Secret City

Nota: ★★★½

Pobre Austrália, país tão rico, tão grande, tão belo, tão aliado dos Estados Unidos – e no entanto tão perto da China. Creio que essa poderia ser o resumo da moral da história de Secret City, ótima série australiana de 2016 sobre política, relações internacionais, espionagem e jornalismo.

Poderia ser o resumo da moral da história da primeira temporada e também da segunda – embora a segunda, lançada em 2019, três anos após a primeira, seja bastante diferente da outra, com trama completamente distante, novos personagens, novas implicações. Tão diferente que foi lançada não como Secret City – Season 2, Segunda Temporada, e sim como Secret City: Under the Eagle.

A primeira temporada – 6 episódios de cerca de 50 minutos cada – foi feita pela união de diversas produtoras australianas, Matchbox Pictures, Screen Australia, Screen NSW, Werner Film Productions, entre outras. (NSW é New South Wales, o nome de um dos dois mais importantes estados do país, onde fica Sydney.) Como diversas outras produções feitas mundo afora por companhias independentes, Secret City foi exibida pela Netflix (a partir de junho de 2018) como “uma produção original Netflix” – uma afirmação muitas vezes mentirosa, falsa, como neste caso aqui.

Já a segunda temporada teve efetiva participação da gigante de streaming. Secret City: Under the Eagle tem nos créditos iniciais “Netflix presents”.

Belíssimas tomadas de Canberra, a Brasília deles

Uma das ótimas coisas da série para os espectadores que, como eu, conhecem pouco sobre a Austrália é que ela expõe a beleza que é Canberra, a capital federal. Em geral, filmes australianos ou sobre a Austrália mostram as duas maiores metrópoles, Sydney e Melbourne, ou o interiorzão bravo, as regiões semidesérticas que fazem lembrar as paisagens do Velho Oeste americano. Não me lembro de ter visto qualquer outro filme passado em Canberra – e Matt Cameron, criador-produtor-roteirista e a diretora Emma Freeman, que assina todos os 6 primeiros episódios, fazem questão de mostrar Canberra em deslumbrantes tomadas aéreas.

É verdade que tem sido uma característica de muitas séries para a TV, da brasileira O Negócio à croata O Jornal, usar tomadas aéreas da cidade em que se passa ação (no caso, respectivamente São Paulo e Rijeka). A visão da cidade serve como uma pequena pausa entre uma sequência e outra, um tanto para o espectador absorver as informações que acabou de ter, um tanto para se realçar a importância do que acabou de ser mostrado, um tanto para preparar a audiência para as novidades que virão em seguida.

Secret City usa e abusa disso, até porque, afinal de contas, a cidade é fundamental na história. A rigor, a cidade é a personagem central da trama.

A óbvia intenção dos realizadores é mostrar que há uma cidade secreta, que poucos conhecem, escondida nos belos, majestosos, amplos, modernos prédios da capital federal australiana. A cidade das articulações políticas nos bastidores, das intrigas, das traições: o governo australiano mostrado na série, formado por uma coalização de diferentes partidos, não é um grupo unido, coeso. Muitíssimo ao contrário: há uma permanente luta fratricida entre as diferentes alas que formam o gabinete. Há ministros contra ministros – e órgãos de segurança contra órgãos de segurança. Como nos Estados Unidos de CIA, FBI, NSA e mais as polícias locais, como na Grã-Bretanha de M15 e M16 e Scotland Yard, há uma disputa eterna entre os diferentes órgãos que tratam da segurança da Austrália.

Enquanto a trama vai fundo nos segredos da cidade que poucos conhecem, as tomadas aéreas mostram a cidade que é visível para todos – e, meu Deus do céu e também da terra, como a tal de Canberra é uma cidade linda! Como a Brasília deles é hoje mais bela que a nossa! Assim como a cidade que Juscelino Kubitschek resolveu criar no Planalto Central, Canberra foi planejada – foi originalmente desenhada nas pranchetas dos urbanistas e arquitetos.

O local foi escolhido cerca de meio século antes do de Brasília: em 1908, o governo australiano optou por uma área então pertencente a New South Wales para criar ali Australian Capital Territory, o equivalente ao nosso Distrito Federal, ao Distric of Columbia de Washington – uma área convenientemente situada entre as duas metrópoles rivais, Sydney e Melbourne. Abriu-se um concurso internacional para a escolha de um projeto de cidade, que foi vencido por dois arquitetos americanos, Walter Burley Griffin e Marion Mahony Griffin, e em 1913 começou a construção.

Lúcio Costa criou para Brasília a figura de um avião; os americanos Griffin criaram para Canberra uma série de motivos geométricos – círculos, hexágonos, triângulos. Exatamente como no Planalto Central do Brasil, uma barragem represou as águas de um rio da região para criar-se um grande lago. O Paranoá deles se chama Burley Griffin, e é cortado por uma monumental ponte dupla, a Commonwealth Bridge, que é mostrada várias vezes ao longo de cada um dos episódios da série.

Impressiona demais a quantidade de área verde dentro do traçado da cidade e ao redor dela.

E aqui explico a afirmação de que a Brasília deles é hoje muito mais bela que a nossa: a Austrália conservou Canberra exatamente como ela havia sido planejada. A cidade não inchou, não foram construídos novos setores para acomodar mais e mais gente, não se ergueram arranha-céus para atrapalhar a concepção inicial. Exatamente ao contrário do que aconteceu com a cidade imaginada por JK e planejada por Lúcio Costa.

De cara, duas sequências de imenso impacto

A trama desta primeira temporada de Secret City é extremamente complexa, intrincada, labiríntica. São múltiplos personagens, diversos ambientes em que a ação se passa. A personagem central, que serve um tanto como fio condutor de tudo, é uma jornalista de um diário editado em Canberra, The Daily Nation, chamada Harriet Dunkley – o papel da atriz Anna Torv (na foto acima), 20 títulos no currículo, a maior parte séries de TV.

A série abre não com uma, mas com duas sequências de imenso impacto. Um local turístico de Pequim, próximo à Cidade Proibida, dias de hoje. Um letreiro informa: “Beijing”. Uma moça bem magrinha, rabo de cavalo – não chinesa, não oriental – toma posição no meio da praça, e começa a gritar “Liberdade para o Tibete! Dalai Lama de volta ao Tibete”. E em seguida ela ateia fogo em si mesma, como já fizeram tantos monges tibetanos. Turistas se espantam, se horrorizam; pessoas chegam perto dela, jogam panos sobre as chamas, tentam conter as chamas. Veremos depois que é uma australiana, Sabine Hobbs (Alice Chaston, na foto abaixo).

Corta, e vemos um rapaz correndo numa gigantesca ponte – veremos depois que exatamente a Commonwealth Bridge sobre o Lake Burley Griffin. Está sendo perseguido por gente que chega em algumas viaturas. Um letreiro especifica: “Canberra, Território da Capital Australiana – 6 meses depois”.

Ao longo de toda a série, letreiros assim vão indicar os nomes dos lugares em que se passa cada sequência. Os realizadores, creio, sabiam que a trama já era complexa demais, e seria bom dar uma ajudazinha aos espectadores.

O rapaz se vê cercado pelos dois lados na ponte. Não tem para onde fugir. Vemos que ele retira do bolso dois chips; um cai no chão, o outro ele engole. E, como não tinha mesmo para onde fugir, vai para a amurada da ponte e pula. A distância entre a ponte e a água do Lake Burley Griffin lá embaixo é imensa.

Corta, e começam os créditos iniciais.

Os créditos iniciais são caprichadíssimos, belíssimos. A rigor, seguem um certo padrão internacional de ótimos créditos iniciais de episódios de séries, de que House of Cards é um belíssimo exemplo. Vamos vendo uma série de tomadas aéreas estonteantes de Canberra enquanto vão surgindo os nomes dos atores. É interessante notar que a sequência de tomadas dos créditos iniciais não mudou absolutamente nada da primeira para a segunda temporada; na segunda, mudaram apenas os nomes dos atores, porque vários dos personagens da primeira não estão na segunda, que por sua vez traz uma penca de novos tipos.

Ótima repórter, Harriet é uma mulher complexa

Ao final dos créditos iniciais do primeiro episódio, vemos uma mulher remando no Lake Burley Griffin, numa canoa daquelas de canoagem esportiva, profissional. É Harriet Dunkley, a jornalista que vem na pele de Anna Torv – e aproveito para dizer que Anna Torv, que estava com 37 anos em 2016, o ano desta primeira temporada, é uma boa atriz, e uma mulher bem interessante. É uma daquelas atrizes que conseguem ter diversas expressões diferentes – é quase camaleônica. Há tomadas em que ela sequer parece bonita; há outras em que ela é bastante atraente, há algumas em que está linda. É uma ótima atriz, que se encaixa bem no papel dessa mulher complexa que é Harriet Dunkley.

Sim, porque Harriet é uma mulher complexa. É uma excelente repórter; a área dela é a política, e ela é do tipo dedicado e que sabe investigar. No momento em que a ação começa – o dia seguinte àquele em que o rapaz perseguido engoliu um chip e pulou no lago, seis meses após a moça tocar fogo em si mesma em Pequim –, Harriet está meio que de castigo na redação do The Daily Nation, afastada da cobertura dos principais assuntos de política por ter feito uma besteira.

Para ser boa repórter (bem, para ser bom em qualquer coisa, na vida), é preciso ter sorte – e Harriet tem. Naquela manhã, remando no lago, ela tem a sorte grande de observar que há uma movimentação ali na margem, perto de onde ela está. Vai até lá – policiais estão diante do corpo de um jovem. E a barriga dele havia sido aberta a faca.

Harriet tenta se aproximar do corpo, mas é impedida por um policial, que diz que ali é cena de crime, ninguém pode chegar perto. O policial reconhece a repórter. Ela tenta obter informações, ele diz para ela ligar para a assessoria de imprensa.

O policial, veremos depois, se chama Sean Brimmer (Matt Zeremes, na foto acima), e será um personagem importante na trama.

De imensa importância na trama desta primeira temporada serão dois ministros do governo da Austrália, dois ministros que são rivais, adversários – e aqui é fundamental lembrar que a Austrália, assim como sua pátria mãe, a Inglaterra, é parlamentarista.

Um deles é o ministro da Defesa, Malcom Paxton (Dan Wyllie), e a outra é a ministra da Justiça, Catriona Bailey (Jacki Weaver). Cada um deles defende que seu governo deve adotar uma linha de ação – e, entre eles, tendo que conviver com a luta entre eles, ser o árbitro dos desentendimentos deles, está o primeiro-ministro Martin Toohey (Alan Dale).

Os criadores da série armam as coisas de tal modo que o espectador reconheça desde sempre que o primeiro-ministro Toohey é um político equilibrado, sério, honesto, que de fato trabalha em busca do que é melhor para o país, para o povo. E de tal modo que, a princípio, o espectador seja levado a crer que Mal Paxton tem o rabo preso com a China, com os interesses da China, e que Catriona Bailey é ambiciosa, sim, mas luta pelo que é correto.

O julgamento do espectador sobre o primeiro-ministro não mudará, ao longo dos seis episódios – mas sobre Mal Paxton e Catriona Bailey vai, sim, mudar, e muito.

Kim vigia Harriet e é vigiado por Vaughn

Os interesses da China, sabe-se, não são os interesses dos Estados Unidos. Logo, aparentemente, o secretário de Defesa Mal Paxton defende interesses contrários àqueles dos Estados Unidos – e os Estados Unidos e a Austrália sempre foram aliados. É histórico, é imutável: a Austrália sempre esteve ao lado dos Estados Unidos. Não apenas no passado, Primeira Guerra, Segunda Guerra, mas também nas últimas décadas – na Guerra do Golfo decidida por Bush pai, na invasão do Iraque ordenada por Bush filho, na luta contra o taliban no Afeganistão.

Fala-se dessa Aliança imutável diversas vezes, ao longo de toda a primeira temporada de Secret City, e também da segunda.

Mal Paxton seria então, pelo que se indica nos dois primeiros episódios da série, uma peça pró-China enfiada numa posição fundamental do governo australiano, justamente a área da defesa.

Uau! Um bad guy! Um bandidão!

Mas se tudo fosse assim simples não seria a série Secret City. A questão das posições de Mal Paxton e Catriona Bailey é complexa – e há muito mais complexidade na série do que apenas e tão somente as questões que dizem repeito à geopolítica deste planeta desassossegado.

Há segredos demais na Secret City.

Vamos saber, por exemplo, que o motivo pelo qual Harriet Dunkley está meio de castigo na redação do jornal é porque ela ficou um bom tempo atrás de comprovações de corrupção de Mal Paxton – e ao final não conseguiu provas absolutamente confiáveis.

Vamos saber também que todos os movimentos de Harriet são cuidadosamente seguidos por uma agente graduada do ASD, o Australian Signals Dictorade – que as legendas traduzem como Departamento de Inteligência Austrialiano. A agente que está sempre de olhos e ouvidos atentos ao que a jornalista faz se chama Kim Gordon (Damon Herriman, à direita na foto acima), uma transexual. Todos os movimentos de Kim, por sua vez, são seguidos de perto por seu superior, o diretor do ASD, uma figura desde sempre detestável, nojenta, um tal de William Vaughn (Justin Smith).

Kim, a agente graduada do ASD que vigia Harriet, tem um grande amigo, na verdade mais que um grande amigo, que trabalha em outra agência de segurança do governo, a ASIO, Charles Dancer (Alex Dimitriades).

ASIO é Australian Security Intelligence Organization. Dá para imaginar (não sei se estou certo, isso é apenas um chute) que o ASD é a correspondente ao M15 britânico, o serviço de inteligência voltado para o próprio Reino Unido, o solo pátrio, e que a ASIO corresponda ao M16, o serviço secreto voltado para as informações do exterior, do estrangeiro, como a CIA americana.

No segundo episódio, o espectador ficará sabendo que a agente Kim foi, no passado, antes de se transsexualizar para o outro lado, o marido de Harriet! E os dois continuam amigos, continuam gostando um do outro, se dando bem.

A interconexão política-vida pessoal está sempre presente. Lá pelas tantas, o espectador verá que o ministro Mal Paxton é amante (e faz muito tempo), da chinesa Weng Meigui (Eugenia Yuan, na foto abaixo, ao lado de Dan Wyllie, que faz Paxton ). E Weng não apenas é a mulher do embaixador da China na Austrália como tem a sua própria importância nos esquemas de espionagem e contra-espionagem chineses.

Parece informação demais, um tanto confuso? Sim, tem informação demais, não há dúvida. Mas não é confuso. Até parece confuso, em especial no primeiro episódio. Mas tudo vai sendo deixado muito claro ao longo dos demais episódios. Quando termina o sexto, dá vontade de ver mais – e ainda bem que, três anos depois, foi lançada Secret City: Under the Eagle.

Uma perfeita visão sobre a geopolítica

Não está nos belíssimos créditos iniciais, mas, nos créditos finais de cada episódio, há a informação: “Baseado nos romances The Marmalade Files e The Mandarin Code, por Steve Lewis e Chris Uhlmann”.

Steve Lewis e Chris Uhlmann parecem saber sobre o que escrevem. São, os dois, veteranos jornalistas que cobriram política em Canberra. Os dois foram chamados pelos realizadores para trabalharem como consultores durante a produção da série.

Há em Secret City uma séria, boa, fundamental discussão sobre a imprensa, o papel da imprensa. O Papel da Imprensa, como dizia o título do livro de Alberto Dines.

Claro – ou não seriam jornalistas os autores dos romances que deram origem à série.

Não é uma visão otimista. De forma alguma. Por um lado, a série demonstra, de forma clara, inequívoca, que uma imprensa independente, forte, é fundamental para a democracia.

Pode até parecer chover no molhado – mas não é, de forma alguma. Afirmar e reafirmar esse princípio, nos dias de hoje, em que tanto o jornalismo quanto a própria democracia estão sob sérias ameaças, é uma maravilha. E uma necessidade.

Ao mesmo tempo, a série enfatiza também que o jornalismo está sob graves ameaças. O editor-chefe do The Nation Daily, Reardon (Huw Higginson), homem bravo, competente, digno, está sempre dizendo que seu jornal – e, ao final das contas, a existência do jornalismo como um todo – está em profunda crise, está com os meses contados.

Ao fim e ao cabo, Harriet vai presa por revelar informações que são verdadeiras, que têm que chegar à população – mas cuja divulgação se tornou crime por uma legislação rigorosa demais em defesa do que o governo entende como “segurança nacional”, e que, na prática, aproxima o país dos modelos autoritários ou abertamente ditatoriais.

Se a visão que a série tem do jornalismo é muito pessimista, talvez pessimista demais, é forçoso reconhecer: a visão geopolítica é perfeita.

Dá para perceber muito bem o que esta primeira temporada de Secret City quis dizer, o ponto de vista que os realizadores pretendiam defender. Secret City nos diz, com todas as letras, que a Austrália não deveria confiar cegamente no seu grande, eterno parceiro, o outro país continental colonizado pelos habitantes das mesmas Ilha Inglesas.

Secret City nos demonstra aquela verdade que muitos dos espectadores, mundo afora, já conhecem: nem sempre os interesses dos Estados Unidos da América são os interesses de outras nações democráticas. Há momentos em que os interesses da maior potência do mundo servem apenas a ela, ou ao grupo que está no governo dela. Não são bons para os demais países, de forma alguma.

E é muito fácil lembrar um exemplo que prova isso de maneira incontestável: a decisão de Bush filho de invadir o Iraque. A invasão do Iraque pelos Estados Unidos – e por aliados que o governo de George W. Bush obrigou a segui-lo, nominadamente Reino Unido e Austrália – não produziu um único efeito benéfico para a humanidade. Muito ao contrário.

Não se trata, obviamente, de defender os interesses da China. Não, não, não, de forma alguma. Os interesses da China não têm absolutamente nada a ver com os interesses dos países democráticos.

Mas é preciso entender que não dá para seguir os Estados Unidos em tudo o que o governo de plantão nos Estados Unidos determina que tem que ser feito. Não dá para ter alinhamento automático. O governo de plantão pode ser absolutamente equivocado nas questões internacionais, como foi o de George W. Bush e seu vice Dick Cheney – este, aliás, tema do filme Vice (2018). Ou, pior ainda, muito pior ainda, o governo de plantão pode ser o de um sujeito que jamais poderia ter sido eleito presidente da maior potência do mundo, o inconsequente, despreparado, louco, desvairado Donald Trump.

Interessante: eu não tinha percebido isso com tanta clareza enquanto via a primeira temporada de Secret City. Fui percebendo isso agora, ao escrever esta anotação: Secret City é uma série que alerta todos os países do mundo para o fato de que seguir automaticamente, fielmente, com fidelidade canina, todas as decisões do governo dos Estados Unidos, é irresponsabilidade, demência, loucura, crime de lesa-pátria.

Anotação em março de 2019

Secret City

De Matt Cameron, produtor, roteirista, Austrália, 2016

Direção Emma Freeman

Com Anna Torv (Harriet Dunkley)

e Jacki Weaver (Catriona Bailey, a ministra da Justiça), Dan Wyllie (Malcom Paxton, o ministro da Defesa), Alan Dale (primeiro-ministro Martin Toohey), Marcus Graham (Andrew Griffiths, jornalista, colega de Harriet), Sacha Horler (Ludie Sypek, assessora do primeiro-ministro Toohey), Justin Smith (William Vaughn, diretor do ASD), Aleks Mikic (Thomas, funcionário do ASD), Damon Herriman (Kim Gordon, funcionária do ASD, o ex-de Harriet), Alex Dimitriades (Charles Dancer, o amigo de Kim), Eugenia Yuan (Weng Meigui, a mulher do embaixador chinês), Huw Higginson (Reardon, o editor-chefe do The Nation Daily), Matt Zeremes (Sean Brimmer, policial), Miranda Tapsell (Sasha Rose), Benedict Samuel (Felix Crawford), Kate Mulvany (Ronnie, assessora do ministro Paxton), David Roberts (General McAuliffe), Sean Taylor (Wheeler), Gary Young   (Zheng, agente chinês), Ferdinand Hoang (embaixador chinês Dhao), Alice Chaston (Sabine Hobbs, a ativista que se imola em Pequim), Jeanette Cronin (Mrs. Hobbs, a mãe de Sabine), Rob Collins (Joseph Sullivan), Timothy Parsons (Max Dalgety, o ativista que pula da ponte), Mekhi Phifer (embaixador americano Moreton), Kimie Tsukakoshi (Ivy Chen)

Roteiro Matt Cameron, Belinda Chayko, Greg Waters

Baseado nos romances The Marmalade Files e The Mandarin Code, de Steve Lewis e Chris Uhlmann

Fotografia Mark Wareham e Garry Phillips

Música David Bridie

Montagem Denise Haratzis

Produção Matchbox Pictures, Screen Australia, Foxtel Productions, The Act Government, ScreenAct, Screen NSW, Werner Film Productions.

Cor, cerca de 300 min (5h)

***1/2

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