Sob o Signo de Capricórnio / Under Capricorn

Nota: ½☆☆☆

Under Capricorn, no Brasil Sob o Signo de Capricórnio, o longa-metragem número 35 de Alfred Hitchcock, lançado em 1949, logo após o grande clássico Festim Diabólico/Rope, o tour-de-force de um único plano-sequência de 80 minutos, é assustador, apavorante.

Assusta, apavora o pobre espectador de tão ruim que é.

Ruim é elogio. É um daqueles desastres monumentais que para ser considerado ruim teria que melhorar bastante.

Ed Wood, o sujeito que passou para a História como o pior diretor de cinema do mundo, teria vergonha de assinar esta porcaria.

É uma trama que não tem absolutamente nada a ver com Hitchcock, seu estilo, seu universo. Não é um thriller, não é uma história de suspense. É um drama de época – a ação se passa nos anos 1830. Na Austrália – daí o título original, Under Capricorn, abaixo do Trópico de Capricórnio. O que, para um urbanóide nascido em Londres e radicado em Los Angeles como Hitchcock, era para lá do fim do mundo.

Um mundo à parte, um mundo sobre o qual o diretor seguramente não conhecia nada e – o que é muitíssimo pior – nem tinha qualquer tipo de interesse em conhecer.

Um drama de época, passado na Austrália nos anos 1830. Um casal que enfrenta o eterno problema do classismo inglês – a separação entre pessoas das diferentes classes sociais quase como se fossem castas. Uma mulher nobre casada com um sujeito da working class, um serviçal. O abismo social que inferniza a vida de um casal mesmo depois que o marido, desterrado para a Austrália, o território do Império Britânico para onde eram enviados criminosos condenados, tornou-se um riquíssimo proprietário de terras.

Uma trama que, para as platéias ocidentais do final dos anos 1940, já pareceria fora de propósito, sem sentido.

Parece que Hitchcock não soube definir o tom que usaria para contar a história

Talvez, se encenada por um diretor sério, acostumado a dramas de época, e que tivesse respeito pelo gênero, essa trama pudesse funcionar – até mesmo como uma denúncia do absurdo que é o classismo que dominava a sociedade inglesa.

A sensação que o espectador tem, no entanto, é de que Hitchcock jamais se decidiu sobre o tom com que contar essa história novelesca, folhetinesca. De que não soube nunca se estava fazendo um drama ou uma sátira aos dramas de época sobre o classismo inglês.

E então o resultado é um pavor, um nojo, um lixo.

O elenco está ruim. Dá para imaginar um filme de Alfred Hitchcock em que os atores estão ruins? Ah, não? O eventual leitor acha que não dá para imaginar? Pois então que veja Under Capricorn.

Joseph Cotten, o grande ator que trabalhou com Orson Welles em Cidadão Kane, e teve uma maravilhosa interpretação em A Sombra de uma Dúvida (1943), do próprio Hitchcock, está absolutamente monotemático no papel de Sam Flusky, o ex-serviçal, ex-condenado, hoje riquíssimo proprietário de terras em New South Wales. Desfila ao longo dos penosos 117 minutos de duração do filme com uma expressão só – uma máscara de homem sofrido que está de mal com o mundo.

Ingrid Bergman, a maravilhosíssima Ingrid Bergman, o mais belo rosto que já passou diante de uma câmara de cinema, em seu terceiro (e último, claro) filme dirigido por Hitchcock, no papel de Lady Henrietta, agora senhora Sam Flusky, ora parece tonta, boba, perdida, sem saber o que está fazendo, ora parece tonta, boba, perdida, sem saber o que está fazendo. O papel exigiria que ela aparecesse bêbada, ébria, embriagada – mas ela só consegue aparentar que está alienada. Tonta, boba, perdida, sem saber o que está fazendo.

Um exagero de situações ridículas, desconfortáveis, desajeitadas, estranhas

Mas o pior é Michael Wilding, que faz o papel do nobre Charles Adare – sem um tostão, é verdade, mas nobre –, que no iniciozinho da narrativa chega à Austrália acompanhando seu primo primeiro, o novo governador do território (o papel de Cecil Parker).

Charles ficará conhecendo Sam Flusky e, em visita à mansão do ex-serviçal tornado milionário, descobre, para sua surpresa, que a mulher dele é Lady Henrietta, sua vizinha na Irlanda natal dos dois e a maior amiga da irmã de Charles, na época apenas um garotinho.

Michael Wilding passa boa parte do tempo sorrindo. Um sorrisinho sonso, bobo, na cara – enquanto à sua frente e à frente do espectador transcorre um baita dramão, um melodramão de deixar no chinelo qualquer novela mexicana, cubana ou do SBT.

Não que seja um ator ruim. De forma alguma. Logo depois faria, muitíssimo bem, o papel de um detetive-inspetor da Scotland Yard no filme seguinte de Hitchcock, Pavor nos Bastidores/Stage Fright (1950).

Aqui ele sorri um sorriso sonso, mesmo quando a situação é tristíssima, trágica, terrível. A sensação que dá é que ele não conseguia se conter diante de tanta besteira que estava sendo filmada.

Hitchcock parece que exagerou propositadamente nas situações ridículas, desconfortáveis, desajeitadas, estranhas. Awkward – esta é a palavra mais exata, porque significa exatamente todos aqueles adjetivos que acabei de usar.

O filme ainda não tem 20 minutos e temos uma longa sequência em que o governador do território, o representante de sua Majestade, o rei do Império Britânico sobre o qual o Sol jamais se punha, está tomando banho num daqueles tonéis redondos de madeira, no meio de um grande gabinete de trabalho. Ele fica ali conversando com o primo e com um alto funcionário do Palácio do Governador sentado no tonel de madeira cheio d’água, ensaboando-se.

A figura do ator Cecil Parker ali no meio do quadro, no meio do grande gabinete de trabalho, pelado, ensaboando-se sentado num tonel de madeira que mais parece de desenho animado, é grotesca.

A sequência toda é grotesca.

Diálogos inteiros do filme são grotescos.

Conversas, situações, os figurinos, todos os figurinos são grotescos.

Under Capricorn é um filme grotesco.

É como se Hithcock quisesse acentuar a feiúra, o horror da história que conta

É como se Alfred Hitchcock, com todo aquele talento dele, aquela sua vontade de rir de seus personagens e de sua audiência, aquela sua tendência sádica a maltratar atores e público, estivesse se divertindo a valer: ahá – a história é isso aí, essa gigantesca babaquice. Mas vocês vão ver como eu vou acentuar o grotesco da coisa toda, a feiúra, o horror.

É como se, com aquela voz cavernosa que gostava de empostar e tornar ainda mais cavernosa, ele dissesse: ahá, este filme não tem corpse. Mas vou fazer com que ele fique muito awkward, extremely awkward.

Pode parecer, mas isso que digo não é forçação de barra. Hitchcock faz questão de demonstrar, o tempo todo, que despreza tudo aquilo: a história do filme, os personagens, a Austrália.

Eis as primeiras frases ditas assim que terminam os rápidos créditos iniciais, por um narrador, enquanto vemos uma tomada geral do que o filme quer nos convencer que é a área do porto de Sydney, onde acaba de desembarcar o novo governador do território – uma coisa tão absurdamente mal feita, mal ajambrada, toscamente evidenciando ser tudo cenário de papelão:

– “Em 1770, o capitão Cook descobriu a Austrália. Sessenta anos mais tarde, a cidade de Sydney, a capital de New South Weles, tinha crescido para cerca de 3 milhões de milhas quadradas de terra desconhecida. A colônia exportava material bruto. Importava material ainda mais bruto – prisioneiros, muitos deles injustamente condenados, que deveriam se transformar nos pioneiros de um grande domínio. Em 1831 o Rei William IV mandou um novo governador para a colônia. E agora a nossa história começa.”

Sim, é verdade histórica que para a Austrália foram enviados pelo Império homens e mulheres condenados pela Justiça nas Ilhas Britânicas – mas a forma com que esse texto introduz a Austrália é absolutamente ofensiva. “The colony exported raw materials. It imported material even more raw”.

Ofensivo. Grotesco.

A criada vai enfiando a patroa frágil numa dieta de álcool e tranquilizantes

Leonard Maltin deu 2 estrelas em 4: “Drama de época emburrado passado na Austrália do século XIX; Bergman é a frágil mulher do endurecido marido Cotten; Wilding vem visitar e perturba tudo. Leighton está excelente em papel menor. Um dos poucos fracassos de Hitchcock”.

Optei pelo adjetivo emburrado. O que Maltin usa é stuffy – que significa abafado, mal ventilado, entupido, e também antiquado, austero, amuado, emburrado.

A Leighton a que o crítico se refere é Margaret Leighton (1922-1976, na foto acima), atriz inglesa de sólida formação e grande experiência no teatro do país que tem a melhor escola de atores do mundo.

Ela interpreta Milly, a governanta da triste mansão dos Flusky. Milly, o espectador tem todo o direito de supor, deve ter cometido algum crime na Inglaterra, e foi desterrada para cumprir pena na Austrália, assim como seu patrão, e assim como as quatro mulheres que trabalham na mansão sob suas ordens – quatro ex-assassinas, ex-ladras, ex-prostitutas, que se engalfinham a todo momento, e por isso levam chicotadas. Mas não ficamos sabendo qual foi seu crime – assim como leva bastante tempo para sabermos por qual crime Sam Flusky foi condenado.

O que o espectador vai vendo é que, à medida em que a dona da casa, Lady Henrietta, foi sendo consumida pela fragilidade, pela insegurança, Milly foi se assenhorando da mansão. É ela que dá todas as ordens. Ela é a senhora da casa. A senhora de direito, a Lady, está se entrega cada vez mais à fragilidade, à insegurança.

E não demora para que o espectador perceba que as coisas vão juntas – a fragilidade de uma e a força da outra, cada vez maiores: Milly vai submetendo a patroa deprimida a uma dieta poderosa de álcool e tranquilizantes.

Qualquer um perceberia isso – mas o maridão, claro, não percebe coisa alguma. Nem percebe que Milly se engraça por ele, e tudo que deseja na vida é assumir de vez o lugar da patroa.

Em outras mãos, poderia ser uma denúncia do classismo britânico   

Se estivesse interessado, Hitchcock poderia ter explorado aí essa coisa do classismo britânico: o fato de que a empregada Milly se coloca no mesmo nível do patrão Flusky, já que o patrão hoje é riquíssimo, mas nasceu pobre, e então é da mesma classe dela. A patroa é a inimiga, porque a patroa é a Lady, é aristocrata.

E não importa que Flusky, que nasceu pobre, seja agora um milionário, e que Charles Adare, que nasceu nobre, não tenha um penny: classe é classe, e Charles é como Lady Henrietta – são os inimigos deles, Flusky e Milly, os da working class.

Sim. Fosse ele um William Wyler, ou um George Cukor, poderia ter feito um drama de época e de costumes denunciando esse sistema quase de castas que os britânicos cultivaram até bem pouco tempo atrás, conforme nos mostram pérolas como Downton Abbey (2010-2015), Assassinato em Gosford Park (2001) e vários dos filmes da bela trinca James Ivory-Ismail Merchant-Ruth Prawer Jhabvala, como Retorno a Howards End (1992) e Vestígios do Dia (1993).

Mas era Alfred Hitchcock, o mestre do suspense, fazendo não se sabe por que um drama de época, e parece que ele queria era satirizar tudo aquilo, gozar tudo aquilo, e então caprichou para fazer um filme grotesco. Awkward.

Pauline Kael diz que é um Hitchcocl mal cheiroso. Mas ela comete erros

Mal cheiroso.

“Um Hitchcock mal cheiroso, passado na Austrália no início do século 19 (embora filmado na Inglaterra)”, diz Pauline Kael. “Inglesa nascida na classe alta Ingrid Bergman (!) é Lady Henrietta, que foge com o serviçal do estábulo Joseph Cotten (!), vira alcoólatra, e se apaixona pelo primo que a visita, Michael Wilding. A escolha dos atores deste filme desafia toda a razão, e inclui Margaret Leighton como uma servente, e Cecil Parker, Denis O’Dea e Jack Watling. Roteiro de James Bridie, baseado na novela de Helen Simpson. Distribuído nos EUA pelos Warners.”

Maravilha que Dame Kael meta o pau no filme, porque o filme merece todo pau possível e imaginável. E, de fato, escolher logo a sueca Ingrid Bergman para fazer uma lady britânica e o americaníssimo Joseph Cotten para fazer um working class britânico é um baita erro de casting. Mas a prima donna da crítica americana comete três erros crassos, absurdos, nessa resenha de oito linhas. Lady Henrietta – assim como os demais personagens centrais, Sam Flusky e Charles Adare – é irlandesa. Verdade que toda a Irlanda pertencia então à Inglaterra, a rigor à Grã-Bretanha, mas Henrietta, Sam e Charles são irlandeses. Fala-se de Irlanda o tempo todo, de Dublin algumas vezes – não há referência à Inglaterra, a Londres.

Segundo erro: Henrietta não é prima de Charles. Eram vizinhos e conhecidos, como já foi dito, Henrietta era grande amiga da irmã mais velha dele, mas não há menção alguma a parentesco.

Terceiro erro: Henrietta não se apaixona por Charles. Ele, sim, se apaixona por ela, mas ela ama o raio do marido, o tempo todo. Adora a presença de Charles, um ser “do seu nível”, “do seu mundo” – mas ama mesmo é o maridão.

Vários roteiristas em filme americano ou inglês é sinal de problema

Pauline Kael credita o roteiro a James Bridie, baseado na novela de Helen Simpson. O IMDb dá um crédito mais complicado. Diz que o roteiro foi baseado na peça teatral de John Colton e Margaret Linden, que por sua vez foi baseada na novela de Helen Simpson, com adaptação de Hume Cronyn. E acrescenta que o roteiro de James Bridie teve a colaboração não creditada de Peter Ustinov e Joseph Shearing.

Não gosto de generalizações, mas costumo fazer uma: os italianos são experts em escrever roteiros a várias mãos, e funciona perfeitamente. Já se muita gente meteu a mão para escrever um roteiro de um filme americano ou inglês é porque houve problemas e ninguém ficava contente com o resultado.

A Wikipedia em inglês não faz referência a peça teatral, no verbete sobre o livro Under Capricorn, lançado em 1937. Helen Simpson (1897-1940) aparentemente sabia sobre o que falava: ela mesma nasceu em Sydney, de uma família inglesa que havia se estabelecido em New South Wales 100 anos antes.

O Guide des Films do mestre Jean Tulard, que baba pelos filmes do realizador, diz o seguinte sobre Les Amants du Capricorne:

“Um dos filmes mais controvertidos de Hitchcock. Foi um grave fracasso comercial, o público não compreendeu essa obra romanesca de época de um realizador já catalogado como especialista de suspense.”

O guia diz que as interpretações de Margaret Leighton como a governanta e de Cecil Parker como o governador merecem atenção, e que há uma cena famosa, a descoberta, pela personagem de Ingrid Bergman, de uma cabeça humana em sua cama.

Em suma, o Guide de Jean Tulard ficou em cima do muro. Não tinha como dizer que o filme é bom – mas também não teve coragem de criticar uma obra do genial Alfred Hitchcock. Bah!

O segundo filme de Ingrid em que ela faz uma mulher que vai sendo levada à loucura

A tal cabeça humana colocada na cama da pobre Lady Henrietta serve de gancho para eu introduzir algo que queria mesmo registrar. Este filme horrendo traz um repeteco na carreira de Ingrid Bergman, e um belo repeteco na carreira de Hitchcock.

Aqui, a personagem de Ingrid Bergman está sendo levado à bebida, à inconsciência, se possível à loucura e à morte por Milly, a governanta invejosa e apaixonada pelo marido da heroína. Em Gaslight, no Brasil (1944), de George Cukor, o personagem de Ingrid também vai sendo levado à loucura pelo marido, interpretado por Charles Boyer. Por uma segunda grande coincidência, Joseph Cotten também está no elenco de À Meia Luz.

E a governanta que inferniza a vida da senhora da casa é um repeteco da cruel Mrs. Danvers (Judith Anderson), a governanta da mansão Manderley, que faz tudo o possível e imaginável para tornar insustentável a vida da nova mulher do patrão, em Rebecca – o filme de 1940 que marcou a mudança de Hitchcock da Inglaterra para os Estados Unidos.

Interessante é que este filme aqui, de 1949, tenha sido rodado de novo na Inglaterra, assim como o seguinte, Pavor nos Bastidores, de 1950.

Completamente doido é que este filme seja um abacaxi tão azedo e Pavor nos Bastidores, aquela absoluta delícia.

Um registro sobre os títulos que deram para o filme mundo afora, já que me fascina esse tema, o jeito com que os exibidores traduzem os títulos dos filmes. Como disse lá em cima, Under Capricorn, o título original, tem tudo a ver – define que é uma história que se passa abaixo do Trópico de Capricórnio.

Sob o Signo de Capricórnio, o título escolhido pelos distribuidores de Portugal e do Brasil, é um tanto apelativo – sugere que tem algo a ver com o signo Capricórnio do zodíaco, do horóscopo, o que é uma gigantesca venda de gato por lebre.

O título escolhido pelos distribuidores franceses é ainda pior e mais apelativo que o dos portugueses e brasileiros. Les Amants du Capricorn é o que há de falsidade.

Tão talentoso realizador de filmes – e, ao que tudo indica, tão mau caráter

Esta anotação já está grande demais, especialmente sendo este filme tão ruim, mas acho que é meu dever ver o que o próprio autor tem a dizer. Embora com imensa preguiça, vou a HitchcokTruffaut, o extraordinário livro com as conversas entre os dois maravilhosos cineastas.

E vejo que Hitchcock põe a culpa no desastre que é Under Capricorn em Ingrid Bergman!

Truffaut: – “Depois de Festim Diabólico, você fez seu segundo filme como produtor independente, Sob o Signo de Capricórnio. Na França criou-se um mal-entendido a respeito desse filme, pois muitos de seus admiradores consideraram-no como o seu melhor filme; no entanto, sei que foi um desastre financeiro e que é provavelmente o filme que você mais lamenta ter feito. O início de tudo é um romance inglês; era um livro do qual você gostava?

Hitchcock: – “Não , não tinha nenhuma admiração especial por esse livro e provavelmente jamais teria escolhido filmá-lo se não me parecesse que a história convinha a Ingrid Bergman. Naquela época, Ingrid era a maior estrela dos Estados Unidos e eu tinha rodado dois filmes com ela: Quando Fala o Coração e Interlúdio. Havia uma grande concorrência entre todos os produtores americanos para conseguir Ingrid Bergman, e devo confessar que cometi o erro de pensar que tê-la no elenco seria a coisa mais importante para mim.”

Paro a leitura, antes que seja acometido por ânsia de vômito.

O cara faz uma merda de filme, e diz que a culpa, mesmo que seja entre outras coisas, é de Ingrid Bergman?

A cada vez que vejo e/ou revejo um filme dele, e leio sobre os filmes dele, mais me convenço de que Alfred Hitchcock era tão talentoso como realizador de filmes quanto uma pessoa de caráter precário.

Anotação em agosto de 2017

Sob o Signo de Capricórnio/Under Capricorn

De Alfred Hitchcock, Inglaterra, 1949

Com Michael Wilding (Charles Adare), Ingrid Bergman (Lady Henrietta, senhora Sam Flusky), Joseph Cotton (Sam Flusky), Margaret Leighton (Milly, a governanta), Cecil Parker (o governador), Denis O’Dea (Mr. Corrigan), Jack Watling (Winter), Harcourt Williams (o cocheiro), John Ruddock (Mr. Potter), Bill Shine (Mr. Banks), Victor Lucas (reverendo Smiley), Ronald Adam (Mr. Riggs), Francis De Wolff (Major Wilkins), G.H. Mulcaster (Dr. Macallister), Olive Sloane (Sal)

Baseado na peça de John Colton e Margaret Linden

Baseada na novela de Helen Simpson

Adaptação Hume Cronyn

Roteiro James Bridie

e mais Peter Ustinov e Joseph Shearing, não creditados

Fotografia Jack Cardiff

Música Richard Addinsell

Montagem Bert Bates

Produção Transatlantic Pictures.

Cor, 117 minutos (1h57)

½

Título na França: Les Amants du Capricorne. Na Espanha: Atormentada. Em Portugal: Sob o Signo de Capricórnio.

3 Comentários

  1. Senhorita
    Postado em 21 Fevereiro 2018 às 10:24 pm | Permalink

    Hahaha, viu só, o cara não era tudo isso não, hehehe.

  2. José Luís
    Postado em 21 Fevereiro 2018 às 10:28 pm | Permalink

    Nuca vi este filme, a má fama dele chegou para me tirar a vontade.
    Só uma coisa: Hitchcock não diz que a culpa é de Ingrid Bergman. Eu também tenho livro e ele dá várias explicações e essa é uma delas. De qualquer forma não perco tempo com este filme de merda.

  3. luis
    Postado em 23 Fevereiro 2018 às 10:46 pm | Permalink

    Ingrid não teve sorte com Hitchcock… Nem de “Notorius” eu consigo gostar.

Um Trackback

  1. […] há um único momento de suspense em The Paradine Case, o décimo e último filme de Alfred Hitchcock na Era Selznick – os anos entre 1940 e 1947, em que o diretor, importado para Hollywood pelo […]

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