As Pontes de Madison / The Bridges of Madison County


Nota: ★★★★

Anotação em 1996: Um filme absolutamente extraordinário. Depois de vê-lo, me ocorre uma comparação que poderá parecer absurda para muita gente: acho que Clint Eastwood é hoje o diretor de maior sensibilidade do cinema – para falar das sensações, das emoções dos homens. Depois de velho, Clint Eastwood ocupou o lugar que era de François Truffaut. Continue lendo “As Pontes de Madison / The Bridges of Madison County”

Os Últimos Passos de um Homem / Dead Man Walking


Nota: ★★★★

Anotação em 1996: Tim Robbins, essa grande revelação, a maior do cinema americano dos últimos 20 anos, fez um emocionante, belíssimo, brilhante, violento, brutal panfleto contra a pena de morte. Nisso ele segue uma linhagem de filmes excepcionais – A Sangue Frio, de Richard Brooks, A Vida o Amor a Morte, de Lelouch, por exemplo. Continue lendo “Os Últimos Passos de um Homem / Dead Man Walking”

Casos e Casamentos / Miami Rhapsody


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996: Uma daquelas boas comédias românticas que bebem muito em Woody Allen de uma maneira geral e especificiamente em Harry e Sally – Feitos Um para o Outro/When Harry Met Sally, que por sua vez é Woody Allen puro. Diálogos bons, inteligentes, rápidos, ágeis. Elenco todo muito bem dirigido – até Antonio Banderas está aceitável. Continue lendo “Casos e Casamentos / Miami Rhapsody”

A Teoria do Amor / I.Q.


Nota: ★★½☆

Anotação em 1996: Uma figura, esse australiano Fred Schepisi, nascido em 1939. Alterna comédias (Roxanne, a versão atualizada do Cyrano de Bergerac, com Steve Martin e Daryl Hannah) com dramas pesados (O Mundo de uma Mulher/Plenty e Um Grito no Escuro/A Cry in the Dark, os dois com Meryl Streep) e fez um drama político de espionagem-história de amor brilhante (A Casa da Rússia). Aqui, faz uma gostosa comedinha romântica com plot meio adolescente e piadas para universitários. Continue lendo “A Teoria do Amor / I.Q.”

Somente Elas / Boys on the Side


Nota: ★★½☆

Anotação em 1996: Um road movie feminino, ao estilo de Thelma & Louise, que é de 1991, e de Mary & Darly/Leaving Normal, que é de 1992. São três mulheres de personalidades, passados e tipos de problemas pessoais extremamente díspares que viajam da Costa Leste para a Costa Oeste e então criam fortes laços. Continue lendo “Somente Elas / Boys on the Side”

Razão e Sensibilidade / Sense and Sensibility


Nota: ★★★½

Anotação em 1996: O filme ganhou o Urso de Ouro em Berlim e os Globo de Ouro de Filme e Roteiro, além de sete indicações para o Oscar. É um grande prazer para os olhos, visualmente uma pérola, cenografia e fotografia esplêndidas, elenco excelente – com superlativos para Emma, essa atriz absolutamente brilhante, e para Kate Winslet. Continue lendo “Razão e Sensibilidade / Sense and Sensibility”

Paixão Bandida / Feeling Minnesota


Nota: ½☆☆☆

Anotação em 1997: Meia estrela, a pior cotação possível – embora tenha uma apresentação interessante, trilha sonora que começa com Johnny Cash cantando Ring of Fire e fecha com nada menos que Bob Dylan cantando a mesma música em gravação que eu desconhecia, e tenha tido apoio do Sundance, o instituto criado por Robert Redford que é grande incentivador do cinema independente americano. Continue lendo “Paixão Bandida / Feeling Minnesota”

Um Mundo Perfeito / A Perfect World


Nota: ★★★☆

Anotação em 1996, com acréscimos em 2008: Acabamos meia hora atrás de ver, pela primeira vez, Um Mundo Perfeito, o primeiro filme de Clint Eastwood depois de Os Imperdoáveis. Que brilhantíssimo artista é esse cara. Que trajetória mais extremamente pessoal que ele carrega nas obras dele na maturidade. Que figura mais estranhamente multifacetada, que coisa mais difícil de se rotular, que enigma dentro do esquemão das grandes corporações. Continue lendo “Um Mundo Perfeito / A Perfect World”

Minha Mãe é uma Sereia / Mermaids


Nota: ★★★½

Resenha para a revista Bárbara, em 1996: “Vocês não vieram com manual de instruções”, diz a mãe para a filha adolescente em Minha Mãe é Uma Sereia/Mermaids, 1990. É verdade que o personagem da mãe, interpretada por Cher, aquela ex-cantora e atriz conhecida por aparecer em entregas de Oscar com as roupas mais exóticas que se poderia imaginar, não é o protótipo do que é tido como uma “boa mãe”. Ao contrário. Continue lendo “Minha Mãe é uma Sereia / Mermaids”

Julgamento Final / Class Action


Nota: ★★★☆

Resenha para a revista Bárbara, em 1996:Julgamento Final vai bem fundo nos conflitos entre homens e mulheres na vida profissional – assim como na dimensão da coragem da mulher. Aqui, os profissionais que se enfrentam em campos opostos são filha e pai, carregando um passado cheio de profundas mágoas. Continue lendo “Julgamento Final / Class Action”