Uma Repórter em Apuros / Whiskey Tango Foxtrot

Nota: ★★★☆

Duas coisas ficaram remoendo na minha cabeça logo depois de ver Whiskey Tango Foxtrot, produção de 2016 que conta a história quase real de uma jornalista de televisão americana que trabalhou durante alguns anos em Cabul, capital do Afeganistão: como é o ridículo o título do filme no Brasil, e como Tina Fey é boa atriz. Tina Fey é atualmente uma das comediantes de maior sucesso nos Estados Unidos. Atriz, roteirista, produtora, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de roteirista chefe do Saturday Night Live, o programa humorístico de maior audiência do país; nascida em 1970, já coleciona, em 2017, 47 prêmios, inclusive 2 Globos de Ouro como atriz da série 30 Rock – da qual é criadora e atriz principal, ao lado de Alec Baldwin. Fora 126 outras indicações, que incluem 4 ao Globo de Ouro.

Em Whiskey Tango Foxtrot, ela interpreta Kim Baker, uma jornalista bastante parecida com a Kim Barker da vida real, que trabalhou como correspondente no Afeganistão e no Paquistão e escreveu um livro sobre suas experiências, The Taliban Shuffle: Strange Days in Afghanistan and Pakistan. O livro, claro, serviu de base para o roteiro do filme.

(Não houve erro de digitação no parágrafo acima. A personagem do filme se chama Kim Baker. A jornalista da vida real que a inspirou se chama Kim Barker. Diferença sutilíssima na grafia, embora não tão sutil assim quando os nomes são pronunciados.)

Como Tina Fey é uma comediante, há uma natural tendência a achar que este filme é, de alguma forma, uma comédia, um drama cômico, uma comédia dramática.

Engano. Não há comédia aqui. É tudo sério, pesado, denso, horripilante. Um horror. Há algum humor, sim – mas um humor negro, soturno, lúgubre. Humor de ironia, de quem ri da desgraça.

É o tipo de humor que já está no título original: Whiskey Tango Foxtrot é a forma militar de se dizer em rádio as iniciais WTF. WTF – what the fuck. O equivalente ao nosso “que porra é essa?”

Os distribuidores do filme no Brasil tiveram a péssima idéia de inventar o título Uma Repórter em Apuros. “Em apuros” é uma expressão que já deveria ter tido sua validade vencida – e, além de ser mais velha que expressões tipo “homessa!”, indica também um clima engraçadinho, de brincadeirinha, o que não é o caso, de maneira alguma.

É tudo muito rápido no filme – e tudo muito desbocado

É um filme absolutamente desbocado, boca suja. Mentes mais moralistas ou caretas poderiam reclamar que é chulo demais, mas a verdade é que jornalista é assim mesmo, fazer o quê?

O filme começa em uma festa numa boate, night club ou coisa parecida em Cabul – música alta e um monte de estrangeiros, ocidentais, muitos deles jornalistas, bebendo alucinadamente. A luz acaba, ouve-se um estrondo – uma bomba caiu ali bem perto. Uma mulher – Kim Baker, o papel de Tina Fey – tenta falar ao celular com a redação em Nova York. A ligação é ruim, ela não consegue falar. Sai para a rua – centenas de pessoas atônitas, o caos. Alguém se aproveita do momento, e a jovem mulher reage xingando em inglês um “Tira a mão da minha bunda, seu filho da puta”. O homem a quem ela se dirige passa a xingá-la na língua local, o pachto, acho. E ela responde na língua local algo que a legenda traduz como “Eu cago na sua boca; coma um peido”.

Um letreiro avisa: “Três anos antes” – e temos então um longo flashback. É o que chamo de narrativa laço: começa mostrando um lance impactante do jogo que acontece digamos aos 42 minutos do segundo tempo, e aí voltamos ao início e vemos o jogo inteiro, a história inteira.

Revi os 15 primeiros minutos do filme (ele esteve na programação do Telecine em novembro de 2017), e me impressionou muito, mais ainda do que quando vimos o filme inteiro, alguns dias atrás, como os diretores Glenn Ficarra e John Requa e o roteirista Robert Carlock conseguiram comprimir, condensar tamanha quantidade de informação nesse iniciozinho de narrativa.

Por exemplo: quando, após não mais que 2 minutos da festa zoeira em Cabul, há a volta no tempo, vemos Kim Baker na redação de uma estação de TV em Nova York. Rapidíssimas tomadas mostram, para quem estiver atento e reparar bem, que Kim Baker é uma jornalista da cozinha, como se dizia no jargão das redações; não é uma repórter, não é da linha de frente, não vai a campo – é do tipo que fica na redação, juntando informações para compor as reportagens, produzindo textos, dando a forma final ao texto que será apresentado aos espectadores. Algo que em redação de TV do Brasil mistura as funções do produtor e do editor; em redação de jornais, usava-se, quando comecei no jornalismo, o termo copydesk – algo como redator, ou editor de texto. Nada a ver com revisor; não; é outra coisa, bem diferente. Copydesk é o sujeito que pega o texto bruto da fonte – seja do repórter, seja dos telegramas das agências de notícia – e dá a forma final a ele. O sujeito que melhora, que edita o texto original.

(Bem a rigor, sempre fui um copydesk, mesmo quando o cargo que ocupava era oficialmente mais honroso, com nomes como editor, editor-executivo, redator-chefe. Mas isso, claro, só importa para mim mesmo.)

Em inglês, o cargo que Kim Baker ocupava, em 2003, era o de copywriter – embora oficialmente, naquela emissora de TV específica, ela fosse chamada de producer, produtora, como mostra a plaquinha de identificação em sua baia de trabalho.

Kim Baker de repente vira repórter, correspondente de guerra

Uma tomada que dura menos de 10 segundos mostra o computador em que ela está corrigindo, aperfeiçoando, melhorando um texto – polindo, burilando, como a gente dizia no velho Jornal da Tarde. Um texto sobre determinada propriedade do milho como fator de ajuda para a epidemia da obesidade entre os americanos.

O detalhe é mínimo, e de fato a tomada que mostra a tela computador em que Kim Baker trabalha dura poucos segundos – mas vai ali uma boa quantidade de informação importante. Indica que, além de ser da cozinha, e não da linha de frente, além de ser copywriter, e não repórter, aquela moça trabalhava na área de reportagens gerais. A parte suave do noticiário. Comportamento, alimentação, forma física – nada de política, política internacional ou economia. Nada de hard news, a parte do noticiário que de fato importa, que dá status aos profissionais.

E então há uma sequência bem rápida – tudo no filme inteiro é extremamente rápido, mas em especial nesses 15 minutos iniciais – em que um chefe de alguma coisa reúne uma dúzia de jornalistas da redação da emissora de TV para dizer que, como estourou o “Iraque 2”, há uma grande necessidade de gente disposta a ir para o front de batalha – e para a frente das cãmaras.

Corta, e Kim Baker está malhando numa academia. Na TV ligada uma bela jornalista apresenta uma reportagem diretamente de algum lugar do Afeganistão.

Corta, e Kim Baker está falando com o namorado ao telefone. O namorado, Chris (o papel de Josh Charles, o eterno Will Gardner de The Good Wife), está viajando, volta para Nova York na terça. Ela diz: – “Legal, porque na terça estou embarcando para o Afeganistão”.

Corta, e Kim Baker e Chris se encontram no aeroporto, ele chegando, ela saindo. Ele ainda propõe uma rapidinha no banheiro, mas ela diz que não dá tempo.

Corta, e Kim Baker está na última perna da viagem a Cabul, falando sem parar com o passageiro ao lado, contando que não era repórter, mas que agora vai ser correspondente de guerra.

Vou repetir, porque é de fato muito impressionante: é tudo muito rápido em Whiskey Tango Foxtrot, WTF, que porra é essa – especialmente neste começo. É muita informação demais da conta a cada minuto.

A colega que Kim acaba de conhecer pergunta: “Posso trepar com seu segurança?”

Na saída do aeroporto de Cabul, Kim é recebida por Fahim Ahmadzai (Christopher Abott), que será seu guia e intérprete, e por Nic (Stephen Peacocke), que será seu guarda-costas. Logo após Kim cumprimentar Fahim, uma lufada de vento tira do alto de sua cabeça o véu que havia colocado. Uma mulher grita: – “Cubra a cabeça, prostituta sem vergonha”. E Fahim rapidamente traduz: – “Ela disse ‘seja bem-vinda ao Afeganistão”.

Junto do carro que os espera, Nic está conversando com guardas. Apresenta-se para Kim, comenta que os guardas estavam pedindo dinheiro. Ela saca um envelope: – “Precisa de dinheiro? A emissora me deu dinheiro”. Nova lufada de vento, e um monte de notas verdinhas se espalha pela rua, uma multidão de afegãos briga por elas como galinhas famintas na hora da distribuição do milho.

Tá certo: é preciso admitir que a cena é engraçada. “O que dá pra rir da pra chorar”, como diz o samba de Billy Blanco. É tragicômico – e tragicamente realça a inexperiência daquela jovem que não cobria sequer problemas do trânsito de Manhattan e agora estava ali na capital de um dos países mais conflagrados, mais agitados, mais violentos, mais confusos, mais complexos do planeta.

O local para onde o guia e intérprete Fahim e o segurança Nic levam Kim, o casarão em que ficam hospedados diversos jornalistas estrangeiros sediados em Cabul, é uma mistura de bunker com hotel com república de estudantes. Enquanto atravessa um grande salão para levar a moça até o quarto que será dela, Fahim vai apresentando algumas das pessoas.

Daí a pouco Kim sai do quarto, à procura de um banheiro para tomar uma ducha. Logo passa por perto da bela repórter loura que havia visto apresentando uma matéria no interior do Afeganistão. Ela se chama Tanya Vanderpoel, e é interpretada por Margot Robbie (nas duas fotos abaixo), uma jovem atriz australiana nascida em 1990, um estupor de beleza. Tanya terá papel fundamental na história que está começando.

A bela loura cumprimenta efusivamente a recém-chegada, diz que é uma maravilha que agora ela não seja mais a única mulher do lugar. Enquanto vai levando Kim em direção ao banheiro, pergunta, depois de duas frases de introdução: – “May I fuck your security guy?” Posso trepar com seu segurança?

Kim demora um pouquinho a entender. E Tanya explica: a emissora dela destaca americanos para fazer sua segurança, e ela não gosta de americanos gordos e seus cavanhaques, mas os australianos e neo-zelandeses são ótimos. E explica mais: – “No Afeganistão, você é gostosa pra caramba. Porque você em Nova York seria o quê? Nota 6, ou 7? Aqui você é 9. Quase 10.”

A frase original é mais direta do que o “gostosa pra caramba” usado na legenda. Da boca suja da lindérrima Tanya sai a frase “In Afghanistan, you’re a serious piece of ass.” No Afeganistão, você é uma bunda sensacional.”

E ela insiste: será que Kim tem certeza de não quer Nic para si mesma?

Kim responde que tem um namorado sério. A bela Tanya retruca: – “Em dois meses sua buceta vai estar comendo sua perna”.

O filme é o relato de que como uma moça inexperiente se transforma em boa repórter

Ainda não chegamos sequer a 15 minutos de filme, e Fahim leva a inexperientíssima mas bem intencionada Kim para conhecer, em uma base aérea no interior, o general Hollanek, uma das mais altas patentes das forças americanas estacionadas no Afeganistão. O primeiro diálogo entre os dois é ríspido, quase tão absolutamente cru quanto aquele que a jornalista recém-chegada teve com a bela veterana.

General Hollanek: – “Você tem conhecimento do termo 4-10-4?”

Kim responde que não, e o general dá a sua própria versão do fenômeno ao qual a jornalista e o espectador já haviam sido apresentados pela loura Tanya: mulheres que “lá em casa” são nota 4 aqui viram nota 10; quando retornam para a América voltam a ser 4.

Tida como 6 ou 7 por Tanya, Kim foi assim rebaixada a 4 pelo militar. E ele prossegue: – “Enquanto você estiver lá fora com meus homens, você não vai, de maneira alguma, distrai-los. Entendido?”

Kim: – “O senhor está me pedindo para não dormir com seus soldados?”

General Hollanek: – “Não, soldados, não. Fuzileiros. (Marines.) Você não está aqui para dormir com ou para fazer trabalhos de qualquer tipo nos meus fuzileiros.”

O general é interpretado por Billy Bob Thornton, um dos três astros do elenco, e esse primeiro diálogo entre ele e a nova repórter do pedaço acontece – insisto, repito – antes de o filme completar 15 minutos.

Repito, insisto: é muito impressionante como conseguiram comprimir, condensar, espremer tamanha quantidade de informações, de fatos, nos primeiros minutos de Whiskey Tango Foxtrot.

O general Hollanek voltará a aparecer algumas vezes, ao longo dos 112 minutos do filme que conta a experiência de três anos de Kim Baker como correspondente no Afeganistão. O general continuará sempre do mesmo jeito, carrancudo, sério – é daquele tipo que industrializa a cara feia, que faz dela seu cartão de visitas. Mas, com o tempo, aprenderá a respeitar a moça que chegou novata, foquinha de tudo, mas depressa foi aprendendo a ser uma boa correspondente de guerra.

De uma certa forma, Whiskey Tango Foxtrot é isso – o relato de como uma profissional novata, verde, inexperiente, foi tendo seu aprendizado. É um tipo de história que costuma frequentar o cinema assiduamente, desde sempre, nos ambientes mais díspares, desde o Velho Oeste de Como Nasce um Bravo/Cowboy (1958) até a China na época da ocupação japonesa nos anos 1930 de Império do Sol (1987), E ainda bem, porque histórias de aprendizagens são talvez as mais básicas que pode haver, ao lado das histórias de amor ou amizade, Não é isso mesmo? Não é isso que fazemos todos – aprender e, com sorte, ter amor e amizade, quanto mais melhor?

Kim vai ficando cada vez mais safa, experiente – e o filme, cada vez mais duro, pesado

O terceiro nome bem conhecido do elenco é o sempre ótimo inglês Alfred Molina. Ele está muito bem como Ali Massoud Sadiq, uma figura importante na política na Cabul do início do milênio, depois da invasão, chancelada pela ONU, do Afeganistão pelas forças americanas e britânicas, que tiraram do poder o regime radical, bárbaro, criminoso dos talibans e garantiram a instauração do governo provisório de Hamid Karzai.

O primeiro encontro da repórter então iniciante com Ali Massoud Sadiq acontece num dia em que Kim Baker preferia que o mundo tivesse acabado. Na véspera, a bela Tanya a havia carregado para conhecer a noite de Cabul, e Kim tinha bebido absolutamente todas. Foi acordada de manhã pelo competentíssimo guia Fahim, e ainda estava vomitando quando Fahim, ao telefone, explicava mais uma vez que Ali Massoud Sadiq era um homem importantíssimo, sério candidato a assumir o posto de ministro da Justiça, e tinha sido dificílimo marcar a entrevista.

Ali Massoud Sadiq-Alfred Molina se mostra imediatamente encantado com a jovem americana. Fará todo o possível para comê-la.

A cada vez que Kim Baker se encontra com Ali Massoud Sadiq, ele continua o mesmo – o mesmo galinho, doido de tesão pela moça. E ela está cada vez menos inexperiente, mais safa, mais desenvolta, mais à vontade.

Quando já está sabendo jogar o jogo, dançar a dança, surge um problema que ela não esperava: o público americano começava a se cansar de matérias sobre as forças dos Estados Unidos no Afeganistão. Na sede da emissora, trocavam-se as chefias – e Kim, agora repórter experiente, passava a ter cada vez mais dificuldade para emplacar matérias. E ainda por cima vão surgir aquelas velhas coisas que há em toda profissão, mas pela qual os jornalistas parecem ter especial predileção: as disputas internas, a briga de egos, a competição deslavada entre colegas.

E este filme estrelado por uma comediante vai ficando mais e mais sério, denso, pesado, quando trata quase como uma doença a vontade da profissional competente e competitiva de enfrentar de cada vez mais perto o perigo.

Têm sido feitos vários filmes sobre as forças estrangeiras no Afeganistão

Não é de se estranhar que tenha havido filmes sobre a experiência de ocidentais no Afeganistão pós derrubada do regime dos talibans. Afinal de contas, são milhares e milhares de pessoas que foram enviadas para o país, nessa missão de tentar garantir a estabilidade de um governo sem talibans naquele país tumultuado – missão que vem se prolongando cada vez mais e não parece ter data para acabar.

Em 2007 foi feito O Caçador de Pipas, belíssima adaptação do romance de Khaled Hosseini que focalizava exatamente o período do domínio taliban, após a invasão do Afeganistão pela União Soviética, até a libertação em 2001.

Mais recentemente, vieram Mil Vezes Boa Noite (2013), co-produção Noruega-Suécia-Irlanda, sobre uma fotógrafa que é ferida gravemente ao cobrir a atividade de uma terrorista-suicida, e o ótimo Rock em Cabul/Rock the Kasbah (2015), sobre um empresário de músicos da Califórnia, interpretado por Bill Murray, que leva uma contratada sua para shows para os soldados americanos no Afeganistão.

E há também Homeland: na quarta temporada, a heroína da série, Carrie Mathison (Claire Danes), está chefiando o escritório da CIA em Cabul.

O roteiro do filme não foi muito fiel à história verdadeira

O filme começa com aquela frase muito comum: “Baseado em uma história real”.

É bem verdade – mas o roteirista Robert Carlock tomou mais liberdades poéticas do que simplesmente trocar o nome da jornalista real, Kim Barker, para Kim Baker.

Foram feitas profundas mudanças dos acontecimentos reais para a história contada no filme.

O letreiro inicial seria muito mais exato, mais acurado, mais sério, se fosse o também bastante comum “Inspirado em uma história real”.

A verdadeira Kim Barker não era jornalista de televisão, nem era inexperiente, quando foi enviada para a Ásia como correspondente. Trabalhava no prestigioso The Chicago Tribune, e foi chefe do escritório do jornal no Sul da Ásia entre 2004 e 2009, baseada em Nova Delhi e Islamabad. Sua experiência foi contada no livro The Taliban Shuffle: Strange Days in Afghanistan and Pakistan lançado pela também prestigiosa editora Doubleday. O filme omite completamente a narrativa sobre o tempo que a jornalista passou na Índia e no Paquistão.

Após a experiência na Ásia, Kim Barker (com Tina Fey na foto acima) passou a trabalhar na redação do New York Times, a partir de meados de 2014.

E foi por um acaso que envolve o próprio New York Times que o filme acabou existindo. Numa resenha para o jornal do livro de Kim Barker, o crítico Michi Kakutani escreveu que a jornalista “se descrevia como um personagem parecido com Tina Fey”.

Consta que, por causa da resenha, Tina Fey leu o livro, e se entusiasmou com a possibilidade de interpretar a personagem central.

Consta também que a Kim Barker da vida real teve muito medo de como ficaria, afinal, o filme inspirado em seu livro, em sua própria vida. Acabou gostando do resultado. Nova edição do livro traz Tina Fey na capa, com aquela outra frase bem comum: “Agora uma grande produção do cinema”.

Kim Barker teve experiências bem fora do comum, e Tina Fey é uma atriz igualmente extraordinária. Vale a pena ver este filme.

Anotação em dezembro de 2017

Uma Repórter em Apuros/Whiskey Tango Foxtrot

De Glenn Ficarra e John Requa, EUA, 2016

Com Tina Fey (Kim Baker)

e Margot Robbie (Tanya Vanderpoel), Martin Freeman (Iain MacKelpie), Alfred Molina (Ali Massoud Sadiq), Christopher Abbott (Fahim Ahmadzai), Billy Bob Thornton (General Hollanek), Nicholas Braun (Tall Brian), Stephen Peacocke  (Nic), Sheila Vand (Shakira Khar), Evan Jonigkeit (especialista Coughlin), Fahim Anwar (Jaweed), Josh Charles (Chris), Cherry Jones (Geri Taub), Scott Takeda (Ed Faber), Eli Goodman (Tucker Wang)

Roteiro Robert Carlock

Baseado no livro The Taliban Shuffle: Strange Days in Afghanistan and Pakistan, de Kim Barker

Fotografia Xavier Grobet

Música Nick Urata

Montagem Jan Kovac

Casting Jo Edna Boldin, Tiffany Little Canfield, Bernard Telsey

Produção Broadway Video, Little Strangerm, Paramount Pictures.

Cor, 112 min (1h52)

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