Coração de Caçador / White Hunter Black Heart

Nota: ★★½☆

Depois que rolam todos os créditos finais de White Hunter Black Heart, no Brasil Coração de Caçador, ali nos segundos finais dos 112 minutos de projeção, surge a seguinte afirmação: “Este filme é um trabalho de ficção”.

Mentira.

O filme – dirigido e estrelado por Clint Eastwood, lançado em 1990 – tem como personagem central um diretor de cinema bem pouco convencional, um aventureiro, amante de um bom uísque, que gosta de fazer tudo à sua maneira, e se embrenhou com uma grande equipe nas selvas e savanas da África Central para filmar uma história em que um homem e uma mulher descem um rio cheio de corredeiras e outros perigos num pequeno barco de uns 8 metros de comprimento.

Lá pelas tantas, o diretor, que se chama John Wilson e é interpretado pelo próprio Clint Eastwood, e seu grande amigo Pete Verrill (Jeff Fahey), o roteirista do filme a ser rodado nos confins da África Central, repassam um diálogo que Jeff escreveu entre os dois protagonistas da história. Jeff vai lendo as falas do homem, as falas da mulher. O homem está tentando se desculpar por uma áspera discussão que haviam tido no dia anterior, quando ele estava bastante bêbado. A mulher não responde a várias das falas dele.

O homem diz: – “What are you being so mean for, Miss? A man takes a drop too much once in a while, it’s only human nature.”

Por que está sendo tão má, Senhorita? Um sujeito toma umas gotas a mais de vez em quando, é da natureza humana.

A mulher, depois de ter deixado o homem falando sozinho durante um bom tempo, desta vez admite responder:

– “A natureza, sr. Allnut, é aquilo que é colocado neste mundo para que nós pairemos acima dela.”

Ao contrário do que diz a frase de encerramento, não é ficção – aconteceu de fato

Tudo isso aí que está em White Hunter Black Heart não é – ao contrário do que diz a frase de encerramento do filme – um trabalho de ficção. Tudo isso aconteceu na vida real: em 1951, um diretor de cinema bem pouco convencional, um aventureiro, amante de um bom uísque, que gostava de fazer tudo à sua maneira, se embrenhou com uma grande equipe de atores e técnicos americanos e ingleses nas selvas e savanas da África Central para filmar uma história em que um homem e uma mulher descem um rio cheio de corredeiras e outros perigos num pequeno barco de uns 8 metros de comprimento.

Lá pelas tantas, há exatamente aquele diálogo entre os dois protagonistas. Palavra por palavra.

O diretor aventureiro – todo mundo que gosta de filmes sabe muito bem – era John, mas não John Wilson, e sim John Huston. O filme que fez na África Central foi lançado em 1951 e se transformaria em um dos clássicos mais adorados de todos os tempos – The African Queen, no Brasil Uma Aventura na África.

Humphrey Bogart, que interpreta Charlie Allnut, diz, com aquela voz inimitável dele, exatamente aquelas frases que em Coração de Caçador o roteirista Jeff Fahey repassa com o diretor John Wilson: “What are you being so mean for, Miss? A man takes a drop too much once in a while, it’s only human nature.”

E Katharine Hepburn, no papel da missionária cristã Rose Sayer, responde, com aquela voz dela, também inimitável e adorada pelos cinéfilos de gerações e gerações: – “Nature, Mr. Allnut, is what we are put in this world to rise above”.

É uma versão bem romanceada, bem livre, de uma história real

Coração de Caçador/White Hunter Black Heart é uma homenagem de Clint Eastwood a John Huston e ao grande clássico The African Queen. Uma bela homenagem ao mais aventureiro de todos os diretores de cinema que já houve, e a um filme rodado em condições adversas – dá para imaginar o desafio logístico que era, em 1951, levar uma grande equipe de filmagem àquelas amplidões absolutamente selvagens da África Central?

O filme de Clint mostra a chegada à África da atriz hollywoodiana que vai fazer o papel de Rose Sayer – ela é interpretada por Marisa Berenson, penteada e vestida para fazer lembrar a figura de Katharine Hepburn. Mostra que o ator que vai fazer o papel de Charlie Allnut viaja à África com sua esposa bem jovem e bela – e de fato Lauren Bacall acompanhou Humphrey Bogart durante as semanas de filmagem na África. (Lauren Bacall é interpretada por Jamie Koss.)

Mais: Clint Eastwood se veste com roupas iguais às que John Huston vestia. Fuma charutos, como John Huston fumava. Procura falar do mesmo jeito com que John Huston falava.

Mas então por que raios Clint Eastwood não assumiu de vez que estava contando uma história real? Por que trocar o nome de John Huston por John Wilson? Por que trocar o nome de Kate Hepburn para Kay Gibson? Por que chamar o produtor do filme que iria ser rodado na África de Paul Landers (o papel de George Dzundza), em vez de Sam Spiegel, o nome real?

E por que fazer aquela afirmação ao final – “This film is a work of fiction”?

Sei lá. Mas é bem possível que Clint Eastwood tenha preferido essa forma para realçar que seu filme não é exatamente o relato fiel de fatos reais.

Porque é o relato de fatos reais, sim – mas ao mesmo tempo não é. O correto, tenho absoluta certeza, seria dizer que White Hunter Black Heart é um relato romanceado, muito romanceado, de fatos reais.

Conta uma história real – mas com muita, mas muita, mas muita liberdade poética. Muita liberdade, muito espaço para fugir do relato estritamente fiel à realidade dos fatos.

Inspira-se numa história real – e acrescenta boas doses de ficção.

Não pretende ser, de forma alguma, um relato fiel a respeito de como foi o trabalho de filmagem de um grande clássico – bem ao contrário, por exemplo, de A Sombra do Vampiro/Shadow of the Vampire (2000), de E. Elias Merhige, que reconstitui como foi a produção do Nosferatu de F.W. Murnau de 1922, ou A Garota/The Girl (2012), de Julian Jerrold, que reconta como foram as filmagens de Os Pássaros de Alfred Hitchcock de 1963.

Embora relate fatos reais, o filme amplifica, exagera demais

Senti isso o tempo todo, enquanto víamos Coração de Caçador: o John Wilson interpretado por Clint Eastwood parece-se bastante, sim, com John Huston. Mas é tudo muito exagerado.

Propositadamente exagerado – para não ficar parecendo que é a reconstituição do que realmente aconteceu.

Por exemplo: no início da narrativa, mostra-se o diretor John Wilson instalado em uma gigantesca, bilionária, aristocrática propriedade no interior da Inglaterra, uma dessas de não deixar nada a dever a Downton Abbey. Lá dentro, John Wilson reina como um lord sobre a secretária e os muitos empregados. Lá fora, cavalga em maravilhoso cavalo.

John Huston tinha, de fato, imensa simpatia pelo campo, por cavalos, por caçadas. Ele relata, em sua magnífica autobiografia, Um Livro Aberto, que durante alguns anos teve uma propriedade no interior da Irlanda, no condado de Galway, e radicou-se lá, entre um filme e outro rodado mundo afora. Chegou mesmo a pedir a cidadania irlandesa – e a obteve. Como adorava cavalgar e caçar, tornou-se membro de um clube de caça, os Galway Blazers.

Mas com toda certeza a propriedade irlandesa de Huston era muitíssimo menor, menos luxuosa, menos exuberante que a de John Wilson no filme.

Outro exemplo: no filme de Clint, John Wilson está sempre brigando com o homem que vai produzir seu filme a ser rodado na África, Paul Landers. É grosseiro com seu produtor, trata-o com imenso desprezo – ele, John Wilson, é o gênio, o criador, o artista, enquanto Paul Landers é apenas o homem que trata dessa coisa menor que é juntar dinheiro para financiar o trabalho do gênio.

Há seguidos e seguidos episódios em que o diretor agride, maltrata, menospreza o produtor, em público, diante de todo mundo.

De fato, houve problemas entre John Huston e Sam Spiegel durante a produção de The African Queen. Huston não esconde isso. “Sam Spiegel e eu não ficamos muito contentes um com o outro durante as filmagens de Uma Aventura na África, e eu não estava disposto a começar um novo filme com ele tão depressa assim”, ele escreveu, no capítulo 18 de seu livro de memórias, em que fala de Moulin Rouge, o filme que fez em seguida.

Porém, ao longo do capítulo 17, inteiramente dedicado a Uma Aventura na África, Huston não relata brigas ou discussões com seu produtor e sócio – em uma época de pleno domínio dos grandes estúdios, Huston e Sam Spiegel haviam criado juntos sua própria companhia produtora, a Horizon Pictures.

Assim começa o capítulo 17 das memórias de Huston:

“Enquanto eu terminava A Glória de um Covarde, Sam Spiegel conversou muito comigo sobre o próximo filme da Horizon. Nossa escolha recaiu em Uma Aventura na África.”

Não vai aqui nenhuma censura ao fato de o filme não ser relato fiel da verdade 

Um terceiro exemplo da distância entre a realidade e o que conta o filme de Clint Eastwood é o que acaba sendo o tema central dele: a paixão do diretor por caçada.

Em Coração de Caçador, John Wilson é absolutamente determinado: não quer saber de começar a filmar antes de abater, ele mesmo, com sua espingarda, um elefante.

Fará as maiores loucuras, provocará despesas após despesas da produção, fará toda a equipe técnica e os astros esperarem enquanto ele se dedica à sua obsessão de matar um elefante.

Na vida real, John Huston de fato queria participar de caçadas, e tinha desejo de matar um elefante – mas, bem ao contrário do John Wilson de Coração de Caçador, não foi irresponsável, não chegou a atrasar as filmagens por causa de sua paixão.

Apresentei aqui três exemplos, e espero que tenha ficado claro o que pretendo dizer. Coração de Caçador parte de fatos reais para mostrá-los de forma muito ampliada, exagerada.

Sim, John Huston de fato morou em propriedade do interior de uma das Ilhas Britânicas – mas o que filme de Clint mostra é exagerado. Sim, houve rusgas entre John Huston e seu produtor – mas o que filme de Clint mostra é exagerado. Sim, John Huston quis aproveitar que já estava ali mesmo, no interiorzão, no coração da África, para caçar um elefante – mas o que filme de Clint mostra é exagerado.

Não vai nisso aí uma crítica, uma reclamação, uma censura – apenas uma constatação.

Os exageros todos são muito propositais. Exatamente para realçar que em hora alguma Coração de Caçador é a reconstituição da história real de como foram as filmagens de Uma Aventura na África.

Até porque Coração de Caçador só mostra o que aconteceu antes de as filmagens de Uma Aventura na África começarem…

O filme se baseia no livro escrito por um amigo de Huston

Escrevi os parágrafos acima antes de ler um pouco do que já se escreveu sobre White Hunter Black Heart. Vou agora atrás de informações dos alfarrábios e de outras opiniões.

A página de Trivia do IMDb sobre o filme não é especialmente rica. Tem 33 tópicos (a página sobre Uma Aventura na África tem 63), e o primeiro deles apenas diz que Katharine Hepburn, a estrela do filme de 1951, contestou a exatidão do que o filme de 1990 conta.

Mas há ali informações interessantes, que aí vão, junto com algumas de outras fontes e observações minhas:

* Assim como Uma Aventura na África, este Coração de Caçador se baseia em um romance. O filme de 1951 se baseou no livro The African Queen, de C.S.Forester, lançado em 1935. O filme de 1990 se baseou no livro White Hunter Black Heart, de Peter Viertel, lançado em 1953.

* O livro de Peter Viertel se baseia em fatos reais – Peter Viertel era amigo de John Huston, esteve com ele na África na época das filmagens e ajudou a dar a forma final ao roteiro que havia sido escrito por Huston e outro amigo dele, James Agee.

* O próprio Peter Viertel fez a adaptação de seu livro para um roteiro cinematográfico, juntamente com James Bridges. Segundo indica a forma com que o roteiro final de White Hunter é assinado, o roteiro feito pela dupla passou então por uma revisão final a cargo de Burt Kennedy.

* Para compor o personagem de John Wilson, Clint Eastwood teve conversas sobre John Huston tanto com Peter Viertel quanto com Anjelica Huston, a filha do grande diretor. Doze anos mais tarde, em 2002, Clint dirigiria Anjelica em seu filme Dívida de Sangue/Blood Work.

* O filme estreou nos Estados Unidos em setembro de 1990, três anos e um mês após a morte de John Huston, em agosto de 1987, aos 81 anos muitíssimo bem vividos. Em entrevistas na época do lançamento, Clint afirmou jamais ter conhecido Huston pessoalmente, embora tivessem sido contemporâneos em Hollywood.

* Teve a pior bilheteria entre todos os filmes de Clint Eastwood feito nos anos 1990. Com um orçamento estimado em US$ 24 milhões, White Hunter teve uma bilheteria de apenas US$ 2,3 nos Estados Unidos

* O filme foi escolhido para participar da mostra competitiva do Festival de Cannes de 1990. Não recebeu prêmio, mas isso não importa: concorrer à Palma de Ouro já é uma belíssima conquista. É bom lembrar que a crítica européia, e especialmente a francesa, tem veneração por Clint Eastwood.

* Durante os dias do Festival de Cannes, Clint Eastwood teve a oportunidade de conhecer um ídolo, um mito – Akira Kurosawa. Clint já demonstrou especial admiração por Yojimbo (1961), o filme do mestre japonês que inspirou Sergio Leone a fazer Por um Punhado de Dólares (1963), uma das pérolas do western-spaghetti e um dos grandes sucessos de Clint como ator.

* Não foi o primeiro filme dirigido por Clint sobre uma personalidade real. Em 1988 ele havia lançado Bird, sobre o saxofonista Charlie Parker. Uma das grandes paixões de Clint é o jazz.

* Posteriormente, o realizador faria vários filmes sobre personalidades e eventos reais. Em Invictus (2009), contaria como Nelson Mandela, pouco depois de assumir a presidência, usou a paixão dos sul-africanos por rugby como uma arma contra o racismo. J. Edgar (2011) é uma biografia do homem que criou o FBI e o chefiou durante anos e anos. Jersey Boys (2014) reconstitui parte da carreira do grupo musical The Four Seasons. Sniper Americano (2014) se baseia no livro autobiográfico de Chris Kyle, atirador de elite da Marinha. E Sully: O Herói do Rio Hudson (2016) também se baseia em um livro que reconstitui fatos reais – o escrito pelo comandante Sully, que conseguiu salvar a vida de todas as 155 pessoas a bordo de um avião que teve os motores danificados, ao fazer um pouso perfeito nas águas do Rio Hudson, em Nova York.

John Huston, caçador, fez um filme denunciando a caça aos elefantes

Eis o que diz o Guide des Films de Jean Tulard sobre Chasseur Blanc, Coeur Noir: “No momento de rodar um filme na África, o realizador John Wilson está obcecado pela idéia fixa de abater um elefante antes de dizer “Action!” Inspirado no diário do roteirista de African Queen durante as filmagens daquele filme por John Huston, aqui John Wilson. Interessante, mas Clint Eastwood só está verdadeiramente à vontade nas sequências de caçadas.”

É até surpreendente, mas Le Petit Laurousse des Films vai mais fundo que o Guide do mestre Tulard. Diz ele:

“O cineasta interpretado por Clint Eastwood é John Huston, realizador e aventureiro célebre. O filme que Eastwood-Huston prepara dentro de Chasseur Blanc, Coeur Noir é African Queen, que os cinéfilos conhecem de cor. A confusão é total – e fecunda. Sabe-se que Huston é um grande caçador; sabe-se também que ele realizou Racines du Ciel (The Roots of Heaven, no Brasil Raízes do Céu, 1958), filme que denunciava a caça do elefante. Ora, Huston (no filme de Eastwood) abandona sua equipe de filmagem para ir atirar em elefantes. Essa conjunção-disjunção entre a realidade e a ficção (detestável na maior parte dos telefilmes sobre Hollywood) aqui é mais que interessante. É apaixonante.”

O grande aventureiro amadureceu, e fez um mea culpa

Confesso aqui – e não sem alguma vergonha – que fiquei absolutamente surpreso ao ler agora, já chegando ao final desta anotação, essa informação de que o filme Raízes do Céu é justamente uma denúncia da caça de elefantes. Não sabia disso. Creio que conheço bastante da obra de John Huston, li com imenso prazer sua autobiografia – mas nunca tive a oportunidade de ver Raízes do Céu e não sabia que ele é um filme mostrando a luta de um homem pela preservação dos elefantes – que, para ele, são as últimas “raízes do céu” que permanecem no planeta.

Esse filme se baseia num romance de Romain Gary, que foi também um dos autores do roteiro, e conta a história de um idealista, Morel (interpretado pelo inglês Trevor Howard), que, na África Equatorial Francesa, lança uma campanha contra a caça de elefantes e pela preservação da espécie.

Seguramente foi um mea culpa de John Huston por ter tido vontade de matar um elefante antes das filmagens de The African Queen, em 1951.

Um pedido de desculpas.

John Ford pediu perdão, em Crepúsculo de uma Raça/Cheyenne Autumn (1964), pelos seus filmes anteriores que um tanto passavam a mensagem de que índio bom era índio morto.

Pois então John Huston, em Raízes do Céu, de 1958, sete anos depois de The African Queen, pediu perdão por seus tempos de caçador!

Fantástico.

Embora ele diga que, na verdade, não chegou a matar um elefante. Ele fala isso com todas as letras na sua autobiografia:

“Não matei nenhum elefante enquanto andei com Mascota (um africano que o dirigiu em várias caçadas). Nunca, aliás, cheguei a matar um elefante, embora não reste dúvida de que tentei. Jamais consegui alvejar um cujos troféus fossem dignos de cometer o crime. Não, crime não – pecado. Hoje eu nem sonharia em matar elefante – por sinal, já desisti por completo de sair por aí dando tiros de espingarda –, mas naquele tempo a caça dos grandes bichos era vital para mim.”

Caçador branco coração negro.

Ainda bem que amadureceu, o grande aventureiro.

Anotação em maio de 2017

Coração de Caçador/White Hunter Black Heart

De Clint Eastwood, EUA, 1990

Com Clint Eastwood (John Wilson, inspirado em John Huston)

e Jeff Fahey (Pete Verrill, inspirado em Peter Viertel), George Dzundza (Paul Landers, inspirado em Sam Spiegel), Alun Armstrong (Ralph Lockhart), Marisa Berenson (Kay Gibson, inspirada em Katharine Hepburn), Timothy Spall (Hodkins), Richard Vanstone (Phil Duncan, inspirado em Humphrey Bogart), Jamie Koss (Mrs. Duncan, inspirado em Lauren Bacall), Catherine Neilson (Irene Saunders), Richard Warwick (Basil Fields), Boy Mathias Chuma (Kivu), Geoffrey Hutchings (Alec Laing), Christopher Fairbank (Tom Harrison), Norman Lumsden (Butler George), Charlotte Cornwell (Miss Wilding), Mel Martin (Mrs. MacGregor)

Roteiro Peter Viertel & James Bridges e Burt Kennedy

Baseado no romance de Peter Viertel

Fotografia Jack N. Green

Música Lennie Niehaus

Montagem Joel Cox

Casting Mary Selway

Produção Clint Eastwood, David Valdes, Malpaso Productions, Rastar Pictures, Warner Bros.

Cor, 112 min (1h52)

**1/2

Título na França: Chasseur Blanc, Coeur Noir. Em Portugal: Caçador Branco, Coração Negro.

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