A Teoria do Amor / I.Q.


Nota: ★★½☆

Anotação em 1996: Uma figura, esse australiano Fred Schepisi, nascido em 1939. Alterna comédias (Roxanne, a versão atualizada do Cyrano de Bergerac, com Steve Martin e Daryl Hannah) com dramas pesados (O Mundo de uma Mulher/Plenty e Um Grito no Escuro/A Cry in the Dark, os dois com Meryl Streep) e fez um drama político de espionagem-história de amor brilhante (A Casa da Rússia). Aqui, faz uma gostosa comedinha romântica com plot meio adolescente e piadas para universitários. Continue lendo “A Teoria do Amor / I.Q.”

Tão Longe, Tão Perto / In Weiter Ferne, So Nah!


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Esta continuação de Asas do Desejo, seis anos depois, é belíssimo, extraordinariamente belo, no visual e no suco. Mas é pesado, lento, as relações dos personagens não são fáceis, são enroladas, as referências são muito circulares, e na verdade é preciso rever o filme, acho, para entender e gostar mais da trama – que é a mais confusa e tortuosa dos poucos do Wim Wenders que eu vi até agora. Continue lendo “Tão Longe, Tão Perto / In Weiter Ferne, So Nah!”

Somente Elas / Boys on the Side


Nota: ★★½☆

Anotação em 1996: Um road movie feminino, ao estilo de Thelma & Louise, que é de 1991, e de Mary & Darly/Leaving Normal, que é de 1992. São três mulheres de personalidades, passados e tipos de problemas pessoais extremamente díspares que viajam da Costa Leste para a Costa Oeste e então criam fortes laços. Continue lendo “Somente Elas / Boys on the Side”

A Sombra da Dúvida / L’Ombre du Doute


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Uma surpresa. Primeiro filme que vejo dessa cineasta francesa nascida em 1948, que estreou na direção em 1982. O tema pesadíssimo – uma filha de 11 anos que acusa o pai de molestá-la sexualmente, na região de Bordeaux, nos dias de hoje, em plena classe média – é enfrentado como se ela estivesse fazendo um documentário. Continue lendo “A Sombra da Dúvida / L’Ombre du Doute”

Razão e Sensibilidade / Sense and Sensibility


Nota: ★★★½

Anotação em 1996: O filme ganhou o Urso de Ouro em Berlim e os Globo de Ouro de Filme e Roteiro, além de sete indicações para o Oscar. É um grande prazer para os olhos, visualmente uma pérola, cenografia e fotografia esplêndidas, elenco excelente – com superlativos para Emma, essa atriz absolutamente brilhante, e para Kate Winslet. Continue lendo “Razão e Sensibilidade / Sense and Sensibility”

O Passado do Meu Marido / The Constant Husband


Nota: ★★½☆

Anotação em 1996:  É uma boa comédia bem inglesa. Um sujeito acorda num quarto de hotel com amnésia. Olha para fora, está na beira do mar. Sai, e vê um monte de pescadores conversando numa língua estranha. Pergunta em alemão se eles falam alemão, em francês se falam francês. Nada. Pergunta se alguém fala inglês e percebe que está no País de Gales. Continue lendo “O Passado do Meu Marido / The Constant Husband”

Paixão Bandida / Feeling Minnesota


Nota: ½☆☆☆

Anotação em 1997: Meia estrela, a pior cotação possível – embora tenha uma apresentação interessante, trilha sonora que começa com Johnny Cash cantando Ring of Fire e fecha com nada menos que Bob Dylan cantando a mesma música em gravação que eu desconhecia, e tenha tido apoio do Sundance, o instituto criado por Robert Redford que é grande incentivador do cinema independente americano. Continue lendo “Paixão Bandida / Feeling Minnesota”

O Outro Lado da Nobreza / Restoration


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996, com complemento em 2008: Belo filme, bela surpresa. Não é nada naturalista, é todo exagerado, exageradíssimo. Na verdade é uma fábula, com uma belíssima moral da história, embora óbvia, mas dita de uma forma brilhante: cada pessoa tem um lado escuro e um lado claro, e dentro das limitacões todas pode escolher o que querem. Continue lendo “O Outro Lado da Nobreza / Restoration”

Não Amarás / Krotki Film o Milosci


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Um filme muito, muito triste, amargo, desesperançado. A moral seria mais ou menos assim: não amarás – ou então, caso ames, serás tragado pelo inferno da infelicidade, da solidão, da falta, da ausência, da privação. Ou ainda: o amor não é encontro, é necessariamente desencontro, frustração, vontade que não pode ser saciada. Ou ainda: o amor é sempre unilateral e nunca tem duas vias ao mesmo tempo. Continue lendo “Não Amarás / Krotki Film o Milosci”

Um Mundo Perfeito / A Perfect World


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996, com acréscimos em 2008: Acabamos meia hora atrás de ver, pela primeira vez, Um Mundo Perfeito, o primeiro filme de Clint Eastwood depois de Os Imperdoáveis. Que brilhantíssimo artista é esse cara. Que trajetória mais extremamente pessoal que ele carrega nas obras dele na maturidade. Que figura mais estranhamente multifacetada, que coisa mais difícil de se rotular, que enigma dentro do esquemão das grandes corporações. Continue lendo “Um Mundo Perfeito / A Perfect World”

A Mulher Infiel / La Femme Infidèle


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Claude Chabrol insiste, como vários de seus contemporâneos, em mostrar as vilanias da burguesia. Pega aqui uma família de posses (cuja origem do dinheiro nunca é mostrada), que mora numa bela propriedade num subúrbio de Paris, garoto de uns dez anos pouco delineado, mulher jovem, bonita e sensual (Stéphane Audran), marido (Michel Bouquet) mais velho, educado, polido, frio e nunca interessado em carinho ou sexo. Continue lendo “A Mulher Infiel / La Femme Infidèle”