Como Era Verde o Meu Vale / How Green Was My Valley

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Nota: ★★★★

O nome dele era John Ford e, bem diferentemente do que indica sua frase famosérrima, não fazia apenas westerns. Claro, fazia westerns, e fez alguns dos melhores que há. Mas fez de tudo, passou por todos os gêneros.

Na Irlanda de seus antepassados, por exemplo, fez uma das mais belas comédias românticas da História do cinema, Depois do Vendaval/The Quiet Man (1952) – uma deliciosa comédia romântica que inclui uma das mais longas lutas de dois homens jamais filmadas. Tanto sobre a Irlanda quanto os Estados Unidos, fez filmes políticos – O Delator/The Informer (1935), O Último Hurrah (1958). Fez aventura para adultos passada na África – Mogambo (1953). Fez aventura para toda a família passada na Índia colonial, com a maior estrela infantil da primeira metade do século XX, Shirley Temple – A Queridinha do Vovô/Wee Willie Winkie (1937). Fez filmes de guerra – Sangue Por Glória/What Price Glory (1952), Mister Roberts (1955), Asas de Águia (1957).

E fez dramas sociais vigorosos, marcantes, impressionantes, baseados em obras literárias – Vinhas da Ira (1940), do romance de John Steinbeck, sobre a miséria nos Estados Unidos durante a Grande Depressão, e este Como Era Verde o Meu Vale (1941), do romance de Richard Llewellyn, sobre a vida duríssima numa cidadezinha mineira do País de Gales na virada do século XIX para o XX.

Mas se definia como um diretor de westerns – a frase famosérrima, para o eventual leitor que por acaso não se lembra, é “Meu nome é John Ford; faço westerns”. Filmou muito nas terras sem fim, nas paisagens imensas, colossais, do Oeste americano, como o Monument Valley, e então se especializou em tomadas gerais, com fantástica profundidade de campo.

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Como Era Verde o Meu Vale tem algumas das tomadas gerais mais belas do cinema. As tomadas gerais, que pegam toda a pequena cidade galesa, com sua rua principal íngreme, ladeada por sobrados geminados, todos idênticos, as casas típicas da working class britânica, e coalhada de homens saindo do trabalho na mina de carvão, são poemas visuais de uma beleza assustadora, aterradora.

Ao mesmo tempo, tem belíssimos close-ups de rostos de atores e figurantes que representam gente trabalhadora, pobre, esforçada. A galeria de tipos que a câmara do diretor de fotografia Arthur C. Miller capta é digna do que de melhor fez o realismo socialista soviético. Chego a imaginar que Serguei Mikhailovich Eisenstein assinaria com prazer e orgulho este Como Era Verde o Meu Vale.

O narrador usa uma linguagem um tango empolada, antiquada

O filme abre com imagens de uns poucos pertences sendo juntados em um pedaço de pano, enquanto a voz em off de um narrador diz:

– “Estou empacotando meus pertences no xale que minha mãe usava para ir ao mercado, e vou-me embora do meu vale. E desta vez não volto mais. Estou deixando para trás 50 anos de memórias. Memórias. É estranho como a mente pode esquecer o momento que acabou de passar, e guardar vívida a memória do que aconteceu muitos anos atrás, de homens e mulheres que morreram faz tempo.”

Veremos que a voz é de Huw, o caçula dos sete irmãos Morgan. E todas as imagens do filme serão de 50 anos antes deste dia em que Huw está falando sobre sua iminente partida do vale, ou seja, da época em que era uma criança aí de uns 8 a 10 anos de idade. Ele é interpretado por Roddy McDowall, o ator inglês que começou a trabalhar aos 10 anos de idade e ao morrer, em 1998, aos 70, deixou uma filmografia de mais de 260 títulos.

– “Não há cerca ou cobertura que possa segurar o tempo que se passou. Você pode voltar e ter o que você quiser dele, se você conseguir se lembrar. Então eu posso fechar meus olhos sobre o meu vale como ele está agora, e ele some, e eu o vejo como era quando eu era uma criança.”

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Vemos um garotinho com o pai, passeando numa bela paisagem. Vemos rostos de pessoas humildes, simples, os moradores pobre do vale pobre do País de Gales na rodada do século, quando a Grã-Bretanha ainda era um imenso império e a rainha era Victoria, a tetravó, se não estou enganado, de Elizabeth II.

– “Verde ele era, e possuía a plenitude sobre a terra. Em todo o País de Gales não havia lugar tão belo. Tudo o que aprendi enquanto garoto veio das lições de meu pai, e eu nunca achei nada do que ele me disse errado ou inútil. As lições simples que ele me ensinou estão tão nítidas e claras em minha mente como se eu as tivesse ouvido ontem. Naqueles dias, a escória negra, o lixo das minas de carvão, apenas começava a cobrir parte da nossa colina. Ainda não era grande o suficiente para enfear os campos, nem enegrecer a beleza de nossa vila, pois a mina estava apenas começando a espalhar seus dedos negros através do verde.”

Como se vê, é um texto antigo, antiquado. Seguramente já era um tanto antigo na época em que o filme foi feito, 1941, a Europa e o Oriente já envolvidos na Segunda Guerra Mundial. O roteirista é Philip Dunne, um mestre; ele e John Ford seguramente fizeram a opção correta de manter a linguagem um tanto empolada, antiquada, do romance de Richard Llewellyn, que havia sido lançado pouco antes, em 1939.

Não é, de forma alguma, uma narrativa realista. É tudo estilizado

O narrador prossegue:

– “Ainda posso ouvir a voz da minha irmã Angharad.”

E então vemos pela primeira vez o rosto lindérrimo, embasbacante, de Maureen O’Hara. Angharad-Maureen O’Hara canta alto o nome do irmão caçula, Huw, e, lá no fundo do quadro, lá longe, passeando com o pai, o garotinho replica cantando alto o nome da irmã.

– “Meu pai e todos os meus irmãos eram mineiros, e tinham muito orgulho disso.”

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E vemos então um desfile dos homens da família Morgan chegando ao caixa para receber as moedas de seu pagamento, imagino que semanal. O funcionário da mina vai falando o nome de cada um, eles vão se aproximando e recebendo as moedas. Primeiro o pai, Gwinlyn Morgan (interpretado por Donald Crisp), depois os irmãos, em ordem decrescente de idade. São cinco: Ianto (John Loder), Davy (Richard Fraser), Ivor (Patric Knowles), Gwinlyn filho (Evan S. Evans), Owen (James Monks).

E aí temos uma sequência apavorantemente bela: é fim do dia, e dezenas e dezenas de homens saem da mina, lá bem na parte mais alta da vila, e vêm descendo a ladeira – cantando.

– “Alguém começava uma canção” – prossegue o narrador – “e o vale ressoava com o som de muitas vozes, porque cantar é o para o meu povo como a vista é para o olho.”

A multidão de trabalhadores vai descendo a ladeira cantando. As mulheres estão à espera de seus maridos e filhos junto dos portões de suas casas. Vemos a senhora Morgan, uma senhora gorda, de rosto redondo e jovial (o papel de Sara Allgood), impaciente, esperando a chegada do marido e da ninhada de filhos. Angharad corre a buscar uma cadeira para a mãe se sentar, junto do portão, diante da casa. A sra. Morgan abre então seu avental imaculadamente branco para ir recebendo, uma a uma, as moedas que marido e filho vão entregando. E aquele bando de homens Morgan vai entrando em casa, todos negros pelo pó de carvão, e ainda cantando.

O narrador conta que em seguida vem o banho, no quintal da casa.

Não é, como se vê, uma narrativa realista, naturalista. Não pretende, de forma alguma, ser um retrato absolutamente fiel da vida real. John Ford optou por contar essa história de homens duros, honrados, trabalhadores na mina de carvão, de uma forma estilizada. É quase um conto de fadas – embora haja tanta dureza, tanto suor em troca de paga pouca. Algo como um conto de Natal.

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E é tudo, tudo, tudo abertamente sentimental, romanesco, romântico. Mestre Ford não tem vergonha alguma de apelar para o coração do espectador. Muito ao contrário.

Haverá discursos sobre a injustiça social, e a necessidade de os trabalhadores se unirem em seu sindicato para garantir seus direitos. E haverá também discurso belíssimo contra a hipocrisia das pessoas de má índole que se dedicam à fofoca, a ficar se metendo na vida dos outros. E são discursos que falam à razão – mas o tom do filme é, o tempo todo, emocional. É tudo feito para tocar o coração do espectador, para fazer com que ele sinta simpatia por aqueles seres que vivem aquela vida dura.

E o que John Ford pretende, John Ford consegue. Nem mesmo um boneco de pedra resistiria ao encanto com que o diretor nos mostra a história.

O filme teve 10 indicações ao Oscar e levou 5, derrotando Cidadão Kane

How Green Was My Valley foi indicado a 10 Oscars, e ganhou cinco, os de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante para Donald Crisp, que faz o Morgan pai, melhor direção de arte e melhor fotografia. (As outras indicações foram para atriz coadjuvante para Sara Allgood, a senhora Morgan, para roteiro, montagem, trilha sonora e som.

Ao levar os prêmios de melhor filme e melhor diretor, Como Era Verde e John Ford derrotaram Cidadão Kane e Orson Welles. Outros concorrentes ao prêmio de melhor filme eram Pérfida/The Little Foxes, de William Wyler, Relíquia Macabra/The Maltese Falcon, de John Huston, Sargento York, de Howard Hawks e Suspeita/Suspiction, de Alfred Hitchcock.

Foi o terceiro Oscar de melhor diretor recebido por Ford, que já havia ganho o prêmio com O Delator (1935) e Vinhas da Ira (1940);11 anos mais tarde, ganharia seu quarto Oscar, com Depois do Vendaval (1952), um recorde que ainda não foi igualado por diretor algum.

Consta que Darryl F. Zanuck, o todo-poderoso chefão da 20th Century Fox – que pagou US$ 300 mil pelos direitos do livro do escritor Richard Llewellyn – tinha planos de fazer a partir dele um gigantesco épico de mais de 3 horas de duração, em cores vibrantes – seria a sua resposta ao produtor David O. Selznick, que havia feito em 1939 a superprodução … E o Vento Levou.

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Inicialmente, planejou-se filmar em locações reais no País de Gales. Mas, com o início da Segunda Guerra Mundial em 1939, e os contínuos bombardeios nazistas sobre a Grã-Bretanha, filmar lá passou a ser inimaginável.

E então a Fox construiu, num terreno montonhoso de 80 acres perto de Malibu, na região de Los Angeles, uma cidade mineira do início do século do País de Gales. Foram necessários seis meses e U$ 110 mil – uma fortuna na época – para a construção do set crido por Richard Day, inspirado nas cidades galesas reais de Cerrig Ceinnen e Clyddach-cum Tawe.

O orçamento do filme havia sido reduzido para US$ 1,25 milhão. Ainda assim, uma grande fortuna.

Consta que, na decisão de se fazer o filme em preto-e-branco, em vez de em Technicolor, pesou o fato de que as cores da vegetação daquela região da Califórnia não correspondem àquelas do País de Gales.

Pode ser um mito – mas o fato é que o filme ter sido fotografado em preto-e-branco é uma bênção para os cinéfilos. As tomadas maravilhosas de Como Era Verde o Meu Vale não seriam, seguramente, tão belas quanto são em preto-e-branco.

John Ford não era muito dado a ficar mostrando seus sentimentos – muito ao contrário. Sempre teve fama de ser um sujeito durão, taciturno, sério. Mas há registros, segundo o IMDb, de que ele se referia ao roteiro de Philip Dunne como “quase tão perfeito quanto é possível haver um roteiro perfeito”. E também de que dizia que este filme era seu favorito.

Maureen O’Hara tinha 21 anos quando o filme foi lançado

O IMDb informa também sobre uma rusga que houve entre o diretor e a jovem atriz de beleza esplendorosa escolhida para o papel da única mulher naquela família de seis filhos homens. Na hora de filmar uma determinada sequência, Maureen O’Hara observou que aquele tipo de cesto que seria usado por Sara Allgood, que faz a senhora Morgan, não existia na época em que se passa a história, por volta de 1900.

Ford teria ficado bravíssimo com o fato de uma jovem atriz fazer uma crítica pública a algo de seu filme, e teria dado um gelo em Maureen O’Hara. No entanto, o tal cesto não foi usado na cena – comprovando que a moça estava certa. Na época do lançamento, Maureen O’Hara tinha acabado de fazer 21 anos.

Se existiu de fato, a rusga foi esquecida. John Ford voltaria a filmar a estonteante beleza ruiva de Maureen O’Hara em Rio Bravo/Rio Grande (1950), Depois do Vendaval (1952), A Paixão de uma Vida/The Long Grey Line (1955), Asas de Águia (1957).

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O livro The Films of 20th Century Fox diz que os críticos do País de Gales acharam o filme abertamente sentimental no tratamento de um período triste de sua história – a miséria em que viviam os mineradores antes das conquistas trabalhistas advindas com os sindicatos. Mas – acrescenta o livro – o filme permanece como um favorito do público e o testemunho da arte narrativa de John Ford.

Pauline Kael solta uma ironiazinha na sua avaliação sobre o filme: “O filme muito aplaudido de John Ford sobre o declínio de uma família de mineradores de Gales é emocionante e impressionante em um jeito de grande-filme-de-Hollywood. Roddy McDowall e Walter Pidgeon fazem os papéis principais, e o elenco inclui Maureen O’Hara, Sara Allgood, Barry Fitzgerald e muitos outros atores irlandeses (embora os cantores seja realmente galeses).”

Essa, digamos assim, confusão que os americanos fazem a respeito das diferentes culturas e nacionalidades que existem nas Ilhas Britânicas é citada também em um dos itens das informações do IMDb sobre o filme. Lá se diz que a trilha sonora do filme – muito elogiada, e que mereceu uma indicação ao Oscar, e é de autoria de um mestre, Alfred Newman – utiliza muitas melodias galesas tradicionais, “assim como virtualmente todos os cantores galeses que viviam no Sul da Califórnia”. Mas o principal tema de amor é uma canção folclórica irlandesa, “The Sixpence”, que não absolutamente nada a ver com o País de Gales.

O filme mais capriano de mestre Ford, de um lindo humanismo

Leonard Maltin dá ao filme a cotação máxima, de 4 estrelas. “Drama emocionante baseado na história de Richard Llewellyn sobre mineiros de carvão de Gales, centrada na família imensa de Crisp. Lindamente filmado, dirigido com amor, vencedor de cinco Oscars.”

O CineBooks’ Motion Picture Guide também dá a cotação máxima, 5 estrelas. Os textos desse guia são em geral bem longos, com sinopse detalhada. Aí vão alguns trechos:

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How Green Was My Valley é sem dúvida uma das obras-primas do diretor John Ford, um filme que não desbota depois de ser visto várias vezes. Mostra uma região de mineração no Sul de Gales, seus mineiros trabalhadores e suas famílias, através dos olhos do garoto Roddy McDowall, o mais jovem de sete irmãos de uma família chamada Morgan, chefiada por Donald Crisp e Sara Allgood.”

“Mestre Ford constrói uma cena simples depois da outra sem grande trama, usando incidentes que afetam a família Morgan para contar a história e para gravar as tragédias. Crisp, o patriarca, sua leal esposa, filhos robustos, filha linda, e o garotinho são capturados em cenas simples: o pai e seus filhos voltam do trabalho no começo do filme para tomar banho em bacias de madeira, esfregando a sujeira da mina de carvão de seus corpos; depois à mesa de jantar, Cris faz a oração e parte um pedaço de carne que todos eles trabalharam duro para obter. Crisp está maravilhoso como a torre de força e coragem da família, um homem que merece todo o respeito. Allgood está à altura dele como o coração da família que enfrenta milagrosamente tudo o que o destino lança em sua vida, nunca se curvando, e, ao contrário, sempre ficando mais forte. Ninguém a não ser John Ford poderia pegar uma trama tão simples e fazer dela uma obra-prima.”

O livro 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer traz um belo texto sobre o filme. Aí vão trechos:

“O País de Gales de Ford, na verdade, é tanto um país imaginário quanto o era a sua amada Irlanda (pelo menos na maneira como é representada na tela ou invocada em palavras). Isso explica por que a vila mineradora belamente projetada por Richard Day, mesmo com o excruciante nível de detalhe aplicado à sua construção nos terrenos da Fox, parece mais uma representação onírica de uma arquétipo daquela região do que um vilarejo de verdade.”

Usando outras palavras, eu já havia expressado algo parecido, quando, lá atrás, atrás, afirmei que o filme não pretende ser um retrato absolutamente fiel da vida real, e que John Ford optou por contar essa história de uma forma estilizada, quase um conto de fadas, um conto de Natal.

O livro coordenado por Steven Jay Schneider também diz algo que eu já havia falado mais acima: “Sim, o filme é feito para arrancar lágrimas”.

Mary usou uma expressão que eu não havia usado: é um filme humanista. Tem toda razão. É um filme emocionantemente, lindamente humanista.

É, muito provavelmente, o filme mais capriano – de Frank Capra, é claro – do mestre Ford.

Donald Crisp, shown here with Best Supporting Actress nominee Sara Allgood, won the Best Supporting Actor Oscar® for his role as family patriarch, Gwilym Morgan, in the 1941 film "How Green Was My Valley," which also won the Oscar for Best Picture. Restored by Nick & jane for Dr. Macro's High Quality Movie Scans Website: http:www.doctormacro.com. Enjoy!

Anotação em outubro de 2015

Como Era Verde o Meu Vale/How Green Was My Valley

De John Ford, EUA, 1941.

Com Walter Pidgeon (Mr. Gruffydd), Maureen O’Hara (Angharad), Donald Crisp (Mr. Morgan), Sara Allgood (Mrs. Morgan), Roddy McDowall (Huw Morgan), John Loder (Ianto Morgan), Richard Fraser (Davy Morgan), Patric Knowles (Ivor Morgan), Evan S. Evans (Gwinlyn Morgan), James Monks (Owen Morgan), Anna Lee (Bronwyn), Barry Fitzgerald (Cyfurtha), Rhys Williams (Dai Bando), Morton Lowry (Mr. Jonas), Arthur Shields (Parry), Ann Todd (Cienwen), Frederic Worlock (Dr. Richards), Clifford Severn (Mervyn), Lionel Pape (Mr. Evans), Ethel Griffies (Mrs. Nicholas), Eve March (Meillyn Lewis), Marten Lamont (Lestyn Evans), Irving Pichel (o narrador), Mary Field (Eve),

Roteiro Philip Dunne

Baseado no romance de Richard Llewellyn

Fotografia Arthur C. Miller

Música Alfred Newman

Montagem James B. Clark

Direção de arte Richard Day e Nathan Juran

P&B, 118 min

Produção Darryl F. Zanuck, 20th Century Fox. DVD Fox.

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2 Comentários

  1. Senhorita
    Postado em 8 Fevereiro 2016 às 10:01 am | Permalink

    Tô nem aí pra Cidadão Kane, esse filme é maravilhoso. Obrigada e parabéns pela cotação.

    PS: Maureen disse numa entrevista que morreria com 102 anos. Poxa, tava tão perto, não custava nada fazer a vontade da mulher…

  2. Miguel
    Postado em 4 setembro 2016 às 8:26 am | Permalink

    muito boa resenha, Sérgio. Creio que ainda gosto mais de “Vale” que “Vinhas”. Discordo apenas no facto de que eu preferiria o filme a cores. Afinal, os campos verdejantes da Irlanda, mesmo que meramente representados, e a Maureen pedem a cor. De qualquer forma o preto e branco também é uma boa opção porque torna a visão do protagonista mais onírica, melancólica e distante

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