Sem Destino / Easy Rider

Nota: ★★★½

Cara, é um troço muito doidão rever Easy Rider exatos 50 depois!

Antes de mais nada, é preciso registrar: Easy Rider (1969) é obra conjunta de Dennis Hopper e Peter Fonda. Os dois interpretam os protagonistas; os dois escreveram argumento e roteiro (com a ajuda ainda de Terry Southern); Dennis Hopper assina a direção, Peter Fonda, a produção. Hopper tinha 33 anos; o filho de Henry Fonda, 29

Há muito tempo queria enfim rever o filme, mas não rolava. Em um início de noite de sábado, sozinho em casa, Mary viajando, finalmente botei no DVD player, som alto, que é como tem que ser.

É muito estranho.

Não, não um estranho ruim, de decepção – nada disso. Mas é que são 50 anos… Meio século!

Quando vi Giant, Assim Caminha a Humanidade, pelas primeiras duas vezes, quase em seguida, me impressionou demais uma frase que Leslie Benedict-Liz Taylor fala para o marido Bick Benedict-Rock Hudson, que é mais ou menos assim: – “E por que você acha que estou amando você há um quarto de século?”

Um quarto de século! Era tempo demais, era absolutamente inimaginável para um garoto de 14 anos de idade.

Tanto Liz Taylor quanto Rock Hudson estavam maquilados para parecer mais velhos do que eram, ao final daquele épico maravilhoso, e a lembrança daquela cena ficou para sempre comigo. Mas sobretudo o que guardei foi aquela coisa que expressa um tanto de tempo que parecia maior que o infinito: um quarto de século!

Pois é. Imagine-se rever Easy Rider meio século depois!

Meio século depois, a gente ainda lembra de quase tudo

Meio século – e no entanto me lembrava perfeitamente de diversos diálogos – diálogos inteiros. Tomadas inteiras. O que vinha depois de uma determinada sequência – a ordem dos acontecimentos todos. Gestos, trejeitos, jeitos. A cara dos mexicanos perto do bar onde Dennis Hopper e Peter Fonda vão comprar a cocaína.  O produtor e arranjador Phil Spector fazendo uma participação especial como o milionário que examina e fica com a cocaína comprada no México por uma quantia muito menor. Peter Fonda botando as notas grandes de dólares dentro de uma espécie de mangueira, e enfiando a mangueira dentro do tanque de gasolina da moto. Peter Fonda jogando o relógio fora, bem no início, enquanto a câmara faz um trejeitinho que repetirá diversas vezes. O hippie bonito, sem camisa, dançando na comunidade onde os dois protagonistas param por um tempinho  A falta de papo entre Peter Fonda e a mocinha hippie que se interessa por ele. Dennis Hopper brincando de levantar a minissaia da moça na comunidade hippie. Os dois e as duas moças hippies nadando e brincando numa piscina natural ao lado de um rio. Jack Nicholson na saída da prisão, bebendo a primeira cachaça do dia, batendo o antebraço direito no corpo como se fosse uma galinha batendo uma asa, fazendo uma careta e dizendo, entre os dentes grandes: – “Indians!” Jack Nicholson, ao sair da cadeia com os dois protagonistas, falando sobre “those machines we’ve been hearing so much about”. Dennis Hopper fazendo um bbblu, bbbblu, bbblu ao ver as seis menininhas no bar do vilarejo interiorano assanhadíssimas diante dos três sujeitos esquisitos – e o xerife do lugar, na mesma hora, destilando preconceito contra eles. Karen Black cruzando as pernas no puteiro mais chique de Nova Orleans, com aquela meia de fios rendados pretos, a coxa todinha à mostra. A sequência no Mardi Grass, o carnaval de Nova Orleans, toda filmada de modo a que a imagem parecesse absolutamente superexposta, granulada. A sequência que vem logo depois, as imagens loucas do LSD no cemitério. E, claro, óbvio, a sequencia final – maravilhosa, belíssima, chocante, apavorante.

Me lembrava perfeitamente, perfeitamente da frase que Wyatt-Capitão América-Peter Fonda para Billy-Dennis Hopper, logo antes da sequência final e  logo depois do LSD no cemitério com as putas filé mignon da América – a expressão usada por George Hanson-Jack Nicholson para definir aquele puteiro que havia sido indicado a ele pelo próprio governador da Louisianna: – “We blew it”. Estragamos tudo. Jogamos fora, desperdiçamos, fodemos tudo. Ele fala uma vez, e ainda repete, antes de dizer boa noite: – “We blew it”.

Mas não me lembrava do diálogo que, ao rever agora, acho que é o mais importante do filme, é o que o filme quer dizer, afinal – além da frase de Wyatt, “We blew it”.

Os três haviam parado para passar a noite no meio do mato, depois de desistir de comer alguma coisa no bar do lugarejo interiorano onde seis adolescentes se mostravam excitadinhas com a presença deles e a homarada, o xerife à frente, destilava bílis, preconceito, ódio. Os três: Wyatt e Billy, os dois protagonistas, Peter Fonda e Dennis Hopper, que estão cruzando o país desde Los Angeles até Nova Orleans após vender a boa quantidade de cocaína com um lucro muito grande, e mais o tal George Hanson, o advogado filho de um homem poderosíssimo da cidadezinha, que havia sido preso por bebedeira e na cadeia ficara conhecendo os dois hippies, presos por uma besteira qualquer. Ao sair da cadeia, George havia conseguido liberar também os outros dois, e, num rompante, resolvera ir com eles até Nova Orleans.

E então param para passar a noite no meio do mato.

Wyatt, o que se veste com uma calça preta de couro e um blusão de couro com uma gigantesca bandeira americana nas costas, parecendo o Capitão América dos quadrinhos, estava quieto – é o jeito dele, um sujeito mais quieto. Billy, que se veste de uma maneira que faz lembrar o lendário Buffalo Bill do Velho Oeste, bem ao contrário, fala demais, fuma baseado o tempo absolutamente todo, está sempre chapado, meio bobão.

O Capitão América, o cara que parece o personagem fictício do futuro, é ensimesmado, pensativo, sério, quase sisudo. O Buffalo Bill é sonso, alegre, esporrento. (Hã quem fale em Billy the Kid, mas tem muito mais a ver com Buffalo Bill.)

Wyatt está quieto. George Hanson fala sem parar com Billy.

– “Este país já foi muito bom”, diz George. “O que foi que deu errado?”

“Eles têm medo de vocês. Do que vocês representam.”

É duro rever Easy Rider em pleno governo Jair Bolsonaro.

Aqueles sujeitos idiotas que destilam bílis, preconceito, ódio, no bar da pequena cidadezinha fazem lembrar Bolsonaro, o bolsonarismo, os bolsonaristas. A extrema direita babante, idiota, mal informada, mal formada, medieval, pré-histórica.

De noite, acampados no mato, perto de uma fogueira, George diz para Billy e Wyatt, Buffalo Bill e o Capitão América, a América do passado e a América do futuro:

– “Eles não têm medo de vocês. Têm medo do que vocês representam.”

Billy, chapadão, risonho: – “Cara, para eles só representamos alguém que devia cortar o cabelo”.

George, definindo, creio eu, o que Dennis Hopper e Peter Fonda quiseram dizer com Easy Rider: – “Não. Para eles, vocês representam a liberdade. (…) E nunca diga a alguém que ele não é livre, porque ele vai aleijar e matar para provar que é. Eles falam sem parar de liberdade individual, mas quando vêem um indivíduo livre, ficam com medo.”

Impressionante, impressionante. É como se esse diálogo tivesse sido escrito não em 1968, para o filme que seria lançado em 1969 – e sim agora, em 2019. É como se George Hanson-Jack Nicholson estivesse se referindo diretamente aos fanáticos de extrema direita e extrema paixão pelas trevas que adoram Donald Trump e/ou Jair Bolsonaro.

“Um filme que mudou a forma com que a América se vê”

Um documentário de pouco mais de uma hora de duração, Easy Rider: Shaking the Cage, abre com a seguinte frase:

“Em 1969, um filme sobre motocicletas de baixo orçamento mudou para sempre a forma em que a América olha para si mesma e a maneira com que os filmes redefinem a cultura.”

Aaaaanhh… Será tudo isso mesmo?

Acho – antes mesmo de ler sobre o filme, apenas sob o impacto da revisão agora, 50 anos depois – que Easy Rider tem imensa importância, sim, sem dúvida alguma. Foi um marco fundamental. Fiquei com a sensação, depois de terminar de rever o filme, que Easy Rider meio está assim para o cinema americano como Hair está para o teatro  da Broadway – e como Woodstock está para a cultura, para a História de uma maneira geral. Easy Rider, Hair e Woodstock foram os grandes marcos presença forte da contracultura, do hippie way of life.

A ordem cronológica, vejo agora, é Hair, Easy Rider e Woodstock. Hair estreou off-Broadway em outubro de 1967 e chegou ao teatrão mainstream em abril de 1968. Easy Rider estreou em Nova York em julho de 1969. E o festival de Woodstock começou em 15 de agosto de 1969.

Filmes de baixo orçamento, isso já havia. Filmes independentes dos grandes estúdios, isso já havia. Filmes sobre motocicletas, epa, isso é que não faltava, desde The Wild One, no Brasil O Selvagem, de 1953, com Marlon Brando – na minha opinião, um abacaxi inominável.

Easy Rider trazia umas coisinhas formais não muito usuais no cinema americano. Há umas repetições de imagens, em tomadas consecutivas, em montagem rápida. A coisa de Wyatt-Peter Fonda jogar fora o relógio, por exemplo: há uma tomada do relógio no chão. Aí há um rápido zoom, para trás, e vemos o relógio lá no chão, mais distante do que tínhamos visto antes. Corta, e vemos uma tomada bem rápida do relógio em close-up. Corta de novo, e vemos o relógio mais distante da câmara.

Uma frescurinha formal, uma bobagenzinha, um lançamento de fogos de artifício. Coisinha boba que não significa nada em termos da história que estamos vendo – é apenas e tão somente a vontade do diretor de berrar assim: Olha como eu sou genial! Olha como eu sou diferente da maioria!

A rigor, a rigor, é uma tentativa de copiar as frescurinhas formais que os franceses andavam fazendo, alguns anos antes. Jean-Luc Godard, um profissional das frescurinhas formais, adorava fazer várias tomadas repetidas de um gesto da atriz. Até mesmo François Truffaut, que sempre preferiu as formas clássicas de se contar uma história, cedeu em alguns momentos a esse tipo de maneirismo.

E então aí, ao fazer Easy Rider, Dennis Hopper resolveu fazer essas bobagens. Seguramente na época deve ter achado aquilo muito genial.

Bobagem, besteira. Easy Rider é um filme importantíssimo não porque volta e meia faça frescurinhas formais, mas porque mostrou escancaradamente, pela primeira vez, a vida dos hippies, a forma com que viviam as pessoas que tinham resolvido abandonar o American Way of Life para procurar alguma coisa mais satisfatória, mais plena.

Dez músicas que ajudaram a filme a ser um grande sucesso

Epa! E tem a música!

É preciso rapidamente refazer a frase anterior.

Easy Rider é um filme importantíssimo porque, utilizando-se da música, do rock e pop da época, lançou uma nova forma de integrar canções e imagens, abrindo caminho, pioneiramente, para os videoclipes. E também porque mostrou escancaradamente, pela primeira vez, a vida dos hippies, a forma com que viviam as pessoas que tinham resolvido abandonar o American Way of Life para procurar alguma coisa mais satisfatória, mais plena.

Fico pensando aqui, 50 anos depois de o filme ter sido lançado: teriam hoje alguma importância The Holy Modal Rounders? Fraternity of Man? The Electric Prunes?

Há dez canções em Easy Rider. Fortes, impactantes, importantes dentro do filme. Nenhuma delas, é bom que se lembre isso, foi composta para o filme, de forma alguma – o filme pegou canções já existentes para usar em momentos em que não há diálogos.

Algumas delas se encaixam como luva na história. “The Pusher”, com a banda Steppenwolf, a primeira que ouvimos, fala exatamente do traficante de drogas – “maldito seja o traficante”. Wyatt e Billy não são propriamente traficantes, mas praticam uma ação, para ganhar uma boa grana e ficar bem na vida. “Born to be wild”, que vem logo a seguir, e ouvimos durante os créditos iniciais do filme, enquanto os protagonistas andam nas estradas com suas belas motos, também se adapta perfeitamente ao estilo de vida deles, solto, livre, selvagem. “Don’t bogart me” fala especificamente sobre o ato de fumar baseado.

Agora… Quais daquelas canções têm importância fora do filme? Que sejam belas, que a gente queria ouvir sempre?

“Born to be wild” é forte. “If six was nine”, com The Jimi Hendrix Experience, é Jimi Hendrix, e pronto. “Don’t bogart me” é engraçadinha, e só. “If you wanna be a bird” – no filme, funciona bem, mas é absolutamente esquecível.

Belas canções, mesmo, na minha opinião, são quatro. “Wasn’t born to follow”, que é ainda dos tempos da dupla Gerry Goffin-Carole King, e ficou ótima na gravação dos Byrds. O “Kyrie Eleison”, com The Electric Prunes. E as duas finais, cantadas por Roger McGuinn, o líder dos Byrds, It’s all right, Ma (I’m only bleeding) e Ballad of Easy Rider. A primeira é de Bob Dylan, do disco Bringing it All Back Home, de 1964 – e na época falou-se que o próprio Dylan não queria que a sua versão estivesse no filme, por considerar que a música era triste e pesada demais.

Mas a verdade é que essa coisa que fiz aí de julgar as canções pensando se elas têm importância independentemente do filme é arrematada bobagem. O que importa é que as dez músicas funcionam perfeitamente no filme; integram-se às imagens; são fortes – e certamente ajudaram muito para que Easy Rider fosse o grande sucesso que foi.

A própria rota traçada pela dupla indica a tragédia

O belo livro The Films of the Sixties, de Douglas Brode, tem o subtítulo “From La Dolce Vita to Easy Rider”. O livro afirma que a própria rota traçada pelos dois motoqueiros – do Oeste para mais a Leste, ao contrário do que o próprio país fez em sua história, que foi marchar do Leste para o Oeste – parece ser a fonte de seus problemas. Depois de encontros agradáveis, com o dono de um pequeno rancho, sua mulher e seus filhos, e depois a passagem pela comunidade hippie, no início da odisséia, as coisas vão ficando piores à medida que eles se distanciam de Los Angeles, sua cidade. E o autor lembra os personagens de F. Scott Fitzgerald, que se dirigiam ao Leste “em busca de sofisticação mas encontravam apenas desilusão e morte”.

“O mais importante comentário que Easy Rider fez é encontrado na vasta discrepância entre a beleza visual do filme, capturada na fotografia de Laszlo Kovacs, e a feiúra do clima da vida no final dos anos 60. ‘Este país já foi muito bom’, suspira Jack Nicholson, pouco antes de (spoiler; cortei fora). ‘O que foi que deu errado?’”

E mais adiante: “Se Easy Rider não mudou permanentemente a face dos filmes americanos, ao menos ele serve como testamento do fato de que, por um breve momento, o cinema americano vai radicalizar pela extremidade daqueles tempos. Hollywood de alguma maneira sobreviveu àquele período louco, frenético, assim como já havia antes sobrevivido à penúria da Depressão, aos dias difíceis da Segunda Guerra Mundial, e à mentalidade paranóica da era McCarthy. Embora imperfeita, Hollywood reflete as mudanças de ânimo da América e, de certo modo, ajuda a criar essas constantes mudanças da sociedade ao explorar cada última síndrome e expô-la para as audiências. Em 1969, o estado de espírito reinante teve seu melhor exemplo em Easy Rider.”

Uau! Bom texto.

Hopper e Fonda convidaram Antonioni para a estréia    

Um ótimo termômetro para marcar o quanto um filme provocou impacto, fascinou as pessoas, é a página de Trivia de cada um no IMDb. Quanto mais itens um filme tem na página de Trivia (informações sobre a produção, fatos, curiosidades, coincidências, fofocas), mais importância teve o filme para os leitores do grande site global e enciclopédico. Naturalmente, os filmes mais recentes costumam ter maior número do itens que os antigos – com exceção dos grandes, dos maiores, dos clássicos, dos cult.

A página de Trivia de Easy Rider tem nada menos que 101 itens!

É tanta informação que fiquei com preguiça de ler tudo. Mas algumas delas têm que ser registradas:

* Independente de tudo, contra a corrente, contra a cultura oficial, Easy Rider teve duas indicações ao Oscar: melhor ator coadjuvante para Jack Nicholson e melhor história e roteiro originais. Não levou nenhum dos dois, mas é muito interessante ver que a Academia prestou atenção ao filme.

* Jack Nicholson recebeu indicações também ao Bafta e ao Globo de Ouro de ator coadjuvante.

* O filme foi admitido para exibição na mostra competitiva do Festival de Cannes, e Dennis Hopper recebeu um prêmio como diretor de melhor filme de estréia.

* Diz o IMDb que Dennis Hopper e Peter Fonda não chegaram a escrever propriamente o roteiro antes de começar as filmagens. Iam decidindo o que filmar durante as filmagens. Iam pegando hippies nas comunidades ao longo do caminho para aparecer nesta ou naquela cena, e usavam amigos para segurar as câmaras. Estavam, os dois, na maior parte do tempo, bêbados ou chapados. É o que diz o IMDb, sem citar fonte.

* Na comunidade hippie que os dois protagonistas visitam, há um bando de crianças correndo daqui pra ali. Entre elas está a garotinha Bridget, filha de Peter, neta de Henry, sobrinha de Jane, que viria a ser uma atriz absolutamente extraordinária – tão extraordinária que lá pelas tantas se encheu e parou de fazer cinema. Bridget Fonda é de 1964, estava portanto com 4 ou 5 anos.

* Os baseados mostrados no filme eram baseados mesmo: os atores estavam de fato fumando maconha nas cenas em que os personagens fumam maconha. Todavia, segundo Peter Fonda assegurou, eles não tomaram LSD para fazer a sequência – terrível, apavorante – da bad trip no cemitério de Nova Orleans, quando o filme se aproxima do fim.

* Uma trívia absolutamente deliciosa para os que amam filmes: tanto Dennis Hopper quanto Jack Nicholson eram fãs de Michelangelo Antonioni, e convidaram o cineasta italiano para a primeira exibição do filme. O IMBb não cita, mas é bom lembrar que, três anos antes, em 1966, Antonioni havia feito seu primeiro filme fora da Itália, na Inglaterra, com atores ingleses – Blow-up. E, um ano depois, em 1970, iria lançar seu único filme feito nos Estados Unidos, Zabriskie Point – que aborda a coisa da contracultura, dos hippies, e ataca o consumismo. Pois bem: o mestre italiano seguramente gostou do que viu, porque convidou Jack Nicholson para estrelar seu filme Profissão: Repórter, de 1975.

Anotação em agosto de 2019

Sem Destino/Easy Rider

De Dennis Hopper, EUA, 1969

Com Peter Fonda (Wyatt, o Capitão America), Dennis Hopper (Billy) e Jack Nicholson (George Hanson),

e Karen Black (Karen, a prostituta), Toni Basil (Mary, a prostituta), Robert Walker, Jr. (Jack), Sandy Brown Wyeth (Joanne), Antonio Mendoza (Jesus, o traficante), Phil Spector (o comprador da droga), Mac Mashourian (o guarda-costas), Luana Anders (Lisa), Sabrina Scharf (Sarah), Luke Askew (estranho na estrada), Warren Finnerty (o dono do rancho), Tita Colorado (a mulher do dono do rancho)

Argumento e roteiro Dennis Hopper, Peter Fonda e Terry Southern

Fotografia Laszlo Kovacs

Montagem Donn Cambern

Produção Pando Company, Raybert Productions. DVD Columbia TriStar.

Cor, 95 min (1h35)

R, ***1/2

5 Comentários para “Sem Destino / Easy Rider”

  1. Este é um dos filmes que eu mais detesto; vi-o no cinema e detestei. Muitos anos depois voltei a vê-lo em DVD e detestei ainda mais.
    O realizador e actor principal Dennis Hopper era um dos actores que eu mais detestava, achava-o totalmente repelente.
    Michelangelo Antonioni é outro dos que eu mais detesto.

  2. Óptimo texto, como sempre, amigo Sérgio. E realmente o filme faz parte da tal trilogia da “contracultura”, juntamente com “Hair” e “Woodstock” que de algum modo representam uma geração, a nossa geração. E hoje, 50 anos depois, ao virar a cabeça em todas as direcções, fico contente por ter pertencido a essa gente, ter vivido como vivi. Um grande abraço!

  3. Caríssimo José Luís, querido Rato Cinéfilo e Musicófilo (com perdão do neologismo), não podem imaginar o orgulho que me dá ter aqui os dois comentários que enviaram. Que imensa alegria ter aqui os comentários de dois amigos portugueses que fiz neste mundo virtual (sim, eu sei, Rato, você é um português originalmente de Lourenço Marques, mas isso não faz grande diferença, faz?)

    E que imensa alegria ter aqui duas opiniões tão diferentes, tão opostas… Essa saudabilíssima convivência entre díspares, diversos, é uma das melhores coisas que pode haver no mundo… E, como coisa especialmente boa, é algo odiado por todos os totalitários e seus seguidores. Os democratas desta antiga colônia vossa estão experimentando isso na carne…

    Obrigado!
    Sérgio

  4. Quero fazer uma rectificação: escrevi que o Dennis Hopper era repelente. Erro meu. Os actores e actrizes representam, fingem o que as suas personagens requerem. Isso não significa que sejam como as as suas personagens. Repelentes eram algumas das personagens que ele interpretou, não o próprio actor, sobre o qual nada sei.
    Peço desculpa, caro Sérgio.

  5. De forma alguma é necessário pedir desculpa, José Luís. Mas a correção está aí. Fico contente por tê-la aqui no 50 Anos de Filmes.
    Um abraço!
    Sérgio

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