A Guerra de um Homem Só / One Man’s War


Nota: ★★☆☆

Anotação em 1995, com complemento em 2008: Este filme é bem um exemplo de que o inferno está de fato cheio de boas intenções. Os gringos querem mostrar um saudável exemplo da luta contra uma ditadura de direita lá no cu do quinto mundo. (Trata-se especificamente do Paraguai; nada de disfarces do tipo “algum país da América do Sul”; tudo explícito, com nome do Stroessner, com aviso de cara que é história real.) Continue lendo “A Guerra de um Homem Só / One Man’s War”

Corrina, uma Babá Perfeita / Corrina, Corrina


Nota: ★★½☆

Anotação em 1995, com complemento em 2008: Uma boa surpresa. Uma história de amor entre um branco, filho de judeus, e uma negra, numa cidade média, não identificada, dos Estados Unidos, em época não precisa (algo entre final dos 50 e começo dos 60), contada com sensibilidade. Continue lendo “Corrina, uma Babá Perfeita / Corrina, Corrina”

Coronel Chabert / Le Colonel Chabert


Nota: ★★★½

Anotação em 1995, com complemento em 2008: Uma beleza espantosa, emocionante. A história, escrita por Balzac, é riquíssima, os personagens são fortes, bem delineados – e os diálogos, de Jean Cosmon, são brilhantes. Com produção requintada, reconstituição de época cuidadosa, Yves Angelo, que vinha de experiência como diretor de fotografia (é dele, por exemplo, a fotografia de Todas as Manhãs do Mundo), criou em seu filme de estréia na direção imagens belíssimas, ao som de músicas de Beethoven, Mozart, Scarlatti, Schubert e Schuman.   Continue lendo “Coronel Chabert / Le Colonel Chabert”

O Sangue de Romeu / Romeo is Bleeding


Nota: ★★☆☆

Anotação em 1995: Quase um bom filme. Excelentes interpretações de ótimo elenco (é muito nome bom junto), música, de Mark Isham, muito competente. Em várias cenas, esse Peter Medak, um diretor nascido na Hungria e que passou pela Inglaterra, cria um clima quase tão opressivo e sufocante quanto o de Coração Satânico, de Alan Parker. Continue lendo “O Sangue de Romeu / Romeo is Bleeding”

Daens – Um Grito de Justiça / Daens


Nota: ★★★☆

Anotação em 1995: Belo filme, pesado e triste como a miséria, com narrativa bem tradicional, mas tudo funcionando bem. Foi indicado para o Oscar de filme estrangeiro (perdeu para Indochina, de Régis Wargnier), apesar de ser deliciosamente fora de época, remando contra os ventos liberais (em termos econômicos, não sociais ou comportamentais) pós-queda do muro e fim do comunismo. Continue lendo “Daens – Um Grito de Justiça / Daens”

Crimes de Amor / Love Crimes


Nota: ★★½☆

Anotação em 1995, com complemento em 2008: Os guias americanos metem o pau. Não entenderam nada. É um belo filme, corajoso e (para ele a palavra, embora gasta, realmente vale) instigante. A diretora do filme, Lizzie Borden, coloca em discussão as relações homem-mulher, a diferença entre estupro e sexo consentido – e não da maneira cega, vesga, calhorda, politicamente correta do feminismo linha xiita, e sim mostrando ambiguidades, a ampla linha da ambiguidade. Continue lendo “Crimes de Amor / Love Crimes”

Assassinato Sob Custódia / A Dry White Season


Nota: ★★★☆

Anotação em 1995, com complemento em 2008: Professor branco de história na África do Sul (Donald Sutherland) demora, mas vai aos poucos compreendendo como vivem os negros sob o apartheid. O processo de compreensão da realidade é demorado, e nisso ele faz lembrar muito o personagem de Jack Lemmon em Missing em relação ao golpe de Pinochet, que vai para o Chile para encontrar o filho desaparecido certo do que ele deve ter sido culpado de alguma coisa, e que os militares estão mais é certos em prender os subversivos. Continue lendo “Assassinato Sob Custódia / A Dry White Season”

Amazônia em Chamas / The Burning Season


Nota: ★★★☆

Anotação em 1995, com complemento em 2008: Este filme, feito para a TV, me pareceu uma surpresa muito positiva. Achei que foi uma boa adaptação da história de Chico Mendes, com as questões envolvidas colocadas direito, com honestidade, e ao mesmo tempo de uma forma fácil para o público americano entender. O que, convenhamos, é um feito dificílimo, e portanto extraordinário. Continue lendo “Amazônia em Chamas / The Burning Season”