Atirem no Pianista/Tirez sur le Pianiste

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Nota: ★★☆☆

São estranhos, esquisitos, desconcertantes os primeiros minutos de Atirem no Pianista/Tirez sur le Pianiste (1960), o segundo longa-metragem de François Truffaut, que em sua obra fica ensanduichado entre dois filmes memoráveis, importantes, em todos os sentidos – Os Incompreendidos/Les Quatre-Cents Coups (1959) e Jules et Jim (1962).

As primeiras tomadas após os créditos iniciais são rápidas, com montagem acelerada, típicas de um policial, um noir: de noite, numa rua escura, um homem – de terno, sobretudo – foge correndo de um carro que o persegue. Aí perde o equilíbrio, choca-se contra um poste e cai na calçada, de bruços. Parece meio tonto com a pancada, vira-se, fica deitado de costas.

Passa um transeunte, carregando um grande maço de flores, e acode o homem caído. Dá uns tapinhas no seu rosto, o ajuda a levantar.

E aí, logo depois daquelas tomadas rápidas, começa um tranquilo, casual diálogo entre os dois homens, enquanto caminham pela calçada de uma rua de Paris. O que acudiu o outro diz que sua mulher o está esperando (obviamente, são para ela as flores que carrega), e começa a contar sobre sua mulher e seu casamento.

É um choque anafilático, a mudança de clima de um momento para outro.

Veremos que o sujeito que fugia e caiu se chama Chico Saroyan; é interpretado por Albert Rémy, um ator um tanto rechonchudo, ar bonachão, que em Os Incompreendidos faz o papel de padrasto do protagonista, Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud). O transeunte – cujo nome não ficaremos sabendo – é interpretado por Alex Joffé.

Enquanto o transeunte vai falando, contando que está casado há 11 anos, Chico ouve com atenção, e de vez em quando faz um rápido comentário e passa a mão no lado do rosto dolorido com a batida forte no poste:

– “No começo não via muita vantagem (no casamento). Olhava para ela no café da manhã imaginando como poderia me livrar dela. (…) Eu a conheci num baile. Demorei um tempão para chegar perto dela. Ela não saía muito. E você conhece Paris. Aposto que aqui há mais virgens do que em qualquer outro lugar do mundo. Pelo menos proporcionalmente. Mas, veja, não foi por isso que me casei com ela. (…) Eu era útil para ela. Tivemos bons momentos. (…) Acabei me afeiçoando a ela. Acho que me apaixonei mesmo dois anos depois que nos casamos. Ela estava no hospital quando teve nosso primeiro filho. Lembro-me de ficar ao lado da cama dela, só cuidando dela e do bebê. Acho que foi aí que comecei a amá-la.”

E por aí vai. Até que chega numa determinada esquina e o homem se despede de Chico, depois de sugerir que ele tome cuidado.

Assim que o sujeito que o acudiu some de sua vista, Chico volta a correr, como se o carro que o perseguia ainda estivesse por perto. Corre, corre, corre até chegar a um bar.

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Um flashback mostrará que Charlie havia sido um concertista de certa fama

O bar é bem simples, fuleiro, bar de bairro de periferia pobre, bem distante da Paris frequentada pelos ricos e pelos turistas. Um cantor tenta chamar a atenção dos fregueses que bebem e conversam – e quem canta na tela é Boby Lapointe, o próprio autor da canção que ele apresenta, “Framboise”, uma música alegre, com letra meio safada.

Vemos Chico pedir informações, e entrar numa área nos fundos do bar, reservada para os funcionários. Não demora a achar quem procura: o protagonista da história, o pianista do título, a grande atração do bar, Charlie Kohler – o papel do cantor e ator Charles Aznavour, então com 36 anos de idade, já muito famoso e adorado na França.

Charlie Kohler (ou Koller, segundo alguns) não é o nome verdadeiro do pianista, que nasceu Édouard Saroyan. Chico é seu irmão mais velho, e os dois não se viam havia quatro anos. Chico e o segundo irmão, Richard (Jean-Jacques Aslanian) são malandros, vigaristas, ladrões. Deram um golpe juntamente com uma outra dupla, mas roubaram os parceiros – ficaram com todo o botim. São esses parceiros que agora estão perseguindo Chico. E ele conta isso para Édouard-agora-Charlie, na esperança de que o irmão o ajude – não se sabe exatamente como.

Estamos aí com uns 10 minutos de filme. Os dois bandidos roubados por Chico e Richard Saroyan vão passar todos os 75 minutos seguintes à procura dos parceiros que os traíram – e, para chegar até eles, vão perseguir o pianista Charlie e seu irmão mais novo, um garoto aí de uns 13 anos, Fido (Richard Kanayan).

O espectador verá que Charlie é um homem bastante complexo. É extremamente tímido, mas as mulheres dão em cima dele. Veremos que Clarisse (Michelle Mercier, na segunda foto abaixo), uma bela prostituta vizinha de Charlie, invade a casa e a cama dele. Muito mais importante: Léna, a bela moça que trabalha no bar, e é ardentemente desejada pelo patrão dela e de Charlie, Plyne (Serge Davri), também vai se lançar para ele. Léna é interpretada por Marie Dubois, uma gracinha de moça.

Léna há muito tempo é apaixonada por Charlie. Ela sabe do passado dele – e é depois que os dois ficam juntos no apartamento dela que vem um flashback, mostrando que, quando era Édouard Saroyan, tinha sido um concertista reconhecido, até de certa fama. Por uma tragédia em sua vida pessoal, no entanto, Édouard havia perdido tudo, e, pobre, abandonado, sem nada, tinha virado Charlie Koller e passado a trabalhar naquele bar fuleiro.

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Atenção: a sinopse do Guide des Films, que vai abaixo, contém um spoiler

Creio ter, com esse relato até agora, apresentado boa parte da história, da trama, sem, é claro, avançar para o que acontece a partir de uns 30 minutos de filme. De qualquer forma, como tenho receio de não ter feito uma boa apresentação da trama, recorro à sinopse do Guide des Films de Jean Tulard – mas é preciso avisar que ela traz o que eu considero spoiler:

“Édouard Saroyan era um pianista virtuoso. Sua carreira foi estraçalhada no dia em que sua mulher Térésa se mata depois de confessar para ele que tinha sido amante de seu empresário. Depois ele virou pianista no bar de Plyne sob o nome de Charlie Kohler. É lá que ele encontra a jovem Léna a quem ele confessa seu passado. (Epa: aqui há um pequeno erro. Léna sabe parte de seu passado. O que ele conta a ela é apenas sobre o suicídio da mulher, que é Thérèse, e não Térésa – o papel de Nicole Berger.) Depois de uma cena de ciúme provocada por Plyne, Charlie o mata acidentalmente. Ele foge com Léna e se refugia no chalé de seu irmão Chico, ele mesmo perseguido pelos gângsteres Ernest e Momo.”

E em seguida a sinopse do Guide des Films conta o finalzinho do filme. Que, é claro, não vou reproduzir aqui. A rigor, acho que revelar o suicídio da ex-mulher já chega a ser um spoiler.

Dos 21 longas de Truffaut, cinco são policiais, baseados em autores dos EUA

François Truffaut assinou o roteiro de Tirez sur le Pianiste juntamente com Marcel Moussy. É uma adaptação do romance Down There, do americano David Goodis (1917-1967). Publicado em 1956, pouquíssimo tempo antes de Truffaut escrever o roteiro, em 1959, o livro descreve uma realidade dos bairros muito pobres da cidade de Filadélfia. O cineasta tomou algumas liberdades na adaptação, segundo ele mesmo admite, e também segundo autores que escreveram sobre sua obra.

O pagamento dos direitos autorais ao escritor de histórias policiais americano e do salário de Charles Aznavour, já na época um astro, tornou  o orçamento de Tirez sur le Pianiste o dobro do filme anterior de Truffaut, Os Incompreendidos.

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A ligação do cineasta com as histórias policiais – em especial as de escritores americanos – sempre foi fortíssima. Como crítico de cinema, bem jovem, foi um defensor ardoroso dos policiais americanos, inclusive das produções B. Este Tirez sur le Pianiste, segundo longa dos 21 que faria, foi o primeiro dos cinco policiais de sua obra – todos os cinco baseados em novelas policiais de autores americanos.

A Noiva Estava de Preto/La Mariée Était en Noir (1968) se baseou no livro de Cornell Woolrich, que às vezes usava o pseudônimo de William Irish. Não por coincidência, de forma alguma por coincidência, ele foi o autor da história que Alfred Hitchcock filmou como Janela Indiscreta/Rear Window (1954). Para compor a trilha sonora de seu segundo filme policial, Truffaut chamou Bernard Herrmann, o compositor que musicou diversos dos filmes do mestre que o realizador francês admirava profundamente.

É fundamental lembrar que Truffaut, cineasta que começou na crítica e sempre gostou de letras, livros, textos, realizou, ao longo de anos, uma série de longas entrevistas com o mestre inglês, que resultou na obra magnífica, extraordinária HitchcockTruffaut Entrevistas. Ao longo das entrevistas, que mais parecem diálogos do que propriamente perguntas e respostas, o gênio francês demonstra ter visto cada um dos filmes do colega inglês diversas, diversas, diversas vezes. Sabe de cor cada pequeno detalhe.

Depois de A Noiva veio A Sereia do Mississipi/La Sirène du Mississipi (1969), de novo baseado em livro do americano Cornel Woolrich/William Irish. Foi o primeiro dos dois filmes em que dirigiu a deusa Catherine Deneuve (o outro seria O Último Metrô, de 1980), e o único com Jean-Paul Belmondo.

O quarto filme policial foi Uma Jovem Tão Bela Quanto Eu/Une Belle Fille Comme Moi (1972) – como todos os anteriores, baseado em novela policial de autor americano, no caso Henry Farrell, o sujeito que escreveu os livros que deram origem a O Que Aconteceu com Baby Jane?/Whatever Happenned to Baby Jane (1962) e Com a Maldade na Alma/Hush… Hush, Sweet Charlotte (1964), dois filmes aterrorizantes, marcantes, dirigidos por Robert Aldrich e com algumas das últimas grandes interpretações de Bette Davis.

De Repente, num Domingo/Vivement Dimanche! (1983), o último filme de Truffaut, baseia-se numa novela do escritor texano Charles Williams (1909-1975).

São filmes policiais que seguem as regras do gênero – mas que também as desrespeitam

No livro François Truffaut, os autores Robert Ingram e Paul Duncan insistem muito em afirmar que, em suas obras policiais, Truffaut não fez propriamente filmes do gênero, mas sim filmes com elementos do gênero policial, que, na verdade, subvertem as bases do próprio gênero.

A afirmação faz todo sentido, na minha opinião.

Truffaut abre este seu primeiro filme policial com aquelas cenas que de fato fazem lembrar os filmes noir americanos dos anos 1940, 1950: a fuga de Chico Saroyan pelas ruas escuras, a calçada molhada, as luzes do carro dos gângsteres que o perseguem furando a escuridão.

Mas aí, logo em seguida, assim, de cara, ele quebra o padrão, foge completamente das regras do gênero, com aquele longo papo entre o fugitivo e o transeunte que fiz questão de transcrever lá no alto. Um papo fora de lugar, que faz o espectador rir.

Faz o policial comme il faut, como ditam as regras – para no momento seguinte quebrar as regras. Subvertê-las.

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Ao longo de todo a narrativa deste Tirez sur le Pianiste Truffaut faz isso.

Num determinado momento, os gângsteres Ernest e Momo (interpretados respectivamente por Daniel Boulanger e Claude Mansard) obrigam, armas na mão, Charlie e Léna a subirem em seu carro. Querem forçar Charlie a levá-los ao lugar onde seus irmãos Chico e Richard se escondem.

De repente, põem-se a conversar – como se fossem velhos amigos, e não adversários, inimigos, sequestradores e sequestrados.

Fala-se ali um monte de abobrinhas machistas, chauvinistas, misóginas – um pavor.

– “Fique de olho na rua e pare de olhar as garotas. Você ainda mata alguém”, diz o bandido sentado no banco de trás, ao lado de Charlie, para o colega que dirige o carro. (Não sei quem é Ernest e quem é Momo, e tenho preguiça de checar.)

– “Estou vingando meu pai”, responde o motorista, que tem a seu lado a bela Léna. – “Ele foi atropelado. Estava olhando para as mulheres, não viu os carros. Ficou de olho numa saia curta, e lá foi ele.”

Os dois bandidos e o pianista falam frases machistas, absurdas

Até aí, tudo bem – homens que amam as mulheres. Homens que ficam fascinados pela beleza das mulheres, pelas pernas das mulheres.

Até aí, Truffaut botou na boca dos personagens coisas suas, que estarão presentes em praticamente todos os seus filmes. Odes, hinos, elegias às pernas das mulheres estão presentes em diversos de seus filmes, desde o belo curta Les Mistons (1957), passando por Domicílio Conjugal (1970), O Homem Que Amava as Mulheres (1977), até o derradeiro De Repente, num Domingo (1983).

Mas em seguida vem baixaria.

– “Fico de olho no momento em que o vento levanta uma saia, ou quando lindas pernas descem de um ônibus”, prossegue o motorista. E aí ele se volta para Léna: – “Estou chocando você?”

Léna sorri: – “De jeito nenhum. Já encontrei tarados antes. Assim aprendo alguma coisa.

– “Digo a vocês uma coisa”, prossegue o motorista. – “Não importa o que elas digam, elas sempre querem!”

Charlie, que parecia um tanto ausente, entra na conversa: – “Querem o quê?”

O bandido sentado ao lado dele responde: – “É o que dizem, elas querem mesmo. Estou de pleno acordo. E eu digo: deixem que elas tenham o que querem!”

– “Não tenho nada contra as mulheres”, diz o motorista.

– “Estou vendo!”, diz Léna.

– “Eu amo todas, exatamente pelo que elas são. Mas elas insistem em conversar antes, e especialmente depois, logo quando o homem quer ficar sozinho, quer ir embora.”

Charlie entra de novo no papo: – “Se me permitem… Quanto às mulheres, meu pai dizia: se você já viu uma, já viu todas.”

Os dois gângsteres começam a rir à vontade, Charlie ri também. Até Léna começa a gargalhar.

Charles Aznavour and Marie Dubois in Franois Truffaut's SHOOT THE PIANO PLAYER (1960). Credit: Janus Films. Playing 9/5-9/11

Os temas centrais: a satisfação e o desespero do amor, a complexidade das relações…

Mais tarde, quando Charlie e Plyne, o dono do bar, começam a lutar, depois de uma discussão entre Léna e o dono do bar apaixonado por ela, há uma interrupção dos socos. Charlie gostaria de parar por ali, mas Plyne, por absoluto machismo, porque algumas mulheres viram o início da luta, faz questão de continuar. Então agarra o pescoço do outro e começa a apertá-lo, a ponto de esganá-lo, enquanto faz uma declaração:

– “Não amo mais Léna. Ela falou coisas que não são dela. Se ela tivesse alma, não seria tão vulgar. Ela é uma vagabunda! Não é uma garota, nem uma mulher. Uma mulher é pura, delicada, frágil. A mulher é suprema. A mulher é magia. Para mim, as mulheres sempre foram supremas.”

Charlie está sem ar, não consegue se desvencilhar dos braços do outro, bem mais forte que ele. Plyne diz então o que serão suas últimas palavras: – “Charlie, me perdoe, mas você vai morrer.”

Dizem Robert Ingram e Paul Duncan no livro François Truffaut:

“Truffaut, apercebemo-nos rapidamente, não está propriamente a dobrar-se a um filme de gênero, mas sim a subvertê-lo. A profusão de componentes aparentemente aleatórios e heterogêneos formam apenas a camada exterior do filme. No seu cerne estão temas centrais da visão do mundo de Truffaut: a satisfação e desespero do amor; a complexidade da relação do ‘casal’; o homem tímido e hesitante (Charlie); a mulher forte e decidida (Thérèse e Léna); o chauvinismo em relação às mulheres.”

“Não se deve procurar a realidade em Pianiste”, disse o realizador

Charlie é, sim, tímido e hesitante. Há momentos importantes, decisivos, em que ele é perfeitamente alienado – é um homem que não estava lá, um homem que está ausente da sua própria história.

O próprio Truffaut escreveu o seguinte sobre o personagem interpretado por Charles Aznavour, num texto para ser distribuído à imprensa na época do lançamento do filme:

“Seu músculo mais aparente é o coração. Pode-se ser fraco e vulnerável sem ser uma vítima; é por isso que eu quis que o personagem de Pianiste fosse tão completo: rico, pobre, corajoso, medroso, tímido, impulsivo, sentimental, autoritário, egoísta, terno, doce e contente no amor, ainda que não dando nunca os ‘primeiros passos’. Charlie é tímido, mas as mulheres adoram os homens tímidos e se jogam para eles. Eu não suspeitava como seria fácil trabalhar com Aznavour; ele traz consigo uma tal verdade que se transforma pouco a pouco no próprio filme.”

Numa entrevista dada na mesma época de lançamento do filme à revista Cinema 67, Truffaut explicou:

“Não se deve procurar a realidade em Pianiste (…), mas simplesmente o prazer de misturar as coisas para ver se elas são misturáveis ou não, e eu acredito muito nessa idéia de mistura que, creio, preside a tudo.”

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Pelo menos para uma coisa o filme serve: foi um ensaio para Vivement Dimanche!

Não gosto de Tirez sur le Pianiste. Não gostei quando o vi pela primeira vez, em 2007; na ocasião, anotei para mim mesmo: “Não é um bom filme. É meio como A Sereia do Mississipi, outro thriller de Truffaut que, na minha opinião, não funciona. Há algum humor, há mostras do talento dele, mas achei o resultado um tanto bobo, desnecessário.”

Não gostei nada ao vê-lo de novo agora, para fazer esta anotação. Mas não vou me alongar sobre minha opinião. Basicamente, é isso, e eu tiraria a expressão “um tanto”. Acho o filme bobo – um dos dois únicos filmes ruins, ao lado de A Sereia do Mississipi, dos 21 feitos pelo meu diretor preferido, meu cineasta do coração.

O personagem central não é apenas “rico, pobre, corajoso, medroso, tímido, impulsivo, sentimental, autoritário, egoísta, terno, doce” – é implausível. Não tem sentido aquela queda do alto do mundo do concerto erudito para a pobreza, quase miséria do bar fuleiro de periferia pobre. Simplesmente não tem sentido.

Mas propriamente “desnecessário” o filme não é. Ele me parece, hoje, um treino, um ensaio geral, um exercício de estilo para que François Truffaut pudesse, 23 anos mais tarde, fazer um policial excelente que é também a subversão completa e deliciosa do gênero, um noir que é também comédia romântica, ou vice-versa – Vivement Dimanche!, aquela maravilha.

Anotação em junho de 2016

Atirem no Pianista/Tirez sur le Pianiste

De François Truffaut, França, 1960.

Com Charles Aznavour (Charlie Kohler / Edouard Saroyan),

e Marie Dubois (Léna), Nicole Berger (Thérèse Saroyan), Michelle Mercier (Clarisse), Serge Davri (Plyne, o dono do bar), Catherine Lutz (Mammy, a mulher de Plyne), Richard Kanayan (Fido Saroyan, o irmão mais novo), Albert Rémy (Chico Saroyan, o irmão mais velho), Jean-Jacques Aslanian (Richard Saroyan, o segundo dos irmãos), Daniel Boulanger (Ernest, o bandido), Claude Mansard (Momo, o outro bandido), Claude Heymann (Lars Schmeel, o agente de artistas), Alex Joffé (homem que acode Chico na calçada), Boby Lapointe (o cantor do bar)

Roteiro François Truffaut e Marcel Moussy

Diálogos François Truffaut

Baseado no livro Down There, de David Goodis

Fotografia Raoul Coutard

Música Georges Delerue

Montagem Claudine Bouché e Cécile Decugis

Script girl Suzanne Schiffman

P&B, 85 min.

Produção Pierre Braunberger, Les Films de la Pléiade.

R, **

Um Comentário

  1. Senhorita
    Postado em 25 outubro 2016 às 10:02 am | Permalink

    Compartilho sua opinião, mas ressalto que dou 4 estrelas para o Boby Lapointe, presença pela qual quis ver esse filme e qualquer outro em que esteja :p

Um Trackback

  1. […] seus parcos, exíguos 52 anos de vida, François Truffaut só teve tempo de fazer 24 filmes – 3 curtas e 21 longa-metragens. Poucos, mas, claro, o […]

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