O Favorito / The Front Runner

Nota: ★★★☆

O senador Gary Hart foi bem nas primárias para a indicação do candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos em 1984. O escolhido acabou sendo Walter Mondale, que perdeu para Ronald Reagan, então presidente e candidato à reeleição. Três anos depois, em 1987, Gary Hart apresentou-se novamente nas primárias democratas – e despontou como The Front Runner, como diz o título original deste filme. O Favorito, como o título brasileiro.

Era jovem, para um candidato a candidato a presidente – estava com 52 anos –, jovial, dinâmico, cheio de energia, simpático, boa-pinta. As fotos da época do senador pelo Colorado mostram que os realizadores de O Favorito tiveram uma boa sacada em escolher Hugh Jackman para o papel. São um tanto parecidos; dão usares, como diria minha mãe.

Era um político sério, extremamente dedicado ao trabalho. Um idealista, progressista, believer.

Fazia lembrar um tanto outro candidato democrata com as mesmas características – John Fitzgerald Kennedy.

Escolhido pelos democratas, o que tudo indicava que aconteceria, teria boas chances, seguramente, ao enfrentar o republicano George W. Bush.

É o que o filme do ótimo Jason Reitman vai mostrando na sua primeira meia hora.

Quando O Favorito está ali com meia hora, vemos vários trechos de telejornais da época, primeiro semestre de 1987, em montagem rápida, acelerada, todos falando da campanha cheia de gás do senador. Um dos vários jornalistas que vemos afirma: – “Gary Hart, tido como ‘a voz da nova geração’, continua inspirando os eleitores, que dizem que ele tem a presença e o idealismo de um Kennedy.”

Mas aí o senador Gary Hart conheceu uma jovem loura.

Um jovem realizador que só faz bons filmes

Tenho grande admiração por Jason Reitman; acho que é um dos grandes talentos surgidos no cinema americano nas duas últimas décadas. Garoto jovem demais, mais novo que minha filha – nasceu em 1977 em Montreal; é filho do diretor Ivan Reitman, de Os Caça-Fantasmas/Ghostbusters (1984) –, nunca fez um filme mediano. Seus filmes oscilam entre os bons e os ótimos.

Trafega por comédia, drama, romance. Sabe construir bem as narrativas, de forma segura, como se fosse um veterano. Aborda temas sérios, muito sérios – relações pais e filhos, distância entre gerações, gravidez na adolescência, momentos de crise econômica, desemprego, as mudanças que vieram com a tecnologia da informação. Mas, em geral, fala desses temas de maneira suave, bem humorada.

Em várias de suas obras, é também o roteirista, ou um dos roteiristas. Eis seus filmes como diretor até aqui:

Obrigado Por Fumar (2005),

Juno (2007),

Amor Sem Escalas (2009),

Jovens Adultos (2011)

Refém da Paixão (2013),

Homens, Mulheres e Filhos (2014),

Tully (2018),

O Favorito (2018).

De Jason Reitman, portanto, é de se esperar mais um filme de narrativa correta, madura, escorreita.

Este O Favorito, no entanto, me pareceu ter um ritmo acelerado demais, com uma câmara nervosa demais, uma montagem um tanto frenética. Em especial nos primeiros 20, 30 minutos, é verdade; depois há uma pequena redução nesse ritmo 200 km por hora do início. Mary até comentou que parecia intencional, para mostrar como uma campanha política é mesmo acelerada, exaustiva, nervosa.

A essa sensação estranha com o ritmo, associa-se o que nos pareceu – tanto a Mary quanto a mim, que gostamos de política, e somos razoavelmente bem informados – um certo desleixo do roteiro em situar os acontecimentos para o espectador, em dar um pouco de contexto. Como se o roteiro tivesse sido feito tendo sempre em mente que os espectadores conheciam perfeitamente de que forma se desenvolveu a campanha das primárias democratas para a eleição de 1988.

Essas duas características nos assustaram bastante, em especial, repito, na primeira meia hora do filme.

Mas mesmo depois desse início, mesmo quando de fato o ritmo da narrativa fica mais normal, o roteiro – me pareceu – tem algumas coisas estranhas. Como se ele fizesse questão de não mostrar tudo para o espectador, como se propositadamente pretendesse deixar alguns pontos em aberto.

Isso fica claríssimo na forma com que o filme mostra, quando está ali com pouco mais de 30 minutos, o momento em que Gary Hart fica conhecendo Donna Rice.

Ora, aquele é o momento fundamental da história. É quando tudo vai inapelavelmente mudar. O fulcro, o cerne, o coração.

O filme mostra o primeiro encontro entre o favorito na corrida para a indicação do candidato democrata à eleição do presidente dos Estados Unidos com a bela moça loura de 29 anos de idade como se não quisesse mostrar.

Mostra como se quisesse esconder.

Donna Rice aparece pouco tempo na tela

É muito impressionante.

Revi o trecho, para ter certeza de que não vou descrevê-lo de forma equivocada.

Temos aquela série de comentários e reportagens de TV da época falando sobre a movimentação de Gary Hart nas primárias do Partido Democrata, apresentada com montagem rápida, acelerada. Um dos noticiários diz que ele vai tirar uns poucos dias de descanso.

Um letreiro avisa que estamos em Miami, Flórida.

Um assessor, creio que Billy Broadhurst (Toby Huss), está levando o senador para um gigantesco iate, um navio, como ele diz, pertencente a um sujeito importante de Miami, que tem muitos contatos.

O iate imenso, ou pequeno navio, está absolutamente cheio de gente – parece um clube de vários salões em que está rolando uma festa.

A câmara mostra Gary Hart sentado no que provavelmente é o principal salão do navio. Vemos o senador em plano americano, da cintura para cima. À esquerda dele, à direita na tela, está um sujeito que muito provavelmente é o tal ricaço dono do barco, ao lado de uma bela mulher. O assessor está por ali também, seguramente tentando fazer rolar um papo entre Hart e o milionário.

Hart está com uma cara meio de bobo, de quem não está conseguindo conversar direito porque o ruído é muito alto – música alta, dezenas de pessoas falando alto no salão. Ele faz sinais com a mão de que não está ouvindo bem.

A câmara está parada, fixa em um tripé, diante de Gary Hart-Hugh Jackman. Plano americano.

O espectador percebe o movimento de uma mulher vestida de roupa branca, que se senta diante de Hart, bem perto de onde a câmara está. A câmara continua fixa em Hart-Jackman, e portanto não vamos a mulher. Mal ouvimos a voz dela, que se apresenta para o senador: – “Donna Rice”.

O senador sorri para ela – e é quase como se ele sorrisse para a câmara. Faz um gesto com o indicador para cima, para o convés, para longe daquele barulho todo.

Corta, e vemos, em plano médio, Hart saindo daquele salão, e atrás dele vai a moça.

Corta, e vemos, em um plano geral, o barco no meio do mar, lá bem longe da câmara. O sol está se pondo. O visual é lindo.

Corta, e um letreiro sobre fundo negro avisa: “Semana 2“.

Donna Rice, o pivô da história que tirou Gary Hart da corrida presidencial dos Estados Unidos em 1987, é interpretada no filme por Sara Paxton (na foto abaixo). Nos créditos finais, o nome da atriz aparece pequeno, muito depois dos nomes de Hugh Jackman, de Vera Farmiga, que faz a mulher do senador, Lee Hart, e de J.K.Simmons, que faz Bill Dixon, o principal assessor de Hart.

E estão certos créditos iniciais. Sara Paxton-Donna Rice aparece muito pouco na tela.

 

Várias sequências nas redações de dois jornais

Os principais personagens da história são, sem dúvida alguma, o senador e sua mulher – e que sorte do filme ter essa maravilhosa Vera Farmiga no papel de Lee Hart. Depois vêm os assessores dele – e são vários, muitos, a começar pelo mais velho, mais experiente, o que mais conhece o senador, sabe tudo do jeito dele de fazer política, esse Bill Dixon interpretado pelo sempre excelente J.K. Simmons.

Depois do senador, sua mulher, sua filha adolescente Andrea (Kaitlyn Dever) e dos assessores, quem aparece bastante na tela são jornalistas. Como tantos e tantos filmes sobre política, fala-se muito, em O Favorito, de jornalismo.

E nisso o filme – que, como afirmei mais acima, muitas vezes parece exigir que o espectador conheça profundamente o assunto – até que ajuda quem está vendo. Sempre que vemos uma das muitas cenas dentro de redação de jornal, um letreiro nos diz qual é ele.

E vemos basicamente duas redações – a do Washington Post e a do Miami Herald. O Post, claro, é mostrado como um dos mais importantes do país e um baluarte do bom jornalismo, o que ele de fato era, naqueles anos 80, assim como havia sido nos anos 70 e assim como é hoje. O Miami Herald é mostrado como um grande jornal de Estado importante mas, a rigor, a rigor, um tanto periférico.

Na redação do Post estão pelo menos duas figuras históricas, lendárias: Ben Bradlee, o editor-chefe do jornal que – juntamente com a proprietária, a grande dama Katharine Graham – garantiu a publicação da série de reportagens sobre o escândalo Watergate que acabariam por levar à primeira e única renúncia de um presidente americano, o pavoroso Richard Milhous Nixon. E também Bob Woodward, exatamente um dos dois repórteres que cobriram todo o caso Watergate, desde a primeira noite, a da invasão do comitê central do Partido Democrata no complexo de prédios Watergate.

Ben Bradlee já foi interpretado por Jason Robards Jr. em Todos os Homens do Presidente (1978), a reconstituição da apuração do caso Watergate, e por Tom Hanks em The Post: A Guerra Secreta (2017), sobre a divulgação, pelo New York Times e pelo Post, dos Papéis do Pentágono. Aqui ele é feito por Alfred Molina – um ótimo ator, mas meio grande demais, me parece, para fazer o magrinho Bradlee.

E Bob Woodward… Bob Woodward está aí firme na luta até hoje, e lançou dois livros sobre o idiota que teve 3 milhões de votos a menos que a candidata democrata em 2016, mas ainda assim, por causa do sistema eleitoral criado há dois séculos, foi eleito o presidente de número 45 – Fear: Trump in the White House (2018) e Rage (2020).

Em Todos os Homens do Presidente, foi interpretado por Robert Redford. Aqui, é feito por Spencer Garrett.

Os nomes dos jornalistas do Miami Herald não são conhecidos como os de Ben Bradlee e Bob Woodward, mas eles são importantes na história. Foi o jornal de Miami que deu o furo. Embora não seja propriamente um jornaleco, um troço de jornalismo marrom, como alguns tablóides britânicos e o também tablóide New York Post, que fez campanha para Donald Trump em 2020, o Miami Herald foi o primeiro jornal a obter a informação de que o senador Hart estava tendo um caso com uma moça de Miami; repórteres do jornal foram atrás da história – isso o filme mostra detalhadamente. E, no dia 3 de maio de 1987, surpreendeu o país com a manchete “Miami woman is linked to Hart; Candidate denies any impropriety”.

(A data exata e o texto da manchete – mulher de Miami é ligada a Hart; candidato nega qualquer impropriedade – não aparecem no filme. Isso vi numa rápida pesquisa pela internet.)

O que infidelidade tem a ver com capacidade de governar?

A história revelada pelo Miami Herald explodiu como uma bomba atômica. As emissoras de TV foram em cima com tudo – as sequências em que a casa da família Hart, nos arredores de Denver, Colorado, é cercada pela multidão de repórteres e cinegrafistas, dá ânsia de vômito, mesmo neste velho jornalista aqui.

Os maiores jornais – New York Times, Washington Post – esperaram um pouco para ver como noticiariam aquilo. E aí o filme mostra diálogos fantásticos na redação do Post. Alguém se lembra – acho que é Ben Bradlee, que sempre teve ótimas relações com os presidentes democratas – de quando Lyndon Johnson assumiu o governo, depois do assassinato de John F. Kennedy, em 1963. Johnson disse então para os jornalistas que cobriam a Casa Branca algo assim: vocês vão ver uma grande quantidade de mulheres entrando e saindo do meu gabinete, e quero que vocês sejam tão discretos quanto foram durante a presidência de Jack.

Até o gramado da Casa Branca está exausto de saber que Jack Kennedy era um danado de um mulherengo, tendo comido até mesmo, meu Deus do céu e também da Terra, nada menos que Marilyn Monroe – mas a imprensa séria não falava dessas coisas.

– “Os tempos mudaram”, responde alguém daquele grupo de jornalistas na redação do Post.

Fiquei me perguntando quando foi exatamente que os tempos mudaram em relação a essa questão, a infidelidade conjugal dos homens públicos.

É impossível, ao ver a história do senador Gary Hart, deixar de pensar em outro grande senador democrata, liberal, progressista, por quem sempre tive grande simpatia, e que poderia, talvez, ter concorrido ao posto de candidato do Partido Democrata à Presidência, Ted Kennedy.

Edward Moore Kennedy (1932-2009), o mais novo dos nove filhos de Joseph P. Kennedy, o que sobreviveu aos dois irmãos assassinados, John e Bob, foi eleito senador por Massachusetts sete vezes. Em julho de 1969 – 18 anos, portanto, antes de as fotos de Gary Hart com uma jovem loura de minissaia em seu colo acabarem com sua carreira política –, houve o acidente de Chappaquiddick. Ted dirigia o carro em que viajava com sua ex-secretária Mary Joe Kopechne, de 28 anos, na ilha com esse nome difícil, Chappaquiddick. O carro se acidentou, caiu na água; o senador conseguiu se salvar, mas Mary Joe morreu. E, apavorado, sem saber o que fazer, ele não pediu socorro.

Para muita gente, ficou bastante claro que Ted se recusou a se apresentar como candidato a candidato à Presidência pelo Partido Democrata por temer que o tema da campanha fosse sempre Chappaquiddick.

A forma com que cada país, cada sociedade encara infidelidade conjugal de homem público varia muito. Aqui, sempre se soube que Juscelino era um conquistador, que Tancredo, Lula, Covas, para citar só alguns grandes políticos, tiveram casos – mas isso não os tirou da arena.

O que o filme faz bastante – e com bastante brilho – é discutir, exatamente como o próprio Gary Hart fez, se o fato de o político ter um caso extra-conjugal interfere na sua capacidade de exercer um cargo público.

Creio que essa é a maior qualidade do filme: discutir, no final das contas, o que tem uma coisa a ver com a outra.

E discutir, ao mesmo tempo – até porque são coisas profundamente interligadas –, o papel da imprensa diante de casos especificamente da vida privada das pessoas públicas.

O filme demonstra claramente simpatia por Gary Hart

Dá perfeitamente para perceber que esse talentoso, excelente garoto Jason Reitman tem grande simpatia pelo político que retrata em seu oitavo longa-metragem.

Até porque todas as indicações são de que o político Gary Hart era dos bons, dos melhores. Era o oposto, o exato oposto dos populistas ignorantes, grossos, grosseiros, grotescos, sem educação, sem cultura, reacionários, autoritários, antidemocráticos, do tipo Donald Trump, Vikor Orbán, Mateusz Morawiecki, Jair Bolsonaro.

Seria perfeitamente possível encenar essa história colocando tintas fortes nos aspectos mais próximos do escândalo, da coisa sensacionalista.

Com cuidado, atenção, Inteligência, bom senso – e também respeito para com as pessoas retratadas –, Jason Reitman fugiu da abordagem tablóide, sensacionalista, baixaria, feito o diabo da cruz, o vampiro e os ladrões da luz do dia, os maus políticos das perguntas sérias.

Aquela sequência que tentei descrever, no barco Monkey Business, mostra isso da forma mais perfeita possível.

Aos 82 anos em 2018, quando o filme foi feito, Gary Hart (na foto acima, durante a campanha, em 1987) recebeu em sua casa o ator Hugh Jackman, para que se conhecessem, para que Jackman pudesse ver como é o homem que iria interpretar.

O IMDb acrescenta um detalhe fantástico: como Lee Hart estava, naquela época, convalescendo de uma operação no quadril, e o casal estava ocupando um quarto no andar térreo de sua casa perto de Denver, para evitar as escadas, Hugh Jackman se hospedou no quarto principal, e dormiu na cama do casal.

Ah, sim, esta informação está junto dos créditos finais do filme: Lee e Gary Hart continuam juntos.

O Favorito foge, decididamente, do sensacionalismo

Aparentemente, ficou na memória dos americanos a tal foto em que a jovem Donna Rice aparece de minissaia no colo do senador, que usa uma camiseta da tripulação do navio Monkey Business.

A foto apareceu na capa do tablóide National Enquirer. E, aparentemente, foi extensamente reproduzida ao longo de dias e dias.

Uma nota na página de Trivia do IMDb me deixou muito impressionado. Transcrevo da forma mais literal possível:

“Estranhamente, o filme nunca menciona, mostra ou recria a famosa foto incriminatória de Donna Rice em uma minissaia sentada no colo do senador Hart. Embora publicada no National Enquirer, foi um grande prego no caixão político de Hart.”

Pode parecer estranho – mas há realizadores, e há filmes, que preferem não mostrar as coisas da forma com que os tablóides sensacionalistas mostram.

Os realizadores de The Front Runner tiveram a dignidade de mostrar o filme, antes da estréia, para Donna Rice Hughes – em 2018 uma senhora de 60 anos, avó de três netos, havia 24 anos trabalhando em uma ONG dedicada à defesa de crianças contra pornografia, bullying e outras ameaças. O Hughes é do casamento com um empresário da área de tecnologia.

Depois de ver o filme, Donna Rice Hughes disse à revista People – que em 1987 deu uma foto dela na capa, com o título bem safado de “Hart Stopper”, a que pára Hart, num jogo de palavras que também dá o sentido de “a que pára o coração” – que o filme havia contado sua história “com compaixão”.

Anotação em outubro de 2020

O Favorito/The Front Runner

De Jason Reitman, EUA, 2018

Com Hugh Jackman (senador Gary Hart)

e Vera Farmiga (Lee Hart), J.K. Simmons (Bill Dixon, o principal assessor), Mark O’Brien (Billy Shore), Molly Ephraim (Irene Kelly, assessora), Chris Coy (Kevin Sweeney), Alex Karpovsky (Mike Stratton), Josh Brener (Doug Wilson), Tommy Dewey (John Emerson), Kaitlyn Dever (Andrea Hart, a filha), Oliver Cooper (Joe Trippi), Jenna Kanell (Ginny Terzano), RJ Brown (Bill Martin), Alfred Molina (Ben Bradlee, editor-chefe do Washington Post), Mamoudou Athie (AJ Parker, repórter do Washington Post), Ari Graynor (Ann Devroy), John Bedford Lloyd (David Broder), Steve Coulter (Bob Kaiser), Spencer Garrett (Bob Woodward, do Washington Post), Steve Zissis (Tom Fiedler), Bill Burr (Pete Murphy), Kevin Pollak (Bob Martindale, do Miami Herald), Sara Paxton (Donna Rice), Toby Huss (Billy Broadhurst)

Roteiro Matt Bai & Jay Carson & Jason Reitman 

Baseado no livro “All The Truth Is Out”, de Matt Bai

Fotografia Eric Steelberg

Música Rob Simonsen

Montagem Stefan Grube

Casting John Papsidera

Produção Columbia Pictures, Stage 6 Films, BRON Studios, Creative Wealth Media Finance, Endeavor Content, Right of Way Films.

Cor, 113 min (1h53)

***

Disponível no Now em outubro de 2020.

Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *