollywood presta. Este Moontide, no Brasil Brumas, de 1942, que tem duas figuras maravilhosas, fortes, icônicas – Jean Gabin e Ida Lupino – é uma perfeita prova disso. Continue lendo “Brumas / Moontide”

Espelhos d’Alma / The Dark Mirror

Nota: ★★★½

Espelhos d’Alma/The Dark Mirror, drama policial-psicológico de 1946, foi indicado ao Oscar de melhor história original. Não levou o prêmio, que ficou com Perfect Strangers, de Alexander Korda, mas dane-se o Oscar: a história do filme é uma absoluta maravilha, uma sacada brilhante. Continue lendo “Espelhos d’Alma / The Dark Mirror”

Ser ou Não Ser / To Be or Not To Be

Nota: ★★★★

Ser ou Não Ser, de Ernst Lubitsch, é um filme absolutamente brilhante. Tem inteligência faiscando, como no mais feérico show de fogos de artifício. Mas cometeu um crime: fez graça com a tragédia do nazismo no momento exato em que o Eixo – Alemanha, Itália e Japão – estava em guerra contra praticamente o resto do mundo. Continue lendo “Ser ou Não Ser / To Be or Not To Be”

Amarga Esperança / They Live By Night

Nota: ★★★☆

A abertura de They Live by Night, no Brasil Amarga Esperança, é sui generis, única, diferente de tudo o que já se viu. O filme começa como se fosse um trailer. Vemos um casal de jovens, em close-up, e, enquanto eles se olham, apaixonadamente, vão surgindo as seguintes palavras na tela: “Este rapaz… e esta moça…” Continue lendo “Amarga Esperança / They Live By Night”

Quando Fala o Coração / Spellbound

O dr. Sigmund Freud, de Viena, o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, o londrino Alfred Hitchcock, a sueca Ingrid Bergman, o húngaro Miklós Rózsa, mais os americanos David O. Selznick, Ben Hecht e Gregory Peck juntaram esforços em Hollywood, em 1945, o ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial, para contar a história de como a mais bela psiquiatra que já houve ou haverá no mundo se apaixonou perdidamente por um homem que se dizia um assassino. Continue lendo “Quando Fala o Coração / Spellbound”

A Taverna do Caminho / Road House

Nota: ½☆☆☆

Road House, no Brasil A Taverna do Caminho, um preto-e-branco com pretensões a ser noir da Fox, dirigido por Jean Negulesco em 1948, tem duas coisas capazes de atrair as atenções dos cinéfilos: as risadas macabras, tenebrosas de Richard Widmark, fazendo mais um vilão horripilante, e a presença forte, magnética, de Ida Lupino. Continue lendo “A Taverna do Caminho / Road House”

Soberba / The Magnificent Ambersons

Nota: ★★★★

É possível que The Magnificent Ambersons, no Brasil Soberba, de 1942, tivesse sido um filme genial, uma obra-prima, dos mais belos filmes da História. Não dá para se saber: o filme foi picotado, reeditado, sem a presença e a autorização de seu realizador, Orson Welles. Acrescentaram coisas que o diretor não fez, criariam até uma espécie de happy ending. Continue lendo “Soberba / The Magnificent Ambersons”

Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not

Nota: ★★½☆

A mística em torno de To Have and Have Not, no Brasil Uma Aventura na Martinica, é imensa, densa, gostosa, passional – e enfumaçada, como eram os bares de antigamente. O filme, na verdade, é muitíssimo menor que a mística, a lenda, a fama, a glória, mas fazer o quê? Nada é perfeito. Continue lendo “Uma Aventura na Martinica / To Have and Have Not”

Adorável Vagabundo / Meet John Doe

Nota: ★★★½

O cinema de Frank Capra é tão otimista, tão esperançoso, tão believer, de um humanismo tão amplo, tão positivo, tão generoso, que, ao rever Adorável Vagabundo/Meet John Doe agora, nestes nossos tempos tão sórdidos, desesperançados, desalentados, cheguei a achar, por alguns momentos, que o filme era ingênuo, bobinho, tolo. Naïf, como as pinturinhas. Continue lendo “Adorável Vagabundo / Meet John Doe”