Sully: o Herói do Rio Hudson / Sully

Nota: ★★★★

Se for para procurar algum defeito em Sully (2016), creio que o único é que ele é muito curto. Tem apenas 96 minutos. Como é extraordinário, belíssimo, um filmaço, termina depressa – o espectador fica querendo um pouco mais.

Até porque Clint Eastwood não é de fazer filmes de menos de 100 minutos. Muito ao contrário. Clint Eastwood, um dos melhores realizadores em atuação nestas últimas décadas, tem em geral um ritmo um pouco mais lento do que o normal nas grandes produções do cinema comercial. Mesmo em filmes de ação, em western – como, por exemplo, Os Imperdoáveis/Unforgiven, a obra-prima de 1992, o filme que o estabeleceu como um dos maiores cineastas da História, a partir do qual fez uma série contínua de grandes filmes. Os Imperdoáveis tinha um ritmo tão pouco distante do frenesi da estética MTV que uma amiga minha o chamou de tai-chi-chuan.

Os Imperdoáveis tem 131 minutos. As Pontes de Madison (1995), 135. Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal (1997), 155.

(Cento e cinquenta e cinco minutos. Coincidência: o número 155 tem grande importância em Sully.)

Menina de Ouro (2004) tem 132 minutos. A Troca (2008), 141. J. Edgar (2011), 137.

Creio que dá para dizer, sem medo de errar, que Sully é o filme mais curto que Clint Eastwood realizou, ao menos nos últimos 25 anos.

(Depois que escrevi isso, vi que o IMDb confirma: este foi de fato o filme mais curto entre todos os 35 do diretor.)

Foi o primeiro encontro entre Clint Eastwood e Tom Hanks

Sully foi o primeiro encontro de Clint Eastwood e Tom Hanks – dois dos nomes mais importantes do cinema americano nos últimos 50 anos, para não dizer dos 110. O trabalho de cada um deles é admirável. A direção de Clint é firme, segura, madura – em vários momentos abertamente brilhante, excepcional.

A interpretação de Tom Hanks como o comandante Chesley Sullenberger, conhecido pelo apelido de Sully, 42 anos de experiência como piloto, o homem que conseguiu a proeza de pousar um Airbus que perdeu os dois motores com segurança, sem que nenhuma das 155 pessoas a bordo ficasse gravemente ferida, é uma maravilha, um esplendor.

Mas isso não é novidade alguma. De Clint Eastwood e Tom Hanks só se espera isso mesmo.

Há uns 60 atores que têm falas no filme – e todos estão muito bem

Duas características me impressionaram especialmente, ao ver o filme pela primeira vez (digo primeira vez porque tenho vontade de revê-lo desde que ele terminou): o trabalho do roteirista e o trabalho de casting.

A equipe encarregada de escolher os atores, chefiada por Geoffrey Miclat, fez um trabalho excepcional, absolutamente fora de série.

Sully tem apenas três atores de grande fama – além de Tom Hanks, que interpreta o personagem título, há o sempre bom Aaron Eckhart, que interpreta o co-piloto Jeff Skiles, e a talentosa Laura Linney, que faz o papel de Lorrie, a mulher do comandante Sully, com quem ele fala diversas vezes ao telefone.

Além desses três personagens, há no filme uns 40, talvez 50, talvez até 60 personagens que aparecem menos, mas são, é claro, importantes. Vemos, ao longo dos rápidos 96 minutos do filme, muitas das 155 pessoas que embarcaram no A320, o jato da Airbus que deveria fazer o percurso Nova York-Charleston, Carolina do Norte, na gelada manhã de 15 de janeiro de 2009, e, pouco depois de levantar vôo do aeroporto de La Guardia, choca-se com um grande bando de aves, o que provoca pane total nos dois motores. Vemos a equipe de bordo e muitos dos passageiros ainda em terra, antes do embarque, em La Guardia, durante o vôo, e após o pouso forçado em pleno Rio Hudson.

E vemos ainda profissionais do centro de controle de vôo, gente da Polícia de Nova York, gente da tripulação de barcos que foram socorrer os passageiros após o pouso no rio. E ainda há os diversos membros do NTSB, sigla em inglês para Conselho de Segurança de Transporte Nacional. E mais um grande número de repórteres, gente de imprensa.

Deve seguramente haver no filme mais de 60 personagens com falas.

Mais de 60 atores, que representam pessoas reais, que tiveram parte naquela história absolutamente sensacional.

Todos os mais de 60 atores que aparecem nos rápidos 96 minutos do filme estão bem, estão maravilhosamente bem.

Em parte, claro, isso é resultado do trabalho do diretor, o grande maestro da sinfônica toda. Mas, sobretudo, é graças ao trabalho do departamento de casting, que deve seguramente ter entrevistado centenas, milhares de candidatos para escolher aqueles 60 e tantos atores que aparecem como personagens importantes, em alguns poucos minutos do filme.

O roteiro conseguiu contar de forma maravilhosa uma história tão bem conhecida

Mas, na minha opinião, a característica mais excepcional deste filme excepcional é o roteiro.

Como contar, de forma atraente, cativante, eletrizante, uma história que todo mundo já está cansado de conhecer? Como contar no cinema a história do fantástico pouso do A320 no Rio Hudson, acontecido em 2009, apenas sete anos antes do lançamento do filme, se a TV e os jornais já haviam contado e recontado tudo exaustivamente?

O roteirista Todd Komarnicki – que se baseou no livro escrito pelo próprio comandante Sully e pelo co-piloto Jeff Skiles – encontrou um jeito. É um trabalho maravilhoso.

Roger Ebert, o grande crítico que de fato amava ver filmes, reclamava de roteiros que insistem em ir e voltar no tempo, em vez de contar direitinho a história tal qual ela aconteceu, mostrando os fatos em ordem cronológica. Eu também já reclamei muito de roteiros que ficam nesse pingue-pongue entre passado e presente, indo e vindo, indo e vindo.

No entanto, se a história do vôo 1549 daquele 15 de janeiro de 2009 fosse contada em rigorosa ordem cronológica, seria uma chatice.

Ao decidir não obedecer à ordem cronológica, o roteirista Todd Komarnicki tomou uma belíssima decisão. E a forma com que ele montou as peças do quebra-cabeças foi nada menos que brilhante.

Só quem andou passeando na Lua, ou com o Alemão, senta-se para ver Sully sem saber da história do piloto que conseguiu o feito heróico de pousar no Rio Hudson e salvar 155 vidas – a dele e a de mais 154 pessoas.

Pois então Sully começa com o Airbus tendo problemas gravíssimos, os dois motores disfuncionais após choques com pássaros, pouco após levantar vôo de La Guardia. O comandante recebe indicações do controle de vôo – deve voltar e tentar pousar de novo em La Guardia. Poderia também ter uma outra opção, o aeroporto de Teterboro, na vizinha New Jersey, do outro lado do Rio Hudson.

O jato vai perdendo altura, vai se aproximando dos arranha-céus de Manhattan, e explode no choque contra um grande prédio.

O comandante Sully acorda apavorado.

Claro, claro, aquela imagem do grande jato se chocando contra um prédio de Manhattan – que evidentemente fazia lembrar as imagens pavorosas do 11 de setembro de 2001, apenas oito anos antes – era um sonho, um pesadelo.

Ao longo do filme, veremos que Sully tem pesadelos recorrentes de que o avião que pilotava explodiu contra prédios de Manhattan.

Quase todos tratam Sully como um herói – mas os burocratas entendem que ele errou

A narrativa de Sully começa alguns dias após o 15 de janeiro de 2009 – e essa é de fato uma bela sacada do roteirista Todd Komarnicki. O acidente em si será mostrado, é claro, em detalhes, e em duas ocasiões diferentes – a primeira delas quando o filme está com 26 minutos, e a segunda bem no final, quando, numa sessão solene do Conselho de Segurança de Transporte Nacional, ouvem-se pela primeira vez os diálogos todos registrados pela caixa preta da aeronave.

Quando o filme começa, o comandante Sully e o co-piloto Jeff estão hospedados no Marriott Downton de Manhattan, porque estão sendo ouvidos pelos membros do NTSB. Os doutos membros do National Transportaion Safety Board estão fazendo detalhadíssima inquirição do comandante e do co-piloto.

Enquanto Sully é tratado como um herói nos jornais e na TV, a cada momento, enquanto os sobreviventes dão graças a ele por não terem morrido no acidente, enquanto cada pessoa que o vê o saúda com absoluta admiração, fascinação, nas sessões de interrogatório do NTSB parece que ele é um criminoso.

O que os funcionários da agência federal transmitem é que ele errou ao optar por pousar o avião no rio. Poderia – os burocratas garantem – ter ido de volta ao La Guardia, ou então pousado em Teterboro. Se tivesse feito isso, não teria destruído o caríssimo Airbus 320.

Há um diálogo exemplar, na primeira das sessões de inquirição mostrada no filme. Os funcionários do Conselho de Segurança do Transporte Nacional falam que o avião caiu no rio – e Sully os interrompe. – “O avião não caiu no rio. O avião pousou no rio.” E em seguida especifica: o rio era o único espaço não ocupado, liso, em que ele poderia pousar.

Mais tarde, um funcionário se refere ao fato de que o avião estava dentro da água. É a vez de o co-píloto Jeff corrigir: – “Sobre a água.”

É uma mistura de disaster movie com filme de tribunal com relato quase documental

Eu não sabia que o comandante Sully tinha sido interrogado daquela maneira, alguns poucos dias após salvar a vida de 155 pessoas, e de ter sido saudado de forma unânime como um herói. Costumo ler dois jornais e mais as informações dos sites dos principais jornais; daria para dizer que sou uma pessoa razoavelmente bem informada. E não sabia que, unanimemente considerado herói, o comandante Sully tinha sido interrogado como um criminoso em audiências do órgão federal que cuida da segurança da aviação nos Estados Unidos.

Assim, dá para imaginar que a maioria das pessoas também não sabia disso. Ou, ao menos, que não conhecia os detalhes da inquirição.

O que indica que o roteirista Todd Komarnicki fez a opção certa: ele escolheu para colocar bem no início do filme, e a rigor como a estrutura da narrativa, essa questão do interrogatório de Sully pelo NTSB.

É a parte menos conhecida de uma história conhecidíssima.

O roteiro de Todd Komarnicki fez de Sully uma mistura de disaster movie que acaba não tendo disaster e sim final feliz, com um filme de tribunal e ainda com um registro quase documentarista de um fato extremamente impressionante que se deu muito recentemente.

É bom pra cacete em cada um dos gêneros.

Não fica muito claro por que o órgão federal pesou tanto a mão contra Sully

Não ficou muito claro para Mary e para mim por que o NTSB insistiu tanto, pesou tanto em determinar que tinha havido ali um erro humano – que Sully, o herói que salvou a vida de 155 pessoas, na verdade tinha tomado a decisão errada, e poderia perfeitamente ter pousado ou de volta em La Guardia, ou em Teterboro, opções em que a) o avião ficaria perfeitamente sem danos e b) os passageiros e tripulantes não teriam que ter enfrentado o frio do Rio Hudson.

Sabe-se que há diferentes pressões depois de um acidente com um avião. Há a pressão da empresa fabricante do avião, para dizer que tudo no aparelho estava certo, e ela não tem culpa de nada. Há a pressão da companhia aérea, para dizer que tudo na administração do avião estava certo, o piloto fez tudo certo, e ela não tem culpa de nada. Há, talvez pior que tudo, a pressão de cada companhia de seguro envolvida, cada uma, obviamente, querendo empurrar a culpa para a outra parte.

Creio que o ponto mais fraco deste filme fascinante seja o fato de que ele não expõe claramente as razões do comportamento das pessoas da NTSB. Estaria alguma delas recebendo dinheiro da Airbus? Da US Aiways, a empresa aérea? Não? Seriam todos absolutamente honestos? Então por que insistir tanto em que a culpa era do comandante?

É. É isso. O ponto mais fraco do filme não é ter apenas 96 minutos – é deixar o espectador sem saber por que agiram daquela forma os caras da NTSB.

O que o filme demonstra, com absoluta clareza, é que os burocratas estavam errados: não teria sido possível voltar e pousar em La Guardia ou em Teterboro. Caso Sully tivesse feito isso, teria havido de fato uma tragédia, com grande número de mortos – provavelmente de todos os 155 a bordo.

Três anos após o pouso no Rio Hudson, um filme falou de outro feito sensacional

Sully é uma maravilha, uma beleza – mas, depois de vê-lo, é impossível não lembrar de O Vôo/Flight, com Denzel Washington no papel principal, que Robert Zemeckis dirigiu em 2012, apenas três anos após o acidente com o Airbus da US Airways.

Em O Vôo, o comandante de um avião (interpretado por Denzel Washington) que viajava de Orlando para Atlanta consegue, numa manobra incrível – virar o aparelho de cabeça para baixo, para interromper a queda que vinha sendo brutal –, pousar em relativa segurança. Das 106 pessoas a bordo, morreram seis – quatro passageiros e dois membros da tripulação; 100 sobreviveram, uns 30 e tantos com ferimentos. A imprensa o trata como herói.

(A manobra incrível não foi uma invenção sem sentido do roteirista John Gatins, que aliás recebeu uma indicação ao Oscar: ele se inspirou num caso real, acontecido com um avião da empresa Alaska Airlines em 2000. Aquele avião teve um problema gravíssimo com o estabilizador horizontal, que o fez perder altitude com o nariz para baixo a uma velocidade de 13.300 pés por minuto. Na tentativa de estabilizar o aparelho, os pilotos chegaram a colocá-lo na posição invertida, de cabeça para baixo.)

O comandante interpretado por Denzel Washington foi sem dúvida alguma um herói. Com sua experiência, seu profissionalismo, sua manobra radical e corajosa, salvou a vida de uma centena de pessoas.

Acontece – e o espectador sabe disso o tempo todo, desde o início –

que o comandante, quando se sentou na cabine do jato, estava um tanto bêbado de álcool e um tanto doidão de cocaína e maconha.

Não sei se na época do lançamento de O Vôo relacionou-se o acidente mostrado ali com o pouso heróico feito do comandante Sully no Rio Hudson meros três anos antes. A página de Trivia do IMDb sobre o filme tem 34 itens mas não faz qualquer referência ao fato real acontecido tão perto do lançamento.

De qualquer maneira, o fato é que, bem ao contrário do comandante interpretado por Denzel Washington, Sully e o co-piloto Jeff não tinham bebido uma gota de álcool nos dias anteriores àquele vôo.

Ao final da narrativa, há um elogio dos produtores do filme ao povo de Nova York

Como em muitos filmes que relatam histórias reais, nos créditos finais de Sully aparecem imagens do verdadeiro comandante Chesley Sullenberger e sua mulher Lorrie. Eles participam de uma reunião festiva com boa parte dos passageiros do vôo 1549.

Assim que termina a narrativa, e antes dos créditos finais, Clint Eastwood presta uma homenagem ao povo de Nova York, à polícia da cidade e aos trabalhadores dos barcos que socorreram os passageiros no Rio Hudson. Um letreiro informa que toda a operação de resgate dos 155 passageiros e tripulantes durou apenas 24 minutos.

Impressionante.

O capitão do primeiro ferry-boat que chegou perto do avião no rio e começou a recolher os passageiros, Vincent Lombardi, interpreta a si mesmo no filme.

Aqui vão outras informações tiradas da página de Trívia do IMDb:

* Clint Eastwood fez questão de não ensaiar nada na sequência em que passageiros e membros da tripulação saem do avião para os barcos infláveis. Tom Hanks e Aaron Eckhart nunca tinham antes executado aquele esforço de fazer soltar as amarras para liberar o barco inflável do avião. O diretor queria capturar as expressões autênticas de susto das pessoas e da dificuldade de soltar o barco. Conseguiu, o danado.

* A cena em que Sully, Jeff Skiles e as aeromoças aparecem no Late Show de David Letterman foi trabalhada com computação gráfica – de maneira semelhante às sequências de Forrest Gump em que Tom Hanks aparece em filmes reais, históricos, como na Casa Branca com John F. Kennedy. Vemos David Letterman como ele foi visto de fato no programa que foi ao ar em 2009; as imagens feitas agora com os atores foram adicionadas às imagens originais.

* O comandante Sully foi a segunda pessoa real envolvida em fatos acontecidos em 2009 que Tom Hanks interpretou. Os acontecimentos retratados em Capitão Phillips (2013), de Paul Greengrass – a tomada de um grande cargueiro americano por um grupo de piratas somalis – também são daquele mesmo ano.

* Esta foi a terceira vez que Laura Linney trabalhou sob a direção de Clint Eastwood. Antes, já havia trabalhado em Poder Absoluto (1997) e Sobre Meninos e Lobos (2003).

* Está na página de Trivia do IMDb: a estréia do filme no Brasil foi adiada por causa do acidente aéreo com o time da Chapecoense na Colômbia, no dia 29 de novembro de 2016. Isso foi noticiado pelos jornais e sites brasileiros. Originalmente prevista para o dia 1º de dezembro, a estréia nos cinemas brasileiros foi adiada para o dia 15 daquele mês.

* O Airbus que pousou no Hudson foi recuperado e está hoje em exposição no Museu de Avião da Carolina, em Charlotte – a cidade destino do vôo. O encontro festivo entre os tripulantes e os passageiros do vôo, mostrado durante os créditos finais, foi feito naquele museu, junto do avião.

Anotação em março de 2017

Sully: o Herói do Rio Hudson/Sully

De Clint Eastwood, EUA, 2016

Com Tom Hanks (Chesley Sullenberger, Sully),  Aaron Eckhart (Jeff Skiles)

e Laura Linney (Lorrie Sullenberger), Sam Huntington (Jeff Kilodjay), Valerie Mahaffey (Diane Higgins), Delphi Harrington (Lucille Palmer), Mike O’Malley (Charles Porter), Anna Gunn (Elizabeth Davis), Jamey Sheridan (Ben Edwards), Holt McCallany (Mike Cleary), Gary Weeks (reporter), Jeff Kober (tenente Cook), Christopher Bauer (Larry Rooney), Ann Cusack (Donna Dent), Molly Hagan (Doreen Welsh), Purva Bedi (Gursimran), Max Adler (Jimmy Stefanik), Christopher Curry (Rob Kolodjay), Ashley Austin Morris (Emily, atendente), Cooper Thornton (Jim Whitaker)

Roteiro Todd Komarnicki

Baseado no livro de Chesley Sullenberger e Jeffrey Zaslow

Fotografia Tom Stern

Música Christian Jacob, Tierney Sutton Band

Montagem Blu Murray

Casting Geoffrey Miclat

Produção Frank Marshall, Clint Eastwood, Flashlight Films, The Kennedy/Marshall Company, Malpaso Productions, RatPac-Dune Entertainment, Village Roadshow Pictures,

Warner Bros.

Cor, 96 min

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2 Comentários

  1. Postado em 21 julho 2017 às 1:14 pm | Permalink

    Eu sou muito, muito fã do Tom Hanks. Impressiona-me como ele consegue fazer de cada personagem um mergulho na nossa humanidade. E não ao transformá-los em seres excepcionais a priori, mas por apresentar o que há de excepcional no comum. O filme teve, sobre mim, um efeito de sopro Capra. Chorei sem nenhuma tristeza, mas comovida pela potência que há no existir e fazer humanos. E fiquei com Sully por perto (fazer dar certo é o suficiente? Fazer dar certo é o mesmo que fazer o certo? O que pode nos definir? Uma vida construída ou um momento fora da curva nessa construção? Esse momento é realmente fora da curva ou resultante do que se viveu e fez, antes? O que é o bastante? O que devemos levar em consideração a tomarmos decisões? Há algo nas tragédias que faz minimizar limites, preconceitos e reservas? Ou apenas na leitura que fazemos delas a posteriori? É possível fazer uma escolha certa ou apenas uma escolha que deu certo?)

  2. Andrea Mar
    Postado em 13 setembro 2017 às 11:44 am | Permalink

    O filme superou as minhas expectativas, o ritmo da historia nos captura a todo o momento. Parece surpreendente que esta história tenha sido real! Considero que outro fator que fez deste um grande filme foi a atuação de Tom Hanks, seu talento é impressionante. Quero vê-lo novamente e aqui: http://br.hbomax.tv/movie/TTL607756/Sully-O-Heroi-Do-Rio-Hudson encontrei os horários nos quais será transmitido. Se vocês são amantes dos filmes de drama biográfico, este é um filme que não devem deixar de ver.

Um Trackback

  1. […] filme – dirigido e estrelado por Clint Eastwood, lançado em 1990 – tem como personagem central um diretor de cinema bem pouco convencional, um […]

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