Duas Mulheres, Dois Destinos / L’Une Chante L’Autre Pas

Nota: ★★★★

L’Une Chante L’Autre Pas, que Agnès Varda lançou em 1977, é um encanto, uma beleza, uma maravilha, um show de sensibilidade e talento, um filmaço, uma obra-prima.

É, ao mesmo tempo, a história íntima da amizade de duas mulheres ao longo de um bom período de tempo, 14 anos, e um registro preciso e precioso das mudanças sociais ocorridas ao longo daqueles anos turbulentos – entre 1962 e 1976 – em que quase absolutamente tudo mudou. Nesse sentido, é um momento Ettore Scola na carreira da cineasta belga radicada desde praticamente sempre na França. Como nos filmes do mestre italiano, Varda faz um afresco, um painel da Grande História, ao contar a história da amizade entre Pauline e Suzanne.

Seguramente muita gente já disse e dirá que o filme é também um manifesto feminista. Sim, ele vai fundo na questão do aborto – faz uma defesa vigorosa do direito ao aborto –, vai fundo nas dores, angústias e alegrias da maternidade. Porém, muito mais que feminista, é um filme feminino. É uma ode à feminilidade, às mulheres – e ao abençoado bom relacionamento, de igual para igual, entre mulheres e homens.

Tudo isso, e um pouco mais, contado com um texto da mais pura beleza e imagens criadas com o cuidado de ourives que parecem pérolas.

L’Une Chante L’Autre Pas é um absurdo.

É preciso um registro desde já. O filme foi lançado no Brasil com o título de Duas Mulheres, Dois Destinos; foi com esse título que o vi em março de 1980, no Belas Artes, e também em setembro de 1996, na Sala Cinemateca, que na época ocupava o cinema da Rua Fradique Coutinho, em Pinheiros (que foi fundado como Cine Fiametta, já se chamou Cine Uol e hoje é Cinesala).

Está como Duas Mulheres, Dois Destinos tanto na edição brasileira do Dicionário de Cinema – Os Diretores de Jean Tulard quanto no Dicionário de Cineastas de Rubens Ewald Filho. Em algum momento, no entanto, passou a ser chamado de Uma Canta, a Outra Não, tradução literal do belíssimo título original. Quando houve uma grande Retrospectiva Agnès Varda nos Centros Culturais Banco do Brasil de São Paulo e Brasília e no OdeonBR do Rio, já foi exibido como Uma Canta, a Outra Não – o título com que está também na caixa de DVDs Mulheres na Direção lançada pela Versátil Home Vídeo em 2018.

“Essa com as crianças, eu a conheço. Éramos vizinhas”

Já nos créditos iniciais vemos fotos de mulheres – belos retratos em preto-e-branco de mulheres das mais diversas idades, mulheres comuns, gente do povo.

Ao fim dos créditos, vemos Pauline (Valérie Mairesse, à esquerda na foto acima) caminhando pela rua. Ela se detém diante de uma vitrine em que aparecem alguns dos retratos que havíamos visto durante os créditos. São retratos grandes, grandes ampliações, do tamanho de quadros. Ela entra – é um estúdio fotográfico, o fotógrafo se chama Jérôme (Robert Dadiès). Os dois começam a conversar; Pauline diz que nunca havia visto fotos assim; que elas são belas, mas as mulheres têm expressões tristes.

Um letreiro nos informa que estamos em 1962, e aquele primeiro capítulo do filme tem o título de “Jérôme”.

A garota se aproxima da foto de uma bela moça morena com duas crianças, uma menininha de uns 3 anos, um garotinho que não tem nem um ano.

– “Essa com as crianças, eu a conheço. Éramos vizinhas, uns anos atrás, na Rue de Maine. Ela teve problemas e desapareceu. Meus pais a criticavam, então quis conhecê-la melhor. Ela era legal. Não era triste desse jeito. Onde ela estará agora?”

– “Ela vive comigo. Esses são nossos dois filhos.”

– “Oh, que gafe!”, exclama Pauline. Mas Jérôme não leva a mal. Pauline pergunta onde eles moram, Jérôme dá o endereço, ela diz que vai à casa deles qualquer dia.

Em casa, um apartamento de classe média, pergunta à mãe se ela se lembra de Suzanne, a sobrinha do sapateiro. Conta que viu fotos dela, que ela parece ter 30 anos. A mãe (Mona Mairesse) diz que se lembra, que Suzanne deve ter se metido em alguma encrenca, e não é estranho que pareça mais velha do que na realidade é. “Ela começou cedo”, sentencia, com visível menosprezo pela moça.

Suzanne quer fazer um aborto, mas não tem dinheiro

Pauline logo vai visitar Suzanne (o papel de Thérèse Liotard, à direita na foto acima). Põem suas histórias em dia, checam as idades – Pauline está com 17, Suzanne, com 22.

Veremos que são muito diferentes, em quase tudo. Pauline, loura, canta no coral da boa escola que frequenta, está prestar a prestar os exames do bacharelato – o fim do curso secundário; é moça de classe média. Suzanne é mais pobre; veremos que os pais são do campo, têm um sítio pequeno; em Paris, viveu com o tio sapateiro, e aos 22 anos de idade tem dois filhos, vive com um homem que abandonou o primeiro casamento e é um sonhador, trabalha muito no seu ateliê fotográfico, mas não consegue vender suas fotos, falta dinheiro para tudo.

E o pior: está grávida de novo, de uns dois meses. Não teve coragem ainda de contar para Jérôme. Gostaria de tirar o filho, mas não tem dinheiro para fazer o aborto.

O aborto não era legalizado na França em 1962 – só viria a se tornar legal, após grande campanha popular, em 1975.

Pauline se informa com amigas sobre aborto. Fica sabendo o endereço de uma aborteira que cobra relativamente pouco – mas usa processo rudimentar, perigoso. Seguro mesmo seria na Holanda, ou na Suíça. Na Suíça, custaria uns 20 mil francos.

A garota diz aos pais que o coral vai fazer uma excursão, e ela precisa de 20 mil francos para a viagem. Entrega o dinheiro para Suzanne e se dispõe a cuidar das duas crianças enquanto ela faz a viagem para realizar o aborto.

É o começo de uma grande amizade entre as duas moças, uma que canta, a outra que não.

As duas amigas se reencontram após dez anos

Quando o filme está com uns 25 dos seus 121 minutos, há uma grande tragédia.

E, depois dela, há um grande corte no tempo. Um letreiro nos informa que se passaram dez anos, estamos agora em 1972. E a voz de uma narradora em off nos conta que as duas amigas se afastaram, passaram longo tempo sem se ver. Suzanne foi morar com os pais, no campo; enfrenta a vida dura de trabalho desde o inicinho do dia – e mais os maus tratos do pai e da mãe, que a desprezam por ter tido filhos fora do casamento. A mãe trata os netos de “bastardos”.

Pauline adotara o apelido de Pomme, tinha virado cantora e meio hippie.

As duas se reencontram durante uma manifestação feminista em favor de uma garota de 16 anos, Marie Claire, que estava sendo julgada pelo “crime” de ter feito um aborto. (A escolha do nome da garota não é gratuito, de forma alguma. A revista Marie Claire teve importante papel na luta pela legalização do aborto na França.)

Pomme estava então namorando um rapaz bonitão, um iraniano, Darius (Ali Rafie), que havia conhecido durante uma viagem a Amsterdã, para fazer um aborto. Ela relata para Suzanne como foi a viagem – um grupo grande de mulheres francesas viajando à Holanda para fazer o aborto em boas condições, em boas clínicas, o que não poderiam fazer em seu próprio país.

As duas amigas prometem que não vão mais perder contato – que, mesmo vivendo distante uma da outra, vão se corresponder. E cumprem o prometido.

O filme passa então a acompanhar as vidas de Pomme e de Suzanne a partir daí, num período que vai de 1972 a 1976. Pomme passa a participar de um grupo de cantoras, o Orchidée, orquídea – e o grupo de fato existia, formado pelas cantoras e instrumentistas Joëlle Papineau, Micou Papineau e Doudou Greffier, que interpretam a si próprias na história criada por Agnès Varda. Mais tarde, Darius a leva ao Irã, onde os dois se casam. E lá – surpresa! – Pomme descobre que o homem de cabeça aberta, a favor dos direitos das mulheres, tem seu lado patriarcal, egoista, machista.

Suzanne empreende, com grande esforço, a retomada da vida como pessoa independente. Autodidata, aprende o necessário para obter trabalho, deixa finalmente a fazenda dos pais, muda-se para Hyères, na Côte d’Azur, e eventualmente passa a trabalhar numa agência que auxilia mulheres a fazer o planejamento familiar e evitar filhos. Seus próprios filhos vão crescendo – e, quando o garoto Mathieu está aí com uns 10 anos e quebra a perna, aproxima-se dela um médico, um pediatra, simpático, atencioso, Pierre Aubanel (Jean-Pierre Pellegrin). O problema é que o dr. Aubanel é casado, e Suzanne jurou para si mesma que não haveria outro homem casado em sua vida.

Ao final, uma grande festa de família e amigos

Agnès Varda reúne Pomme e Suzanne para um epílogo que se passa em 1976, 14 anos depois que a primeira viu as fotos da segunda no ateliê de Jérôme, as duas amigas cercadas pelas pessoas próximas a elas – os filhos de Suzanne, Mathieu e Marie, a filha de Pomme, a quem deu o nome de Suzanne, as três amigas do grupo Orchidée, Joëlle, Micou e Doudou, o dr. Pierre Aubanel, François, o pai solteiro que as moças do Orchidée haviam conhecido durante uma turné, e seu filho Zorro…

Deve ter sido uma grande festa a filmagem dessa sequência do epílogo. Uma grande festa de amigos e familiares:

* A Marie filha de Suzanne, então com 17 anos de idade, é interpretada por Rosalie Varda, filha do primeiro casamento da diretora, com Antoine Bourseiller. Rosalie foi legalmente adotada pelo segundo marido de Agnès Varda, Jacques Demy, o autor, entre outras pérolas, de Les Parapluies de Cherbourg (1964) e Les Demoiselles de Rochefort (1967). Rosalie Varda viraria figurinista e produtora de cinema. Ah, sim: o pai biológico dela, Antoine Bourseiller, trabalhou com a mãe como ator em Cléo de 5 às 7 (1962).

* Zorro, o filho do pai solteiro François, é interpretado por Mathieu Demy, filho de Agnès e Jacques, meio-irmão de Rosalie. Viria a ser ator, roteirista e diretor de cinema. É dele, por exemplo, o filme Americano (2011), em que dirigiu Geraldine, a filha de Charlie e Oona Chaplin, e Chiara, a filha de Marcello Mastroianni e Catherine Deneuve, que foi dirigida por Jacques Demy nos dois filmes citados logo acima, e pela própria Agnès Varda em As Criaturas (1966).

* François, o pai solteiro que pega carona com as moças do grupo Orchidée e viaja com elas pelo interiorzão da França durante algum tempo, é interpretado por François Wertheimer, que vem a ser o autor da bela trilha sonora de L’Une Chante L’Autre Pas.

* Joëlle, Micou e Doudou, como já foi dito, formavam de fato o grupo musical Orchidée. Elas escreveram as canções que o Orchidée e Pomme interpretam ao longo do filme, sempre com letras escritas pela própria Agnès Varda – letras que falam bem explicitamente sobre ser mulher, ser fêmea, feminilidade, o corpo da mulher, a convivência das mulheres com seus corpos.

Sim, sem dúvida deve ter sido uma grande festa a filmagem do epílogo do filme.

E é uma alegria ver a sequência final. É daquelas coisas que dá vontade de você pular da poltrona e aplaudir de pé como na ópera – e que deixam você flutuando a alguns centímetros do solo por um bom tempo.

Agnès Varda gosta de usar atores menos famosos

Algumas opiniões e informações soltas sobre o filme e sua produção:

* O título original é da forma com que grafei aí acima várias vezes, L’Une Chante L’Autre Pas, sem a vírgula entre as duas orações. O segundo título que o filme ganhou no Brasil, diferentemente do original, tem a vírgula, sim: Uma Canta, a Outra Não. O que em francês é gostoso, sonoro, em inglês tem um som feio, me parece: One Sings, the Other Doesn’t. Foi o título nos países de língua inglesa.

* Respeitadíssima por seus colegas, pelo pessoal da indústria cinematográfica, pela crítica, Agnès Varda seguramente poderia ter em seus filmes os atores que bem entendesse, os maiores e mais badalados nomes do cinema francês. De maneira fascinante, no entanto, muitas vezes ela prefere trabalhar com atores e atrizes menos estelares. É o caso de Corinne Marchand de Cléo de 5 às 7 (1962), de Jean-Claude Drouot, Marie-France Boyer e Marcelle Faure-Bertin de As Duas Faces da Felicidade (1965) e de Thérèse Liotard e Valérie Mairesse aqui.

Não que sejam atores pouco conhecidos e/ou com menos experiência. Não é isso, de forma alguma. Mas nenhum desses citados aí logo acima chega a ser um grande astro, uma imensa estrela.

* Thérèse Liotard, que faz Suzanne, a que não canta, nasceu em 1949, em Lille; estava, portanto, com 27 quando L’Une Chante L’Autre pas foi filmado. Esteve na ativa até 2013; sua filmografia tem 74 títulos, entre eles O Castelo de Minha Mãe e A Glória de Meu Pai, ambos de Yves Robert, com base em obras de Marcel Pagnol, de 1990.

* Valérie Mairesse, que faz Pauline, aliás Pomme, a que canta, nasceu em nasceu em 1955, em Paris, e estava com 21 na época das filmagen. Tem 97 títulos na filmografia, o mais recente deles de 2018. Em uma olhada rápida nos nomes dos filmes, não reconheci nenhum outro além deste aqui.

* As filmagens foram em 1976, mas o filme estreou em Paris em março de 1977, e foi apresentado nos festivais de Toronto, Nova York e Chicago no ano do lançamento. Assim, há fontes que dão o ano do filme como sendo de 1976 e outras que registram 1977.

* Em 2014, o filme passou por processo de restauração, supervisionado pela própria realizadora. É a cópia restaurada que foi usada para o lançamento em DVD no Brasil, em 2018, na caixa Mulheres na Direção, da Versátil Home Vídeo. (As outras diretoras dos filmes da caixa são Ida Lupino, Donna Deitch e Lynne Ramsay.)

Quando todas as mulheres despertarem, será fabuloso.”

Na época do lançamento do filme, em uma entrevista ao jornal Le Quotidien de Paris, Agnés Varda disse o seguinte:

“Eu amo os homens, acho-os apaixonantes, fundamentalmente misteriosos, o que acaba sendo muito atraente, claro. Não afirmo conhecê-los. Eles são sonhadores, mas, diferentemente de nós, eles não sonham dentro do cotidiano, mas fora. E, depois, eles chafurdam dentro. Mas nós somos salvas pela capacidade de sonhar dentro do nosso cotidiano, com as crianças, com a louça, com as noites em claro. Quando todas as mulheres despertarem de seu sono, será fabuloso. Isso marcará a grande mudança. Como aconteceu com o surgimento da imprensa, do marxismo ou de Freud.”

Numa edição de março de 1977 da revista Le Nouvel Observateur, Jean-Louis Bory escreveu:

“O que enche de graça o último filme de Agnès Varda é sua liberdade enérgica contra todo tipo de catecismo: seu riso, sua insolência divertida, sua serenidade terna, ao mesmo tempo suave e firme, além de qualquer agressividade. Sua Suzanne, sua Pauline-Pomme, nós as adoramos, porque elas se mostram tão vivas, tão naturais. Sua mensagem, se mensagem existe (e existe, precisa e circunstancial), elas a transmitem como se respira: sem crispação edificante. Elas não nos dão nenhuma lição, chegando a evitar, mesmo depois de um corte brusco em relação aos homens, a substituição do preconceito machista que nos faz vomitar pelo também estúpido preconceito feminista. Suzanne e Pomme amam, sofrem, têm filhos, são felizes, trabalham, tudo isso sob nossos olhos, com um sentido da duração, da paisagem, das pessoas e do ar que é proprio a Varda e que me parecida eclipsado entre As Duas Faces da Felicidde (1965) e Daquerreótipos (1975).”

O Guide des Films de Jean Tulard dá 3 estrelas para o filme, e começa a apreciação citando o refrão de uma das canções que Pomme canta com as moças do Orchidée, letra de Agnès Varda: ‘Ni cocotte, ni popote, ni falotte. Je suis femme, je suis moi.” Nem galinha, nem sopa, nem fracote. Sou mulher, sou eu.

“‘Ni cocotte, ni popote, ni falotte. Je suis femme, je suis moi’, canta Pomme. É a época das manifestações feministas. Agnès Varda se junta ao movimento com este filme que é uma pequena maravilha de equilíbrio e de liberdade. Sem maniqueísmo, com bom humor, ela reivindica para as mulheres o direito de serem elas mesmas, tão bem na maternidade quanto na marginalidade. Ela faz isso através da jornada de duas mulheres que é um elogio à felicidade e à plenitude.”

É isso. L’Une Chante L’Autre Pas é uma jóia, uma pérola, uma maravilha.

Anotação em agosto de 2019

Duas Mulheres, Dois Destinos /L’Une Chante L’Autre Pas

Relançado como Uma Canta, a Outra Não

De Agnès Varda, França-Bélgica, 1977

Com Thérèse Liotard (Suzanne Galibier), Valérie Mairesse (Pauline, que passa a ser Pomme)

e Robert Dadiès (Jérôme, o marido de Suzanne), Ali Rafie (Darius, o namorado de Pomme), Jean-Pierre Pellegrin (o doutor Pierre Aubanel), Joëlle Papineau (Joëlle, do grupo Orchidée), Micou Papineau (Micou, do grupo Orchidée), Doudou Greffier (Doudou, do grupo Orchidée), François Wertheimer (François, o pai solteiro), Mathieu Demy (Zorro, o filho de François), Salomé Wimille (Marie aos 3 anos), François Courbin (Mathieu aos 9 meses), Frédéric Boyot (Mathieu aos 2 anos e meio), Isabelle Eduards (Marie aos 5 anos), Dominique Ducros (Marie aos 13 anos), Rosalie Varda (Marie aos 17 anos), Laetitia Rojas (Suzanne filha de Pomme aos 2 anos), Mona Mairesse (a mãe de Pomme), Francis Lemaire (o pai de Pomme), Jean Van Der Swalnen (o pai de Suzanne), François Gibert (François I, o guitarrista), Fred Maubert (o comissário de polícia), Marion Hänsel (a equilibrista grávida), Dane Porret (o roqueiro yéyé), Nicole Clément (a professora de filosofia), Gilberte Sallé (a assistente social), Bénédicte Charonnet (Carla, a amiga de Marie), Evelyne Tonietto (Evelyne), Élise Beltrame (Élise)

Argumento e roteiro Agnès Varda

Fotografia Charlie Van Damme

Música François Wertheimer e o grupo Orchidée, com letras de Agnès Varda

Montagem Joële Van Effenterre

Produção Ciné Tamaris, Societé Française de Production, Institut National de l’Audiovisuel e Contrechamp, Paradise Films

Cor, 121 min (2h01)

R, ****

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