Obsessão / Ossessione

Nota: ★★★½

É quase um milagre que Obsessão/Ossessione tenha sido feito, que exista. O filme foi pensado, rodado e produzido em 1942, sob a censura férrea do fascismo de Mussolini, a Itália em plena guerra, ao lado de Alemanha e Japão contra praticamente o resto do mundo. E era tudo, tudo o que o fascismo não queria ver em um filme italiano.

É sabido que as ditaduras, os governos autoritários fazem questão de passar de seus países a imagem mais perfeita possível. Para os ditadores, para os autoritários, tudo vai muito bem: não há fome, não há desmatamento, o desemprego é pequeno e não aumenta, tudo é perfeito.

“Nem os homens nem os italianos são santinhos. Nem as mulheres são flores da virtude”, escreveu, naquela época, sob o pseudônimo de Scaramouche, um dos intelectuais que faziam em Milão a revista Cinema. “E, no entanto, tentem descobrir em nossos filmes, se conseguirem, um italiano que seja um canalha, ou uma mulher que seja um pouco puta. Todos meninos bonzinhos, nos filmes italianos – todos honestos, todos espelhos límpidos. Entretanto, não há nada de escandaloso em pensar que, se existem detetives e tribunais, um sujeito com a ficha criminal não inteiramente virgem pode muito bem ser encontrado; e mulheres que passam a perna na fidelidade conjugal são coisa que ainda existe… Não estamos pedindo a exaltação do assassinato e ainda menos a apologia do crime; mas apenas que o cinema se distancie um pouco do tema obrigatório da bondade a qualquer preço e que a câmara entre, às vezes, como um bisturi, no âmago da chaga, que sonde as trevas de uma alma, a dor de uma tragédia, a angústia de uma perdição, o bramido de um desespero, não tanto para fazer disso um exemplo mas para atingir, tomando emprestada uma via semeada de espinhos, a beleza de uma obra de arte.”

Parte desse texto poderia perfeitamente ser um comentário sobre Obsessão, uma sinopse do filme – o primeiro longa-metragem dirigido pelo conde comunista Luchino Visconti, então com 32 anos de idade. Obsessão tem um andarilho, um homem sem rumo, sem emprego, sem profissão definida, disposto a cometer pequenos delitos; uma mulher casada que, poucas horas depois de ter visto pela primeira vez o vagabundo, se entrega a ele – e, passado algum tempo, tramará para que o homem assassine o marido.

Em Obsessão, a câmara entra como um bisturi no âmago da chaga, sonda as trevas daquelas almas de mulher e homem que cometem um crime, e expõe para o espectador a dor da tragédia, a angústia da perdição, o bramido do desespero.

Um roteiro trabalhado a 12 mãos

O fato de que Ossessione veio a atender exatamente aos desejos expressos em artigo da revista Cinema não é, no entanto, de se estranhar. Entre os membros da equipe que fazia a revita estavam pessoas que iriam ter importância no cinema italiano: Mario Alicata, Giuseppe De Santis, Gianni Puccini, Antonio Pietrangeli. Os três primeiros assinam o roteiro e os diálogo de Ossessione, juntamente com Visconti. O nome do quarto não aparece nos créditos do filme, mas consta que Antonio Pietrangeli também colaborou com o roteiro, assim como o romancista Alberto Moravia. A fina flor da intelectualidade antifascista.

Um roteiro assinado por Visconti, Alicata, De Santis e Puccini, e que teve palpites de Pietrangeli e Moravia. Um trabalho a 12 mãos – e esta, na verdade, é uma característica do cinema italiano, que permaneceu assim até os dias de hoje. São a rigor poucos os filmes italianos escritos por uma só pessoa.

Toda essa pleiâde trabalhou na adaptação para a realidade italiana de um livro escrito pelo americano James M. Cain e lançado em 1934, The Postman Always Rings Twice, o carteiro sempre toca duas vezes. Consta que quem deu o livro de presente para o jovem Visconti foi Jean Renoir. O nome de James M. Cain, no entanto, não aparece nos créditos. (A relação de Ossessione com The Postman Always Rings Twice será abordada mais adiante.)

O que é de se estranhar é como o roteiro de Ossessione não tenha sido vetado pelos censores do fascismo.

Por algum motivo, no entanto, não foi vetado. E as filmagens puderam começar, em 15 de junho de 1942, na região de Ferrara, no Nordeste da Itália, junto do Rio Pó, não muito longe de Veneza e do Mar Adriático. O Adriático aparece no filme – os personagens vão à cidade portuária de Ancona –, e o Rio Pó é parte importante da trama.

Uma mulher sem freios para conseguir o que deseja

Massimo Girotti, ator de belo rosto, forte, ombros grandes, então com 24 aninhos, foi a primeira escolha de Visconti para o papel de Gino Costa, o vagabundo, o andarilho que vai por absoluto acaso parar naquele específico bar e posto de gasolina de beira de estrada. Para o papel da Giovanna Bragana, a jovem mulher do proprietário daquilo, Visconti queria Anna Magnani, “a Nanna, com sua voz nasal de garoto romano, cujas mímicas patéticas e burlescas no espetáculos de revista ele aplaudira cem vezes freneticamente”, como descreve Laurence Schifano na premiada biografia Luchino Visconti – O Fogo da Paixão.

“Entusiasmada com a idéia de filmar com aquele desconhecido cujo gênio, com um faro infalível, ela já pressentia, assinara o contrato de olhos fechados”, conta o livro. Mas aconteceu de La Magnani aparecer para trabalhar grávida de quatro meses. Tiveram que escolher outra atriz, e a felizarda foi Clara Calamai, famosíssima, na época, por ter mostrado, ainda que rapidamente, um dos seios em A Farsa Trágica/La Cenna Delle Beffe (1942).

Com todo o absoluto respeito que La Magnani merece, creio que foi ótimo para Ossessione a troca dela por Clara Calamai. La Magnani – que viria a se encontrar com Visconti no terceiro longa-metragem dele, Belíssima, de 1951 – é muito grande, poderosa, explosiva. Clara Calamai tem mais o physique du rôle para interpretar Giovanna, uma mulher um tanto mignon, magra, de aparência mais frágil.

Um tanto mignon, magra, de aparência frágil, sim – mas determinada, ambiciosa, sedutora, sem freios para conseguir o que deseja. A Giovanna de Ossessione tem muito da femme fatale dos filmes noir que naquela época o cinema americano começava a fazer. As decisões são dela, não de Gino. Depois que se comem logo de cara, nem bem uma hora depois de terem se visto pela primeira vez, os dois se apaixonam, se sentem fortemente atraídos um pelo outro – mas Gino quer fugir com ela, quer ir embora dali. É Giovanna que insiste em ficar: quer ter o amante, mas também quer ter o teto, a segurança do negócio que, se não é uma maravilha, ao menos garante o conforto básico que não haveria na vida ao lado de um andarilho.

Ao longo de praticamente todo o filme, até perto do final, Giovanna é a mais forte, a mais determinada, a que toma as decisões. E Gino é o que mais sofre, que mais se angustia, que mais se afunda no amargor – por arrependimento, por viver na casa que era do outro, na cama que era do outro.

O filme tem a ousadia de mostrar um homossexual

As filmagens não foram tranquilas. Ao que tudo indica, nenhuma filmagem com Luchino Visconti foi tranquila. A biografia O Fogo da Paixão conta: “A estrela lembra os ensaios que nunca acabavam, as bofetadas que Visconti perdia a Girotti para dar nela, cada vez com mais força, os banhos nas águas geladas do Pó, as gotas de atropina para dilatar as pupilas no momento do assassinato, e que fizeram com que sua vista ficasse turva durante vários dias”.

Não foi só a estrela que sofreu. Houve uma cena em que Massimo Girotti precisava beber um copo de vinho; Visconti sempre filmava a mesma tomada diversas vezes, até ficar absolutamente satisfeito, e o ator bebeu tantos copos de vinho que, ao final do trabalho, tiveram que carregá-lo para uma cama, inteiramente bêbado.

Há em Ossessione um personagem que, creio, não existe no livro de James M. Cain. É um jovem artista, que vive viajando de cidade em cidade, para apresentar seus números. Ele mesmo explica que, como viajou muitas vezes à Espanha, ganhou o apelido de Lo Spagnolo (o papel de Elio Marcuzzo, à direita na foto acima, um ator que morreria em 1945, com apenas 28 anos de idade).

Gino fica conhecendo o Espanhol quando foge do bar-trattoria-posto dos Bragana, ainda na primeira metade do filme. Ele havia tentado sair de lá com Giovanna num dia em que o marido dela, Giuseppe Bregana (Juan de Landa), saíra para pescar. Mas, após algum tempo de caminhada pela estrada, Giovanna diz que não consegue continuar – prefere voltar para o conforto do lar ao lado do marido que ela odeia.

Passa-se pequeno espaço de tempo, e Gino foge sozinho. Entra num trem que vai em direção a Ancona. Não tem dinheiro para pagar a passagem – e é então socorrido pelo rapaz que se identifica como Lo Spagnolo. O Espanhol paga a passagem de Gino, e propõe que o outro trabalhe com ele em seus números, suas apresentações nas praças das cidades.

É sutil, não é óbvio, de forma alguma – mas fica implícito que o Espanhol é homossexual.

O que é uma imensa ousadia de Visconti.

Tudo em Ossessione é ousado diante da ferrenha censura fascista – mulher que trai o marido com um desconhecido, homem e mulher que assassinam alguém, uma jovem, Anita (Dhia Cristiani), que é mostrada quase abertamente, explicitamente, como prostituta. Mas homossexualidade… Essa talvez seja a maior das muitas ousadias do filme.

“Uma ofensa ao povo italiano”, “um filme que fede a latrina”

Ossessione ficou pronto em 1943, mas não chegou a ter um lançamento normal nos cinemas italianos. Assim que foi exibido pela primeira vez, num cinema romano abarrotado de artistas, jornalistas, intelectuais e algumas senhoras envolvidas em peles que estremeciam de horror, segundo relato de Visconti, o filme passou a ser objeto de ódio dos fascistas. Foi chamado de “uma ofensa ao povo italiano”, “um filme que fede a latrina”.

O próprio Visconti relatou: “Passava duas ou três vezes numa sala e era retirado por ordem do prefeito local. Chegavam-nos telefonemas de todos os lados. ‘Esta noite, projetamos em Salsomaggiore (ou numa outra cidade) e foi imediatamente proibido… Ao fim de duas horas, foi retirado de circulação… Mais ainda: o arcebispo foi benzer a sala…’”

Várias cópias do filme foram destruídas. Visconti, felizmente, teve o cuidado de guardar os negativos – e foi a partir deles que todas as cópias existentes hoje foram feitas.

Mesmo depois da derrota do fascismo e do fim da Segunda Guerra Ossessione continuou tendo problemas de exibição. O filme só pôde ser exibido nos Estados Unidos, o maior mercado consumidor do mundo ao longo de todo o século passado, a partir de 1976.

Isso tem a ver com a questão dos direitos autorais do livro de James M. Cain. É uma questão complexa, e torna-se difícil compreender exatamente como as coisas se deram. Diz o livro 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer: “Uma vez que o roteiro de Visconti (e de seus vários parceiros, eu acrescentaria) foi claramente inspirado no livro O Destino Bate à Porta, de James M. Cain, o escritor e seus editores impediram que ele fosse exibido em telas americanas até 1976 – data de sua estréia, com imenso atraso, no Festival de Cinema de Nova York. Cain acabara de morrer e provavelmente nunca viu o filme; uma pena, pois teria descoberto a melhor adaptação de sua obra para o cinema.”

Segundo a Wikipedia, Visconti nunca conseguiu comprar os direitos do livro de James M. Cain. Não consegui encontrar uma informação clara de se houve tentativa de compra desses direitos, e, se houve, qual teria sido o motivo para que a compra não fosse feita. É possível que a falta de um acordo tenha tido a ver com a Segunda Guerra Mundial: em 1942, 1943, os Estados Unidos estavam em guerra contra o Eixo Alemanha-Itália-Japão.

Ou pode ter a ver também com o fato de que a MGM comprou os direitos de filmagem: em 1946, foi lançado o filme produzido pela Metro, dirigido por Tay Garnett e com Lana Turner e John Garfield nos dois papéis centrais, The Postman Always Rings Twice, no Brasil O Destino Bate à Porta.

O livro 1001 Filmes faz a escolha de maneira clara: segundo ele, Ossessione é a melhor adaptação do livro para o cinema. Eu não saberia dizer. The Postman de 1946 é também um grande filme. De uma coisa tenho certeza: os dois, Ossessione e The Postman de 1946, são muito, mas muito superiores à refilmagem de 1981, dirigida por Bob Rafelson, com Jessica Lange e Jack Nicholson.

Acho necessário registrar que os livros de James M. Cain (1892-1977) deram origem a nada menos de 27 filmes, e vários são excelentes. O romance Double Indemnity, de 1936, editado no Brasil pela Companhia das Letras em 2007 como Indenização em Dobro, deu origem à obra-prima Double Indemnity, no Brasil Pacto de Sangue, de Billy Wilder, com Fred MacMurray e Barbara Stanwyck, um dos melhores filmes noir já feitos.

E Mildred Pierce, de 1941, deu origem a uma maravilha de filme em 1945, Alma em Suplício, de Michael Curtiz, com Joan Crawford, e a uma não menos maravilhosa minissérie de 2011, de Todd Haynes, com Kate Winslet.

O filme marcou “a aurora do neo-realismo”

The Postman Always Rings Twice de 1946 é um dos grandes filmes noir americanos. Ossessione poderia perfeitamente ser considerado um filme noir – mas ele é mais reconhecido como um precursor do neo-realismo italiano, o movimento cinematográfico que talvez seja o mais importante da História.

Obsessão marcara a aurora do neo-realismo”, escreveu Laurence Schifano na biografia de Visconti.

Convenciou-se que o neo-realismo foi inaugurado em 1945, com Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini. Mas Ossessione, em 1943, tinha já, de fato, praticamente todas as características do movimento: baixo orçamento, filmagens nas ruas, ao ar livre, com luz natural, em vez de em estúdio, abordagem de tema sociais, da vida dos mais pobres, desvalidos, abandonados.

A única característica básica do neo-realismo que Ossessione não possui é a utilização como atores de não profissionais. No seu segundo longa-metragem, La Terra Trema, de 1948, no entanto, Visconti iria fundo nesse quesito: todas as pessoas que trabalham como atores no filme são gente do povo, sem qualquer experiência de atuação.

O interessante livro … Ismos – Para Entender o Cinema, de Ronald Bergan, diz que o termo neo-realismo foi usado pela primeira vez num comentário de Antonio Pietrangeli sobre Obsessão. “Visconti chegaria ainda mais perto do ideal neo-realista com A Terra Treme (1948), retrato das condições miseráveis dos pescadores sicilianos encenado pelo povo local. Contudo, o marco oficial do início do movimento é Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, filmado em estilo semidocumental sob condições muito difíceis, nos últimos dias da ocupação alemã na Itália.”

Claro que é difícil determinar exatamente quem e quando usou pela primeira vez o termo neo-realismo. Por escrito, na imprensa, pode e deve de fato ter sido Antonio Pietrangeli, um dos que colaboraram com o roteiro de Ossessione, como já foi dito, e um dos redatores da revista Cinema.

Segundo Laurence Schifano na biografia de Visconti, o termo foi usado pelo encarregado da montagem de Ossessione, Mario Serandrei: “Quando o montador Mario Serandrei assistiu em Roma às primeiras sequências, ficou ofuscado por aquela ‘escritura’, por aquele ‘fraseado amplo’ que não tinha nada a ver com o estilo seco e rápido de James Cain, mas que já trazia a marca de um estilo, o estilo de Visconti. (…) Numa carta, manifestou ao cineasta sua admiração, acrescentando: ‘Não sei como se poderia chamar esse tipo de cinema, a não ser de neo-realista’.”

É sempre bom lembrar: o neo-realismo influenciou direta e pesadamente diversos movimentos que viriam depois dele – a nouvelle vague francesa, o novo cinema inglês dos anos 60, o cinema novo brasileiro, o cinema iraniano dos anos 90 que encantou o mundo e também os chatos do Dogma 95 do cinema dinamarquês.

(Os realizadores dinamarqueses exacerbaram os conceitos iniciais do neo-realismo, ao proibir um monte de coisas: proibido usar acessórios ou cenografia, proibido produzir som separadamente da imagem ou vice-versa, proibido usar música a menos que ela esteja tocando no local onde se filma a cena, proibido usar a câmara em tripé ou carrinho ou grua, proibido filmar em preto-e-branco, proibido o uso de qualquer iluminação especial, proibido usar qualquer truque fotográfico ou filtros…)

“Visconti não teve escrúpulo algum ao contar a história”

“Luchino Visconti unveils ‘neo-realism’”. Este é o título do texto sobre o filme no maravilhoso livro inglês Cinema Year By Year 1894-2000, que resume os principais fatos da História do cinema como se fossem notícias de jornais da época. O verbo “unveil” tanto é revelar, desvendar, tirar o véu, quanto inaugurar.

Eis o texto, datado de Roma, 31 de janeiro de 1943: “Ossessione perturbou a elite intelectual e social de Roma. Durante muitos meses um tom de mistério cercou o primeiro longa-merragem de Luchino Visconti. O aristocrata milanês de 36 anos é conhecido por suas ligações com jovens antifascistas, trabalhou no Centro Sperimentale di Cinematografia e na revista Cinema. Foi Jean Renoir que aconselhou Visconti a adaptar o romance de James Cain The Postman Always Ring Twice. Visconti não teve escrúpulo algum ao contar essa história trágica, em um estilo que o crítico Antonio Pietrangeli chamou de ‘neo-realista’.”

O Guide des Films de Jean Tulard diz o seguinte sobre Les Amants Diaboliques, que foi como o filme se chamou na França: “Não é a melhor adaptação do romance de Cain, mas é uma data marcante no cinema italiano. Influenciado por (Jean) Renoir e (Marcel) Carné e sobretudo pelo romancista naturalista (Giuseppe) Verga, Visconti filma uma das primeiras obras-primas do neo-realismo. O filme provocou escândalo pela imagem que transmitia, em plena dominação fascista, da Itália: o desemprego, a miséria, o adultério.”

Anotação em agosto de 2019

Obsessão/Ossessione

De Luchino Visconti, Itália, 1943

Com Clara Calamai (Giovanna Bragana), Massimo Girotti (Gino Costa)

e Juan de Landa (Giuseppe Bragana), Dhia Cristiani (Anita), Elio Marcuzzo (Spagnolo), Vittorio Duse (o policial), Michele Riccardini (Don Remigio, o padre)

Roteiro e diálogos Luchino Visconti & Mario Alicata & Giuseppe De Santis & Gianni Puccini

(Também colaboraram no roteiro, sem crédito, Alberto Moravia e Antonio Pietrangeli)

Baseado no romance de James M. Cain (sem crédito)

Fotografia Domenico Scala e Aldo Tonti

Música Giuseppe Rosati

Montagem Mario Serandrei

Figurinos Maria De Matteis

Assistentes de direção Giuseppe De Santis e Antonio Pietrangeli

Produção Industrie Cinematografiche Italiane (ICI). DVD

P&B, 140 min (2h20)

R, ***1/2

Titulo na França: Les Amants Diaboliques.

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