Uma Caminhada na Floresta / A Walk in the Woods

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Nota: ★★★☆

Há duas trilhas que cortam os Estados Unidos de Sul a Norte, uma situada bem a Oeste, outra bem a Leste do país-continente. Uma jovem mulher percorreu a Pacific Crest Trail em meados dos anos 1990, relatou sua experiência em livro e o livro virou filme de 2014. Dois velhinhos percorreram boa parte da Appalachian Trail em meados dos anos 1990, e um deles, um escritor renomado, relatou sua experiência em livro e o livro virou filme de 2015. 

É muita semelhança.

No entanto, não poderia haver filmes mais díspares, mais distantes um do outro do que Livre/Wild (2014), com Reese Withersopon no papel de Cheryl Strayed, e este Uma Caminhada na Floresta/A Walk in the Woods (2015), com Robert Redford no papel de Bill Bryson e Nick Nolte no de seu amigo e companheiro de aventuras Stephen Katz.

Livre é um drama pesadíssimo. Cheryl Strayed fez a trilha como uma expiação de pecados, um autoflagelo como os cristãos faziam da Idade Média – aquelas figuras de padres se agredindo com chibatas, chicotes. Um pagamento pelas culpas, uma busca de redenção. O pobre espectador sofre horrores ao ver os horrores a que a moça é submetida na longa caminhada. Na primeira sequência do filme, o espectador vê Reese Witherspoon uivar de dor, porque tirou as botas e as unhas estão ensaguentadas, e então ela faz uma força imensa, e arranca a unha de um dos dedões dos pés, e dá um grito de dor imenso, gigantesco, incomensurável.

Este A Walk in the Woods é quase uma comédia. O enciclopédico IMDb o coloca em três gêneros: aventura, biografia, comédia. O elegante All Movie vai de ação, comédia, comédia dramática.

Não é uma comédia escrachada, escancarada. De forma alguma. Mas toda a narrativa é feita com bom humor, com ironia, brincadeiras.

De forma inteiramente contrária à de Charyl Strayed que Reese Withersopon interpretou tão bem, esse Bill Bryson feito por Robert Redford resolveu caminhar pela Appalachian Trail como uma aventura. Um desafio, sim, mas uma coisa pra cima, que era para ser mais divertida que dolorosa.

De uma certa maneira, um reencontro com a América, com o espírito americano.

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Resolver caminhar por essa trilha depois dos 70 anos é coisa de louco

Na primeira sequência do filme, Bill Bryson está sendo entrevistado na TV. Era um escritor renomado, reconhecido, autor de best-sellers sobre viagens. Havia passado muitos anos na Inglaterra (na vida real, foram cerca de 20 anos), e estava de volta aos Estados Unidos havia pouco tempo.

O entrevistador (Randall Newsome) se mostra um chato de galocha. Demonstra uma certa antipatia pelo entrevistado, pelo fato de ele ter preferido viver tanto tempo longe de seu país maravilhoso, God bless America!, pelo fato de ter escrito livros sobre países estrangeiros mas nunca sobre o seu país glorioso, God bless America!

Bryson se mostra desconfortável diante das perguntas toscas, do tom agressivo do entrevistador. Quando o entrevistador pergunta se ele já havia se aposentado, responde: – “Escritores não se aposentam. Nós ou bebemos até morrer ou estouramos os miolos.”

O entrevistador: – “Qual vai ser a sua escolha?”

E Bryson: – “Depois desta entrevista, provavelmente as duas coisas.”

Ao voltar para os Estados Unidos, Bryson havia decidido morar não em seu Estado natal de Iowa, mas em uma pequena cidade da Nova Inglaterra, Hanover, em New Hampshire. Tinha se instalado em uma casa confortável, com a mulher, a inglesa Catherine (interpretada pela maravilhosa Emma Thompson), perto dos dois filhos e dos dois netos.

Um dia, caminhando pelas cercanias da pequena cidade, depara-se com placas que identificam que por ali passa a Appalachian Trail.

A Appalachian Trail vai da sulista Georgia (que deu apoio à produção do filme) até o Maine, o Estado da costa Leste mais ao Norte. Chega perto da fronteira com o Canadá. São cerca de 3.500 quilômetros – bem mais que os 2.900 km que separam São Paulo de Belém do Pará. Passa por nada menos que 14 Estados – Georgia, North Carolina, Tennessee, Virginia, West Virginia, Maryland, Pennsylvania, Nova Jersey, Nova York, Connecticut, Massachusetts, Vermont, New Hampshire e Maine.

A trilha sobe e desce diversas cadeias de montanhas.

De trechos em trechos, há locais de descanso – pequenas pousadas rústicas, áreas de camping, em geral.

Dispor-se a andar por essa trilha depois de 70 anos de idade é literalmente coisa de louco.

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A mulher mostra para ele os perigos da trilha: aclives, frio intenso, ursos…

Em uma entrevista feita depois do lançamento do filme, o Bill Bryson da vida real fez uma comparação fascinante: durante 20 anos, ele havia vivido em uma ilha – a maior das Ilhas Britânicas, aquela em que ficam a Inglaterra, o País de Gales e a Escócia – que, do extremo Sul ao extremo Norte, tem menos de 1 mil km. A trilha Appalachian tem mais de 3 vezes e meia a extensão da Ilha da Grã-Bretanha.

A inglesa Catherine fez de tudo para que o marido desistisse da loucura, da insanidade. Pesquisou na internet, encheu a mesa de trabalho de Bryson com folhas impressas de matérias falando dos perigos da trilha, as duríssimas condições climáticas, os aclives terríveis para subir montanhas, os ursos.

(Quando o filme já se encaminhava para o fim, Mary comentou: “Ainda não apareceram os ursos”. Menos de dois minutos depois apareceram os ursos.)

Bryson manteve-se irredutível em sua decisão de percorrer a trilha, começando do extremo Sul, na Montanha Springer, na Georgia. Mas, demonstrando alguma sabedoria, decidiu que faria a loucura na companhia de algum amigo. Disparou telefonemas para todos os amigos de que se lembrava, fazendo o convite.

Ninguém aceitou.

Até que um amigo para o qual ele não havia ligado liga para ele. Vemos Bill Bryson-Robert Redford atendendo ao telefone, sob o olhar curioso de Catherine-Emma Thompson, e ouvimos a voz de Nick Nolte – aquela voz de velho, fanhosa, arranhada, taquara-rachada, de quem fumou muito durante várias décadas.

Vemos pela expressão de Redford que Bryson está absolutamente surpreso com a ligação de Stephen Katz.

Katz diz que ficou sabendo por um amigo em comum que ele estava procurando companhia para fazer a trilha – e se oferece para ir junto.

Bryson aceita o oferecimento – mas é nítido para o espectador que ele não estava contando com a companhia daquela pessoa, e que ele tem algum pé atrás diante da perspectiva de passar longos meses com ele.

Tinham sido amicíssimos na juventude, no início da maturidade. Viajaram um bom tempo pela Europa juntos – mas tinham se desentendido, se afastado um do outro. Desde que Bryson se estabeleceu na Inglaterra, 20 anos antes, jamais haviam se visto de novo.

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O amigo que se oferece para fazer a trilha tem todo jeito de que não vai aguentar

O Stephen Katz-Nick Nolte que chega à cidade de Bryson e é recebido no aeroporto pelo velho amigo e pela mulher dele é uma figuraça. Tem um jeitão de velho hippie que teima em se vestir igual aos tempos da juventude, em agir, falar, pensar igual aos tempos da juventude. É igual a Wood & Stock, os deliciosos personagens criados pelo cartunista Angeli.

Chega mancando – diz que teve um problema no joelho.

Parece velho demais, e de forma alguma preparado para caminhar por uma trilha cheia de acidentes geográficos que muito garotão de 20 anos não consegue enfrentar.

Tinha tido problema sério com álcool. Diz que está limpo faz um bom tempo, mas Bryson fuça nas coisas dele e encontra uma garrafa de uísque – é verdade que fechada.

Hospedado na casa de Bryson antes de os dois seguirem para a Georgia, se põe a contar histórias engraçadas – mas bastante picantes – de quando eram mais jovens e viajavam pela Europa, e, só para dar um exemplo, Bryson pegou uma doença venérea na Espanha.

Uma absoluta figura, uma figuraça.

Na vida real, os dois amigos tinham 44 anos quando caminharam pela trilha

Interessante: embora o personagem de Nick Nolte pareça bem mais velho, desgastado, do que o de Robert Redford, na verdade o primeiro é cinco anos mais jovem que o segundo.

Nick Nolte é de 1941; estava portanto com 74 no ano de lançamento do filme.

Redford é de 1936, estava com 79. Seu rosto mostra de maneira violenta os sinais do tempo – mas a postura dele é de um sujeito de não mais de 60, firme, ágil, esbelta, ereta.

Há, na escolha de Redford e Nolte para representar os papéis, uma grande liberdade poética, digamos assim. Na vida real, Bryson e seu companheiro de aventura tinham apenas 44 anos quando resolveram fazer a trilha.

Não ficou despropositada essa mudança. Na verdade, hoje em dia há septuagenários que parecem ter tanta saúde e vigor físico quanto quarentões.

Stephen Katz é um nome fictício, um pseudônimo. Bill Bryson nunca teve um amigo chamado Stephen Katz.

A imprensa, é claro, descobriu o sujeito que fez a Appalachian Trail com Bryson, e que foi retratado no livro e no filme. Chama-se Matt Angerer, e ainda vivia em Des Moines, Iowa, quando foi entrevistado em 2015 pelo USA Today e outras publicações. Pelo que ele conta, Bill Bryson não apenas tomou algumas características suas para colocar em Stephen Katz. Não: Stephen Katz é Matt Angerer, escarrado.

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O plano era que Robert Redford e Paul Newman fizessem os papéis centrais

Robert Redford sonhava em ter Paul Newman no papel de Stephen Katz. Seria o terceiro filme com os dois, depois dos maravilhosos, deliciosos e, como este filme aqui, bem humoradíssimos Butch Cassidy and The Sundance Kid (1969) e Golpe de Mestre/The Sting (1973).

Já em 1998, o mesmo ano de lançamento do livro, foi apresentada uma opção de compra dos direitos de filmagens, tendo Redford e Newman como os atores que fariam os papéis principais. Acabou não rolando, o projeto foi sendo adiado; Paul Newman morreu em 2008, aos 83 anos de idade.

Dor, sofrimento, drama pesado, isso dá prêmios, dá Oscar. Livre/Wild ganhou 10 prêmios e teve outras 63 indicações, inclusive duas ao Oscar – melhor atriz para Reese Witherspoon e melhor atriz coadjuvante para Laura Dern.

É muito mais raro que o bom humor renda prêmios. Este A Walk in the Woods não teve indicação alguma a prêmio algum – mesmo sendo um bom filme, e tendo no elenco três atores que já ganharam o Oscar e mais um que teve indicação. Nick Nolte foi indicado três vezes ao prêmio, e Robert Redford, Emma Thompson e Mary Steenburgen já levaram a estatueta para casa.

Emma Thompson aparece pouco na tela, já que a maior parte dos divertidos 104 minutos do filme é passada na trilha. Mary Steenburgen, aquela outra gracinha, aparece bem menos ainda, em apenas umas três sequências. Ela faz a dona de um hotel em que os dois heróis se hospedam, numa das paradas junto da Appalachian Trail. Jeannie, seu personagem, é uma mulher bela, extremamente simpática, muito solitária. Desde que ela aparece pela primeira vez o espectador fica achando que vai rolar alguma coisa entre ela e Bill Bryson.

DF-03595_R_CROP (l to r) Mary Steenburgen stars as Jeannie and Robert Redford as Bill Bryson in Broad Green Pictures upcoming release, A WALK IN THE WOODS. Credit: Frank Masi / Broad Green Pictures

No livro, os andarilhos não ficam frente a um urso. O filme cometeu uma licença poética

O IMDb especifica que, no livro, lá pelas tantas, quando Bryson e Katz estão dormindo em suas tendas, no meio de uma floresta, eles ouvem ruídos lá fora que pareciam ser de ursos. Mas não há, em momento algum, referência ao fato de que eles de fato viram ursos bem perto deles.

Os roteiristas Michael Arndt e Bill Holderman e o diretor Ken Kwapis se permitiram, aqui, mais uma licença poética: no filme, há ursos, sim.

E então temos o seguinte diálogo:

Bryson (lendo um guia de sobrevivência na trilha): – “Aqui diz para a gente intimidar os ursos.”!

Katz: – “Intimidar? Eles são ursos, porra!”

Bryson: “Se eles vierem para o nosso lado, finja-se de morto.”

Katz: – “Se eles vieram para o nosso lado, nós estaremos mortos.”

De fato, não poderia haver filme mais diferente do triste, pesado, doloroso Livre/Wild do que este A Walk in the Woods.

Anotação em agosto de 2016

Uma Caminhada na Floresta/A Walk in the Woods

De Ken Kwapis, EUA, 2015

Com Robert Redford (Bill Bryson), Nick Nolte (Stephen Katz)

e Nick Offerman (Rei Dave), Kristen Schaal (Mary Ellen), R. Keith Harris (Sam Bryson), Randall Newsome (o entrevistador da TV), Hayley Lovitt (Donna), Linds Edwards (Darren), Susan McPhail (Beulah), Andrew Vogel (jovem trilheiro), Derek Krantz (jovem trilheiro), Gaia Wise (Becca), Tucker Meek (o neto), Chandler Head (a neta)

e, em participações especiais, Emma Thompson (Catherine Bryson) e Mary Steenburgen (Jeannie)

Roteiro Michael Arndt e Bill Holderman

Baseado no livro A Walk in the Woods: Rediscovering America on the Appalachian Trail, de Bill Bryson

Fotografia John Bailey

Música Nathan Larson

Montagem Julie Garces e Carol Littleton

Produção Route One Entertainment, Wildwood Enterprises.

104 min, cor.

***

Um Comentário

  1. Jussara
    Postado em 3 novembro 2016 às 12:41 am | Permalink

    Vi esse filme em agosto, por indicação sua, não sei se se lembra. Estava esperando ansiosa o texto sobre ele, antes que as impressões fugissem da minha memória, e para saber sua opinião.
    É uma história gostosa, leve, divertida, muito pelo personagem de Nick Nolte, que me fez dar boas risadas. O Bryson, de Robert Redford, faz o contraponto: meio mal-humorado, sério, introspectivo. Parece que quando decidiu fazer a trilha estava de saco cheio de tudo, sem paciência com os netos.
    Apesar do humor, o filme tem momentos delicados e sensíveis, como quando Nick conta por que carregava a garrafa de uísque fechada, e as conversas dos dois sobre o amor, a vida, o universo e a nossa pequenez. Nick Nolte com aquele cabelo me lembra um tio, que também bebia, mas bebia muito, e acabou partindo antes da hora, sem nem completar 50 anos. Já perto do fim os rins paralisaram, e daí para a morte foi um pulo. Faz parte da vida e das escolhas de cada um. Não há muito o que fazer quando a pessoa não quer ser ajudada, nem se ajudar; quando coloca o vício em primeiro lugar, e não vê alegria fora daquilo. O próprio Stephen fala, que depois de largar a bebida ficou com um buraco na vida, e isso é uma verdade para viciados de todos os tipos. Deprimente. Interessante como nesse momento do diálogo, a coisa vira praticamente um monólogo. Bryson fala pouco, e solta apenas alguns “aham” e “hum”.

    “Redford é de 1936, estava com 79. Seu rosto mostra de maneira violenta os sinais do tempo…” É verdade, e olha que ele deu uma recauchutada. Mas Robert Redford sempre teve a pele do rosto ruim. Primeiro, acho que pelo fototipo, extremamente branco como todo ruivo, e segundo porque parece que ele teve rubéola, ou algo que marcou muito a pele. Não sei se ele fumava (provavelmente sim, porque na época todos fumavam), mas a pele dele sempre aparentou um pouco mais de flacidez que o normal, mesmo quando jovem. Só que eu já o tinha visto velho, esperava isso. Fiquei impressionada mesmo foi com Nick Nolte, que eu não via há séculos. Para mim a imagem dele ainda era a do homem maduro em “O Príncipe das Marés”. Não vi muitos mais filmes com ele depois disso, infelizmente. Durante todo o tempo Nolte parecia estar cansado, sempre com a fala entrecortada (não sei se era coisa somente do personagem, fiquei com a impressão de que não). Espero que ele se inspire no colega, que como você disse, está muito bem fisicamente, muito bem mesmo, e se cuide, tente perder um pouco do sobrepeso. Vi o filme numa cópia de Blu-ray, e é impressionante como essas tecnologias com altíssima resolução são cruéis com os artistas, mostram tudo. Falando nisso, acho meio bizarro que passem batom rosa nos atores. Comecei a reparar isso na série “Dexter”, e duvido que Michael C. Hall tenha aparecido alguma vez sem batom. Eu comentava sobre isso com uma amiga, e ela dizia que nunca tinha reparado, mas depois que falei passou a notar. Neste filme, os protagonistas também estão de batom rosa em algumas cenas. Acho que o recurso é usado quando o ator é muito branco, e dependendo da luz, o rosto pode ficar muito pálido sem o batom, sei lá. Só sei que é estranho.

    Pena que Paul tenha morrido muito antes das filmagens (mais um que não quis largar o vício, que tristeza). Seria maravilhoso ver os dois amigos atuando juntos novamente, em outra fase da vida. Mas Nick Nolte não fez feio, e achei ótimo terem optado por ele, que estava bastante sumido e é um bom ator.

    Um dos melhores momentos do filme é quando Bryson está explicando sobre os tipos de rocha para Katz, e este pergunta: “Como você sabe tudo isso?” Bryson responde: “Bem, existem essas coisas chamadas livros.”
    Kratz: “Está brincando, são chamadas livros?” Bryson: “Sim, são como uma TV para pessoas inteligentes.”

    O roteiro não deixa explícito, mas torci para que Bryson e Katz tenham decidido manter contato depois da aventura. Fiquei com um pouco de pena de Katz, extremamente solitário, e que apesar de tudo, parecia ainda trazer um pouco de ingenuidade, ou de pureza, no sentido de bondade. A dona da pousada deveria ter dado em cima dele, e não de Bryson, que era super bem casado. Quem sabe rolava um match. hehe
    No mais, bonitas fotografia (mais pela natureza maravilhosa) e trilha sonora.
    Robert Redford continua com excelente e linda dicção, voz firme e limpa (não parece a voz de um homem de 70 e tantos anos). ‘Tá de parabéns, sir!

2 Trackbacks

  1. Por 50 Anos de Filmes » Conspiração e Poder / Truth em 23 dezembro 2016 às 6:47 pm

    […] Robert Redford interpreta um dos nomes mais conhecidos do jornalismo americano das últimas muitas décadas – Dan Rather, uma lenda, durante anos um dos principais jornalistas da TV americana, âncora da CBS, uma das três grandes redes nacionais. […]

  2. […] a Fera é feita por Dan Stevens, o Matthew Crawley de Downton Abbey, e o elenco tem duas feras, Emma Thompson e Ewan […]

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