Enola Holmes

Nota: ★★★★

Enola Holmes me fez lembrar demais de O Fabuloso Destino de Amélie Poulin, que Jean-Pierre Jeunet lançou em 2001 e revelou ao mundo a gracinha que é a Audrey Tautou.

Não por causa dos temas, das tramas, é claro. Em termos das histórias que contam, Enola Holmes não tem absolutamente nada a ver com Amélie Poulin, é claro.

É pela forma, pelo jeito de contar a história.

Exatamente como Amélie Poulin, o filme do inglês Harry Bradbeer tem uma narrativa que solta fagulhas de inteligência, criatividade, inventividade, bom humor sem parar, sem parar, sem parar.

Enola Holmes, a protagonista – interpretada por esse prodígio absoluto que é Millie Bobby Brown, 16 aninhos de idade em 2020, ano de lançamento do filme –, conversa com o espectador ao longo dos 123 deliciosos minutos do filme. Para ilustrar o que ela diz, surgem na tela fantásticas ilustrações, montagens que misturam fotos e desenhos, live action e um pouco de animação.

Só para dar um exemplo: quando se fala do irmão famoso de Enola, Sherlock, surge na tela uma montagem em que uma foto da cabeça do ator Henry Cavill, que interpreta Sherlock ainda jovem, aí com uns 26 ou 28 anos, é colocada sobre o corpo do detetive tirado de uma ilustração de Sidney Paget (1860-1908), o artista que fez os desenhos das primeiras edições das aventuras de Holmes, ainda na revista The Strand Magazine, há mais de 120 anos.

(Sobre Sherlock Holmes, que nesta história não é o protagonista, vou falar bastante, mais adiante – e encarnando um sherlockiano.)

É tudo tão inteligente, tão gostoso, e tudo anda num ritmo tão acelerado, uma novidade interessante após a outra, sem parar, sem parar, sem parar, que dá vontade de a gente rever o filme assim que ele termina. Ainda não revi – mas quero rever, e tenho a certeza de que vou encontrar uma imensa quantidade de detalhes interessantes que não percebi da primeira vez.

Uma história em que as mulheres brilham mais

O elenco está impecável, como convém, afinal, a um filme feito nas Ilhas Britânicas, aquele celeiro de grandes atores e atrizes. A começar, é claro, por essa menina Millie Bobby Brown, nascida em 2004 em Málaga, na Espanha, filha de pais ingleses que, quando a garota estava com 4 anos, passaram a morar em Bournemouth, Dorset, e depois se mudaram para Orlando, Flórida.

Millie tinha 13 anos quando ganhou uma indicação ao Emmy como melhor atriz coadjuvante numa série dramática, Stranger Things.

Na minha opinião, é a jovem atriz mais fantástica que já surgiu desde que Saoirse Ronan interpretou Briony Tallis em Desejo e Reparação/Atonement, em 2007.

É verdade que  Millie Bobby Brown acaba em boa parte eclipsando os demais, mas todos os atores estão excelentes, do garoto Louis Partridge, nascido em 2003, que interpreta o visconde Tewkesbury, marquês de Basilwether, até Frances de la Tour, nascida em 1944, que interpreta a avó do jovem nobre.

Não poderia haver atriz mais perfeita para interpretar a rígida, severa diretora de escola para moças de fino trato Miss Harrison do que a irlandesa Fionna Shaw.

Assim como não poderia haver atriz mais perfeita para o papel de Eudoria Holmes do que essa camaleoa fantástica que é Helena Bonham Carter.

Eudora Holmes está presente na trama do filme o tempo todinho – embora apareça de fato na tela durante pouco tempo. É a mãe de Mycroft, o mais velho (interpretado por Sam Claflin), de Sherlock, o do meio, e de Enola, a irmãzinha temporã.

É uma mulher absolutamente à frente de seu tempo – o filme se passa na Era Vitoriana, mais precisamente em 1884. Depois de ficar viúva, vive uma vida absolutamente plena, com mil e uma atividades e uma incrível capacidade de brilhar com a cabeça, a inteligência, e também com o corpo – e passa para a filha caçula toda a sua expertise tanto intelectual quanto atlética. A paixão por livros, conhecimento, jogos de palavras, códigos, é semelhante à dedicação às atividades físicas, artes marciais, formas de autodefesa.

E, no momento em que a ação do filme começa – quando Enola está completando 16 anos –, ela desaparece da grande casa da família no campo inglês, para total choque da garota e assombro dos dois filhos homens, ambos residentes em Londres.

A procura por Eudoria Holmes – tanto por Sherlock quanto por Enola – é um dos fios básicos da trama do filme. O outro fio envolve o jovem visconde Tewkesbury e sua família.

Essas duas vertentes que se entrelaçam – a busca por Eudora e a fuga do garoto marquês da mansão da família – terão a ver com eventos bem mais amplos, mais gerais: a política, o direito de todos os cidadãos ao voto.

Nem precisava disso – mas este alegre, gostoso, engraçado divertissement vai falar bastante sobre a necessidade de reforma das antigas leis que limitavam o acesso dos mais pobres e de todas as mulheres ao voto no glorioso Império Britânico.

E é um absoluto prazer ver uma história em torno de Sherlock Holmes – aquela figura tão pouco afeita à importância do universo feminino, se não pura e simplesmente misógina – em que o que mais brilham são as mulheres.

Nancy Springer escreveu seis livros com Enola

Enola Holmes é invenção de uma mulher.

Nancy Springer, diferentemente do que seria de se esperar, não é inglesa, e sim americana, de Montclair, Nova Jersey, onde nasceu em 1948. E é um fenômeno: ao longo dos últimos 40 anos, escreveu nada menos que 54 livros – de fantasia, mistério, ficção científica. Conquistou diversos prêmios literários, entre eles o prestigioso Edgar Award concedido pela associação dos Escritores de Mistério da América.

O primeiro livro com a personagem Enola Holmes saiu em 2006 – The Case of the Missing Marquess, exatamente o que deu origem a este filme. Em seguida vieram mais cinco livros da série Os Mistérios de Enola Holmes: The Case of the Left-Handed Lady (2007), The Case of the Bizarre Bouquets (2008), The Case of the Peculiar Pink Fan (2008), The Case of the Cryptic Crinoline (2009), The Case of the Gypsy Goodbye (2010).

Teoricamente, ao menos, dá para esperarmos mais cinco filmes da série Enola Holmes, como foram vários os filmes da série Harry Potter.

Vejo agora, pela sinopse da Wikipedia sobre o livro The Case of the Missing Marquess, que o roteirista Jack Thorne foi bem fiel ao espírito da coisa – mas fez alterações substanciais na trama, nos eventos.

E dá para ter a absoluta certeza de que a autora Nancy Springer não ficou desapontada com o trabalho desse Jack Thorne: a trama tal como ele adaptou para o roteiro é um absoluto brilho.

E, aparentemente, foi o roteirista que introduziu (ou no mínimo ampliou) os aspectos mais diretamente ligados à política: o envolvimento de Eudoria Holmes com o movimento das suffragettes, as mulheres que lutaram pelo direito de voto no início do século XX, e a ligação do jovem Tewkesbury com a Câmara dos Lordes e a votação sobre o Reform Act, ou, no nome oficial, Representation of the People Act, em 1884, que ampliou consideravelmente o direito de voto no Reino Unido.

O roteiro alterou muita coisa do livro

Há poucas informações no IMDb sobre o diretor Harry Bradbeer. Ao contrário do normal, não consta do site enciclopédico a data de nascimento dele; como a Wikipedia também não traz a data, pode-se depreender que o rapaz esconde a idade.

Pelas fotos, é um homem aí de no mínimo cinquentinha.

Começou como assistente de John Schlesinger, o que é uma boa indicação. Pela filmografia – com 26 títulos como diretor, de 1994 para cá – dá para ver que trabalhou muito em séries para a TV. Inclusive em duas séries recentes, de grande sucesso e prestígio: Fleabag e Killing Eve. Por Fleabag, venceu dois prêmios Emmy, os de melhor série comédia e de melhor diretor de série comédia.

Pelo que fez neste Enola Holmes, dá perfeitamente para desculpar a asneira de Harry Bradbeer de esconder a idade: o sujeito tem talento.

O roteirista Jack Thorne nasceu em Bristol, em 1978; tem 39 títulos na filmografia, inclusive Extraordinário/Wonder (2017). Assim como Harry Bradbeer, fez muitos roteiros para séries de TV.

O livro Enola Holmes: O Caso do Marquês Desaparecido foi lançado no Brasil, pela Editora Verus, que pertence à Record.

Como não li o livro, não dá para saber quanto dos diálogos do filme é obra de Nancy Springer e quanto foi criado por Jack Thorne – mas o fato é que Enola Holmes é coalhado de falas deliciosas.

Várias delas mostram como Eudoria pensava e o que ela passou para a filha. – “Há dois caminhos que você tomar, Enola. O seu… ou o caminho que os outros escolherem para você.”

Ou: – “Pinte o seu próprio quadro, Enola. Não deixe que outras pessoas tirem você do curso que escolheu. Especialmente homens.”

Enola sobre a mãe: – “Ela não era uma mãe comum. Não me ensinou a fazer colares de conchas ou a bordar. Fazíamos coisas diferentes. Leitura, ciência, esportes, todos os tipos de exercício – físicos e mentais. Minha mãe dizia que éramos livres para fazer qualquer coisa aqui em casa… e ser qualquer pessoa que quiséssemos.”

Depois de algum tempo de volta à casa da família, após o desaparecimento da mãe, Sherlock Holmes pergunta para a irmãzinha caçula: – “Me diga, ela pelo menos cuidava para que você tivesse uma educação? Ela dava valor à educação.”

E Enola: – “Ela mesma me ensinava. Ela me fez ler cada livro na biblioteca da nossa casa. Shakespeare, Locke, e a enciclopédia, e Thackeray, e os ensaios de Mary Wollstonecraft. E fiz tudo por minha própria conta. Para aprender. O que, minha mãe dizia, era a melhor forma de virar uma jovem mulher.”

Interessante escolha de autores. O primeiro deles, ça va sans dire, mas seria bom lembrar que o filósofo John Locke (1632-1704) é tido como o pai do liberalismo; o romancista William Thackeray (1811-1863) é autor dos clássicos Feira das Vaidades e As Memórias de Barry Lyndon.

Mary Wollstonecraft (1759-1797), a menos famosa da relação de autores citados por Enola, foi escritora, filósofa, historiadora e uma defensora dos direitos das mulheres, autora de Uma Reivindicação pelos Direitos da Mulher, um dos primeiros livros feministas – talvez o primeiro -,  lançado em 1792, o mesmo ano da Revolução Francesa. Mary foi a mãe de Mary Wollstonecraft Godwin, que se tornaria famosíssima com o nome de casada, Mary Shelley, a escritora que criou o personagem Frankenstein, em seu livro Frankenstein ou o Prometeu Moderno, lançado em 1818.

Jogos de palavras, brincadeiras com as letras

Há um monte de falas bem humoradas, espirituosas, com aquele típico humor britãnico. Como esta aqui, que Enola diz olhando para o espectador, vestindo roupas de luto para fazer uma visita à mansão da família Tewkesbury:

– “Ao viajar para não ser reconhecida, uma maneira segura é se vestir como uma viúva. As pessoas estão sempre ansiosas para evitar conversas sobre a morte. As viúvas assustam as pessoas. E não há melhor disfarce que o medo.”

Ou quando Enola está na estação à espera dos irmãos, que estão para chegar no trem que vem de Londres. Antes, ela havia dito que sua mãe dera a ela no nome de Enola porque é “alone”, sozinha, de trás para frente. Então, de pé na estação, ela se vira para a câmara, ou seja, para nós, espectadores, e, enquanto vemos a imagem de peças quadradinhas do jogo Palavras Cruzadas escrevendo Mycroft e Sherlock de trás para diante – um monte de letras formando palavras que significam nada –, ela diz: – “Talvez aquela explicação para o meu nome não seja correta”.

Tforcym. Kcolrehs.

Imagens de peças do jogo Palavras Cruzadas aparecem diversas vezes ao longo do filme, formando novas palavras com as letras de outras.  Maior delícia.

Uma história de ficção. Não há Enola alguma no Cânone

Do ponto de vista de um estudioso sherlockiano, seriam absolutamente necessárias algumas observações.

(E aqui passo a incorporar a visão dos sherlockianos. Veja, abaixo, Nota do Administrador.)

Embora o filme tente fazer crer que está relatando eventos históricos, reais, é fácil demonstrar que se trata de mera obra de ficção. Mais uma de tantas e tantas obras de ficção usando como personagem o detetive Sherlock Holmes.

A mais clara prova de que se trata de uma história fictícia é o fato de que em momento algum do filme é mencionada a figura do dr. John H. Watson.

O filme deixa claro que a ação se passa em 1884. A data aparece em um dos muitos jornais que a câmara focaliza. Além disso, há referências expressas à votação, pela Câmara dos Lordes, do Representation of the People Act. Essa votação aconteceu de fato em 1884.

Ora, é sabido por todos que Sherlock Holmes e o dr. Watson se conheceram em 1881, conforme relatado pelo próprio dr. Watson no livro Estudo em Vermelho/A Study in Scarlett, publicado pela primeira vez em 1887 – livro que, como os demais escritos pelo médico, saiu com a assinatura de seu colega e agente literário Arthur Conan Doyle.

Foi naquele ano de 1881 que Sherlock Holmes alugou os aposentos na Baker Street, que dividiu com o dr. Watson por vários anos.

Dessa forma, é muito estranho que, no filme, o detetive Lestrade, da Scotland Yard (interpretado pelo ator Adeel Akhtar), insista em dizer, mais de duas vezes, que Sherlock Holmes sempre trabalhava sozinho, uma vez que, em 1884, já fazia mais de dois que o detetive tinha sempre a companhia de seu fiel amigo Watson.

É absolutamente inexplicável o fato de que a narrativa não faz, em momento algum, qualquer referência ao dr. John Watson.

Outro ponto que provoca imensa estranheza para nós, sherlockianos, é o fato óbvio de que em momento algum do Cânone há qualquer menção a uma irmã mais nova de Mycroft e Sherlock Holmes.

Fica absolutamente claro, assim, que os fatos relatados no filme são puramente fictícios. São criações da imaginação da escritora norte-americana Nancy Springer.

Ela não é, todos sabemos, a primeira a se utilizar da figura de Sherlock Holmes para criar histórias fictícias. Na verdade, desde o início do século XX, a literatura, o cinema e depois a televisão sempre tomaram muitas liberdades com Holmes. Roteiristas inventaram muitas histórias que não estão no Cânone Sherlockiano, ou seja, as 60 histórias relatadas pelo dr. John Watson, e entregues por este a Arthur Conan Doyle, que se encarregou de publicá-las, entre 1887 e 1927.

Essas liberdades com a figura de Sherlock Holmes começaram cedo, quando os envolvidos – o próprio detetive, o doutor Watson, Conan Doyle – ainda estavam vivos, no início do século passado. E virtualmente a cada ano surgem novos exemplos.

Em 1942, uma produção americana, Sherlock Holmes e a Arma Secreta, chegou a mostrar Holmes e Watson na luta contra o nazismo! Isso quando é amplamente sabido que o grande detetive, nascido em 1854, foi visto pela última vez com vida em 1914!

Em 2009 e 2011, o diretor Guy ex-Madonna Ritchie criou novas aventuras do grande detetive, em filmes de produção suntuosa – Sherlock Holmes e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras – mas que deixaram sherlockianos do mundo inteiro indignados com o retrato de um detetive que usava quase tanto a força bruta quanto o intelecto, a capacidade dedutiva.

As heresias não param jamais. Uma série de TV, Elementary, que estreou na rede americana CBS em 2012, mostra Sherlock Holmes trabalhando em pleno século XXI em Nova York, e ainda comete a desfaçatez de apresentar Watson como uma mulher, interpretada por Lucy Liu!

Há trabalhos que até merecem a admiração da comunidade sherlockiana, como Sr. Sherlock Holmes/Mr. Holmes, de 2015, em que o grande ator Ian McKellen interpreta o detetive já bem idoso, aos 93 anos de idade, vivendo isolado do mundo, numa casa num local distante de qualquer cidade, em um ponto não especificado do litoral britânico, lutando desesperadamente contra a perda da memória.

Naturalmente, é tudo ficção – mas é uma história que tem lógica, não é inverossímil, absurda. Ao contrário, ela respeita as características básicas da personalidade de Holmes, tal qual foram descritas nos quatro romances e 56 contos de fato escritos por John Watson que formam o Cânone Sherlockiano.

Não sou, de forma alguma, dos grandes conhecedores do Cânone. Bem ao contrário, sou apenas um aprendiz – e talvez até por isso mesmo não seja dos sherlockianos mais rígidos, rigorosos. Na verdade, apreciei bastante toda essa história fictícia de Enola Holmes. Dá para perceber que os realizadores de fato se esforçaram para fazer uma história que não fosse ofensiva à figura de Sherlock Holmes, ou que o pintasse de maneira muito diferente do que ele foi na verdade.

Acho que até dá para perdoar o pecado que é não falar do dr. Watson. Mas há um ponto que nenhum admirador de Holmes poderia admitir. É totalmente inadmissível a possibilidade – aventada pelos realizadores do filme – de que a mãe do grande detetive tenha, de alguma forma, se associado à ala radical das sufragistas que recorria à violência para garantir o direito de votos às mulheres.

Absolutely preposterous.

Nota do administrador:

Como se pode perceber, a parte final deste texto foi escrita de acordo com o jogo dos sherlockianos, segundo o qual Sherlock Holmes e John Watson existiram de fato. Elementar, meu caro leitor.

Anotação em outubro de 2020

Enola Holmes

De Harry Bradbeer, Inglaterra, 2020

Com Millie Bobby Brown (Enola Holmes)

e Henry Cavill (Sherlock Holmes),  Sam Claflin (Mycroft Holmes), Helena Bonham Carter (Eudoria Holmes), Louis Partridge (visconde de Tewkesbury, marquês de Basilwether)

e Burn Gorman (Linthorn), Adeel Akhtar (Lestrade, da Scotland Yard), Susan Wokoma (Edith, a amiga de Eudoria), Hattie Morahan (Lady Tewkesbury), David Bamber (Sir Whimbrel), Frances de la Tour (The Dowager, a viúva, avó de Tewkesbury), Claire Rushbrook (Mrs. Lane), Fiona Shaw (Miss Harrison, a diretora da escola para moças), Gaby French (Seamstress), Paul Copley (chefe da estação)

Roteiro Jack Thorne

Baseado no livro The Case of the Missing Marquess: An Enola Holmes Mystery, de Nancy Springer

Fotografia Giles Nuttgens

Música Daniel Pemberton

Montagem Adam Bosman

Casting Jina Jay

Produção Netflix, Legendary Entertainment, PCMA Productions. Distribuição Netflix.

Cor, 123 min (2h03)

****

Disponível na Netflix em 10/2020.

3 Comentários para “Enola Holmes”

  1. Quase sempre estou de acordo com o Sérgio.
    Neste caso não.
    Só vi parte do filme, aborreci-me de morte com o argumento que achei desconexo e sobretudo com as irritantes falas para a câmara por parte da protagonista.
    Realmente há uma série inesgotável de romances, filmes, séries com o uso e abuso de Sherlock Holmes e companheiros.

  2. Esse é – digo isso em outubro – o pior filme que eu assisti esse ano, e um dos piores que eu vi em toda a vida.
    Mas como eu jamais escreveria um texto assim supimpa desses, deixa quieto, rs.

  3. Que absoluta delícia, Senhorita! Adoro todos os seus comentários, mas este está demais…
    Sérgio

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