Quando Fala o Coração / Spellbound

O dr. Sigmund Freud, de Viena, o pintor surrealista espanhol Salvador Dali, o londrino Alfred Hitchcock, a sueca Ingrid Bergman, o húngaro Miklós Rózsa, mais os americanos David O. Selznick, Ben Hecht e Gregory Peck juntaram esforços em Hollywood, em 1945, o ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial, para contar a história de como a mais bela psiquiatra que já houve ou haverá no mundo se apaixonou perdidamente por um homem que se dizia um assassino.

Em um dia, a dra. Clarence Peterson é acusada por um colega e admirador, o dr. Fleurot (John Emery), de ser dura e fria como um livro técnico, apenas racional, intelectual, incapaz de sentimentos, de paixões. Os dois são alguns dos vários médicos da Green Manors, uma clínica psiquiátrica muitíssimo bem equipada e instalada, coisa para gente muito rica. No dia seguinte, é só bater o olho no homem que chega para ser o novo diretor da clínica, o dr. Edwardes (o papel de um Gregory Peck aos 29 aninhos, lindo como estátua grega do deus Apolo), que a dra. Clarence já se derrete toda.

E ao final do dia seguinte, o terceiro dia, a dra. Clarence já sabe que aquele homem não é o dr. Edwardes – e ele mesmo garante para ela que é um assassino, que matou o dr. Edwardes. Mas ela, a até então psiquiatra rígida, dura e fria como um livro técnico, um ser apenas racional, intelectual, incapaz de sentimentos, está tão absolutamente apaixonada por aquele homem que é capaz de abandonar tudo para defendê-lo da acusação que ele mesmo se faz de assassino. E para provar, com as bênçãos do dr. Freud e suas teorias, e com uma sequência de sonho usando pinturas de Salvador Dalí, que aquele falso dr. Edwardes teve foi uma amnésia provocada por um choque traumático associado a um caso grave de complexo de culpa.

Spellbound, o longa-metragem número 31 dos 53 que Alfred Hithcock dirigiria, o sétimo da fase americana, o primeiro dos três com Ingrid Bergman, é isto: às vezes, uma aula sobre psicanálise. Às vezes, um drama romântico. Às vezes, quase uma comédia romântica. Com um ou outro momento de suspense – seguido por uma sequência que ri do medo que a sequência anterior inspirou no espectador.

Os críticos do mundo inteiro babaram.

Ingrid Bergman nunca esteve tão linda

Para mim, Spellbound em muitos momentos é um filme em que a gente se distrai completamente da história que está sendo contada, porque a beleza de Ingrid Bergman toma conta da tela e não deixa a gente pensar em absolutamente mais nada.

Acho que Ingrid Bergman, a mulher mais bela que já passou pela frente de uma câmara de filmar, nunca esteve mais maravilhosamente, esplendorosamente linda do que neste filme. Pode ter estado tão linda quanto nos outros filmes da época – O Médico e o Monstro, Casablanca (os dois de 1941), Por Quem os Sinos Dobram (1943), À Meia-Luz (1944), O Arco do Triunfo, Joana d’Arc (os dois de 1948). Mais linda do que neste filme, é impossível.

E pensar que em 1949, em Sob o Signo de Capricórnio, no terceiro e último dos três filmes que fizeram juntos, Hitchcock faria de tudo para que Ingrid Bergman ficasse feia… Mas isso é outra história.

Entre este Spellbound e Sob o Signo de Capricórnio, os dois estrangeiros importados pelo todo-poderoso produtor David O. Selznick fizeram Interlúdio/Notorious (1946), o filme de Hitchcock passado, em boa parte, no Rio de Janeiro, em que Ingrid interpreta a filha de um nazista.

Gregory Peck não era a primeira opção de Hitch. Nem a segunda

Spellbound se baseia num romance publicado na Inglaterra em 1927, The House of Dr. Edwardes, de autoria de Francis Beeding – o pseudônimo de uma dupla de escritores ingleses, Hilary St. George Saunders e John Palmer. O romance foi adaptado para o cinema por Angus MacPhail, e, a partir dessa adaptação, Ben Hecht escreveu o roteiro.

Ben Hecht (1893-1964) era um gênio. Roteirista, diretor, produtor, dramaturgo, jornalista, novelista, ativista (dedicou-se à causa do sionismo, antes da criação do Estado de Israel, a ponto de defender abertamente a atuação terrorista contra as forças britânicas que dominavam a Palestina nos anos 40), ele foi o autor de cerca de 70 roteiros, seis dos quais tiveram indicação ao Oscar. Desses seis indicados, dois levaram a estatueta: Paixão e Sangue/Underworld (1929) e O Energúmeno/The Scoundrel (1935).

Naqueles seus primeiros anos em Hollywood, trabalhando sob contrato para a Selznick International Pictures, Hitchcock enfrentava problemas com o casting, a escolha de atores. Cada estúdio trabalhava basicamente com os atores que tinha sob contrato – e a produtora de David O. Selznick não tinha tantos astros quanto uma MGM, uma Paramount, uma Warner Bros, uma Columbia. Segundo o livro The Films of Alfred Hitchcock, de Robert A. Harris e Michael S. Lasky, Hitch tinha consciência de que o jovem Gregory Peck não era o ideal para o papel do homem que chega à clínica Green Manors se dizendo o dr. Edwardes: “Hitchcock foi mais ou menos forçado a escolher Peck”.

Consta que a primeira escolha de Hitchcock para o principal papel masculino era Cary Grant. Na falta dele, Hitch gostaria de ter Joseph Cotten. Teve que se contentar com Gregory Peck.

“Ninguém, no entanto, teve que mendigar a Hitchcock para que escolhesse Ingrid Bergman, que ele considerava uma ótima atriz, perfeita para esse tipo de filme”, prossegue o livro. “Fria, sedutora, distante, e atraente, Bergman ficava radiante diante da câmara.”

The Films of Alfred Hitchcock conta que, ao contrário do que costumava acontecer em todos os filmes que produzia, David O. Selznick se envolveu pouco com Spellbound. Com fama de acompanhar cada passo dos filmes que produzia, Selznick foi poucas vezes ao estúdio durante as filmagens. Mas num ponto específico – e muito importante no filme – ele interferiu. Hitch queria filmar a sequência do sonho, a que usa os desenhos de Salvador Dalí, ao ar livre. Selznick, no entanto, argumentou que isso custaria muito caro, e obrigou Hitch a filmar a sequência – que se tornaria antológica – dentro do estúdio.

E a sequência de fato é belíssima, impressionante.

Há muitas histórias sobre a sequência do sonho com as figuras de Dalí. Segundo um dos biógrafos de Hitchcock, Donald Spoto, um diretor de segunda unidade, William Cameron Menzies, foi quem dirigiu a sequência. Mas ele não ficou satisfeito com o resultado, e pediu para não aparecer nos créditos. Quando a crítica encheu a sequência de elogios, Hitchcock teria assumido a autoria.

“Queria apenas fazer o primeiro filme de psicanálise”

Numa das muitas conversas com François Truffaut que resultaram no extraordinário livro HitchcockTruffaut, o mestre do suspense diz que a trama, no livro que deu origem ao filme, é muito mais doidona: “A Casa do dr. Edwardes (é) um romance melodramático e realmente louco, contando a história de um louco que passa a controlar um asilo de loucos! No romance, até os enfermeiros eram loucos e faziam coisas de todo tipo! Minha intenção era mais sensata. Queria apenas fazer o primeiro filme de psicanálise. Trabalhei com Ben Hecht, que volta e meia consultava psicanalistas famosos.”

“Queria apenas fazer o primeiro filme de psicanálise.” Uau, que interessante declaração!

De fato, Hitchcock é uma pessoa que tinha muita ligação com a psicanálise, com Freud, já naquela época, 1945, quando a psicanálise ainda era uma ciência bem jovem, iniciante. The Films of Alfred Hitchcock realça isso bem no início do texto sobre Spellbound: “Se Hitchcock lidava com temas psicológicos em A Sombra de uma Dúvida e Suspeita, com Spellbound ele iria confrontar totalmente os casos da mente.”

Ele se manteria fiel à coisa freudiana em um de seus grandes filmes menos venerados, o maravilhoso Marnie, de 1964.

Spellbound tem, logo ao final dos créditos iniciais, uma citação de Shakespeare, uma frase de Cassius para Brutus em Júlio César – “O erro… não está nos nossos astros, mas em nós mesmos…” E, em seguida, há um letreiro bastante didático, professoral:

“Nossa história trata da psicanálise, o método através do qual a moderna ciência trata dos problemas emocionais dos sãos. O analista apenas procura induzir o paciente a falar de seus problemas ocultos, a abrir as portas trancadas de sua mente. Uma vez que os complexos que estavam perturbando o paciente são descobertos e interpretados, a doença e a confusão desaparecem… E os demônios da ausência de razão são retirados da alma humana.”

Nos créditos iniciais, está escrito que o filme teve uma “consultora psiquiátrica, May E. Romm, M.D.”. Segundo o IMDb, David O. Selznick tinha, ele mesmo, muito respeito, consideração pela psicoterapia – e essa May E. Romm, medical doctor, vem a ser a psicoterapeuta que ouvia seus problemas.

Dá até para ter alguma peninha do mestre Hitchcock. Imagine a situação: o cara está ali fazendo um filme – e no estúdio, observando tudo, podendo dar palpites, está a terapeuta do produtor, do patrão!

Hitch deve ter tido sonhos horrorosos, durante as filmagens de Spellbound

Expressões fortes tiveram que ser retiradas dos diálogos

Algumas informações esparsas e curiosidades sobre o filme e sua produção:

* Spellbound é um daqueles filmes que tem um título diferente em cada país. Os exibidores franceses foram pelo título do romance que deu origem ao filme: La Maison du Dr. Edwardes. Em Portugal, escolheram A Casa Encantada. Na Espanha foi Recuerda e, na Itália, Io Te Salveró. Os exibidores brasileiros, naqueles anos 30, 40, adoravam títulos melodramáticos, lacrimosos, e foram de Quando Fala o Coração.

Spellbound é um adjetivo, não um substantivo. Significa fascinado, enfeitiçado, encantado, magnetizado.

* Foi o primeiro filme em que o nome de Rhonda Fleming aparece nos créditos. Antes, havia apenas feito papéis minúsculos em três outros filmes. Nascida em 1923, estava viva quando revi o filme, em abril de 2019. Mulher belíssima, Rhonda Fleming teve uma carreira com mais de 60 títulos, e na maior parte deles aparece ruiva. Aqui, com cabelos pretos, faz Mary Carmichael, uma paciente da clínica Green Manors com problemas com sexo: ora parece querer dar para todos os homens que passarem à sua frente, ora os ataca com as unhas ou com palavras.

* Nas primeiras versões do roteiro, havia palavras e expressões ousadas para a época na única sequência do filme em que a personagem de Rhonda Fleming aparece: “ameaça sexual”, “frustração”, “libido”, “promíscua”. O então diretor da Product Code Administration – o órgão que fiscalizava o cumprimento das ordens do Código Hays, o código de autocensura aceito pelos estúdios – protestou violentamente, e as palavras foram banidas.

* Houve choques bravos entre o produtor David O. Selznick e o compositor Miklós Rózsa. Selznick queria que o compositor inchasse a orquestra, passando de 14 para 28 violinistas, porque tinha gostado do efeito de um grande número de violinos na trilha que Franz Waxman compôs para Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940). O todo-poderoso produtor não gostou do que o húngaro compôs para a sequência em que os personagens de Gregory Peck e Ingrid Bergman esquiam na neve, e mandou colocar ali um tema que Franz Waxman havia composto para Suspeita/Suspicion (1941).

O compositor não escondeu de ninguém que detestou trabalhar sob as ordens de Selznick.

* Como para irritar Selznick, a Academia premiou Miklós Rózsa com o Oscar de melhor trilha sonora. O filme teve outras quatro indicações ao Oscar, mas não levou, nas categorias de melhor filme, melhor direção, melhor ator coadjuvante para Michael Chekhov, melhor fotografia em preto-e-branco e melhores efeitos especiais.

* Apesar das rusgas todas entre produtor e compositor, o filme foi lançado com uma abertura antes dos créditos iniciais e um adendo final só para a apresentação dos temas principais da trilha sonora. E aqui vai um detalhe fascinante, impressionante: a versão em DVD lançada no Brasil por um selo pequeno, não ligado a qualquer um dos grandes estúdios, Studio Classic/Sonopress Rimo, traz essa abertura e essa “exit music”, música de saída.

* Michael Chekhov, o único ator do filme que mereceu uma indicação ao Oscar, faz o dr. Alexander Brulov, o veterano psiquiatra que teve a então jovem dra. Constance Petersen como sua auxiliar, aprendiz. É um personagem interessantíssimo: na sequência em que o falso dr. Edwardes, o personagem de Gregory Peck, aparece diante do dr. Brulov carregando uma navalha na mão direita, um dos momentos de maior suspense do filme, ele está brilhante. Michael Chekov, nascido em São Petersburgo, a capital do Império Russo, em 1891, morreria em Beverly Hills, Los Angeles, em 1955, após uma carreira de 20 filmes. E, sim, o sobrenome tem a ver: Aleksandr, o pai de Mikhail Aleksandrovich Chekhov, era irmão do escritor Anton Chekhov (que o Larousse Cultural, a Wikipedia em português e a editora que lançou A Dama do Cachorrinho grafam Tchekhov).

Algumas sequências impressionantes, belíssimas

Spellbound, ou La Maison du Dr. Edwardes, não é um dos filmes de Hitchcock que François Truffaut mais admirava. Ele diz para seu ídolo, em uma das muitas entrevistas que fez e que compõem o extraordinário HitchcockTruffaut: “Revi recentemente Spellbound e devo lhe confessar que não gostei tanto do roteiro”.

Mas em seguida Truffaut diz: “Há coisas muito bonitas, por exemplo o beijo seguido de sete portas que se abrem, e o primeiro encontro de Gregory Peck com Ingrid Bergman; é claramente um amor à primeira vista, ela o ama desde o primeiro olhar…”

E aí é o próprio Hitchcock que faz uma crítica a seu filme: “… Infelizmente, justo nesse momento os violinos começam a tocar, é um horror!!” Truffaut volta a fazer elogios: “Também gosto da série de planos que se seguem à detenção de Gregory Peck, das imagens das grades e de vários planos de Ingrid Bergman, até que, repentinamente, ela começa a chorar.

Truffaut é danado. Esses momentos que ele elogia são, sem dúvida nenhuma (ao menos na minha opinião), os melhores de todo o filme. Em especial o primeiro que ele cita – a cena do primeiro beijo, que o espectador pode imaginar que é de fato o primeiro beijo de amor que a dra. Constance Petersen dá na vida, e as portas vão se abrindo, uma atrás da outra. É uma coisa absolutamente maravilhosa essa sequência.

É brilhante também – é impossível deixar de registrar – a forma com que Hitchcock filma o tiro que acontece na penúltima sequência do filme. O revólver gigantesco, ocupando grande parte da tela – e, no momento do tiro, um vermelho vivo invade a tela do filme preto-e-branco. Dura menos que um segundo, talvez, o vermelho vivo do sangue que invade o preto-e-branco de Spellbound, mas é coisa de gênio…

Pauline Kael remou contra a corrente e disse que o filme é um desastre

Leonard Matin deu 3.5 estrelas em 4: “Envolvente história da psiquiatra Bergman tentando descobrir os traumas de Peck; sequência de sonho de Dalí e trilha sonora inovadora (e vencedora de Oscar) de

Miklos Rozsa ajudam Hitchcock a criar outro filme único. Baseado na novela The House of Dr. Edwardes de Francis Beeding; roteiro de Ben Hecht. Nas cópias originais lançadas nos cinemas, um tiro fundamental era mostrado em cor.”

Pauline Kael, a prima donna da crítica americana, remou contra a corrente de elogios. Começa dizendo que a idéia é intrigante – “um mistério envolvendo assassinato dentro de um grupo de psicanalistas, com a solução a ser alcançada por pistas encontradas em um sonho”. Lembra que há no filme uma das colaborações mais faladas de todos os tempos, entre Alfred Hitchcock e Salvador Dalí, com roteiro de Ben Hecht, Ingrid Bergman como a analista e Gregory Peck como o paciente dela com amnésia, o suspeito de ser o assassino. E aí dá a paulada:

“No entanto, com todos os óbvios ingredientes para o sucesso, Spellbound é um desastre. Parecia correto que a atriz que foi uma vez descrita como uma ‘moça ótima, forte, do campo” fosse escolhida para o papel da analista boa, sólida, promovendo curas com a absoluta simplicidade de uma mãe adicionando germe de trigo à dieta da família, mas a sinceridade de Bergman nunca esteve tão fora de lugar quanto nesta confecção agitada por chefs exaustos.”

Eis trecho do livro 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer:

“Fascinado pela novidade da psicanálise, Quando Fala o Coração concentra-se um pouco demais no subconsciente e não o bastante no suspense de fato. Este, porém, é um dos ‘fracassos’ mais interessantes de Hitchcock, notável por suas atuações, desenho de produção e música, mas não exatamente por seu mistério central.”

La Maison du Docteur Edwardes é um dos raros filmes abençoados com a cotação máxima de 4 estrelas no gigantesco Guide des Films do mestre Jean Tulard:

“Produzido por David O. Selznick, Spellbound marca o encontro de Hitchcock e Ingrid Bergman, que rodarão juntos dois outros filmes, Notorious e Under Capricorn. O tema do filme – o amor de uma mulher que quer a todo custo tratar e curar o homem que ela ama – é de fato uma vibrante defesa da psicanálise, ciência então em voga nos Estados Unidos e que sempre encantou Hitchcock. O filme se desenrola como uma longa marcha do casal à procura da verdade, dentro de uma espécie de labirinto pontilhado por símbolos de todos os tipos, sob um fundo musical em que retornam sem cessar dois leitmotivs pelos quais Miklos Rozsa conquistou o Oscar. A sequência do sonho, encomendada a Dalí, muitas vezes reescrita, não tem nada de surrealista. Finalmente, este filme em preto-e-branco comporta a mais curta sequência em cores da história do cinema…”

E aí, na última frase, o verbete do Guide des Films sobre Spellbound revela o que conta aquela penúltima sequência do filme. Um absoluto spoiler.

Não precisa, não é? Mesmo para quem já viu o filme mais de uma vez a revelação do finalzinho do filme é um absurdo.

Anotação em abril de 2019

Quando Fala o Coração/Spellbound

De Alfred Hitchcock, EUA, 1945

Com Ingrid Bergman (dra. Constance Peterson), Gregory Peck (o falso dr. Edwardes, J.B., John Brown, John Ballantine)

e Michael Chekhov (Dr. Alex Brulov), Leo G. Carroll (Dr. Murchison), Donald Curtis (Harry, o enfermeiro), Rhonda Fleming (Mary Carmichael), Norman Lloyd (Garmes), John Emery (Dr. Fleurot), Steven Geray (Dr. Graff), Paul Harvey (Dr. Hanish), Erskine Sanford (Dr. Galt), Janet Scott (Norma), Victor Kilian (xerife), Wallace Ford (o chato no lobby do hotel), Bill Goodwin (o segurança do hotel), Dave Willock (funcionári do hotel), George Meader (funcionário da estação de trem), Matt Moore (policial na estação de trem), Irving Bacon (porteiro), Art Baker (tenente Cooley), Regis Toomey (sargento Gillespie), Clarence Straight (secretária na delegacia de polícia), Addison Richards (capitão da polícia), Edward Fielding (Dr. Edwardes)

Roteiro Ben Hecht

Baseado no romance The House of Dr. Edwardes, de Francis Beeding (pseudônimo dos escritores Hilary St. George Saunders e John Palmer)

Adaptação de Angus MacPhail

Fotografia George Barnes e Rex Wimpy

Música Miklós Rózsa

Montagem William Ziegler e Hal C. Kern

Desenho de produção James Basevi

Figurinos Howard Greer

Sequência de sonho baseada em desenhos de Salvador Dalí

No DVD. Produção David O. Selznick, Selznick International Pictures.

P&B, 111 min (1h51)

19/4/2019, com Marynha.

R, ***

Título na França: La Maison du Dr. Edwardes. Em Portugal: A Casa Encantada. Na Espanha: Recuerda. Na Itália: Io Te Salveró.

4 Comentários para “Quando Fala o Coração / Spellbound”

  1. Mas quem não derrete vendo Gregory Peck… Eu derreti justamente nesse, primeiro filme com ele que eu vi, há 20 anos, quando eu era muito mocinha, e hoje, já balzaquiana, ainda não solidifiquei, rsrsrsrsrsrsrs.

  2. Vi e revi. Ele tem um lado quase didático sobre psicanálise que me incomoda, para mim faz o filme soar como aula ou como propaganda de Freud… Mas tem sequências muito boas, e Gregory Peck está – convenhamos – tão belo que chega a ser uma indecência. rs

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