O Cavaleiro Solitário / The Lone Ranger

Nota: ★★★½

Eis aí algo que milhões e milhões de pessoas já sabiam, e para mim foi uma surpresa: este O Cavaleiro Solitário/The Lone Ranger, de 2013, é uma absoluta maravilha, uma perfeita delícia. Uma das diversões mais gostosas que vi nos últimos muitos anos.

E olha que vejo muito filme, e muito filme divertido. Não sou do tipo de narizinho empinado que diz que só vê “filme de arte” e tem profundo desprezo por “filme americano”.

Demorei para ver o filme; a princípio, não me interessei por ele, não sei explicar por quê. Até que, zapeando numa madrugada, peguei o comecinho – e fiquei absolutamente encantado. Aí pus para gravar para ver direito outra hora.

Insisto: é de fato uma das diversões mais gostosas que vi em muito tempo. É tudo um brilho. Tem um ritmo perfeito, com momentos extremamente ágeis, em que o espectador quase fica sem fôlego diante de tanta informação, tanta ação – mas sabe temperar isso com sequências um pouquinho mais tranquilas.

Esbanja inteligência. É inventivo, criativo, esperto, cheio de belas sacadas.

Fala de temas sérios, sim, mas só en passant. O que ele quer divertir

A história de como se encontraram na vida os dois personagens famosérrimos dos quadrinhos, da série de TV dos anos 50 e de tantos outros filmes, o Lone Ranger, o Cavaleiro Solitário, e o índio Tonto, é uma absoluta maravilha. Reúne diversos dos temas básicos, fundamentais, dos westerns maiores, mais clássicos. Por exemplo: o homem da lei que chega ao território selvagem se recusando a usar armas, querendo começar a impor ali o império da Justiça, como em O Homem Que Matou o Facínora (1962), de John Ford. O capitalismo selvagem que chega com os barões das estradas de ferro, que lembra Era Uma Vez no Oeste (1968), de Sergio Leone. A ansiosa espera na estação por um trem que está para chegar, que lembra Matar ou Morrer/High Noon (1952), de Fred Zinnemann. Os índios que são traídos e dizimados pelo homem branco, como em Pequeno Grande Homem (1970), de Arthur Penn, e Dança com Lobos (1990), de Kevin Costner. A ganância sem fim dos ricaços, que sempre querem mais e mais e mais, como em Da Terra Nascem os Homens/The Big Country (1958), de William Wyler, ou Almas em Fúria (1950), de Anthony Mann.

Tem até mesmo uma homenagem a uma sequência antológica do grande clássico do cinema mudo A General (1926), de Clyde Bruckman e Buster Keaton.

Essas referências a grandes filmes do passado, essa proximidade com clássicos, está tudo lá, para alegria do cinéfilo mais velho. Mas elas não estão aí para atrapalhar a diversão.

Este aqui é o perfeito divertissement para gente dos 12 aos 90 e tantos anos. E nem é apenas um western, esse gênero que não é assim da preferência das platéias mais jovens. É um western, sim, mas é também comédia, ação, aventura – e uma boa pitada de fantasia.

Fala de temas sérios, sim, mas só en passant. O que ele quer divertir. Até porque é feito por uma turma de especialistas em divertissements: é uma produção Walt Disney Pictures e Jerry Bruckheimer Films. Disney, claro, dispensa qualquer tipo de apresentação, mas talvez seja bom lembrar que Jerry Bruckheimer é o produtor da série Piratas do Caribe, de CSI: Investigação Criminal, CSI: Miami, Flashdance, Um Tira da Pesada, Top Gun: Ases Indomáveis e mais uma imensa penca de sucessos.

É a repetição da parceria de produtores com diretor, ator e roteiristas

The Lone Ranger repete a parceria que teve imenso sucesso com a franquia Piratas do CaribeA Maldição do Pérola Negra (2003), O Baú da Morte (2006) e No Fim do Mundo (2007). E não só a parceria Walt Disney Pictures e Jerry Bruckheimer Films, mas também a das duas produtoras com o diretor Gore Verbinski e o ator Johnny Depp. E ainda os roteiristas Ted Elliott e Terry Rossio.

É exatamente o mesmo time. Não vi ainda nenhum dos Piratas do Caribe ainda (quero ver, sim), mas, pelo que mostram neste The Lone Ranger, estão afinadíssimos. Jogam que nem Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, ou então Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagalo, se é que me entendem.

A abertura do filme é extraordinária, fantástica, maravilhosa, e é impossível para mim não tentar descrevê-la.

Um grande letreiro informa que estamos em San Francisco, 1933 – e a primeira tomada mostra a Golden Gate Bridge lá no fundo, ainda sendo construída, com as duas grandes torres já de pé, mas sem toda a parte do vão central. Um balão vermelho sobe em primeiro plano, a câmara puxa um zoom um pouco para trás e vemos primeiro uma roda gigante e em seguida boa parte de um grande parque de diversões.

Um garoto de uns dez anos de idade está entrando numa tenda em que está escrito num grande letreiro “Exibição do Oeste Selvagem”.

O garoto observa o quadro em que aparece o índio. De repente, o índio abre os olhos

O garoto usa um chapéu imaculadamente branco, e uma máscara preta no meio do rosto – uma máscara idêntica à do Cavaleiro Solitário dos quadrinhos, dos filmes. A camisa é xadrez, ele usa um lenço ao redor do pescoço e tem um cinturão com balas e um revólver no coldre. Um garoto de cidade grande dos anos 30 apaixonado por histórias de caubóis, a do Cavaleiro Solitário e seu amigo Tonto em particular.

A tal Wild West Exhibition do parque de diversões não é lá essas coisas. Não tem animais, nem pessoas imitando mocinhos e bandidos, como no circo mambembe que percorre as pequenas cidades da América Profunda em Bronco Billy (1980), de e com Clint Eastwood. Tem gigantescas pinturas de cenas do Velho Oeste, the Far West, o faroeste.

Os quadros são grandes e belos. “O Poderoso Búfalo”. “O Urso Pardo”. O garoto está comendo pipoca, mas observa com muita atenção cada quadro, e depois confere o nome dele, colocado numa moldura logo abaixo.

O garoto se chama Will, e o ator mirim que o interpreta é simplesmente extraordinário. (Só depois é que vi que o garoto Mason Cook, nascido em 2000, já era tido como um fenômeno quando tinha 16 anos, com 31 títulos no currículo.)

No terceiro quadro que o espectador vê Will admirar há um velho índio, com um pássaro negro em cima da cabeça. Tem o rosto de um Johnny Depp velhíssimo, que parece ter mais de 100 anos, como tinha mais de 100 anos Jack Crabb (Dustin Hoffman), no início do já citado Pequeno Grande Homem. O nome do quadro é “O Nobre Selvagem”.

Silêncio sepulcral. O garoto observa o quadro com o Nobre Selvagem. Pega uma pipoca, põe na boca, faz um barulhinho.

Os olhos do índio se abrem.

O garoto deixa o saco de pipoca cair no chão – e o saco faz um barulho descomunal no ambiente então silencioso. Rápido como John Wayne, como Billy the Kid, como Clint Eastwood, como Doc Holliday, Will saca o revólver de espoleta e dispara diversas vezes contra o quadro “O Nobre Selvagem”.

Surpreso, o garoto pergunta: “Você está dizendo que é o Tonto? O Tonto?”

O índio velho diz, bem baixinho, com um tom de quem está tateando, entrando em terreno desconhecido: – “Kemosabe?”

O garoto, depois de olhar para o lado e se certificar de não há mais ninguém ali naquele momento: – “Quem? Eu?”

O índio, como se estivesse acordando de um longo sono: – “Trouxe os cavalos?”

O garoto: – “Acho que o senhor se enganou.”

O índio, pensativo, tateando o terreno em que pisa: – “Enganei?”

Uma figura que estava numa tela de repente adquire vida e começa a interagir com quem o observa – ecos de A Rosa Púrpura do Cairo (1985), de Woody Allen, mas tudo bem, vamos em frente.

O índio observa o pacote de pipoca: – “Fazer troca.”

Recebe a pipoca, entrega um ratinho morto. Will segura o ratinho por um momento, com a maior cara de nojo, e logo se desfaz daquilo. Tira a máscara do rosto e pergunta: – “Quem pensou que eu era, afinal?”

O índio: – “Nunca tirar máscara.”

Will: – “Por que não?”

Corta, e estamos no Velho Oeste. Tomada geral da terra sem fim, com aquelas formações rochosas que já vimos em dezenas de westerns, as do Monument Valley por onde os personagens de John Ford cavalgaram tantas vezes. No alto de uma daquelas montanhas de pedra estão os jovens Tonto (sempre Johnny Depp, é claro) e O Cavaleiro Solitário, montado em Silver, o cavalo branco, e usando o chapéu imaculadamente branco e a máscara negra sobre os olhos.

O Cavaleiro Solitário, interpretado por Armie Hammer, pergunta se Tonto tem certeza de que ele deve usar aquela máscara. E Tonto: – “Homem morte lança medo no coração do inimigo”.

O Cavaleiro Solitário diz algo tipo “então vamos lá” – corta, e ele e Tonto estão entrando numa cidadezinha, entrando no banco da cidadezinha e anunciando que é um assalto.

Quando os dois pulam sobre uma mesa no meio do saguão do banco, a imagem paralisa, congela.

– “Espere um minuto”, – ouvimos a vozinha do garoto Will, e aí o rosto de Tonto-Johnny Depp se move dentro da imagem congelada para olhar para a câmara, ou seja, para onde está Will. – “Você está dizendo que é Tonto? O Tonto?” – com grande ênfase no “o”.

Ao que Tonto responde, com aquela voz inimitável de Johnny Depp, grave, séria: – “Existe algum outro?”

Will, fã absoluto do Cavaleiro Solitário: – “Mas o Cavaleiro Solitário e Tonto eram mocinhos. Eles não roubavam bancos. (Pausa.) Roubavam?”

Uma trama rica, intrincada, toda pontilhada de belas, inteligentes, espertas sacadas

Corta, e vemos centenas de homens trabalhando na construção de uma estrada de ferro, colocando os dormentes, os trilhos, apertando os parafusos dos trilhos. O segundo letreiro do filme, depois daquele inicial “San Francisco, 1933”, informa: “Colby, Texas, 1869”.

Vai começar a história de como o índio Tonto conheceu o jovem e idealista advogado John Reid, que viria a ser conhecido como The Lone Ranger, o Cavaleiro Solitário.

E o que vem depois destes cinco minutos iniciais de babar são mais duas horas e 25 minutos de uma diversão espetacular.

Inclui um grande herói dos Texas Rangers, Dan Reid (James Badge Dale), o irmão mais velho de John, o que foi estudar Direito no Leste e voltou com os melhores propósitos civilizatórios.

John era absolutamente apaixonado por Rebecca (o papel de Ruth Wilson, na foto acima), que acabou se casando com Dan.

Dois irmãos que amam a mesma mulher. Uau, eis um belo tema para um filme.

A beleza de Rebecca atrai também as atenções de Cole (o papel do inglês Tom Wilkinson, que parece fazer a cada ano um filme na Inglaterra e outro nos Estados Unidos), um dos chefões da companhia de estrada de ferro que está agora chegando àquele canto do Texas. Cole fala bem, veste-se bem, mostra-se um homem culto, lido. Quem, no entanto, conhece um pouquinho de western sabe que sujeito muito rico, rico demais, almofadinha, corre o sério risco de – ao contrário do que aparenta – não ser gente boa.

Tem ainda Butch Cavendish (William Fichtner), um bandidão absoluto, consumado, sujeito de aparência nojenta, o retrato do mal em si.

E, at last but not at least, a relação de personagens inclui ainda uma dona de bordel que tem uma perna mecânica, feita de madeira, dentro da qual há uma espingarda possante. O papel dessa figura maluca é da atriz inglesa que vem se especializando em fazer personagens malucos, uma espécie de versão feminina de Johnny Depp, Helena Bonham Carter (na foto abaixo).

A trama incluirá ainda uma fabulosa, incrível, fantástica jazida de prata, situada, claro, em pleno território que acordo com o governo federal do homem branco garantiu como sendo reserva dos bravos comanches.

O jeito louco de ser do índio Tonto tem a ver com a prata e a ganância do homem branco.

A citação ao clássico A General virá bem ao final da trama. Para não dar completo spoiler, basta dizer que inclui um trem de ferro que vai cruzar uma ponte sobre um vale muito profundo.

É uma trama rica, intrincada – mas não propriamente complicada. Uma criança de 8 anos certamente não, mas creio que um adolescente de 12 já vai compreender tudo, na maior.

E a trama é toda pontilhada de belas, inteligentes, espertas sacadas, diálogos inteligentes e sequências de ação que, acho, não deixam para trás nenhuma aventura nova de James Bond.

Tudo com um extraordinário bom humor.

Os créditos indicam que chegar até o roteiro final foi uma trabalhadeira danada

Quando a gente vê o resultado final, não pode ter idéia do trabalho maluco que deve ter dado chegar até ele.

A forma com que aparecem nos créditos finais (não há nada no início do filme) já indicam, no entanto, que de fato não deve ter sido uma tarefa nada fácil.

O que vem na tela é assim: Roteiro Justin Haythe e Ted Elliott & Terry Rossio. História para a tela Ted Elliott & Terry Rossio e Justin Haythe.

Não é dado crédito à dupla Fran Striker & George W. Trendle, os criadores dos personagens Cavaleiro Solitário e Tonto.

Com base nas regras do SWG, o Sindicato dos Roteiristas, dá para traduzir que foi assim:

* A dupla Ted Elliott & Terry Rossio bolou a história para o filme, claro que com base nos personagens criados pela dupla que nem foi creditada;

* Justin Haythe pegou a história criada pela dupla e deu um trato nela – sabe-se lá se reescreveu muito, se acrescentou muito, se tirou um tanto, mas, de qualquer forma, deu uma forma final à história.

* Ele mesmo escreveu então um roteiro.

* A dupla original, Ted Elliott & Terry Rossio, pegou o roteiro de Justin Haythe e reescreveu. Cortou, acrescentou, mudou, sei lá – mas deu forma final.

Para o espectador, isso não tem a mínima importância. Registrei porque afinal sou um profissional do texto, o processo de escrita é algo que me interessa muito. Mas, para o espectador, claro que o que importa é apenas o fato de que o resultado da trabalheira toda desse povo foi um roteiro delicioso.

Que o diretor Gore Verbinski e sua equipe transformaram em um maravilhoso filme.

Até 1980, o Cavaleiro Solitário no Brasil se chamava Zorro

Para nós, brasileiros, o que sempre houve foi Zorro e Tonto.

Lembro da existência das histórias em quadrinhos com Zorro e Tonto desde a infância – e minha infância foi muitas décadas atrás

Para os brasileiros da minha geração, pelo menos, sempre houve dois Zorros – o mocinho do faroeste, de chapéu e cavalo branquíssimos, aiô, Silver!, e o outro Zorro, igualmente mascarado, mas não personagem do faroeste americano, e sim um espadachim mexicano. Não de chapéu branco, e sim de chapéu preto.

Houve trocentos filmes com o Zorro gringo e o índio Tonto e trocentos outros filmes com o Zorro mexicano, um dos mais recentes deles aquele com Antonio Banderas, Catherine Zeta-Jones e Anthony Hopkins, A Lenda do Zorro (2005).

O Zorro mexicano não interessa aqui. Importante é The Lone Ranger, O Cavaleiro Solitário.

O nome Zorro dançou, sumiu na poeira das ruas, na bruma do tempo! Aprendendo com a Wikipedia em Português:

“Lone Ranger (no Brasil, O Cavaleiro Solitário; em Portugal, O Mascarilha) é um famoso cowboy fictício do rádio, cinema e televisão, criado por George Washington Trendle e equipe, e desenvolvido pelo escritor Fran Striker. A palavra Ranger causou dificuldades de tradução já que o significado original (policial rural do Texas) não fazia sentido em português. No Brasil já foi chamado de Zorro (outro personagem, herói de capa e espada), Guarda Vingador, Justiceiro Mascarado, Kid Roger e Cavaleiro Mascarado; desde a década de 1980, é chamado de O Cavaleiro Solitário.”

Aprendendo ainda mais – por que não? – com a Wikipedia em Português. Vou apenas acertar a pontuação, que está um lixo.

“Em 1932, George W. Trendle teve a idéia de lançar uma série de rádio infantil sobre um cowboy mascarado. Trendler definiu o herói como um solitário Texas Ranger montado em um cavalo branco. Coube ao escritor Fran Striker concluir de acordo com os conceitos de Trendler; Striker adicionou as balas de prata e o companheiro índio chamado Tonto. Para o primeiro episódio, Striker se baseou em um roteiro de uma outra série sua chamada Covered Wagon Days. A primeira transmissão de Lone Ranger ocorreu em 30 de janeiro ou 31 de janeiro de 1933, na rádio WXYZ de Detroit, Michigan.”

Wimwenders e aprendenders! Então o primeiro hi-ô, Silver foi criado para o rádio, e foi ouvido originalmente em Detroit, a cidade da indústria automobilística!

A característica básica do filme é o humor. Ele não se leva a sério

Parece que a série The Lone Ranger feita para a televisão americana e exibida entre 1952 e 1957 foi fundamental para estabelecer a importância da dupla Cavaleiro Solitário e Tonto na cultura popular. George W. Trendle assinou como um dos criadores da série, ao lado de George W. George. Clayton Moore fazia o Lone Ranger e Jay Silverheels, o Tonto (na foto). A mesma dupla também fez longa-metragens para o cinema, como The Lone Ranger, de 1956, no Brasil Zorro e o Ouro do Cacique, e The Lone Ranger and the City of Gold, de 1958, no Brasil Zorro e a Cidade de Ouro Perdida.

Não sou, de forma, um entendido em The Lone Ranger. Sabia pouquíssimas dessas coisas que aprendi agora ao ver o filme e em seguida ao consultar o IMDb e a Wikipedia, para fazer esta anotação. Mas acho que dá para dizer que o grande diferencial deste filme aqui da Disney e Jerry Bruckheimer é o bom humor com que trata os heróis.

O filme de 2013 faz da lenda toda uma grande brincadeira.

Mais ou menos como Richard Donner fez em Maverick, o filme de 1994 que reuniu Mel Gibson, Jodie Foster e James Gardner – este último, o ator que havia feito o Maverick da TV, a série que durou de 1957 a 1962.

Maverick, o filme, não se levava a sério, de forma alguma. Nem tinha muito respeito pelo herói, nem pela série de TV que tinha vindo antes.

É exatamente o caso deste The Lone Ranger de 2013.

O mais perfeito exemplo disso vem na sequência em que todos os sete rangers todos foram mortos, atacados pelo bandidão Butch Cavendish e seu bando. Ah… Não todos: John Reid está desacordado, mas ainda vivo.

Não chega a ser um spoiler, porque é o ponto básico da história do Lone Ranger. Na verdade, é o ponto que define porque ele é Lone, solitário, e rola quando o filme de 2 horas e meia está aí com uns 40 e poucos minutos.

Tonto chega após o massacre e prepara as sete covas. Numa delas está Dan, grande homem da lei, excelente gatilho, um herói. Noutra está seu irmão mais novo John, o sujeito que vinha do Leste dizendo que tudo agora era a Lei, os livros da lei.

Tonto, evidentemente, admira Dan, e despreza John.

O cavalo branco que viria a ser o Silver é considerado pelos índios como o Cavalo Espírito, um ser maior, uma divindade.

Para total surpresa de Tonto, o Cavalo Espírito aparece. E deposita o chapéu branquinho diante da cova de John, o advogado almofadinha.

Tonto leva o Cavalo Espírito para diante de Dan. Tipo assim: vou ajudar você, ó Ser Superior. O bom era este aqui.

O Cavalo Espírito volta até a cova onde está John, o sujeito que Tonto acha um babaca.

O jeito com que Tonto-Johnny Depp tenta demonstrar para o Cavalo Espírito que ele está obviamente fazendo a escolha errada já valeria o filme.

Abril de 2017

O Cavaleiro Solitário/The Lone Ranger

De Gore Verbinski, EUA, 2013

Com Johnny Depp (Tonto), Armie Hammer (John Reid, o Cavaleiro Solitário)

e William Fichtner (Butch Cavendish), Tom Wilkinson (Cole), Ruth Wilson (Rebecca Reid), Helena Bonham Carter (Red Harrington), James Badge Dale (Dan Reid), Bryant Prince (Danny, o garotinho), Barry Pepper (Fuller), Mason Cook (Will, o garotinho de 1933), JD Cullum (Wendell), Saginaw Grant (Chefe Grande Urso), Harry Treadaway (Frank), James Frain (Barret), Joaquín Cosio (Jesus)

Roteiro Justin Haythe e Ted Elliott & Terry Rossio

História Ted Elliott & Terry Rossio e Justin Haythe

Baseado nos personagens criados por Fran Striker & George W. Trendle

Fotografia Bojan Bazelli

Música Hans Zimmer

Montagem James Haygood e Craig Wood

Casting Denise Chamian

Produção Walt Disney Pictures, Jerry Bruckheimer Films, Blind Wink Productions, Infinitum Nihil, Classic Media, Silver Bullet Productions.

Cor, 150 min (2h30)

Disponível no Now

***1/2

Um Comentário

  1. Postado em 10 setembro 2017 às 10:28 am | Permalink

    Olá Sérgio. O que me trouxe aqui foi outra coisa mas, adorei me deparar com esta sua postagem. Há muito tempo que estou querendo assistir a este filme e, sempre arranjo uma desculpa para adiar. Esta sua postagem me fez decidir de uma vez por todas que preciso parar de adiar esse prazer. Muito grato.

    Mas, como disse, o motivo de minha vinda aqui ao seu blog foi outro. Na verdade, foi para informa-lo que você está citado na última postagem do meu blog e, ao mesmo tempo, para lhe parabenizar com um pouco de atraso pelo Dia do Blog.

    Um grande abraço.

    http://verdadesdeumser.com.br

Um Trackback

  1. Por 50 Anos de Filmes » Sombras da Noite / Dark Shadows em 19 setembro 2017 às 11:53 pm

    […] se é Tim Burton, então tem Johnny Depp, o ator que já fez mais tipos improváveis, inimagináveis, do que qualquer outro na História do […]

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