A Exceção / The Exception

Nota: ★★★☆

A Exceção, co-produção Estados Unidos-Inglaterra de 2016, tem uma fascinante trama que mistura ficção com vários elementos de história real, envolvendo uma figura pouco falada em tantos e tantos e tantos filmes sobre a Segunda Guerra Mundial: o Kaiser Wilhelm II.

É romance histórico na mais nobre acepção do termo: personagens e fatos reais se interligam com outros que são produto da imaginação. Como em Guerra e Paz, muito provavelmente o maior romance que já foi escrito, e tantos outros. Aqui, Wilhelm II, sua segunda esposa, a princesa Hermine (Janet McTeer), o execrável Heinrich Himmler (Eddie Marsan), braço direito de Hitler, e outros personagens históricos convivem na trama com personagens como uma jovem holandesa que se emprega como criada no castelo onde o Kaiser vivia em seu exílio, Mieke de Jong, uma personagem inteiramente fictícia – o papel da garota inglesa Lily James, que, depois de uma boa participação na série Downton Abbey, já foi a Cinderella do suntuoso filme da Disney dirigido por Kenneth Branagh.

Para interpretar o Kaiser, que passou à História como o monarca responsável pela eclosão da Primeira Guerra, os produtores e o diretor David Leveaux tiveram a sorte de contar com Christopher Plummer, na foto abaixo – que também já interpretou Liev Tolstói no final da vida, em A ÚItima Estação (2009), outro filme baseado em romance histórico, de autoria do americano Jay Parini.

Este A Exceção se baseia no romance The Kaiser’s Last Kiss, de Alan Judd – pseudônimo do inglês Alan Edwin Petty. Esse Alan Edwin Petty nasceu em 1946, um ano após o fim da Segunda Guerra, que é o pano de fundo da história desse romance, seu sétimo livro de ficção, lançado em 2003. Foi militar, depois diplomata, e mais tarde analista de segurança, tranbalho que continuou executando paralelamente à bem sucedida carreira de escritor.

Aparentemente, o roteirista Simon Burke foi bastante fiel ao livro: segundo se pode ver pela sinopse de The Kaiser’s Last Kiss na internet, houve apenas a troca de nomes de alguns personagens fictícios e outros detalhes assim.

A trama criada no livro de Alan Judd e transposta aqui para o cinema é de fato uma maravilha. Tem o sabor de coisa inspirada em fatos reais, tem suspense, romance, sexo, intriga, e, naturalmente, também discussões sobre ética, dever, patriotismo e o absoluto horror que foi o nazismo.

Um capitão é mandado para cuidar da segurança do Kaiser

A abertura do filme é uma lição de como se construir bem um roteiro.

Como é o costume atual, não há créditos iniciais – apenas o desfilar dos nomes das empresas produtoras.

Vemos uma menina de uns 8, 10 anos, deitada no chão, de olhos fechados. É linda, a própria imagem da beleza, da pureza da infância. Usa uma vestido imaculadamente branco. Há algo angelical na imagem, e, ao mesmo tempo, algo onírico.

Corta, e a sequência seguinte, em contraste, se passa num quarto escuro. Um homem acorda na penumbra de um quarto; a imagem anterior era de um sonho, como o espectador mais atento poderá reparar. Uma mulher, já de pé, já vestida, se despede do homem – que, veremos em seguida, é um capitão do exército nazista. Ele oferece dinheiro a ela, e pergunta se vão se ver novamente. Ela diz que um telegrama do Ministério da Guerra já é suficiente.

Há algo estranho aí, que me deixou uma sensação de incômodo. Se a mulher é viúva de um soldado ou oficial morto, por que o homem dá dinheiro a ela, como se fosse uma prostituta?

O capitão acende um cigarro, toca o telefone. Uma voz em off pergunta: – “O que você sabe sobre o Kaiser?”

E vemos o capitão Stefan Brandt, vestido em seu uniforme, indo em direção ao que obviamente é algo como um quartel-general, gigantescas bandeiras com a suástica dependuradas.

Um letreiro situa o quando e o onde: “Alemanha, maio de 1940”. Primeiros meses, portanto, da Segunda Guerra Mundial, que havia começado com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista em 1º de setembro de 1939.

Um general havia convocado o capitão Brant – um sujeito forte, grande, corpulento, interpretado pelo australiano Jai Courtney (nas fotos abaixo). E, depois de fazer a pergunta, explicita: – “Kaiser Wilhelm II, ex-imperador da pátria.”

Como muitos outros personagens farão ao longo do filme, ele usa a expressão Fatherland, a Pátria Pai.

Brant responde à pergunta do general – uma bela maneira encontrada pelo roteirista Simon Burke de dar as primeiras informações sobre o Kaiser para o espectador:

– “Líder fraco, estrategista ruim. Nos levou à derrota, fugiu depois. Está exilado na Bélgica.”

– “Holanda”, corrige o general.

– “Ele ainda está vivo?”

– “Quanta ignorância, capitão! O Kaiser está bem vivo, e tem grande importância simbólica para o povo alemão.”

E o general diz que Brandt deverá assumir imediatamente

a chefia da segurança do Kaiser Wilhelm II, no lugar em que ele vive, nos arredores de Utrecht. O capitão demonstra insatisfação. Preferiria ser enviado novamente à frente de batalha.

– “Não abuse da sorte, capitão!”, diz o general. – “Depois daquele incidente com a SS na Polônia, você teve sorte de não ser levado à corte marcial!”

Assim, já nos primeiros 3 ou 4 minutos da narrativa, o espectador fica sabendo algumas informações básicas sobre o Kaiser Wilheim II, e sobre aquele personagem fictício, o capitão Brandt, da infantaria do exército alemão: ele participou da campanha militar na Polônia e lá fez alguma coisa errada, aos olhos do nazismo: teve um incidente com a SS,

a toda-poderosa organização paramilitar ligada ao partido nazista, comandada pelo já citado Heinrich Himmler.

O que foi o incidente, o que foi exatamente que o capitão fez, o espectador só ficará sabendo bem mais adiante.

Todos, absolutamente ficam fascinados pela bela jovem

Logo que o capitão Brandt chega ao castelo em que viviam o Kaiser e sua mulher, a propriedade Huis Doorn, no interior da Holanda, e é recebido pelo secretário particular dele, o coronel Sigurd von Ilsemann (Ben Daniels, à esquerda na foto abaixo), há um diálogo importante. O coronel – que, veremos, é um homem extremamente fiel, leal, dedicado ao Kaiser – diz para Brandt que, pelo que estabelece o Tratado de Versalhes, o imperador deposto deve ser tratado apenas como “senhor”, e sua mulher, a princesa Hermine, como “senhora” ou “madame”.

É um detalhe significativo, considerável. Pelo Tratado de Versalhes – o acordo internacional que selou o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, após a derrota da Alemanha do Kaiser Wilheim II, e estabeleceu uma série imensa de punições ao país vencido –, o Kaiser, deposto com a vitória aliada, deixava de ser o soberano alemão, passava a ser uma pessoa comum.

Todas, absolutamente todas as pessoas que convivem com o Kaiser, o chamam de Sua Alteza.

Inclusive o capitão Brandt, é claro.

O suspense, a intriga, a paixão, o sexo – tudo entrará bem rapidamente na história, logo que o capitão Brandt chega a Huis Doorn para assumir a chefia da segurança do imperador deposto.

Um inspetor da SS conta para Brandt que tem a informação de que há um agente secreto britânico na região, e que ele seguramente tem a intenção de atacar o Kaiser. Brandt tem que tomar todo o cuidado possível – e ele e a SS têm que descobrir o mais rapidamente possível quem

é o agente secreto inimigo, e acabar com ele.

Uma bela jovem, que trabalha como serviçal na mansão, chama a atenção de Brandt, do próprio Kaiser, do tal inspetor da SS, e também da câmara do diretor David Levaux e do diretor de fotografia Roman Osin.

Não se explica como aquela moça foi admitida como empregada dentro da mansão. O que fica óbvio desde logo é que essa Mieke de Jong é linda. O Kaiser se mostra fascinado com a beleza dela – e logo repara que ela tem belas mãos, mãos que não parecem de gente humilde que faz trabalho pesado.

Quando o filme está com apenas uns 13 minutos, Mieke de Jong-Lily James está nua na frente do capitão Brandt.

A câmara a focaliza de frente, em respeitoso plano americano, da cintura para cima, os peitos cheios, duros, lindos. Em seguida, porém, a câmara, colocada atrás dela, a mostra de corpo inteiro. Mamma mia, ma che bunda strordinaria, splendida!

Foi, informa o IMDb, a primeira cena de nudez na vida de Lily James. A moça é de 1989 – em 2016, quando o filme foi lançado, estava portanto com apenas 27 aninhos.

Um pouco mais tarde, haverá uma outra cena de nudez frontal – e a câmara pega o corpo inteiro do capitão Brandt. Foi também, segundo o IMDb, a primeira cena de nu do australiano Jai Courtney.

O Kaiser tinha esperança de voltar ao trono

Achei um tanto rápida, ou talvez forçada, a cena de sexo entre Mieke e o capitão Brandt, logo aos 12, 13 minutos de filme, pouco depois de ele chegar à propriedade em que viviam o Kaiser e sua mulher.

O roteirista usou a desculpa de que Mieke foi enviada ao alojamento do capitão para avisá-lo de que o Kaiser o convidava para jantar na mansão na noite seguinte. Desculpa um tanto esfarrapada, a meu ver: teria mais lógica o convite ser feito pelo ajudante de ordens, pelo secretário pessoal do Kaiser, o coronel von Ilsemann. Mas, diacho, não se deve exigir que um filme seja lógico 100% do tempo. Há que se admitir alguma liberdade poética – e a bundinha de Lily James de fato é um poema.

Por que a linda criadinha resolve dar assim tão rapidamente para o capitão nazista que chefia a segurança do Kaiser, lá isso não é tão ilógico assim. Fica bem claro, desde muito cedo, que aquela jovem holandesa ali tem coisa; não é apenas uma empregadinha comum, qualquer. É visivelmente educada, e, como bem reparou o Kaiser, tem mãos que não são de gente do povo, de trabalhadora braçal.

Por que o Kaiser resolve chamar para jantar com ele o capitão do exército nazista nomeado para cuidar da sua segurança, isso também tem toda lógica – e é muitíssimo bem explicado no filme.

O Kaiser que A Exceção mostra é um homem que não tem lá respeito, admiração, pelo governo de então da Alemanha, pelo Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães ou pelo chanceler tornado ditador, Führer – mas ele mantém a esperança de ser reconduzido ao trono do qual foi afastado quando o país saiu derrotado da Primeira Guerra Mundial. Portanto, embora na intimidade de sua casa às vezes fizesse críticas ou ironias ao Terceiro Reich, procurava não bater de frente contra o governo, seu partido, seu líder.

Assim, tem todo sentido que ele tente se dar bem com o capitão que chefia a sua segurança.

Já a princesa Hermine que o filme mostra é uma mulher apaixonada pelo marido, e crê piamente que ele voltará a ocupar o trono. Faz tudo para isso: mantém correspondência com autoridades do regime, bajula os poderosos. Insiste em que o marido deve se conter, não deve jamais falar mal do nazismo ou de Adolf Hitler, mesmo privadamente.

Ao contrário do marido, que parece não se preocupar com isso, a princesa Hermine não se esquece por um minuto de que é o governo alemão, o regime nazista, que paga pela vida extremamente confortável que o casal tem naquela magnífica, gigantesca, milionária propriedade no interior da Holanda.

As tensões vão aumentando cada vez mais

As tensões em Huis Doorn vão aumentando à medida em que a narrativa avança. A SS está cada vez mais perto de identificar de onde vêem os sinais de rádio com que alguém no vilarejo mais próximo se comunica com o estrangeiro, provavelmente com a Inglaterra do rei George VI e do primeiro-ministro Winston Churchill, o principal obstáculo dos planos nazistas de conquistar toda a Europa. As atitudes da bela Mieke de Jong parecem cada vez mais suspeitas, até mesmo para o espectador menos atento – ao mesmo tempo em que fica claro que o capitão Brandt está mais e mais apaixonado por ela.

O espectador fica sabendo, ali pela metade do filme, qual foi o incidente com o capitão na Polônia: quando chegou a um local no campo polonês em que uma equipe da SS havia assassinado brutalmente dezenas de civis – mulheres, crianças, como aquela garotinha de branco que aparecia sempre nos sonhos dele –, Brandt não se conteve, e estapeou o homem da SS que liderara o massacre.

É um soldado fiel a seu país – mas é um homem digno, que não suporta os crimes horrendos que passa a presenciar. É – como dirá a holandesa Mieke – uma exceção à regra entre os soldados nazistas.

E aí, quando o filme já passa um pouquinho da metade, chega a notícia de que Heinrich Himmler em pessoa, o chefe da SS, o braço direito de Hitler, virá visitar o Kaiser.

A princesa Hermine, o próprio Kaiser, até mesmo o seu leal servidor coronel von Hilsemann, todos ali se enchem de esperança: a visita seria para que fosse feito o convite de o Kaiser voltar e reassumir o trono?

Alguns fatos sobre o Kaiser são criação do escritor

No livro The Kaiser’s Last Kiss, o capitão se chama Martin Krebbs, e a jovem e bela serviçal, Akki. A mudança de nome é coisa absolutamente menor, mas há uma diferença substancial quanto ao personagem do capitão: no livro, ele é da SS, enquanto no filme é dito claramente que ele é do exército, da infantaria do exército.

No exército havia, é claro, uma imensa quantidade de oficiais profissionais, não necessariamente nazistas. Já a SS era uma força paramilitar umbilicalmente ligada ao partido nazista.

Essa é, pelo que pude ver em rápida pesquisa, a diferença mais marcante entre o livro e o filme.

O verbete sobre o livro na Wikipedia em inglês, que me pareceu bem escrito e bem fundamentado, fala de diferenças entre os fatos históricos e os eventos que Alan Judd descreve em seu livro – e que estão no filme.

Por exemplo: não há registro histórico de que o famigerado Heinrich Himmler tenha ido pessoalmente visitar o Kaiser em seu exílio na Holanda – mas Hermann Göring, citado bastante no filme, de fato esteve na propriedade ocupada pelo ex-imperador. No filme e no livro, a princesa Hermine dá um envelope com uma pequena fortuna a Himmler – um sinal de agradecimento, a rigor uma propina, um suborno, algo absurdo, impensável. Consta que de fato ela ofereceu dinheiro – não a Himmler, mas a Göring, líder do partido nazista e presidente do Reichstag, o Parlamento alemão durante parte do governo nazista.

Um capitão da SS foi encarregado de chefiar a segurança do Kaiser, em 1940, como mostra o livro – e, claro, foi a partir desse fato real que Alan Judd criou o personagem de Krebbs, no filme Brandt.

E houve de fato aquilo que para mim foi uma total surpresa: o governo da Grã-Bretanha, o governo de Winston Churchill, de fato ofereceu asilo ao Kaiser em solo inglês.

A verdade dos fatos é que eu não sabia absolutamente nada a respeito desse senhor Friedrich Wilhelm Viktor Albert (1859- 1941) – a não ser que ele era o imperador da Alemanha em 1914, quando começou a Primeira Guerra Mundial, a que se dizia que tinha vindo para acabar com todas as guerras.

Christopher Plummer e Lily James estão ótimos

E só por mostrar um pouco do Kaiser já vale, e muito, este A Exceção.

Não apenas por isso, é claro. É um bom filme. Como já disse, a trama é fascinante, interessantíssima. E a produção é toda extremamemnte caprichada, com aqueles detalhes de artesanato todos perfeitos – uma gloriosa reconstituição de época, figurinos majestosos, fotografia irretocável.

A trilha sonora, suntuosa, me impressionou. È de autoria de um compositor que eu não conhecia, Ilan Eshkeri, um jovem maestro inglês que já tem 27 títulos em sua filmografia como autor de trilhas, mas que compõe não apenas para o cinema, e tem respeitabilidade como compositor de peças eruditas. Ouvi algumas vezes a trilha que ele compôs para The Exception, e está disponível no Spotify: é de fato muito bela, forte, impressionante. Se ainda não é tanto, será muito bem conhecido esse Ilan Eshkeri, uma espécie assim de novo Alexandre Desplat.

Não me encantei com esse australiano grandão, Jai Courtney, que já trabalhou em alguns desses filmes de grande sucesso tipo Divergente (2014), O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015), Esquadrão Suicida (2016). Tem o tempo todo aquela cara dura, fechada, de poucos amigos, que, na verdade, combina com o papel.

Mas estão maravilhosos a jovem Lily James e o veteraníssimo Christopher Plummer. A garota parece ter sido abençoada com uma imensa sorte na vida: depois que fez a jovem Lady Rose MacClare, a priminha um tanto cabecinha de vento, ousada, das irmãs Crawley, em Downton Abbey, já teve a oportunidade de ser Cinderella no filme de Branagh, a secretária de Winston Churchill em O Destino de uma Nação (2017), ninguém menos que a condessa Natasha Rostova numa nova minissérie inglesa para o Guerra e Paz de Tolstói. E ainda foi Julieta numa versão de Romeu e Julieta de 2016 em que Romeu foi Richard Madden.

Já Christopher Plummer… Meu Deus… Me lembro da primeira vez que o vi na Noviça Rebelde, em julho de 1965, numa passagem por São Paulo. Gostei demais do filme, de tudo – mas me impressionou como aquele ator bonitão que fazia o capitão Von Trapp era ruinzinho de serviço.

Christopher Plummer de fato parece vinho: quanto mais velho, melhor. Depois de muito velho, não pára de surpreender com interpretações maravilhosas. Está excelente como o velho Kaiser que perdeu a guerra e meio mundo responsabilizou por ter aberto o caminho para a outra. Uma beleza de atuação.

E o filme me deixa ainda mais intrigado com aquele mistério assombroso: como é possível ter interesse pelas fantasias tipo Game of Thrones, O Senhor dos Anéis e coisas parecidas, quando há tantas fantásticas histórias reais, ou bem perto da realidade, em bons filmes e séries?

Anotação em dezembro de 2018

A Exceção/The Exception

De David Leveaux, EUA-Inglaterra, 2016

Com Lily James (Mieke de Jong), Jai Courtney (capitão Stefan Brandt), Christopher Plummer (Kaiser Wilhelm II), Janet McTeer (princesa Hermine), Ben Daniels (coronel Sigurd von Ilsemann), Eddie Marsan (Heinrich Himmler), Anton Lesser (General Falkenberg), Martin George Swabey (Mueller), Martin Savage (Dirksen), Mark Dexter (Dietrich), Kris Cuppens (Pastor Hendriks), Lucas Tavernier (SS-Coronel Meyer)

Roteiro Simon Burke

Baseado no romance The Kaiser’s Last Kiss, de Alan Judd

Fotografia Roman Osin

Música Ilan Eshkeri

Montagem Nicolas Gaster

Casting Julia Horan

Produção Egoli Tossell KLK, Alton Road Productions, Ostar Productions, Umedia, Egoli Tossell Film.

Cor, 107 min (1h47)

***

Um comentário para “A Exceção / The Exception”

  1. Filme simplesmente perfeito, sua critica está muito fiel ao filme, só discordo com seu comentário sobre a atuação do jai Courtney , ele é simplesmente perfeito , começa duro e a parte , mas no desenrolar do filme se mostra muito sensível e fundamental a trama.
    Só gostaria de saber se ele se reencontra com a Mieke

Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *