A Noiva Síria / The Syrian Bride / Ha-Kala Ha-Surit


Nota: ★★★★

Anotação em 2009: Um filme brilhante, estupendo, extraordinário, genial. Depois de ver este aqui e também Lemon Tree, não tenho dúvida em fazer a afirmação superlativa: o israelense Eran Riklis é um dos melhores cineastas em ação no mundo hoje. Continue lendo “A Noiva Síria / The Syrian Bride / Ha-Kala Ha-Surit”

A Partida / Okuribito


Nota: ★★★★

Anotação em 2009: Este filme está sendo bem faladíssimo por todo mundo, e não é para menos. É uma obra-prima, um dos mais belos filmes que vi dos últimos tempos. É impressionante como o diretor Yôjirô Takita e o roteirista Kundo Koyama conseguiram fazer um filme que fala sobre morte o tempo todo, que mostra corpos de mortos ao longo de seus 130 minutos, e é tão suave, doce. Continue lendo “A Partida / Okuribito”

Sob o Céu do Líbano / Le Cerf Volant


Nota: ★★½☆

Anotação em 2009: O início promete muito, e os temas são importantes: a vida, o amor, a passagem da adolescência para a maturidade numa comunidade do Sul do Líbano que foi dividida em duas após Israel ter feito avançar a fronteira e anexado uma faixa de terra antes libanesa. Mas o filme, na minha opinião, acaba entregando muito menos do que promete.  Continue lendo “Sob o Céu do Líbano / Le Cerf Volant”

O Pequeno Traidor / The Little Traitor


Nota: ★★☆☆

Anotação em 2009: Este filme, baseado em um livro semi-autobiográfico do escritor israelense Amos Oz, é extremamente bem intencionado. Defende uma das causas mais nobres que pode haver no mundo: a de que a solução da questão Israel-Palestina passa necessariamente pela criação de um Estado palestino. Infelizmente, não é um bom filme. Continue lendo “O Pequeno Traidor / The Little Traitor”

Paixão Proibida / Silk


Nota: ★½☆☆

Anotação em 2009: O diretor canadense (da parte francófona) François Girard tinha à sua disposição, nesta co-produção Canadá-Itália-Japão, a beleza de Keira Knightley. Usou bem pouco dela. Não há (não posso jurar, mas acho que não há) sequer um close-up de Keira Knightley durante o filme inteiro. Continue lendo “Paixão Proibida / Silk”

Maria Antonieta / Marie Antoinette


Nota: ★★☆☆

Anotação em 2007, com complemento em 2008: Em seu terceiro longa-metragem como diretora, depois de As Virgens Suicidas/The Virgin Suicides, de 1999, e Encontros e Desencontros/Lost in Translation, de 2003, a Coppolinha retrata Maria Antonieta como uma menina boazinha, obediente, dócil, que se casa com o futuro rei da França por dever de família, e é fútil e leviana porque era assim que tinha de ser. Continue lendo “Maria Antonieta / Marie Antoinette”

A Condessa Branca / The White Countess


Nota: ★★★☆

 

Anotação em 2006, com complemento em 2008: Não é dos melhores filmes de James Ivory, o-mais-inglês-dos-cineastas-americanos – mas mesmo assim é um bom filme. A direção de arte é esplendorosa, a reconstituição de Xangai nos anos 30 é uma maravilha, o visual é belíssimo. Continue lendo “A Condessa Branca / The White Countess”

Filhos do Paraíso / Bacheha-Ye Aseman


Nota: ★★★☆

Anotação em 1999: A primeira lembrança que vem é o neo-realismo italiano, Ladrões de Bicicleta – a vida no limite da pobreza. A história é à la início do neo-realismo, de fato: um fiapo de história em cima de um símbolo da vida no limite da pobreza. No caso, é o único par de sapatos da garota de uns sete anos que, na primeira seqüência, o irmão mais velho, de uns nove, perde. A partir daí, os dois passam a ter que se revezar no uso do tênis velho dele para ir à escola. Continue lendo “Filhos do Paraíso / Bacheha-Ye Aseman”

Dança Comigo? / Shall We Dansu?


Nota: ★★★☆

Anotação em 1999, com complemento em 2008: Bonito, sensível, inteligente. Tem a doçura suave e a sabedoria oriental dos primeiros filmes do Ang Lee, misturadas à plasticidade do Baile do Ettore Scola. E, como o chinês Ang Lee, esse diretor japonês sabe contar uma história sobre personagens orientais que nós, ocidentais, somos capazes de entender; ele vai pelo universal, e não pelo específico daquela cultura que a gente não consegue captar – embora esteja o tempo todo, é claro, falando daquela cultura. Continue lendo “Dança Comigo? / Shall We Dansu?”